fbpx

AuthorMichele da Costa

Trem turístico entre Itu e Salto rememora origens da República

Um novo passeio de trem turístico entre Itu e Salto, interior de São Paulo, promete levar os passageiros a reviverem fatos históricos que provocaram a queda do Império e o início da República no Brasil. Por isso, recebeu o nome de Trem Republicano, e algumas passagens dessa história aconteceram justamente na cidade de Itu.

Assim, a inauguração da Estrada de Ferro Ituana aconteceu em 17 de Abril de 1873 e, logo no dia seguinte, foi realizada a Convenção Republicana de Itu. Além disso, esta convenção foi o primeiro encontro do tipo e marco de fundação do Partido Republicano Paulista (PRP), que foi importante para a queda do Império, em 1889.

Então, quase 150 anos depois, o passeio do Trem Republicano será operado com uma locomotiva a diesel, ano 1952, e três carros com capacidade total para 132 passageiros. A locomotiva pertenceu à antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.

Passeio de trem turístico entre Itu e Salto dura uma hora

O trajeto turístico, de Itu a Salto ou de Salto a Itu, possui 7,6 Km de extensão e duração aproximada de uma hora. Durante o percurso, guias habilitados contarão sobre a história relacionada ao trem e promoverão interações culturais com os passageiros.

No entanto, há três opções de embarque no Trem Republicano: nas classes Convencional (inclui água), Turística (com kit lanche e água, em vagão com acessibilidade) e Boutique Pet Friendly (com lanche especial, refrigerante, água e cerveja). Confira todas as informações para planejar seu passeio, mais abaixo.

Sobre o projeto que viabilizou o Trem Republicano

Trem-Republicano-2-1024x683 Trem turístico entre Itu e Salto rememora origens da República
Estação Ferroviária de Itu (foto) e de Salto foram reformadas para viabilizar roteiro

Então, a história do projeto de trem turístico começou em 2005, durante um evento sobre revitalização ferroviária, organizado pelo Movimento de Preservação Ferroviária (MPF). Foi quando a proposta de roteiro ganhou o nome de Trem Republicano.

As obras só começaram três anos depois, com recursos do Ministério do Turismo e a doação de trilhos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Mas, com apenas dois quilômetros de trilhos assentados, as obras foram interrompidas.

A retomada das obras aconteceu em 2013, graças a convênios com o Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur). Esse Departamento pertence à Secretaria de Turismo do Estado. 

Dessa forma, os repasses permitiram a conclusão do projeto, que incluiu pontes sobre o Rio Tietê, o girador de locomotiva e a reforma das estações. O investimento total do Governo do Estado foi de R$14,1 milhões.

Consórcio entre Municípios viabiliza operação do trem

A Serra Verde Express, concessionária da ferrovia Curitiba-Paranaguá (PR), é a responsável pela operação do trem turístico entre Itu e Salto. As prefeituras das duas cidades paulistas contrataram a empresa por meio de consórcio intermunicipal.

A expectativa das prefeituras e do governo do estado é que o Trem Republicano contribua para atrair mais turistas para as duas cidades. Assim, consequentemente promover geração de emprego e renda para a população local.

Outro passeio de trem turístico muito bacana, no interior de São Paulo, é o da Maria Fumaça Campinas, entre Campinas e Jaguariúna. 

Onde e quando embarcar no trem turístico entre Itu e Salto

Trem-Republicano-1-1024x768 Trem turístico entre Itu e Salto rememora origens da República
Classe convencional do Trem Republicano possui assentos confortáveis

Entre 19 de Dezembro de 2020 e Janeiro de 2021, haverá duas saídas diárias do Trem Metropolitano. Às 9h na Estação Ferroviária de Itu e às 14h30 na Estação de Salto.

Só que, a partir de Fevereiro, estão previstas mais duas saídas diárias em cada estação. Às 13h e às 16h em Itu e às 10h30 e às 17h30 em Salto. Mas é recomendável comprar os ingressos antecipadamente e chegar à estação meia hora antes do horário previsto para a saída do trem. 

