AuthorMichele da Costa

Festival de Inverno de Campos do Jordão: programação 2019

Em sua 50ª edição, o Festival de Inverno de Campos do Jordão 2019 vai integrar as músicas clássica e popular em programação recorde, com mais de 150 apresentações ao todo. A maioria com entrada gratuita! Veja os destaques da programação, com local, data e hora, e saiba como adquirir os ingressos.

A expectativa dos organizadores é que essa edição histórica do Festival de Inverno de Campos do Jordão também atinja recorde de público (150 mil pessoas) e se consolide como o maior evento de música clássica da América Latina. O Festival é realizado pela Fundação Osesp, nas cidades de Campos do Jordão-SP e São Paulo, neste ano entre 29 de Junho e 28 de Julho.

Aproximadamente 80% das apresentações do Festival serão gratuitas, entre as quais uma série de concertos da Orquestra Jazz Sinfônica (foto destacada) com grandes nomes da música popular. Entre eles estão: Mônica Salmaso e Nelson Ayres; Carlinhos Brown; Fafá de Belém; Spok; Toquinho; Lenine; e Diogo Nogueira, com a Sinfonieta da Jazz. A Jazz Sinfônica também fará uma apresentação com o compositor Francis Hime, que inclui as participações da harpista Liuba Klevtsova e da cantora Olivia Hime como solistas.

Grandes nomes da música erudita no 50º Festival

Neil Thomson é um dos convidados do Festival de Inverno de Campos do Jordão em 2019
Regente Neil Thomson é um dos artistas convidados da 50ª edição

O concerto de abertura do Festival, no dia 29 de Junho (20h30), será da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), sob a regência de Marin Alsop. O barítono brasileiro Paulo Szot, vencedor do Tony Award 2008 de melhor ator pelo musical “South Pacific”, será o solista. Szot está entre artistas convidados, ao lado dos pianistas Nelson Freire, Arnaldo Cohen e Jean-Louis Steuerman, e os regentes Alexander Liebreich, Giancarlo Guerrero e Neil Thomson.

Nelson Freire fará dois recitais, celebrando seus 70 anos de carreira. Arnaldo Cohen será o solista de dois concertos da Camerata do Festival; e Jean Louis-Steuerman, solista em dois concertos da Orquestra do Festival. Entre os destaques da música sinfônica está a Filarmônica de Goiás, que fará três concertos sob a regência de Neil Thomson e com o clarinetista britânico Michael Collins como solista.

A Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo se apresentará sob regência de Roberto Minczuk, com o oboísta Arcádio Minczuk como solista; a Orquestra Sinfônica do Paraná, sob a regência de Stefan Geiger, com a jovem violinista italiana Francesca Dego como solista; a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, sob a regência de Cláudio Cruz, tendo como solista a pianista ucraniana Anna Fedorova; e a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, sob a regência de Victor Hugo Toro, tendo o violoncelista sérvio Viktor Uzur como solista.

O Festival de Inverno de Campos do Jordão contará, ainda, com um último evento, dia 4 de Agosto, às 17h, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, com um programa popular-sinfônico da Orquestra Jazz Sinfônica e convidado.

Personagens históricos do Festival de Inverno de Campos do Jordão serão homenageados

Pianista Arnaldo Cohen será solista de dois concertos da Camerata do Festival
Arnaldo Cohen será solista de dois concertos da Camerata do Festival. Foto: Bella Cardim/ Divulgação

Outra característica muito bacana dessa edição é a homenagem a cinco personagens fundamentais para a história do Festival de Inverno de Campos do Jordão. São eles: maestro Eleazar de Carvalho, um dos criadores; maestro e pianista João Carlos Martins, que realizou as primeiras apresentações de música clássica na cidade, no Hotel Toriba; Roberto Minczuk, diretor artístico de 2004 a 2010; Fabio Mechetti, regente titular e diretor artístico da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, que foi regente assistente de Eleazar de Carvalho; e o violonista Fabio Zanon, coordenador artístico-pedagógico do Festival desde 2013.

