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Conheça grandes museus brasileiros sem sair de casa

Visitar museus brasileiros sem sair de casa, pela internet, é opção de entretenimento e enriquecimento cultural em tempos de isolamento. Confira a seleção e divirta-se!

Por conta do distanciamento social para reduzir a disseminação do coronavírus, a gente tem passado muito mais tempo em casa. Então, descobrir e explorar atividades interessantes via Internet tem sido uma boa forma de amenizar a sensação de confinamento. Temos visto várias iniciativas de entidades culturais abrindo seus acervos para visitas virtuais. Dessa vez, a sugestão veio da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, com uma lista que inclui alguns dos principais museus do Brasil!

Visitas virtuais a museus paulistas

Museus brasileiros sem sair de casa: Moema, obra de Victor Meirelles
Moema (1866), Victor Meirelles, no MASP

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateabriand (MASP), na cidade de São Paulo, é um dos mais importantes do mundo. A arquitetura do prédio, projetado por Lina Bo Bardi, já é um grande atrativo, que guarda em seu interior um rico acervo com mais de 9 mil obras, entre pinturas, esculturas e objetos.

No MASP é possível encontrar obras de Cézanne, Delacroix, Modigliani, Renoir, Picasso e Tarsila do Amaral, entre tantos outros grandes artistas, além de artefatos de vários períodos da história mundial. Já estive lá pessoalmente e posso dizer que o tour virtual do MASP é bem realístico.

Em Campos do Jordão, cidade do Vale do Paraíba em meio à Serra da Mantiqueira, há o Museu Felícia Leirner e seu Auditório Claudio Santoro. É possível passear em 360º por esse belo cenário natural compondo com as obras da escultora Felícia Leirner.

Museus brasileiros sem sair de casa: Museu eticia Leirner, Campos do Jordão
Museu Felícia Leirner, em Campos do Jordão-SP

Entre os museus da Baixada, dá para fazer um tour virtual pelo Museu do Café de Santos, que fica no charmoso centro histórico da cidade. Boa parte da história da riqueza e cultura do café passou por esse prédio, que é preservado e muito bonito!

Veja também online museus no interior de SP

Museus brasileiros sem sair de casa: Museu Casa de Portinari, em Brodowski
Ateliê de Portinari pode ser visitado pela Internet

A oeste de São Paulo, em Tupã, estão reservas indígenas de várias culturas, entre elas a Kaingangue e a Krenak. Por isso, a cidade abriga o Museu Índia Vanuíre, que relembra a saga e os conflitos envolvendo colonos e indígenas no início do século XX.

Em Brodowski, a 336,7 km da capital paulista, terra natal do pintor Cândido Mariano Portinari, está o Museu Casa de Portinari. No local onde nasceu e viveu o artista estão pinturas, desenhos e objetos pessoais. Visite o Museu Casa de Portinari em 360º.

Gosta de viajar? Então também pode se interessar em saber quais as perspectivas para viagens no Brasil quando a pandemia de coronavírus passar.

Visite outros museus brasileiros sem sair de casa

Obra no site do Museu Nacional de Belas Artes do Rio
Site do MNBA, no Rio, nos permite explorar obras de onze coleções

E há vários outros museus brasileiros que a gente pode espiar virtualmente, como o Instituto Ricardo Brennand (IRB), em Recife-PE, eleito o melhor museu da América do Sul. A entidade sem fins lucrativos possui acervo de arte medieval, a maior coleção de obras do pintor holandês Franz Post (do período do Brasil Holandês) e obras modernas.

Outro que merece uma visita virtual é o Museu Nacional de Belas Artes, que fica na Cinelândia, Rio de Janeiro, próximo à Biblioteca Nacional e ao Teatro Municipal. Seu acervo, iniciado em 1816, é considerado hoje uma das mais significativas coleções de arte do País. São mais de vinte mil obras, do Brasil e de outros países, divididas em onze coleções.

Em Minas Gerais tem o Instituto Inhotim, considerado um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e o maior museu a céu aberto do mundo. Fica em Brumadinho, dentro de uma área de Mata Atlântica. No acervo, obras de Portinari, Guignard e Di Cavalcanti, entre muitos outros. O tour virtual do Inhotim está disponível no Google Arts. Aliás, essa plataforma do Google nos permite visitar centenas de museus em todo o mundo (em Inglês). Descubra!

Acho uma experiência bacana essa de visitar museus brasileiros sem sair de casa. Claro que um tour virtual não é a mesma coisa, mas acrescenta e nos estimula a planejar uma visita física, para quando for possível. E você? Conte nos comentários!

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Referências:

  • Texto editado com informações da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e das instituições responsáveis, disponíveis nos sites oficiais em 28/03/2020.
  • Fotos exterior do MASP e quadro “Moema” de Michele da Costa (direitos reservados). Demais imagens da Secretaria Estadual e prints dos sites das instituições.

