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Como planejei minha viagem a Portugal: erros e acertos

Algumas pessoas têm pedido dicas de como planejei minha viagem de 35 dias a Portugal e Barcelona, realizada entre outubro e novembro de 2017. Então, decidi compartilhar essa experiência, erros e acertos. A gente sabe que usufruir de uma boa viagem é o que todo mundo quer, mas pra chegar lá é necessário se organizar e planejar tudo direitinho ou contar com a assessoria de uma boa agência para cuidar de todos os detalhes. Comecei a planejar essa viagem uns três meses antes, pesquisando pela internet, mas quase todas as decisões foram tomadas nas últimas semanas, por isso acabei gastando mais com passagens aéreas e hospedagem. Viajei com uma amiga e, como nesse meio tempo ela assumiu compromissos pessoais que impunham prazo para estar lá, isso reduziu um pouco nossas possibilidades.

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Voo de volta em uma manhã ensolarada, logo após decolagem em Lisboa

Passagens ou pacote?
Sugiro comprar com antecedência de 3 a 5 meses. Pode aparecer uma super oferta de última hora, mas é imprevisível, arriscado, principalmente se você precisar viajar em um período determinado, como as férias. Nós optamos por comprar as passagens separadas da estadia e demais serviços para ter mais mobilidade, já que ficaríamos por um período mais longo que a média.
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Visão interna do avião no voo de ida para Portugal

Compramos as passagens mais ou menos um mês antes da data de embarque, então os valores não foram dos melhores. Uns quatro meses antes, teríamos tido uma economia de aproximadamente 40%. Mas os valores também variam um pouco conforme o período do ano em que se pretende viajar. Por exemplo, para Portugal a maior demanda de turismo costuma ser na primavera e verão do hemisfério norte, então no outono e inverno (21 de setembro a 20 de março) os valores são mais baixos, tanto para passagens aéreas quanto para hospedagem.
Para Portugal (ida e volta), comprei as passagens de voos diretos por meio de uma agência de viagens, já para Barcelona foi pelo site da companhia aérea. Fomos de classe econômica para Portugal, mas de uma próxima vez em uma viagem tão longa (10 horas) pretendo comprar um lugar com mais espaço entre as poltronas ou ir de classe executiva. Estou certa de que será um investimento baixo em relação ao benefício.
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Chegada no aeroporto de Lisboa: bem cansada, mas muito feliz e ansiosa

Para Barcelona embarquei sozinha e foi bem tranquilo, já que a duração do voo direto de Lisboa é de apenas 2 horas. Dica: sempre tenha consigo um aparelho com vídeos ou músicas e fone de ouvido, pois nunca sabemos o quanto barulhenta será a pessoa ao nosso lado.
Outra coisa, importantíssima, saia de casa com muita antecedência para o aeroporto, pois as distâncias que temos que percorrer dentro deles até chegar ao local de embarque podem ser enormes, tipo meia hora de caminhada a passos rápidos. Na volta ao Brasil, tive que correr, literalmente, para conseguir embarcar, depois de perder mais de uma hora na fila do Tax Free. Havia apenas uma funcionária no guichê da alfândega! Detalhe, corri com uma mala pequena de rodinhas, mochila e bolsa.
Estresse e correria em vão porque ainda por cima não consegui ser atendida em tempo, então não obtive o reembolso do valor referente a alguns produtos comprados em Lisboa, mas consegui embarcar.. Ufa! Rs. A regra do Tax Free é te devolver até 15% do valor de compras acima de 61,35 Euros em estabelecimentos credenciados, mas na propaganda ninguém te fala da burocracia e filas enormes que tem que enfrentar no aeroporto.
Hospedagem
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Rua de Belém (Lisboa) onde ficamos hospedadas