O “Festival de Inverno de Campos do Jordão Dr. Luís Arrobas Martins” foi criado em 1970, pelos maestros Eleazar de Carvalho, Camargo Guarnieri e Souza Lima. O evento foi inspirado no Festival de Tanglewood, EUA, e combina o trabalho pedagógico com uma programação de música de concerto, contribuindo para ampliar as oportunidades de acesso à música erudita.

Festival de Inverno movimenta turismo em Campos do Jordão

Turismo em Campos do Jordão é fortalecido com Festival de Inverno
Centro do Capivari, em Campos do Jordão. Foto: Ken Chu/ Expressão Studio

Além da difusão da música clássica, o Festival de Inverno de Campos do Jordão movimenta o turismo local e, consequentemente, contribui para a geração de renda. Nesta edição, um estudo de impacto econômico será realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O objetivo é medir a contribuição do evento para a geração de renda, emprego e desenvolvimento. Os resultados do estudo serão anunciados em Agosto.

Campos do Jordão-SP é um dos principais destinos de inverno do país e está a apenas 181 km da cidade de São Paulo. Fica na Serra da Mantiqueira, com clima ameno e paisagens que lhe fizeram conhecida como “a Suíça brasileira”. Durante o Festival, os visitantes também podem aproveitar para desfrutar de atrações características da cidade, como o Capivari, com restaurantes, bares e onde se vê maior influência da arquitetura europeia; teleférico; bondinho; Morro do Elefante; Palácio Boa Vista; Parque Amantikir Garden e o Horto Florestal.

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A seguir, os destaques da programação do 50º Festival de Inverno de Campos do Jordão:

Destaques da programação 2019 do Festival de Inverno de Campos do Jordão

PROGRAMAÇÃO NO AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO
(Av. Dr. Luis Arrobas Martins, s/n, Campos do Jordão)
DATA- HORA
Abertura do Festival pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Com Marin Alsop (regente) e Paulo Szot (barítono)29/06-20h30
Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, com Roberto Minczuk (regente) e Arcárdio Minczuk (oboé)30/06- 12h
Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, com Cláudio Cruz (regente) e Anna Fedorova (piano)30/06- 16h30
Orquestra Filarmônica de Goiás, com Neil Thomson (regente) e
Michael Collins (clarinete)
05/07- 20h30
Orquestra do Festival, com Alexander Liebreich (regente)06/07- 20h30
Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, com Victor Hugo Toro (regente) e Viktor Uzur (violoncelo)07/07- 16h30
Nelson Freire (piano)11/07- 20h30
Grupo de Música Antiga do Festival, com Ricardo Kanji (regente), Marília Vargas (soprano), Bruno Costa (contralto), Jabez Lima (tenor), Isaque Oliveira (baixo)14/07- 16h30
Camerata do Festival, com Lavard Skou Larsen e Arnaldo Cohen19/07- 20h30
Orquestra Jazz Sinfônica, com Francis Hime21/07- 16h30
Orquestra do Festival, com Giancarlo Guerrero27/07- 20h30