Mostra de arte indígena propõe reflexão sobre nossas origens

Em exibição no Museu Afro Brasil, cidade de São Paulo, a exposição Heranças de um Brasil profundo, com mais de quinhentos objetos entre obras de arte e utensílios da cultura indígena de raiz brasileira. A mostra encerra a trilogia que o Museu vem fazendo nos últimos anos, iluminando as contribuições artísticas e culturais dos povos que deram origem ao Brasil. A primeira foi Africa Africans, em 2015, seguida por Portugal, Portugueses – Arte Contemporânea, em 2016.

A abertura da exposição Heranças de um Brasil Profundo aconteceu no dia do aniversário de 466 anos da capital paulista: 25 de Janeiro. Em exibição até 26 de Julho com entrada gratuita!

Cultura e arte contemporânea

Onça pintada
“Natureza Morta, o avanço do agronegócio”, Denilson Baniwa. (2016/17, Coleção do artista)

Com curadoria de Emanoel Araujo, a exposição Heranças de um Brasil profundo reúne arte plumária, adornos, máscaras, fotografias, esculturas, utensílios e arte contemporânea de povos indígenas como: Karajá, Marubo, Kayapó, Mehinako, Yanomami, Rikbaktsa, Tapirapé, Waurá, Tapayuna, Baniwa, Ashaninka, Parakanã, Panará e Juruna.

Entre os artistas indígenas contemporâneos presentes na exposição está o jovem Denilson Baniwa, do povo indígena Baniwa e natural do Rio Negro, interior do Amazonas. Vencedor do prêmio PIPA Online 2019, o artista apresentará três trabalhos na exposição, entre eles uma pintura inédita feita nas paredes internas do Museu Afro Brasil.

Casa dos Homens, do povo Mehinako

Outro destaque da mostra é a Casa dos Homens, construída por um grupo de quatro indígenas do povo Mehinako (Yuta, Itsaukuma, Kauruma e Wapitsewe Mahinako), um dos muitos habitantes da região conhecida como Alto Xingu, no Parque Indígena do Xingu.

(…) os visitantes poderão entrar e sentar nos bancos, também construídos por eles, para fazer uma reflexão sobre o Brasil, sobre as nossas origens, sobre a defesa desses indígenas, dessa gente forte e resiliente que habita sobretudo o Amazonas, o Xingu e o Mato Grosso.

Emanoel Araujo, curador da exposição.

Heranças de um Brasil profundo apresenta ainda um premiado grupo de fotógrafos e fotógrafas que se dedicaram (ou ainda se dedicam) a documentação de populações indígenas brasileiras, como Claudia Andujar, Rosa Gauditano, Maureen Bisiliat, Nair Benedicto, Manuel Rodrigues Ferreira, Rodrigo Pretella, Jamie Stewart-Granger, entre outros.

A exposição ocupa todo o subsolo do Museu Afro Brasil e exibe também um destacado grupo de peças de valor antropológico. São obras da arte que compõe o rico universo do fazer artístico de diferentes grupos indígenas brasileiros em suas representações zoomorfas de apelo artístico e cultural. Sua cultura artística, especialmente o trabalho com a cerâmica e cestaria, hoje amplamente incorporada nas tradições populares das regiões norte e nordeste.

Memória e herança dos povos da floresta

Indígena com ornamentos característicos
“O Guerreiro”, Guta Galli, da série Mehrere Mex– Gente que estende sua beleza (2009, coleção da artista)

“Essa ideia da herança tem o objetivo de trazer de volta à nossa memória a arte dos povos da floresta no que ela tem de mais esplendoroso, que são as artes plumárias, mas também a arte dos objetos de uso, objetos simbólicos dessa cultura brasileira extraordinária. E também traz ao mesmo tempo uma visão de fora, de alguns dos mais importantes fotógrafos do Brasil”, explica o curador da exposição.

Ele conta que há também a representação de diferentes manifestações artísticas como gravuras, esculturas de artistas modernos, especialmente de São Paulo. Outro destaque é o painel com fotos originais do fotógrafo alemão Albert Frisch, que fotografou povos da Amazônia no século XIX.

Heranças de um Brasil profundo, exposição que busca romper com a ideia que vê nos indígenas e em sua arte o suprassumo da “inocência” ou o olhar folclórico, somente cheio de deuses, monstros e mitos, dentre tantos outros preconceitos impostos a esta cultura original.

EMANOEL ARAUJO, CURADOR DA EXPOSIÇÃO.

Exposição Heranças de um Brasil Profundo

ONDE: Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, São Paulo-SP (Avenida Pedro Alvares Cabral, Portão 10).

