Delfinópolis MG: mais de 150 cachoeiras de águas cristalinas

A pequena Delfinópolis, em Minas Gerais, é um desses lugares que a gente deveria ir ao menos uma vez por ano. Suas lindas paisagens montanhosas e as cachoeiras de águas cristalinas parecem funcionar como purificadores da mente e da alma. A tranquilidade da cidade de 7 mil habitantes, localizada entre o Rio Grande e o Parque Nacional Serra da Canastra, completam o ambiente perfeito para passar um tempo longe do estresse e rotina urbanos.

Estive duas vezes na cidade, em 2015 e na primeira semana de janeiro de 2018. Embora o potencial ecoturístico seja enorme, a principal atividade econômica de Delfinópolis ainda é a agricultura, com destaque para a produção de bananas. Para onde se olha além da pequena área urbana vê-se bananais, mas também há a pecuária e outros cultivos, como milho, café e cana-de-açúcar.

A expectativa é de que a frequência de turistas na cidade aumente bastante se for finalmente cumprida a promessa de construção de uma ponte sobre o Rio Grande, ligando a cidade à vizinha Cássia. Por enquanto, o jeito é fazer a travessia de balsa (1.800 metros), ao custo de R$ 23 para veículos de passeio. O caminho exclusivamente por terra é bem mais longo pra quem vai de São Paulo e outros estados do sudeste e sul.

Mar de Minas

Travessia de Balsa pelo Rio Grande, entre Cássia e Delfinópolis, em Minas Gerais.
Travessia de Balsa pelo Rio Grande, entre Cássia e Delfinópolis (janeiro de 2018)

Quando se fala dessa região muita gente comenta logo sobre “o Mar de Minas”, fazendo referência às águas do Rio Grande e suas represas, que, dependendo da incidência do sol, adquirem uma tonalidade azulada como mar. O Rio Santo Antônio também corta a cidade, mas o maior espetáculo fica por conta da cadeia de serras, de onde brotam belíssimas cachoeiras: mais de 150, com desenhos diversos e águas cristalinas!

Cachoeira Maria Cândida, em Delfinópolis (MG).
Cachoeira Maria Cândida, em Delfinópolis (MG)

Conheci as cachoeiras do Claro e do Aqualume, próximas ao Centro da cidade (5 a 6 km) e com boa estrutura (restaurante e área de estacionamento), mas são cobradas taxas de visitação: R$ 15 no Aqualume e R$ 20 no Claro. O acesso às cachoeiras é a pé por pequenas trilhas. Até a parte alta do Aqualume, na cachoeira Maria Cândida, leva aproximadamente 15 minutos. Já a parte baixa, com as cachoeiras Poço do Tesouro e Sempre Viva, fica bem ao lado do estacionamento e é uma boa opção para levar crianças, pois tem mais pontos de águas rasas e claras, mas também exige vigilância constante de adultos.

O acesso às quedas do Claro tem trechos mais difíceis e longos até chegar aos pontos mais elevados, como a cachoeira da Gruta (foto destacada). Recomendo levar água e usar um calçado fechado e aderente a pedras molhadas, usar protetor solar e repelente. O exercício da subida é recompensado a cada parada por um bom banho de água fria e límpida e, às vezes, pode-se observar lindas borboletas azuis!

Foto noturna da Praça Central de Delfinópolis, em Minas Gerais.
Praça Central de Delfinópolis, em Minas Gerais. Igreja matriz reflete em água da fonte

Ah, e andar pelo centro da cidade também é muito agradável e tranquilo. Costumo dizer que em Delfinópolis os motoristas param o carro até mesmo para a travessia de galinhas, criadas soltas pelas ruas e praças. Mas, se for caminhar à noite, tome cuidado para não pisar em um sapo, pois em alguns períodos do ano muitos deles circulam por ruas e calçadas e em locais pouco iluminados fica difícil enxergá-los.. rs.

Dica: Se precisar de internet móvel, consulte se o sinal de sua operadora chega ao local. Observei que os sinais da OI e da Claro são muito ruins lá.

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  • Texto e fotos: Michele da Costa, jornalista e autora do Embarque40Mais

Obs.: Com informações da Prefeitura de Delfinópolis (MG), disponíveis no site oficial. Os valores e dados mencionados foram obtidos em janeiro de 2018.

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