Apresentações no Palácio Boa Vista, Dr. Além, Sta Terezinha e Toriba

PROGRAMAÇÃO NO PALÁCIO BOA VISTA
(Av. Adhemar Pereira de Barros, 3001, Jardim Dirce, Campos do Jordão)
DATA- HORA
Big Band Jazz Sinfônica06/07- 11h
Late Night Concert06/07- 21h
Quarteto Carlos Gomes07/07- 11h
Camerata Fukuda07/07- 15h
Franz Halász27/07- 17h
Capela Ultramarina, com Regiane Martinez28/07- 11h
PROGRAMAÇÃO NO ESPAÇO CULTURAL DR. ALÉM
(Av. Dr. Januário Miraglia, 1582, Abernéssia, Campos do Jordão)
DATA- HORA
Elisa Fukuda (violino) e Vera Astrachan (piano)02/07- 18h30
Alunos da Academia da Osesp, com Asbjørn Nørgaard (viola)09/07- 18h30
Quarteto Osesp10/07- 18h30
Miguel Proença (piano)18/07- 18h30
Gabriella Pace (soprano) e Ricardo Ballestero (piano)23/07- 18h30
Escualo Ensemble25/07- 18h30
Camila titinger (soprano) e Fábio Zanon (violão)26/07- 18h30
PROGRAMAÇÃO NA IGREJA SANTA TEREZINHA
(Rua Tadeu Rangel Pestana, 662, Abernéssia, Campos do Jordão)
DATA- HORA
Coro Infantil da Osesp, com Teruo Yoshida e Ariã Ai Yamanaka12/07- 17h
Coro da Osesp, com Valentina Peleggi13/07- 17h
Coral Paulistano, com Naomi Munakata19/07- 17h
Coro Sinfônico de Goiânia, com Katarine Araújo e Fábio Leite26/07- 17h
PROGRAMAÇÃO NO HOTEL TORIBA
(Av. Ernesto Diederichsen, 2962, Vila Matilde, Campos do Jordão)
DATA- HORA
Claudio Goldman06/07- 19h
Eudóxia de Barros08/07- 19h
Guiomar Milan, Marco Bernardo e Antonio Luiz Barker13/07- 19h
Olga Kopylova20/07- 19h
Tiago Paganini e Roberto Capel27/07- 19h

Shows gratuitos do Festival na Praça do Capivari

PROGRAMAÇÃO NA PRAÇA DO CAPIVARI
(Rua Djalma Forjaz, Jardim Elizabete, Campos do Jordão)
DATA- HORA
Jazz Sinfônica, com Mônica Salmaso29/06- 16h30
Jazz Sinfônica, com Carlinhos Brown30/06- 11h30
Jazz Sinfônica, com Fafá de Belém06/07- 16h30
Jazz Sinfônica, com Toquinho13/07- 16h30
Jazz Sinfônica, com Lenine20/07- 16h30
Jazz Sinfônica, com Diogo Nogueira27/07- 16h30

Destaques da programação do Festival em São Paulo

PROGRAMAÇÃO NA SALA SÃO PAULO
(Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo)
DATA- HORA
Filarmônica de Goiás, com Neil Thomson07/07- 11h
Orquestra do Festival, com Alexander Liebreich07/07- 18h
Grupo de Música Antiga do Festival, com Luís Otávio Santos12/07- 20h30
Camerata do Festival, com Lavard Skou Larsen e Arnaldo Cohen20/07- 16h30

Confira outros eventos culturais em São Paulo na nossa Agenda Cultural SP!

Como adquirir ingressos para o Festival de Inverno de Campos do Jordão 2019

Pianista Olga Kopylova se apresenta no Festival de Inverno
Pianista Olga Kopylova vai se apresentar no Hotel Toriba

A programação completa está disponível no site do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Para assistir aos concertos gratuitos é necessário retirar os ingressos duas horas antes, na bilheteria do local, limitados a dois por pessoa e à disponibilidade de lugares.

Em Campos do Jordão, são gratuitos os concertos na Praça do Capivari, Igreja de Santa Terezinha, Palácio Boa Vista (Palco Externo e Capela) e no Espaço Cultural Dr. Além (Campos do Jordão). Em São Paulo, a entrada é gratuita para os concertos na Sala do Coro (Sala São Paulo).

Os ingressos para os concertos pagos podem ser adquiridos antecipadamente via internet e pelo telefone (11) 3777-9721 (de segunda a sexta, das 12h às 18h). Os valores para assistir aos concertos pagos no Auditório Claudio Santoro (1050 lugares) variam entre R$ 50 e R$ 100. Para os concertos pagos na Sala São Paulo (1484 lugares), os ingressos custam de R$ 30 a R$ 50 e estarão à venda na bilheteria do estacionamento duas horas e meia antes do início. Se tiver dúvidas, consulte no site do Festival onde e como adquirir seus ingressos conforme o local de cada apresentação.

  • Referências: Texto editado pela jornalista e autora do Embarque40Mais, Michele da Costa, com informações e fotos fornecidas pelas Secretarias de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e de Turismo.

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Com alta de até 9,2% em preços de passagens, governo veta bagagem grátis

Governo veta bagagem grátis de porão, que tinha sido aprovada pelo Congresso. Preços de passagens aéreas nacionais tiveram alta de até 9,2% no 1º trimestre.

Depois de intensa campanha da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), apresentando possíveis benefícios com a cobrança pela bagagem de porão em voos nacionais, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), vetou a decisão do Congresso Nacional que restabelece a gratuidade. O veto foi publicado no Diário Oficial da União do dia 17 de Junho de 2019, mas ainda pode ser derrubado pelo Congresso. Por enquanto, continua valendo a gratuidade apenas para bagagem de mão de até 10 kg, levada pelo passageiro na cabine.

O principal argumento dos deputados e senadores quando proibiram a cobrança da bagagem despachada, de até 23 kg em voos nacionais, era de que durante o período de desregulação os preços das passagens aéreas não caíram, como se esperava, e até aumentaram em alguns casos. Segundo dados divulgados pela ANAC, dias antes da publicação do veto, o preço médio da tarifa doméstica real (atualizada pela inflação) caiu 1,3% no primeiro trimestre deste ano (janeiro a março), se comparado ao mesmo período de 2019.

Preços Avianca e Latam em alta X Gol e Azul em Baixa| governo veta bagagem grátis

governo veta bagagem grátis despachada: Gol é uma das Cias que conseguiram reduzir preços
Tarifas da Gol caíram 3,9% entre janeiro e março de 2019. Foto: Divulgação Gol

Contudo, as variações dos preços praticados pelas principais empresas aéreas foram mais altas do que baixas. As maiores altas no período foram verificadas nas tarifas da Avianca (+9,2%), em processo de recuperação judicial, e da Latam (+3,8%). Gol e Azul registraram tarifas em queda de 3,9% e 1,8%, respectivamente.

O preço por Km percorrido aumentou em oito estados, com destaque para os voos com origem e destino no Rio de Janeiro (11,7%). A maior queda por Km foi no estado do Espírito Santo (18,6%). O valor médio das passagens aéreas nacionais foi de R$ 371,76 no primeiro trimestre contra R$ 376,50 no mesmo período de 2018.

O argumento da ANAC é que as elevações verificadas ocorreram devido ao encarecimento dos custos das Cias aéreas, com destaque para o combustível (querosene de aviação), com alta de 10,8%, e do câmbio do Dólar, que subiu 16,2% no período. Dados sobre os custos adicionais para quem precisou despachar bagagem no período não foram divulgados pela ANAC no material encaminhado à Imprensa.

Vigora abertura de mercado a capital estrangeiro, mas governo veta bagagem grátis

Os dados têm como base o Relatório de Tarifas Aéreas Domésticas do 1º Trimestre de 2019, disponível no site da ANAC. Os valores são informados à Agência pelas empresas e não incluem taxas de embarque e serviços opcionais. A emenda vetada pelo Governo foi incluída pelo Congresso à Medida Provisória que autoriza a participação de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas com sede no Brasil, que foi sancionada.

“A decisão, tomada nesta segunda-feira (17/6) pelo presidente da República, estimula a concorrência e elimina barreiras para entrada de novas empresas aéreas no mercado nacional”, justifica a ANAC. A Agência menciona manifestações de apoio à desregulação da franquia de bagagem de diversas entidades empresariais do segmento. Para alguns deputados, o fim da gratuidade das bagagens penaliza o consumidor e a abertura do mercado brasileiro para o capital internacional não diminuirá o preço das passagens.

Referências:

Com informações da ANAC e do Portal da Câmara dos Deputados.

Onde comer em Paraty: Cidade Criativa em Gastronomia pela UNESCO

Experiências e dicas de onde comer em Paraty, litoral do Rio de Janeiro, “Cidade Criativa pela Gastronomia” pela UNESCO; e origens da culinária paratiense.