Fizemos as reservas antecipadas da estadia completa em Lisboa. Os primeiros oito dias foram em um pequeno apartamento em Belém: valor mediano, sem luxo, porém com tudo novo, limpo e confortável, além do local ter nos mostrado ser bem seguro. Mas só fizemos essa opção porque para esses primeiros dias não conseguimos vagas na pousada (hostel) escolhida, no Parque das Nações, onde ficamos todo o período restante, em quarto muito simples, mas privativo com banheiro, a um custo bem mais acessível (20 Euros/dia por pessoa). Veja aqui um dos passeios que fiz em Portugal
Contudo, para períodos mais longos, como foi nosso caso, não recomendo ficar em hostel, a não ser que não se importe de ser acordado no meio da noite com barulho de porta batendo, gente falando alto e correndo pelos corredores. Além disso, depois de uma semana a gente já começou a ficar dolorida por conta da mola torta dos colchões (bem usados) e cansada do chuveiro que às vezes não esquentava. Pelo que pesquisei antes de ir, uma boa opção para quem vai ficar em Lisboa por mais de 15 dias pode ser alugar uma pequena casa ou apartamento direto com o proprietário, mas precisa fazer a reserva com uns dois ou três meses de antecedência.
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Quarto de pousada no Parque das Nações (Lisboa)

Minhas duas noites em Barcelona foram em um hotel simples, no bairro de Gràcia, quarto pequeno, mas confortável, sem café da manhã. Tomei café em uma padaria perto por 1/4 do valor cobrado no hotel. O hotel fica a poucas quadras do Parque Güell e a algumas estações de metrô dos outros principais pontos turísticos, mas bem longe do aeroporto. Em uma próxima oportunidade darei preferência para uma região mais central. Confira aqui um pouco do que vi em Barcelona

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Seguro de Saúde e outros documentos
Para entrar em Portugal como turista (estada por até 90 dias), brasileiros não precisam de visto prévio (obtido na Embaixada), mas ao chegar lá é necessário apresentar alguns documentos às autoridades de fronteira (portos e aeroportos), sob risco de ser impedido de entrar. Esses documentos são passaporte com validade superior a pelo menos 3 meses da duração prevista para a estada; bilhete de viagem (ida e volta); comprovante de alojamento (recibos de reservas em hotéis e pousadas); seguro de saúde; comprovantes de que possui meios financeiros para suportar a estada, equivalentes a 75 Euros por cada entrada no país acrescidos de 40 Euros ao dia por pessoa. Assim, para permanecer 15 dias em Portugal uma pessoa deve ter 675 Euros, o que equivale a cerca de R$ 2.700,00.

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Passaporte precisa ter validade superior a pelo menos 3 meses da duração prevista para a estada

Embora a maioria dos sites e blogs de viagem apontem a necessidade de se obter um seguro de viagem completo para entrar em Portugal, entre outros países da Europa, nos sites da Embaixada de Portugal no Brasil e do Consulado Geral de Portugal em São Paulo o único seguro mencionado entre os documentos necessários para brasileiros entrarem em Portugal é o de Saúde. Não deixe de conferir todos os detalhes nos links mais abaixo e, em caso de dúvida, telefone para a Embaixada!
E atenção, é possível obter sem custo o seguro saúde pública (Certificado de Direito à Assistência Médica ou PB4), por meio do Ministério da Saúde do Brasil, devido a acordo de cooperação mantido com o governo de Portugal. Só que é necessário ser contribuinte do INSS e fazer o pedido com boa antecedência, devido aos prazos para a emissão do documento. Esse certificado permite que brasileiros sejam atendidos na rede pública de saúde de Portugal pagando o mesmo que os cidadãos portugueses, cujos valores são bem simbólicos e a qualidade muito boa. Como descobri isso em cima da hora (uma semana antes), não deu pra mim dessa vez.
O pedido deve ser feito na sede do MS do seu estado, que fica na capital. O acordo de cooperação internacional também inclui Cabo Verde e Itália. No meu caso, como já pretendia passar uns dias na Espanha e a cobertura de despesas médicas é o que mais encarece, precisei garantir o seguro saúde e optei pelo seguro de viagem completo, que inclui indenizações em casos de acidente, morte, perda de bagagem, etc. Os valores que cotei com as seguradoras brasileiras variaram de R$ 350 a R$ 600 para o período.
Na minha chegada, o único documento que o fiscal de fronteira portuguesa me pediu para ver foi o passaporte, mas não dá pra contar com isso, claro. Vale destacar que, conforme acordo entre 25 países da União Europeia, uma vez que autorizada a entrada em qualquer um desses países, como Portugal, a pessoa pode circular pelos outros países membros sem a necessidade de passar pela autoridade de fronteira, por até 90 dias. Assim foi quando cheguei a Barcelona.