Os ingressos estão à venda nos guichês das estações, no site da operadora ou por meio do seu agente de viagens, sem custo adicional. Então, se ainda não tem um profissional de sua confiança, pode contar com nossa agência, a Embarque40Mais Viagens!

Atualmente, os preços dos ingressos do trem turístico entre Itu e Salto variam de R$77 (classe convencional) a R$101 (boutique) por pessoa. Mas também há opções de pacotes, que incluem passeios nas cidades de Salto ou de Itu, almoço, entre outros itens.

Contudo, nos dias 20, 21 e 22 de Dezembro de 2020, o valor do ingresso será de R$15 + 1kg de alimento (para doação). Além disso, é bom saber que, como prevenção à Covid-19, os trens da Serra Verde Express estão operando com capacidade reduzida, vagões esterilizados, equipes de máscara e distanciamento. Passageiros também devem usar máscara.

Referências:

Texto redigido e editado pela jornalista Michele da Costa. Com informações e imagens fornecidas pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e pela Serra Verde Express.

Distribuição de vacinas anti-Covid no Brasil conta com Cias aéreas

A Azul Linhas Aéreas e a GOL oferecem suas aeronaves para colaborar gratuitamente com a distribuição de vacinas anti-Covid no Brasil. A oferta das companhias aéreas é dirigida a autoridades governamentais do País.

Assim, segundo a Azul, o objetivo é “auxiliar o Brasil na logística de distribuição dos imunizantes para essa doença, que causou a pior crise de saúde dos últimos anos”. Por isso, coloca à disposição de qualquer autoridade governamental do País sua malha aérea com 113 cidades e diversificada frota de aeronaves, que inclui modelos da Embraer, Airbus, ATR e Cessna.

A oferta da Azul foi apenas anunciada publicamente, nesta quarta-feira (09 de Dezembro), então até a veiculação desta notícia a empresa ainda não tinha recebido retorno de autoridades. “Por meio das operações da Azul Cargo Express, temos a capacidade única de transportar vacinas com segurança e eficiência para cidades e comunidades em todo o país. (…)”, informa John Rodgerson, presidente da Azul.

Mapa-Azul-rotas-806x1024 Distribuição de vacinas anti-Covid no Brasil conta com Cias aéreas
Mapa mostra como rotas da Azul permitem distribuir vacinas por todo o Brasil

Mas, a Cia aérea brasileira também incentiva a colaboração de outras empresas na distribuição de vacinas anti-Covid no Brasil. “Sabemos da importância dessa missão e queremos incentivar todas as empresas de logística e transporte do Brasil a fazerem o mesmo. Agora é a hora de todos trabalharmos juntos e apoiarmos o Brasil”, diz Rodgerson.

Além disso, recentemente a Azul anunciou a oferta a seus passageiros de cobertura gratuita de emergências médicas em caso de diagnóstico de COVID-19 durante viagem internacional. Dessa forma, ela foi a primeira Cia aérea brasileira a oferecer essa cobertura, por período determinado.

Aviões da GOL estão disponíveis para distribuição de vacinas anti-Covid no Brasil

avião-gol Distribuição de vacinas anti-Covid no Brasil conta com Cias aéreas
Aviões da GOL terão espaço para vacinas anti-Covid. Foto: Divulgação Gol

A GOL Linhas Aéreas também informou que, “conforme previamente comunicado, está à disposição das autoridades do Brasil para transportar gratuitamente as vacinas contra a Covid-19, quando estiverem disponíveis”. Dessa forma, toda a malha de voos da empresa terá espaço nas aeronaves para levar os produtos aos pontos necessários, com a GOLLOG.