QUANDO: De 25 de Janeiro a 26 de Julho de 2020. De terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com permanência até às 18h. 

QUANTO CUSTA: Entrada gratuita.

MAIS INFORMAÇÕES: (11) 3320.8900 e no site do Museu Afro Brasil.

  • Com informações e fotos da assessoria de comunicação do Museu Afro Brasil.

Museu da Língua Portuguesa reabre em Junho com recursos tecnológicos

O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo-SP, praticamente destruído por um incêndio em 2015, já tem data para reabrir: 25 de Junho de 2020! O anúncio foi feito nesta segunda-feira (16/12), pelo governo do estado, que se comprometeu a concluir dentro do prazo a obra de restauro do imóvel e a readequação do espaço interno, com a instalação da museografia.

Entre as novidades estarão a utilização de recursos tecnológicos e um avançado aparato de segurança para evitar novos acidentes. Nesse período também ocorrerá a seleção da organização social que será responsável pela gestão do Museu. As instituições qualificadas como Organização Social de Cultura interessadas devem apresentar suas propostas até 29 de Janeiro.

A obra de recuperação do Museu da Língua Portuguesa, no antigo prédio da Estação da Luz, aconteceu em três fases: restauro das fachadas e esquadrias; reconstrução da cobertura; e recuperação dos espaços internos. Também foram realizadas ações de conservação da cobertura da Ala Oeste, que não foi atingida pelo incêndio.

A área ocupada pelo Museu foi expandida. A readequação interna inclui novos espaços, como um café no terraço com vista para o Parque da Luz e integração dos pátios laterais, que darão acesso aos saguões e um ponto de observação da Estação da Luz. Em quase dez anos de funcionamento (2006-2015), o Museu recebeu aproximadamente 4 milhões de visitantes. 

Reforço contra incêndio

Estação da Luz, sede do Museu da Língua Portuguesa
Sede do Museu antes do incêndio. Crédito: Skeeze

Segundo o governo do estado, o restauro trouxe melhorias de infraestrutura e segurança, especialmente contra incêndio, que superam as exigências do Corpo de Bombeiros. Entre as novas medidas está a instalação de sprinklers (chuveiros automáticos). O museu também terá certificação ambiental e acessibilidade ampla.

A reconstrução foi aprovada e acompanhada de perto, em todas as etapas, pelos três órgãos do patrimônio histórico: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat); e Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). 

Parceria viabilizou reconstrução

Museu da Língua Portuguesa terá recursos tecnológicos
Museu da Língua Portuguesa terá recursos tecnológicos. Crédito: Joca Duarte

A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa foi viabilizada pelo Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Fundação Roberto Marinho e tem como patrocinador master a EDP; como patrocinadores, o Grupo Globo, o Grupo Itaú e a Sabesp; e conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) e do Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O custo total do restauro foi de R$ 81,4 milhões.

Interatividade e imersão no novo Museu da Língua Portuguesa

O Museu da Língua Portuguesa celebra a língua como elemento fundador e fundamental da nossa cultura. Por meio de experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos, o visitante será conduzido a um mergulho na história e na diversidade do nosso idioma.

Em sua expografia renovada, o Museu terá experiências inéditas, como “Línguas do Mundo”, que destaca 20 das mais de 7 mil faladas hoje; “Falares”, que traz os diferentes sotaques e expressões no Brasil; e “Nós da Língua Portuguesa”, que aborda sua presença no mundo, com a diversidade cultural da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Permanecem no acervo experiências de grande comunicação com o público, como a instalação “Palavras Cruzadas”, que mostra as línguas que influenciaram o português no Brasil; e a “Praça da Língua”, espécie de “planetário do idioma”, que homenageia o Português escrito, falado e cantado em um espetáculo imersivo de som e luz.

Isa Ferraz, que realizou a curadoria do Museu da Língua Portuguesa em 2006, ocasião de sua abertura, e Hugo Barreto, que integra agora a equipe responsável pela museografia, formam a equipe de conteúdo da instituição.

Em SP, você também pode gostar de visitar o Museu da Imagem e do Som de Campinas.

Comunicação por identidade e pertencimento

Interior de estação de trem
Interior da Estação da Luz, São Paulo. Crédito: Matheus Torrezan

Durante o primeiro semestre de 2020 serão realizadas atividades culturais com o objetivo de manter o museu em comunicação com o público antes da reabertura. Entre as ações está o Programa Educativo Escola, Museu e Território, envolvendo escolas e instituições culturais da região.

Implementado no segundo semestre de 2019, o Programa rearticulou o diálogo com jovens, educadores e vizinhos. As atividades, que incluem curso de formação para professores de escolas públicas da região, ajudarão a compor o programa educativo do Museu após sua reabertura.

  • Referências: Com informações e imagens da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

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