Clique aqui para ver o endereço do MS no seu estado e os docs para o PB4
Clique aqui para ver os docs necessários para entrar em Portugal segundo o Consulado Geral de Portugal em SP
Clique aqui para ver no site da Embaixada de Portugal os docs exigidos para brasileiros

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Moeda local

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Euros em espécie para táxi, gorjetas e feira

Também é recomendável comprar com alguma antecedência, pois se ficar em cima da hora e a variação cambial da moeda local (Euro, Dólar, etc) estiver em alta, você terá que comprar ao menos uma parte de qualquer jeito, pra não chegar sem nada. Eu optei por levar 60% do valor em cartão de viagem internacional (de débito) e o restante em dinheiro (Euros), mas acho que poderia ter sido 70%. O cartão é mais seguro, com chip e senha, e também permite sacar dinheiro em alguns terminais, mas fica um pouco mais caro (pra mim ficou R$ 0,20 a mais por cada Euro).
Dá para comprar moeda estrangeira nos bancos no Brasil, mas pelo menos em relação ao que tenho conta, as casas de câmbio foram mais vantajosas. Também pesquise antes via internet, em sites que reúnem várias operadoras e funcionam como leilões virtuais. Inclusive porque te dão ideia da variação cambial diária. Consegui um preço melhor online, mas ao negociar com uma casa de câmbio local ela cobriu a oferta.
Pagar com seu cartão de crédito internacional também é uma opção, mas costuma ficar um pouco mais caro devido ao acréscimo do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que varia conforme a cotação do Dólar, mas não deixe de levar como garantia em uma situação emergência. Tive que usar o cartão de crédito para pagar as reservas de locação de um carro (única forma aceita online) e das hospedagens (o 1º dia de cada local + taxa de turismo), já que a outra forma, que seria a transferência bancária internacional, não compensa mesmo, a taxa cobrada é muito alta, independente do valor transferido ser pequeno (não varia).
Decidi levar parte em dinheiro porque tinham me dito que alguns pequenos comércios de Portugal ainda não aceitavam cartão. No fim, praticamente todos os lugares que fui aceitaram o cartão de débito, até mesmo bancas de jornais, só precisei mesmo de dinheiro vivo para pagar táxi, gorjetas e itens de feira. Sobre quanto levar? Depende do seu perfil de consumo. Me disseram pra garantir 50 Euros/dia para refeições, transporte e ingressos em museus e atrações turísticas, mas no dia a dia gastei menos, principalmente porque usei muito transporte público, com exceção de quatro corridas de táxi e o carro locado por dois dias.
Espero que essa minha pequena contribuição tenha sido útil! Veja também minhas Dicas de transporte em Lisboa e Barcelona pra você andar tranquilamente e aproveitar tudo de bom que essas belas capitais europeias oferecem!
E logo teremos mais dicas, de Alimentação, Comunicação e Passeios dessa viagem.. Aguarde!

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Onde se hospedar? BOOKING
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Bj da Mi!
Quer um pouco de inspiração para sua viagem? Veja:
Um tempo pra mim
Descobrindo Gaudí em Barcelona

Autora do embarque40mais.com. Uma jornalista, do interior de São Paulo-BR, que adora conhecer lugares, culturas, ter novas experiências e contar boas histórias.

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