No entanto, a Assessoria da GOL lembra que esta é mais uma da Cia sua em solidariedade ao combate à pandemia. Um exemplo anterior é o fato de ter sido a primeira a transportar gratuitamente profissionais da Saúde para o atendimento de pacientes com COVID-19. Assim, a GOL reitera que “a saúde, o bem-estar e a segurança de todos, incluindo seus clientes e colaboradores, são valores incontestáveis”.

Para organizar sua próxima viagem, você pode contar com os serviços da Embarque40Mais Viagens. Consultoria profissional sem custo adicional!

Referências:

Notícia editada pela jornalista Michele da Costa, com informações e imagens fornecidas pelas Assessorias de Imprensa da Azul e da GOL.

Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas

O Viaduto São Paulo, mais conhecido como “Laurão”, tornou-se uma “galeria” de arte urbana em Campinas-SP. É que os muros de sustentação do Viaduto ganharam as cores e traços de nove artistas, com diferentes estilos e técnicas, como o Muralismo e o Grafite. As criações fazem parte do projeto Poesia Pública, que ocupou o Viaduto com temas relacionados à sustentabilidade neste final de ano.

O curador do projeto, Fabiano Carriero, explica que a ideia foi trazer mais cor à cidade por meio de variados estilos. Por isso, além dele próprio, os artistas responsáveis pelas obras são Mirs Monstrengo, Ewerton, Sara Rezende, Marion Chatton, Leandro Kranium, Fernando Pimentel “Tosko”, Genivaldo Amorim e Philippe Dias.

Mas o Poesia Pública começou meses antes, como um projeto individual de Carriero, com obras realizadas na avenida Andrade Neves e na Rua Treze de Maio, áreas populares do Centro da cidade. “O pessoal da Virada Sustentável gostou e me convidou, então, acrescentei mais artistas”, conta o curador.

A simbologia da ocupação do Laurão com obras de arte urbana em Campinas

  • Arte-Viaduto-Laurao-Campinas-4-e1607061535537 Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas
  • Arte-Viaduto-Laurao-Campinas-14 Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas
  • Arte-Viaduto-Laurao-Campinas-1-e1607061102503 Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas
  • Arte-Viaduto-Laurao-Campinas-2-e1607061234233 Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas
  • Arte-Viaduto-Laurao-Campinas-7-e1607061081258 Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas
  • Arte-Viaduto-Laurao-Campinas-12-e1607060554696 Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas
  • Arte-Viaduto-Laurao-Campinas-8-e1607061826196 Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas

Além de transformar o local em um ponto de atração turística, a exposição duradoura desses trabalhos de arte urbana no Viaduto Laurão em Campinas é muito simbólica. Isso porque o Viaduto transpõe a Avenida Moraes Salles sobre a Via Norte-Sul (Avenida José de Souza Campos), região com elevado poder aquisitivo, compondo um dos cartões postais mais importantes da cidade.

É curioso pensar que a arte urbana surge no Brasil na mesma década em que o viaduto foi construído, os anos 1970, mas somente agora, quase quatro décadas depois, eles se encontram. Importante também o fato de que a arte urbana ou arte de rua surge durante a Ditadura Militar, por meio do grafite, na cidade de São Paulo, conforme nos conta a arte-educadora Laura Aidar, em artigo disponível no site Toda Matéria.

Ainda hoje o Grafite é considerado uma forma de democratizar espaços públicos e muito utilizado para expressar críticas sociais, assim como o Muralismo Mexicano. Mas Carriero, o curador do projeto, acrescenta que “o interessante não é só ocupar o Laurão com a arte, é também mostrar essas diferenças de estilo, o que atiça mais a curiosidade”.

E uma das obras mais curiosas do projeto (“Tereza em Vênus”) é de autoria dele, que se identifica com o Muralismo Mexicano. “Tereza é só amor, porém a onça ali demonstra que ela é selvagem e sabe se defender. Seria algo como as mulheres são amor, mas não são frágeis”, explica.