Desde 2017 que Paraty-RJ, já conhecida mundialmente por sua riqueza histórica e natural, é um entre apenas três* destinos brasileiros com o título de “Cidade Criativa Pela Gastronomia”, conferido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O selo já é um forte indicativo de que não faltam boas opções de onde comer em Paraty, mas fomos até lá conferir. Neste post, compartilho algumas experiências em restaurantes da cidade, só que antes acho importante a gente entender melhor sobre a cultura gastronômica dos paratienses.

Então fui perguntar para a presidente do Polo Gastronômico de Paraty, Luciana Marinho, o que caracteriza Paraty como Cidade Criativa pela Gastronomia. Ela disse que a obtenção do título se deve principalmente à diversidade culinária da cidade, que mescla a cozinha tradicional com a contemporânea. Além disso, merece destaque o uso de ingredientes de origem na cidade e região, o que valoriza e impulsiona a produção local.

Culinária Caiçara é base da gastronomia paratiense

Frutos do mar são principais ingredientes da culinária paratiense
Paraty tem Festival do Camarão no Corpus Christi (salada de frutos do mar do Margarida Café)

Luciana conta que a base da gastronomia paratiense é a culinária caiçara, a partir de influências indígenas, africanas e portuguesas. A população conhecida como Caiçara foi desenvolvida no litoral sudeste do País, com influência de outros países da Europa também.

“A gente tem o Bolo Manuê de Bacia, por exemplo, que é uma herança dos negros escravizados na região, à base de farinha de trigo, ovo e melado de cana-de-açúcar, assado em uma bacia mesmo, que era o que eles tinham. A receita que tenho desse bolo tem 35 anos e foi herdada de uma senhora que viveu em um quilombo!”, conta Luciana. Ela explica que eles precisavam improvisar com os ingredientes que conseguiam, muitas vezes sobras dispensadas pelos senhores.

Outros exemplos apontados por ela são a “Farofa de Feijão”, com feijão preto, farinha local e toucinho de porco, e o “Doce de Massapão”, este derivado do doce português “Toucinho do Céu”. Da culinária herdada dos habitantes originais das terras de Paraty, os povos indígenas, um bom exemplo é o Azul Marinho, que é o peixe enrolado em folha de bananeira e assado em fogueira. Ainda hoje esse prato é assim preparado por moradores da Ilha do Araújo.

Onde comer em Paraty| eventos gastronômicos

Culinária caiçara é base da gastronomia paratiense
Paraty tem grande variedade de restaurantes, bares e lanchonetes

O evento que tornou Paraty mais conhecida é a FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty), sabemos, mas o calendário de eventos da cidade é recheado de atividades muito interessantes. Em todos os eventos, a gastronomia local recebe lugar de destaque, mas alguns são mais específicos, como o “Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty”, realizado em Agosto (de 15 a 18/08 em 2019); e o “Festival do Camarão”, na Ilha do Araújo, que acontece durante o feriado de Corpus Christi, em Junho.

A primeira edição do Festival do Camarão em Paraty foi em 1997, realizada pela comunidade local com o objetivo de obter recursos para a festa de São Pedro, além de comemorar o início da temporada da pesca do camarão. Não à toa, peixes e frutos do mar são os principais ingredientes dos pratos locais. A produção de Paraty corresponde a aproximadamente 60% da pesca da região e a cidade ainda é a maior produtora de camarão branco do estado do Rio de Janeiro.

  • A seguir, nossas experiências gastronômicas e dicas de onde comer em Paraty!

Manuê Sucos: comidinhas deliciosas em Paraty!

Lanches do Manuê Sucos em Paraty
Lanches bem servidos e gostosos do Manuê Sucos, em Paraty

Nossa primeira refeição em Paraty durante essa viagem foi no Manuê, uma lanchonete descontraída, estilosa e cheia de gostosuras, no Centro da cidade. O ambiente é simples e diferente, um estilo caiçara descolado, com quadros e camisetas tematizados nas paredes. Do lado de fora, um divertido e colorido grafite recobre a fachada com rostos diversos.

O cardápio do Manuê tem várias opções de lanches, sucos, milkshakes, açaí e doces. Há comidinhas para todos os gostos, do carnívoro ao vegano. Os lanches são muito bem servidos e todos no pão australiano, que eu gosto muito. Eu fui de lanche vegetariano, suco de kiwi e brownie com sorvete de sobremesa. Tudo delícia! O pessoal também é super simpático. Outro ponto positivo é que os preços são bem acessíveis. Voltaria, com certeza!

Manuê Sucos: Rua João do Prado, 57, Centro de Paraty-RJ. Aberto diariamente, das 10h às 23h. Contatos: (05524) 3371-5096 [email protected]

Margarida Café: dica imperdível de onde comer e beber em Paraty

Boa opção de onde comer em Paraty é o Margarida Café
Margarida Café, em Paraty: ótima comida e ambiente aconchegante

Visitamos o Margarida Café em nosso segundo dia em Paraty, uma quinta-feira à tarde, depois de um belo passeio pelo Caminho do Ouro. O restaurante fica em um típico casarão colonial do Centro Histórico da Cidade, com a fachada preservada e um ambiente muito agradável. A decoração do interior vai do rústico, com colunas de pedra, o forno à lenha original e ferro exposto em objetos e lustres; ao confortável, com alguns sofás e uma iluminação que deixa o local bem aconchegante.

Logo na entrada, fomos contagiados pelo delicioso aroma dos pães preparados ali mesmo, em padaria dentro do restaurante. O sofisticado cardápio é recheado de delícias, criadas pelo proprietário e chef Paulo Renato e executadas brilhantemente pela cozinha comandada pelo chef indiano Ravi. Das entradas, passando pelo excelente atendimento, até o cafezinho, tivemos uma ótima experiência no Margarida Café! Minha grata escolha para o prato principal foi o “Amir Klink”, em homenagem a um cliente assíduo e morador da cidade. Ele mesmo, o famoso velejador.

Trata-se de um filé de peixe grelhado, regado ao molho de uva verde e vinho branco e risoto de palmito. Soma-se a isso a companhia perfeita de um vinho branco Concha & Toro. A variedade da carta de vinhos, mantidos em adega climatizada, é outro ponto alto do Margarida. Para a sobremesa também optei por uma das mais tradicionais da Casa, a “Banana Flambada com Sorvete de Creme”. O sabor especial fica por conta dos incrementos: cravo, canela, açafrão, leite de coco e uma boa e tradicional cachaça de Paraty. Por tudo isso, o Margarida é dica imperdível de onde comer em Paraty!

Margarida Café– Restaurante e Pizza Bar: Praça do Chafariz, s/n, Centro Histórico de Paraty-RJ. Aberto todos os dias, das 12h à 1h. Contatos: (05524) 3371-2441/ 6037, [email protected]

Onde comer comida tailandesa em Paraty: Thai Brasil

Onde comer comida tailandesa em Paraty
Mesa colorida de sabores exóticos da cozinha do Thai Brasil

O restaurante Thai Brasil é a dica para quem gosta ou quer experimentar a culinária tailandesa, durante estadia em Paraty. O ambiente é simples, colorido, diferente e surpreendente como a comida servida no local. Frutas tropicais estampam mesas e objetos no interior, decorado pela proprietária e chef alemã Marina Schlaghaufer. Ela também é responsável pelo cardápio, que mistura ingredientes locais com outros importados da Tailândia.

Marina conta que chegou ao Brasil por causa do “amor”, mas foi um outro amor, este pelo nosso País, que fez com que ela decidisse ficar. Pergunto, então, porque uma alemã decide abrir um restaurante tailandês no Brasil e ela explica que sempre gostou de viajar e comer, experimentar. Se apaixonou pela culinária tailandesa e viu nela a possibilidade de oferecer algo pouco comum ao público brasileiro, mas com a qualidade e sofisticação imprimidas por ela.

Achei interessante o fato da chef cultivar, no jardim do restaurante e em seu sítio, alguns dos ingredientes utilizados para a confecção dos pratos, como temperos e o mamão verde. Aliás, a salada que vai mamão verde foi uma das coisas que mais gostei de comer em Paraty. Delícias elaboradas com frutos do mar, vegetais, arroz, entre outros itens, coloriram nossa mesa e alegraram nossos corações naquela noite chuvosa. Só tome cuidado com o nível de pimenta a escolher, mas se errar na medida, como eu (Rs), não se preocupe, pois sempre tem uma cerveja gelada ou um Frozen Mint à mão para refrescar a garganta.

Thai Brasil– Rua do Comércio, 308 A, Centro Histórico de Paraty- RJ. Contatos: (05524) 3371.2760 e [email protected]

Villa Verde: boa comida em meio à natureza exuberante de Paraty

Onde comer em Paraty em meio à natureza
Villa Verde: pratos saborosos com belo jardim ao redor

Algo muito bacana em Paraty é conhecer também espaços gastronômicos fora da área urbana, como o Villa Verde Restaurante, que fica na estrada entre Paraty e Cunha-SP, coladinho ao Parque Nacional Serra da Bocaina e às margens do Rio Perequê-Açu. Além de ter a exuberância da Mata Atlântica ao seu redor, os visitantes também podem usufruir das águas limpas e refrescantes de piscinas naturais formadas pelo curso do rio.

Para chegar ao restaurante, caminhamos por uma passarela sobre o rio. Logo na entrada, já nos deparamos com o jardim. Imagine só, depois de fazer uma boa refeição, passear por um belo jardim e deitar-se em um gramado para a sesta ao som de pássaros e quedas d’água? No dia da nossa visita o céu estava nublado e tínhamos outros compromissos na sequência, mas ao menos o passeio pelo jardim conseguimos fazer.

O restaurante Villa Verde é comandado pelo chef suíço com origens italianas Dario Rossera e sua esposa Cristiane Rossera, desde 2001. Por isso, o menu tem boa variedade de massas caseiras, opções de peixes, carnes e risotos. Nossa escolha incluiu um Risoto de Bacalhau desfiado com molho de leite de coco e um Peixe ao Forno ao molho de azeite e ervas. Para a sobremesa, Strudel de Maçã com sorvete de creme. Os pratos estavam muito saborosos, mas fazer uma refeição em um ambiente natural e belo como aquele tornou essa experiência especial!

Villa Verde– Estrada Paraty Cunha, Km 6, Paraty-RJ. Aberto diariamente, das 11h às 17h. Contatos: (05524) 3371-7808/ 99224-1947 (Whats App) e [email protected]

Peró mistura culinárias indígena e brasileira: onde comer em Paraty

Onde comer comida indígena com brasileira em Paraty
Simplicidade com toque de requinte nos belos pratos do Peró

“Peró” foi como os índios brasileiros chamaram os portugueses, quando aqui chegaram, em 1500. Isso porque muitos deles se chamavam Pero, a exemplo de Pero Vaz de Caminha, segundo o Dicionário Ilustrado Tupi Guarani. Naturalmente, o nome está relacionado ao tipo de comida oferecida no restaurante, que mistura as culinárias indígena e brasileira contemporânea, mas não só. O restaurante Peró está inserido na Pousada do Príncipe, em Paraty, que pertence a Dom João Henrique de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel, a filha do Imperador D. Pedro II que assinou a Lei Áurea, oficializando o fim da escravização no Brasil, em 1888.

Visitamos o Peró em nosso terceiro dia em Paraty, uma sexta-feira à noite. O atendimento cordial é acrescido de um ambiente muito agradável, com grandes janelas que dão vista para a piscina da Pousada. A decoração conta com alguns objetos relacionados ao tema do restaurante, como a arte indígena em lindos descansos de prato coloridos. Optei por uma apetitosa Cassarola de Frutos do Mar, acompanhada de arroz com coco. Das sobremesas, adorei o sorvete de mandioca! A apresentação dos pratos é linda e os sabores misturam a simplicidade dos ingredientes com um toque de requinte.

Peró: Avenida Roberto Silveira, 801, Centro de Paraty-RJ. Aberto das 19h às 23h (exceto às quartas-feiras). Contatos: (05524) 3371-2266 e [email protected]

Casa Coupê e sua história na boemia paratiense

Casa Coupê é opção para comer e beber em Parati desde a década de 1950
Pratos experimentados no Casa Coupê, reduto boêmio em Paraty

Fomos ao Casa Coupê em nosso penúltimo dia em Paraty, um sábado à tarde. Local descontraído, com charme e estilo. A localização, na Praça da Matriz, é ideal para apreciar a paisagem e a movimentação no coração do Centro Histórico. Aliás, o que não falta no Casa Coupê é história na boemia paratiense. O prédio começou a funcionar como “Bar Coupê” em 1952, aos cuidados de Seu Benedito Coupê, e foi usado como local de parada dos ônibus rodoviários na década de 1970.

Desde 2011 é o Casa Coupê, como passou a ser chamado sob a propriedade de Paulo Renato, o mesmo dono do Margarida Café. Cresceu em espaço e público, ganhou uma cara nova e um cardápio mais atraente e diversificado. No interior, o destaque fica por conta das luminárias assinadas pelo designer Wanderley Magalhães e quadros com imagens antigas do prédio e do Centro Histórico de Paraty.

Nos sentamos bem na mesa da esquina, com uma vista panorâmica do bar e também da Praça, mas é possível ocupar as mesas do lado de fora, dispostas sobre o tradicional chão de pedra do Centro Histórico. Fomos de chopp e cerveja, mas as opções incluem uma boa carta de vinhos, cachaças e drinks tradicionais, como o “Jorge Amado”. Nossa refeição no Casa Coupê foi um “almojanta”, como dizem por aqui quando se junta o almoço com a janta, por isso foi caprichada. Teve salmão com purê de batata e um super filé com fritas, ambos muito saborosos. Com certeza, uma boa opção de onde comer em Paraty!

Casa Coupê– Praça Matriz s/n°, Centro Histórico de Paraty-RJ. Aberto diariamente, das 11h30 à meia noite (até as 2h na alta temporada). Contatos:(05524) 3371.6008 e [email protected]

Ainda não sabe qual o melhor caminho partindo de São Paulo ou onde vai ficar em Paraty? Então confira nossas dicas de como chegar e onde se hospedar na cidade!

Degustação de cervejas artesanais em Paraty

Paraty tem fábricas de cervejas artesanais
Tábua de degustação de cervejas artesanais da Caborê, em Paraty

Pois é, além da cachaça, bebida mais tradicional da cidade, Paraty já dispõe também de algumas marcas de cervejas artesanais. Visitamos uma delas no primeiro dia da nossa estada (quarta-feira), a Caborê. O nome escolhido é interessante. Em tupi-guarani, Caborê é uma pequena coruja característica da região do bairro Caborê, onde fica a fábrica da cerveja.

Eles fabricam quatro tipos de cerveja: pilsen, de trigo, ipa e escura, todas puro malte e sem conservantes. As visitas guiadas à fábrica acontecem de quarta-feira a sábado, às 17h. A visita é gratuita, mas a degustação (opcional) é paga. Nós optamos por uma tábua de degustação, que inclui pequenas doses das cervejas, e achamos todas muito boas!

Caborê: Avenida Otávio Gama, 676-b, Bairro Caborê, Paraty-RJ. Contatos: (05524) 3371.3071 e [email protected]

Referências:

  • Com informações dos restaurantes mencionados e do documento da Candidatura de Paraty à Cidade Criativa pela Gastronomia pela UNESCO.
  • Fotos de Michele da Costa e Wilson Lima/ Embarque40Mais.
  • *Os outros dois municípios brasileiros com o título de Cidade Criativa em Gastronomia pela UNESCO são Belém (PA) e Florianópolis (SC).
  • A viagem do Embarque40Mais a Paraty aconteceu entre 15 e 19 de Maio de 2019.
  • O Embarque40Mais visitou os estabelecimentos mencionados à convite dos proprietários, mas as opiniões expressadas no post são sinceras, como de costume.
  • Algumas visitas contaram com o apoio do Paraty Convention & Visitors Bureau.

© 2019 Embarque40Mais

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