Arte Urbana em Campinas: Figura da mulher negra ocupa pilares do Laurão

Arte-Viaduto-Laurao-Campinas-13-959x1024 Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas
A arte de Sara Rezende sob o Laurão

Aliás, o feminino está presente em várias obras nos pilares do Laurão, a exemplo do mural ocupado pela arte inquietante de Sara Rezende. Quem passa na Via Norte-Sul sob o Laurão é logo absorvido pela força e beleza de quatro figuras negras femininas.

Sara conta que a força feminina negra está presente em quase todos os seus trabalhos autorais, então neste, que foi seu maior mural até agora, não poderia ser diferente. “Diante da ideia de desafio e de crescimento, quis priorizar o cenário feminino”, explica.

Embora diferentes, na concepção da artista as quatro figuras são a mesma pessoa. “Elas representam nossas fases, experiências, desafios e sentimentos que a gente desenvolve. Mas gosto de abrir para interpretações diferentes”, diz Sara.

Assim, outro aspecto que chama atenção nesta obra é o fato de aparentemente as personagens não enxergarem. “Pensei na questão da gente não conseguir enxergar o que vem por aí. Por isso, coloquei objetos tapando os olhos e na última não coloquei a íris”, explica ela.

Sara Rezende considera esse trabalho como Muralismo. Com 26 anos de idade, a artista campineira ainda é nova na arte de pintar muros. Mas tem planos para ampliar esses trabalhos e contribuir para tornar as artes visuais mais acessíveis a todas as pessoas.

Falando em arte, você também pode gostar de ver sobre minha experiência visitando a Bienal de São Paulo.

Mãe África

Arte-Viaduto-Laurao-Campinas-3-768x1024 Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas
Obra de Leandro Kranium no Laurão

Então, outra obra no Laurão que destaca a imagem negra feminina é a de Leandro Kranium, no pilar bem atrás da antiga Banca do Bosque. A figura da mulher africana tradicional, com um Baobá ao fundo, nos lembra das nossas origens e herança ancestral.

No Portal Geledés, a árvore Baobá é descrita como “um dos símbolos fundamentais das culturas africanas tradicionais. Os velhos baobás africanos de troncos enormes suscitam a impressão de serem testemunhas dos tempos imemoriais”.

As obras do Poesia Urbana no Viaduto Laurão foram realizadas no final de Outubro de 2020, por meio da Virada Sustentável Campinas, com o tema “Refuturo”. Dessa forma, a expectativa dos organizadores da Virada é que as obras fiquem como legado para a cidade.

Um pouco da história do Viaduto Laurão em Campinas

Arte-Viaduto-Laurao-Campinas-1024x578 Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas
Inauguração do Viaduto Laurão foi em 1977

Mas afinal, por que o Viaduto São Paulo foi apelidado de Laurão? Isso aconteceu por conta do prefeito de Campinas à época da sua construção, Lauro Péricles. O viaduto foi inaugurado em 1977, marcando um período de grandes obras viárias e expansão da cidade.

Dessa forma, para o jornalista Luiz Roberto Saviani Rey, a década de 70 em Campinas foi “a era do concreto e do automóvel”, conforme artigo veiculado no site do Jornal da PUC-Campinas, em Junho de 2016. Segundo Saviani, o autor do plano para transformar Campinas em uma metrópole foi o engenheiro Prestes Maia, lá nos 1930.

Mas a execução das grandes obras viárias coube aos governos de Orestes Quércia e Lauro Péricles, entre o final dos anos 1960 e os anos 1970. E uma dessas obras foi a do Viaduto Laurão, na Avenida Moraes Salles, “sobre a depressão formada pelo leito do córrego Proença, entre o Centro e a região Leste, com mais de 350 metros”.

Referências de “Viaduto Laurão vira galeria de arte urbana em Campinas”:

Reportagem e fotos da jornalista Michele da Costa (direitos reservados). Com informações da Virada Sustentável, disponíveis no site oficial em 03/12/21, e das outras fontes já referenciadas no texto.

© 2021 Embarque40Mais

Theme by Anders NorénUp ↑

%d blogueiros gostam disto: