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Viagem e turismo nacional

O que fazer em Paraty: Patrimônio Mundial da Humanidade

Visitar Paraty é muito mais que fazer turismo, é mergulhar “in loco” na história do Brasil, descobrir as origens da nossa cultura e nos integrar à sua natureza exuberante. Aproximadamente 78% do território da cidade é coberto por Mata Atlântica, a segunda maior entre municípios do estado do Rio de Janeiro, que tem uma cobertura média de 30,7%. Os dados são do Atlas dos Remanescentes da Mata Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, de 2013-14.

É um destino único! Patrimônio Histórico Nacional desde 1966 e Cidade Criativa Pela Gastronomia desde 2017, entre outros, Paraty agora também têm o título de Patrimônio Cultural e Natural Mundial da Humanidade, conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em 5 de Julho de 2019. A área contemplada inclui seis cidades, mas a maior parte está em Paraty (RJ) e Ilha Grande (RJ), o que a torna o primeiro sítio misto do Brasil a receber o título.

As outras cidades do sítio detentor do título de Patrimônio Mundial são paulistas: Ubatuba, Cunha, São José do Barreiro e Areais. Com aproximadamente 85% da cobertura vegetal nativa bem conservada, a área é o segundo maior remanescente florestal do bioma Mata Atlântica, cercada por quatro áreas de conservação ambiental. Um verdadeiro tesouro!

História e cultura de Paraty: Patrimônio Mundial

Centro de Paraty visto do Morro do Forte Defensor
Centro de Paraty visto do Morro onde teve início ocupação portuguesa

Quando os portugueses desembarcaram no Brasil não enxergavam essa riqueza, queriam ouro, acima de tudo e a qualquer preço, sabemos. Quando chegaram ao território que conhecemos hoje por Paraty encontraram os índios Guaianás, nativos que lá viviam em harmonia com a natureza. O início da ocupação portuguesa foi no século XVI, por colonos vindos da então Capitania de São Vicente, atraídos pela trilha aberta pelos Guaianás ligando o litoral ao interior do Brasil.

E foi graças à trilha dos Guaianás que os portugueses puderam encontrar e começar a escoar o ouro e pedras preciosas das Minas Gerais para o litoral da cidade do Rio de Janeiro e, de lá, para Portugal. Pronto, estava iniciado o Ciclo do Ouro de Paraty, sucedido pelo Ciclo da Cana (século XVII), depois pelo Ciclo do Café (séculos XVIII e XIX) e, por último, veio o Ciclo do Turismo, desde a segunda metade do século XX).

Um dos grandes diferenciais turísticos de Paraty é que, além das belezas naturais, muito de toda essa riqueza histórica e cultural acumulada ao longo dos séculos foi preservada. Da cultura Caiçara, decorrente da mistura de etnias indígena, portuguesa e africana, passando pela bela e rica arquitetura dos casarões coloniais, os alambiques de cachaça artesanal até os festivais deste século, que promovem a cultura local e movimentam a cidade durante quase todo o ano, a exemplo da Flip (Feira Literária Internacional de Paraty).

Paraty: uma joia inestimável

Paraty: Patrimônio Mundial da Humanidade
Patrimônio Mundial: Importância para história do Brasil foi fundamental para título

Então, para mim, visitar Paraty é, acima de tudo, um grande aprendizado. Estive lá duas vezes, uma em um bate e volta de Caraguatatuba-SP, há quase seis anos, e outra em Maio deste ano e com mais tempo, por quatro dias. Ainda não foi o ideal (acho que para conhecer mesmo é necessário uma semana), mas o suficiente para compreender a riqueza e importância desse destino incrível.

Então, compartilho, a seguir, minhas experiências e percepções dos lugares que visitei como contribuição para inspirar mais pessoas a visitarem essa joia de valor inestimável que é Paraty.

Se está planejando uma visita a Paraty, meu post sobre onde ficar e como chegar à cidade, partindo de São Paulo ou Campinas, pode te ajudar!

O que fazer em Paraty: percorrer a trilha do Caminho do Ouro

Na trilha do Caminho do Ouro em Paraty
No Caminho do Ouro, andando sobre pedras com mais de 400 anos

Lembra da trilha dos Guaianás, que os portugueses usaram para buscar e escoar o ouro de Ouro Preto (então Vila Rica) e as pedras preciosas de Diamantina, nas Minas Gerais, para Portugal? Pois é, por muito tempo boa parte do metal brasileiro que enriqueceu como nunca a Coroa Portuguesa passou por Paraty.

Essa rota ficou conhecida como “Caminho do Ouro- Estrada Real”, fundamental para o primeiro ciclo econômico de Paraty e do Brasil, o Ciclo do Ouro, que perdurou até os portugueses construírem outro caminho mais curto e direto à cidade do Rio de Janeiro. Enquanto a rota por Paraty levava 95 dias, a nova rota, descoberta pelos bandeirantes em 1707, podia ser feita em apenas 30 dias de viagem.

E sabe o que é mais bacana disso tudo, é que parte dessa trilha foi preservada e pode ser visitada gratuitamente. Nós percorremos a trilha do Caminho do Ouro em Paraty acompanhados pelo guia de turismo Luan Silva, da Associação de Guias de Turismo e Turismólogos de Paraty (Piratii), e posso dizer que foi especial mesmo, um dos melhores passeios turísticos que já fiz.

Imagine, andar por antigas trilhas indígenas que antecedem a ocupação portuguesa e sobre pedras que foram colocadas ali há quatro séculos? Um caminho por onde literalmente passou a nossa história! Uma das coisas que pensei enquanto caminhava foi que o ouro que passou por ali pode ter sido utilizado, por exemplo, para decorar o interior da Igreja da Madre de Deus, em Lisboa, que visitei em 2017, entre outros monumentos portugueses.

História e histórias do Caminho do Ouro

Trilha dos Guaianás foi usada pelos portugueses para escoar ouro das Minas Gerais
Caminho do Ouro em Paraty tem origem em trilhas dos índios Guaianás

Voltando a Paraty, fazer esse passeio com um guia de Turismo local faz toda a diferença, gente. Enquanto caminhávamos, Luan falava sobre a biodiversidade da mata nativa ao redor, a exemplo das árvores do Palmito Juçara, e da importância do Caminho do Ouro na história do Brasil. Entre outras coisas, ele contou e mostrou algumas adequações que os portugueses fizeram na trilha, com mão-de-obra escravizada, claro, como a colocação das pedras, o sistema de drenagem e áreas de descanso.

Boa parte do Caminho do Ouro Original foi perdida com o tempo, mas felizmente essa trilha de Paraty (aproximadamente 2 km) é um dos trechos que foram preservados, embora aparentemente necessite de mais cuidados. Em alguns pontos encontramos árvores caídas e erosão. O primeiro Caminho do Ouro (o Caminho Velho) completo, com 710 km, também foi utilizado para escoar o café produzido no Vale do Ribeira, até a construção da estrada de ferro, no final do século XIX.

Durante o percurso, Luan também contou histórias curiosas de personagens daquele tempo, que ainda vivem graças à tradição oral, passada de geração em geração. Uma dessas histórias é a do “Boca Rica”, uma pessoa que tinha uma estratégia interessante para roubar parte da carga de ouro no Caminho em Paraty. E a boa notícia é que gravamos em vídeo, durante o percurso, o Luan contando essa história. Veja só, diretamente do nosso canal no IGTV, a seguir:

Quando e como visitar a Trilha do Caminho do Ouro em Paraty:

Onde: O acesso principal à Trilha do Caminho do Ouro de Paraty é no Km 8 da Estrada Paraty-Cunha, no bairro da Penha. É o início, partindo de Paraty, mas caso queira fazer somente o percurso de volta, com menos subida (como fizemos), então deve entrar pelo outro acesso, mais acima, para sair no Km 8.

Quando: As visitas podem ser feitas todos os dias, do nascer do Sol até por volta de 14h30, já que são necessárias de uma hora e meia (meio percurso) a 3 horas (percurso completo, ida e volta). Dias chuvosos não são indicados, pois fica escorregadio.

Como fazer a visita: É aconselhável ir acompanhado de um guia local, que conhece o percurso e suas belas histórias. Usar calçado apropriado para trilha, calças compridas, levar água e usar repelente de insetos. Trechos de subida e descida, de terra e pedra, e partes com escadas.

Quanto custa: A trilha do Caminho do Ouro em Paraty é de livre acesso, porém uma contribuição para a manutenção das trilhas é bem-vinda. Seu guia de turismo local pode providenciar isso. E, claro, a remuneração do/a guia, a combinar. Nós contamos com a companhia do guia Luan, da Piratii, e adoramos! Seguem os contatos: +55(24) 99240.4500 e +55(24) 99979-1977.

Visitar o Centro Histórico de Paraty

Arquitetura colonial preservada é um dos diferenciais que fazem de Paraty Patrimônio Mundial
Arquitetura colonial em Paraty é herança da ocupação portuguesa

Visitar o Centro Histórico de Paraty é uma das coisas mais simples e mais bacanas de se fazer na cidade. Das duas vezes em que estive lá, fiz várias caminhadas pelo Centro Histórico. Dessa última vez, os passeios mais longos foram à noite, o que me permitiu descobrir o charme da boemia paratiense, outros encantos e mistérios.

Mas sabia que a história da formação da cidade de Paraty não começou no Centro Histórico, mas sim perto da foz do Rio Perequê-Açu? Pois é, esse local, então conhecido como Morro da Vila Velha, teria sido ocupado no século XVI. Já a construção e ocupação dos casarios coloniais que tanto caracterizam a cidade começou no século XVII, com a doação da área pela Dona Maria Jácome de Melo, em 1646.

Para a “boa ação”, a dona da Sesmaria fez duas exigências: que fosse construída uma igreja matriz de Nossa Senhora dos Remédios, de quem era devota, e que os indígenas locais não fossem perturbados. A igreja foi construída, mas o belo prédio em estilo neoclássico que vemos hoje na Praça da Matriz é uma nova construção, concluída no século XIX em substituição à original, que já não dava conta de acomodar os fiéis.

O que ver no Centro Histórico de Paraty?

Ruas do centro histórico tem sistema de escoamento de águas
Ruas de pedra em Paraty concentram águas das chuvas no centro para escoamento

O que não faltam são coisas interessantes e curiosidades a descobrir para onde quer que se olhe no Centro Histórico de Paraty. A começar pelo calçamento das ruas, todo em pedras assimétricas e escorregadias, o que exige um certo equilíbrio e jamais usar um sapato de salto mais fino, por exemplo. Também sugiro não passar de carro, pois tudo treme, e evitar dores de cabeça, literalmente. Rs. Agora, já parou para pensar no motivo disso?

Já tinha ouvido falar, mas, como durante essa última visita choveu quase todos os dias em Paraty, pude observar na prática. Os espaços entre as pedras e a maneira como elas foram colocadas, em desnível das laterais para o centro, faz com que a água da chuva fique no meio das vias e siga de encontro ao mar. Perfeito, já que naquela época não havia esse negócio de boca de lobo e galerias pluviais.

As igrejas na história de Paraty

Igreja matriz Nossa Senhora dos Remédios
Matriz de N. Sra. dos Remédios, em Paraty

Além de contemplar os belos cenários que compõem com a paisagem natural, visitar as igrejas do Centro Histórico de Paraty é fundamental para compreender a história do povo paratiense. Mais que isso, observar como estes templos religiosos estão relacionados com a divisão social dos períodos colonial e imperial, conforme aponta Bruno Oliveira Candido da Silva, em sua tese de mestrado em História intitulada “Saberes Históricos em Paraty e o Ensino de História“, pela UFRRJ, em 2016.

“A igreja de Nossa Senhora dos Remédios foi construída pelas famílias de classe alta da região. Também pela classe alta, a igreja de Nossa Senhora das Dores, ou capelinha, a mais recente e durante muito tempo foi frequentada apenas por mulheres. A igreja de Santa Rita era da irmandade dos pardos e libertos e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito da irmandade dos negros escravos.”

Bruno da Silva

De todas as igrejas de Paraty, a que mais representa o imaginário dos visitantes sobre a cidade é a de Santa Rita, um verdadeiro cartão postal, que pode ser avistada à distância na chegada ao cais (foto destacada). É a mais antiga do Centro Histórico, construída em 1722. Suas linhas mostram a simplicidade da arquitetura dos Jesuítas, com detalhes do barroco. Ao lado, no antigo Cemitério de Gavetas, funciona o Museu de Arte Sacra.

Símbolos maçônicos em Paraty

O que fazer em Paraty? Descobrir curiosidades pelo Centro Histórico, como os símbolos maçons
Cunhais em laterais de casas no Centro Histórico de Paraty são símbolos da maçonaria

Outra grande curiosidade a ser observada em caminhada pelo Centro Histórico de Paraty são os símbolos maçônicos expostos principalmente em cunhais de pedra nas esquinas. Segundo a Loja Maçônica União e Virtude, de Paraty, a Maçonaria teve grande influência na fundação da cidade e esses cunhais serviam de guias para que os maçons pudessem encontrar outros irmãos ou o local de reunião entre os casarios.

“Vale ressaltar que nessa época havia grande perseguição à maçonaria, pois contrariava interesses políticos e religiosos com seus dogmas e rituais.”, explica a Loja em seu site. Entre outros símbolos exemplificados por eles estão portas e janelas das casas pintadas de azul hortência. Um bom exemplo é o belo prédio da Casa da Cultura de Paraty, construído em 1754 para ser uma residência.

Nós fizemos a pesquisa e o passeio por conta, mas também é possível fazer esse roteiro com um City Tour pelo Centro Histórico, com guias autorizados. Confira, a seguir, os endereços dos prédios do Centro Histórico mencionados no texto e outros que sugerimos a visita.

Endereços a visitar no Centro Histórico de Paraty:

Capelinha, durante passeio noturno pelo Centro Histórico
Capela das Dores, a “Capelinha” de Paraty
  • Casa da Cultura de Paraty: Rua Dona Geralda, 194. Espaço público destinado a fomentar a criação, produção e difusão de todas as manifestações artísticas na cidade. Aberto de terça a sábado, das 12h às 21h; e de aos domingos, das 16h às 20h. Entrada gratuita.
  • Capela da Generosa: Beco do Propósito, s/nº (atrás da Matriz). Construída em 1901, a mando de Dona Maria Generosa, para homenagear um negro liberto que se afogou no rio em uma sexta-feira santa.
  • Prefeitura e Câmara Municipal de Paraty: Rua Doutor Samuel Costa, 23 (em frente à Igreja do Rosário). Construção do século XIX que guarda itens interessantes, como móveis da Loja Maçônica de Paraty.
  • Igreja de Santa Rita e Museu de Arte Sacra: Rua Santa Rita, s/nº.
  • Igreja do Rosário e São Benedito: Rua Doutor Samuel Costa, s/nº.
  • Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios: Praça da Matriz.
  • Capela das Dores ou Capelinha: Rua da Capela, s/nº.
  • Quartel da Fortaleza da Patatiba: Largo da Santa Rita. Antigo quartel da cidade, hoje abriga a Biblioteca Municipal Fábio Villaboim.
  • Grupo Contadores de Estórias- O Teatro de Bonecos de Paraty: Teatro Espaço, à Rua Dona Geralda, 42, Centro Histórico. Se os dias da sua visita a Paraty coincidirem com uma quarta ou sábado à noite, assistir “Em Concerto” é uma ótima pedida. O espetáculo, feito com bonecos e sem palavras, já correu o mundo e foi visto por mais de 145 mil pessoas somente em Paraty. Contatos: (24) 3371.1575/ 1161 e [email protected]

Ir ao Morro do Forte Defensor

Vista da cidade a partir do Forte Defenso
Praia de Paraty vista do Morro do Forte Defensor Perpétuo, em Paraty

Então, sabe aquele Morro da Vila Velha, onde os homens brancos começaram a ocupar a cidade, nos séculos XVI e XVII? O povoado de portugueses tinha uma capela de São Roque, seu patrono. Hoje, o local é conhecido como Morro do Forte Defensor Perpétuo, devido à instalação de um forte militar no local, de onde se tinha (e ainda tem) visão estratégica da orla marítima.

No site da Secretaria Municipal de Turismo, a data de construção do forte é 1703, com reforma em 1822. Já no material de divulgação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que administra o local hoje, consta que a construção militar ocorreu em 1822, para fortalecer o complexo defensivo de Paraty diante dos movimentos pela independência do Brasil.

Segundo o Ibram, não há fontes suficientes para comprovar a construção antes de 1822. O nome do forte é uma homenagem a Dom Pedro I, que recebeu o título de Defensor Perpétuo do Brasil.

Prédio do Forte abriga Museu sobre história e cultura de Paraty

Forte Defensor: local onde começou a ocupação portuguesa em Paraty
Canhões ingleses no Forte Defensor Perpétuo, em Paraty

O prédio, que à época servia de alojamento para soldados, prisioneiros e Casa da Pólvora, hoje abriga o “Museu do Forte Defensor Perpétuo“. As peças expostas no Museu, relacionadas à cultura popular, como tambores, cestas, canoas caiçaras, instrumentos musicais e de pesca, nada têm a ver com a história do prédio em si, mas sim com a história da cidade, seus costumes e tradições.

O que restou do acervo militar do Museu pode ser visto do lado de fora, na Praça de Armas, onde estão alguns canhões ingleses calibre 12 libras, fabricados no século XVIII. É do lado de fora também que a gente pode apreciar as belas vistas da baía de Paraty, especialmente as obtidas a partir de uma pequena trilha atrás do prédio. Confira, a seguir, como e quando visitar o Museu do Forte Defensor Perpétuo de Paraty:

Onde: Avenida Orlando Carpinelli, 440, Morro do Forte, Pontal.

Quando: De terça-feira a domingo, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Quanto custa: Entrada gratuita. Com acessibilidade e cadeira de rodas para visitante com necessidades especiais.

Mais informações: (24) 3373-1038 e [email protected]

Quer auxílio profissional para planejar sua viagem? Pode contar com os serviços da agência Embarque40Mais Viagens, que oferece uma consultoria personalizada. Desde a escolha do destino, passando pelas reservas de hospedagem, passagens aéreas e passeios, até a elaboração de um roteiro exclusivo! Contatos: [email protected] ou (19) 988.380.781.

O que fazer em Paraty: Visitar uma comunidade tradicional

Pataxós Hãhãhãe comemoram três anos de aldeia em Paraty
Ritual dos Pataxó Hãhãhãe, em sua aldeia em Paraty, RJ

O turismo sustentável de base comunitária é outro ponto forte em Paraty, que soube preservar também a cultura de seus povos originários: indígenas, africanos e portugueses. A mistura desses três povos deu origem ao caiçara paratiense. Hoje, turistas de diversos lugares do Brasil e do mundo encantam-se com a enorme riqueza cultural e capacidade das aldeias indígenas, comunidades quilombolas e caiçaras de Paraty em tirar seu sustento das matas, rios e mar sem prejudicar a Natureza.

Ao contrário, com seus conhecimentos em agrofloresta, contribuem para a recuperação da vegetação nativa e preservação ambiental. Treze locais com essas características são listados pela Secretaria de Turismo de Paraty, dos quais três aldeias indígenas Guarani. Contudo, a aldeia que visitamos, dos Pataxó Hãhãhãe, não está na lista. Talvez porque seja nova, ainda. Justamente no dia da nossa visita, eles celebravam três anos da aldeia, denominada “Iriri Kãnã Pataxi Üi Tanara”, que significa “Minha aldeia é a natureza”.

Eles chegaram ao estado do Rio de Janeiro há quatorze anos, vindos do litoral sul da Bahia, lugar de origem dos Pataxó. Dispersados nas áreas urbanas do litoral fluminense, o grupo com aproximadamente cem Pataxó Hãhãhãe conseguiu se reagrupar na terra ocupada em Paraty. Apohinã Pataxó, liderança da aldeia que nos recebeu, disse que eles entendem aquelas terras como “o lugar reservado pelos ancestrais para a preservação do seu povo”. A reivindicação de posse da área está em estudo na Funai (Fundação Nacional do Índio).

Aldeia indígena de Paraty recebe turistas em local paradisíaco

O que fazer em Paraty: visitar praia paradisíaca em aldeia indígena
Praia do Iriri, em área dos Pataxó Hãhãhãe em Paraty-RJ

Esse lugar, conhecido como Iriri, é mesmo especial! Cortado pela Estrada Rio-Santos, de uma lado está uma belíssima cachoeira cercada de mata nativa. Do outro, uma praia paradisíaca, onde deságua um rio de água limpa e dourada, com a Serra do Mar a refletir seu esplendor verde sobre as águas. “Todos os turistas são bem-vindos!”, diz Apohinã, mas esclarece que do lado da aldeia onde está a cachoeira não é permitido ingerir bebida alcoólica nem fazer fogueira.

Já na Praia essas atividades são permitidas. Aos fins de semana e feriados as bebidas são colocadas à venda por eles, inclusive. As visitas podem ser feitas todos os dias da semana, das 8h às 17h. A única contribuição requerida pela aldeia para a visita é de R$ 10, pelo estacionamento de cada veículo. No lado da cachoeira também é possível comprar artesanato produzido por eles, como colares, pulseiras e arco e flecha.

Durante a nossa visita, uma turista pediu a Apohinã a aplicação de rapé para o descongestionamento das vias aéreas superiores. A aplicação de rapé pelas narinas, tradição indígena que utiliza pós à base de produtos naturais, pode ter diversos fins medicinais, conforme a necessidade da pessoa. Os Pataxó Hãhãhãe também se preparam para receber turistas que queiram passar uma ou mais noites na aldeia, em barracas ou redes de dormir, mediante uma contribuição financeira, a combinar.

Como visitar aldeia dos Pataxó Hãhãhãe em Paraty:

Cachoeira na aldeia dos Pataxó Hãhãhãe, em Paraty
Cachoeira do Iriri, em aldeia indígena de Paraty

Onde fica: Rodovia Rio-Santos (BR 101), a 30 km de Paraty sentido Rio de Janeiro. Há placas de sinalização das entradas: à direita para a cachoeira e à esquerda para a praia. Essa foto do Google Maps vai te ajudar a identificar a entrada.

Quando ir: Todos os dias, das 8h às 17h. Sugiro combinar a visita antes com uma das lideranças. Contato: Página da Aldeia no Facebook.

Quanto custa: R$ 10 por veículo pelo estacionamento. Outros itens, como alimentação, bebidas, aplicação de rapé e artesanato, a combinar.

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Processando…
Sucesso! Você está na lista.

O que fazer em Paraty: Natureza

Conhecer cachoeiras e alambiques em tour de jeep é uma das dicas do que fazer em Paraty
Cachoeira do roteiro Jeep Tour, em Paraty

Belezas naturais é o que não faltam em Paraty, que fazem jus ao recente título de Patrimônio Natural Mundial pela Unesco. Tem trilhas, cachoeiras, praias e ilhas para ninguém botar defeito. A Secretaria Municipal de Turismo lista, em seu site, onze cachoeiras e 49 praias e ilhas, a maioria acessível a turistas.

Uma boa opção é um roteiro que concilie um percurso com trilhas, cachoeiras e alambiques. Foi o que fizemos: um Jeep Tour à convite da Paraty Tours, agência local. Percorremos algumas trilhas e visitamos três cachoeiras: da Pedra Branca, do Tarzan e do Tobogã, acompanhados de guia de turismo. Como o dia estava nublado e com chuviscos a toda hora, não foi possível entrar na água. Mesmo assim, foi um passeio bacana!

No Alambique Pedra Branca, conhecemos o processo de fabricação da cachaça, iguaria que virou sinônimo de Paraty no auge do ciclo da Cana e fizemos uma deliciosa degustação. O que achei mais interessante foi saber que, ao contrário da pinga, a cachaça não contém toxinas que podem fazer mal à saúde. O Tour dura seis horas e inclui parada para almoço em restaurante rural, pago à parte.

Falando em comida, fiz um post especial sobre a deliciosa gastronomia de Paraty, com nossas experiências e dicas. Confira!

Passeio de barco para visitar praias e ilhas

Ilha onde mora Amyr Klink é avistada em passeio de escuna pela baía
Veleiro Paratii 2, de Amyr Klink, atracado na ilha que é morada do navegador

Para fazer um roteiro por algumas praias e ilhas de Paraty tem opção de barcos turísticos para todos os bolsos e estilos, partindo do cais do Centro Histórico. De um simples barco de pesca a motor, passando por uma escuna até uma lancha chiquérrima. Como disse antes, essa nossa visita a Paraty foi marcada pelas chuvas, o que impede a saída dos barcos. Somente no último dia o Sol brilhou por algumas horas, o que nos permitiu embarcar em uma escuna, a Tribo do Sol.

O passeio, com duração de cinco horas, incluiu quatro paradas, em duas ilhas e duas praias, mas o que mais gostei mesmo foi das belíssimas paisagens durante a navegação. A baía de Paraty é linda demais! Não é para menos que gente famosa e inspiradora, como o navegador Amyr Klink, escolheu uma dessas ilhas para fixar residência. Durante o passeio, dá para avistar o veleiro dele, o Paratii 2, atracado no píer da Ilha da Bexiga.

À bordo da Escuna Tribo do Sol

Praia da Lula: o que fazer em Paraty
Praia da Lula, em Paraty, uma das paradas de passeio pela baía

Uma das praias que paramos foi a da Lula, com areia dourada e água transparente. O serviço de bordo das escunas Tribo do Sol e O Nome da Rosa oferece refeições, petiscos e bebidas, cobrados à parte. Não é permitido levar bebidas e comida. A tripulação é eficiente e gentil. Achei mais gostoso navegar em um barco maior, mas isso também traz a desvantagem de não pode chegar até as praias.

Os turistas tinham a opção de irem nadando ou serem levados de bote inflável. A música ao vivo também é um diferencial, uma MPB de boa qualidade, mas o couvert artístico também é cobrado à parte. Na volta, somos recebidos pela emblemática paisagem do cais do Centro Histórico, com a Igreja de Santa Rita e o verde escuro da Mata Atlântica a refletir todo seu esplendor nas águas calmas da baía de Paraty.

Entre outros tantos locais para ver de perto a natureza exuberante de Paraty estão as praias de Trindade e o Saco do Mamanguá, o único fiorde tropical da costa brasileira, que infelizmente não foi possível visitar desta vez. Fica a dica.. Na minha lista para a próxima visita, claro. Até breve, linda Paraty!

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Referências:

  • Fotos de Michele da Costa e Wilson Lima/ Embarque40Mais. Todos os direitos autorais reservados.
  • Com informações da Secretaria de Turismo de Paraty e do Instituto Estrada Real, entre outros devidamente identificados no texto.
  • A viagem do Embarque40Mais a Paraty aconteceu entre 15 e 19 de Maio de 2019.
  • O Embarque40Mais fez alguns dos passeios à convite dos estabelecimentos mencionados, mas as opiniões expressadas no post são sinceras, conforme a política do blog.

Onde comer em Paraty: Cidade Criativa em Gastronomia pela UNESCO

Experiências e dicas de onde comer em Paraty, litoral do Rio de Janeiro, “Cidade Criativa pela Gastronomia” pela UNESCO; e origens da culinária paratiense.

Desde 2017 que Paraty-RJ, já conhecida mundialmente por sua riqueza histórica e natural, é um entre apenas três* destinos brasileiros com o título de “Cidade Criativa Pela Gastronomia”, conferido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O selo já é um forte indicativo de que não faltam boas opções de onde comer em Paraty, mas fomos até lá conferir. Neste post, compartilho algumas experiências em restaurantes da cidade, só que antes acho importante a gente entender melhor sobre a cultura gastronômica dos paratienses.

Então fui perguntar para a presidente do Polo Gastronômico de Paraty, Luciana Marinho, o que caracteriza Paraty como Cidade Criativa pela Gastronomia. Ela disse que a obtenção do título se deve principalmente à diversidade culinária da cidade, que mescla a cozinha tradicional com a contemporânea. Além disso, merece destaque o uso de ingredientes de origem na cidade e região, o que valoriza e impulsiona a produção local.

Culinária Caiçara é base da gastronomia paratiense

Frutos do mar são principais ingredientes da culinária paratiense
Paraty tem Festival do Camarão no Corpus Christi (salada de frutos do mar do Margarida Café)

Luciana conta que a base da gastronomia paratiense é a culinária caiçara, a partir de influências indígenas, africanas e portuguesas. A população conhecida como Caiçara foi desenvolvida no litoral sudeste do País, com influência de outros países da Europa também.

“A gente tem o Bolo Manuê de Bacia, por exemplo, que é uma herança dos negros escravizados na região, à base de farinha de trigo, ovo e melado de cana-de-açúcar, assado em uma bacia mesmo, que era o que eles tinham. A receita que tenho desse bolo tem 35 anos e foi herdada de uma senhora que viveu em um quilombo!”, conta Luciana. Ela explica que eles precisavam improvisar com os ingredientes que conseguiam, muitas vezes sobras dispensadas pelos senhores.

Outros exemplos apontados por ela são a “Farofa de Feijão”, com feijão preto, farinha local e toucinho de porco, e o “Doce de Massapão”, este derivado do doce português “Toucinho do Céu”. Da culinária herdada dos habitantes originais das terras de Paraty, os povos indígenas, um bom exemplo é o Azul Marinho, que é o peixe enrolado em folha de bananeira e assado em fogueira. Ainda hoje esse prato é assim preparado por moradores da Ilha do Araújo.

Onde comer em Paraty| eventos gastronômicos

Culinária caiçara é base da gastronomia paratiense
Paraty tem grande variedade de restaurantes, bares e lanchonetes

O evento que tornou Paraty mais conhecida é a FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty), sabemos, mas o calendário de eventos da cidade é recheado de atividades muito interessantes. Em todos os eventos, a gastronomia local recebe lugar de destaque, mas alguns são mais específicos, como o “Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty”, realizado em Agosto (de 15 a 18/08 em 2019); e o “Festival do Camarão”, na Ilha do Araújo, que acontece durante o feriado de Corpus Christi, em Junho.

A primeira edição do Festival do Camarão em Paraty foi em 1997, realizada pela comunidade local com o objetivo de obter recursos para a festa de São Pedro, além de comemorar o início da temporada da pesca do camarão. Não à toa, peixes e frutos do mar são os principais ingredientes dos pratos locais. A produção de Paraty corresponde a aproximadamente 60% da pesca da região e a cidade ainda é a maior produtora de camarão branco do estado do Rio de Janeiro.

  • A seguir, nossas experiências gastronômicas e dicas de onde comer em Paraty!

Manuê Sucos: comidinhas deliciosas em Paraty!

Lanches do Manuê Sucos em Paraty
Lanches bem servidos e gostosos do Manuê Sucos, em Paraty

Nossa primeira refeição em Paraty durante essa viagem foi no Manuê, uma lanchonete descontraída, estilosa e cheia de gostosuras, no Centro da cidade. O ambiente é simples e diferente, um estilo caiçara descolado, com quadros e camisetas tematizados nas paredes. Do lado de fora, um divertido e colorido grafite recobre a fachada com rostos diversos.

O cardápio do Manuê tem várias opções de lanches, sucos, milkshakes, açaí e doces. Há comidinhas para todos os gostos, do carnívoro ao vegano. Os lanches são muito bem servidos e todos no pão australiano, que eu gosto muito. Eu fui de lanche vegetariano, suco de kiwi e brownie com sorvete de sobremesa. Tudo delícia! O pessoal também é super simpático. Outro ponto positivo é que os preços são bem acessíveis. Voltaria, com certeza!

Manuê Sucos: Rua João do Prado, 57, Centro de Paraty-RJ. Aberto diariamente, das 10h às 23h. Contatos: (05524) 3371-5096 [email protected]

Margarida Café: dica imperdível de onde comer e beber em Paraty

Boa opção de onde comer em Paraty é o Margarida Café
Margarida Café, em Paraty: ótima comida e ambiente aconchegante

Visitamos o Margarida Café em nosso segundo dia em Paraty, uma quinta-feira à tarde, depois de um belo passeio pelo Caminho do Ouro. O restaurante fica em um típico casarão colonial do Centro Histórico da Cidade, com a fachada preservada e um ambiente muito agradável. A decoração do interior vai do rústico, com colunas de pedra, o forno à lenha original e ferro exposto em objetos e lustres; ao confortável, com alguns sofás e uma iluminação que deixa o local bem aconchegante.

Logo na entrada, fomos contagiados pelo delicioso aroma dos pães preparados ali mesmo, em padaria dentro do restaurante. O sofisticado cardápio é recheado de delícias, criadas pelo proprietário e chef Paulo Renato e executadas brilhantemente pela cozinha comandada pelo chef indiano Ravi. Das entradas, passando pelo excelente atendimento, até o cafezinho, tivemos uma ótima experiência no Margarida Café! Minha grata escolha para o prato principal foi o “Amir Klink”, em homenagem a um cliente assíduo e morador da cidade. Ele mesmo, o famoso velejador.

Trata-se de um filé de peixe grelhado, regado ao molho de uva verde e vinho branco e risoto de palmito. Soma-se a isso a companhia perfeita de um vinho branco Concha & Toro. A variedade da carta de vinhos, mantidos em adega climatizada, é outro ponto alto do Margarida. Para a sobremesa também optei por uma das mais tradicionais da Casa, a “Banana Flambada com Sorvete de Creme”. O sabor especial fica por conta dos incrementos: cravo, canela, açafrão, leite de coco e uma boa e tradicional cachaça de Paraty. Por tudo isso, o Margarida é dica imperdível de onde comer em Paraty!

Margarida Café– Restaurante e Pizza Bar: Praça do Chafariz, s/n, Centro Histórico de Paraty-RJ. Aberto todos os dias, das 12h à 1h. Contatos: (05524) 3371-2441/ 6037, [email protected]

Onde comer comida tailandesa em Paraty: Thai Brasil

Onde comer comida tailandesa em Paraty
Mesa colorida de sabores exóticos da cozinha do Thai Brasil

O restaurante Thai Brasil é a dica para quem gosta ou quer experimentar a culinária tailandesa, durante estadia em Paraty. O ambiente é simples, colorido, diferente e surpreendente como a comida servida no local. Frutas tropicais estampam mesas e objetos no interior, decorado pela proprietária e chef alemã Marina Schlaghaufer. Ela também é responsável pelo cardápio, que mistura ingredientes locais com outros importados da Tailândia.

Marina conta que chegou ao Brasil por causa do “amor”, mas foi um outro amor, este pelo nosso País, que fez com que ela decidisse ficar. Pergunto, então, porque uma alemã decide abrir um restaurante tailandês no Brasil e ela explica que sempre gostou de viajar e comer, experimentar. Se apaixonou pela culinária tailandesa e viu nela a possibilidade de oferecer algo pouco comum ao público brasileiro, mas com a qualidade e sofisticação imprimidas por ela.

Achei interessante o fato da chef cultivar, no jardim do restaurante e em seu sítio, alguns dos ingredientes utilizados para a confecção dos pratos, como temperos e o mamão verde. Aliás, a salada que vai mamão verde foi uma das coisas que mais gostei de comer em Paraty. Delícias elaboradas com frutos do mar, vegetais, arroz, entre outros itens, coloriram nossa mesa e alegraram nossos corações naquela noite chuvosa. Só tome cuidado com o nível de pimenta a escolher, mas se errar na medida, como eu (Rs), não se preocupe, pois sempre tem uma cerveja gelada ou um Frozen Mint à mão para refrescar a garganta.

Thai Brasil– Rua do Comércio, 308 A, Centro Histórico de Paraty- RJ. Contatos: (05524) 3371.2760 e [email protected]

Villa Verde: boa comida em meio à natureza exuberante de Paraty

Onde comer em Paraty em meio à natureza
Villa Verde: pratos saborosos com belo jardim ao redor

Algo muito bacana em Paraty é conhecer também espaços gastronômicos fora da área urbana, como o Villa Verde Restaurante, que fica na estrada entre Paraty e Cunha-SP, coladinho ao Parque Nacional Serra da Bocaina e às margens do Rio Perequê-Açu. Além de ter a exuberância da Mata Atlântica ao seu redor, os visitantes também podem usufruir das águas limpas e refrescantes de piscinas naturais formadas pelo curso do rio.

Para chegar ao restaurante, caminhamos por uma passarela sobre o rio. Logo na entrada, já nos deparamos com o jardim. Imagine só, depois de fazer uma boa refeição, passear por um belo jardim e deitar-se em um gramado para a sesta ao som de pássaros e quedas d’água? No dia da nossa visita o céu estava nublado e tínhamos outros compromissos na sequência, mas ao menos o passeio pelo jardim conseguimos fazer.

O restaurante Villa Verde é comandado pelo chef suíço com origens italianas Dario Rossera e sua esposa Cristiane Rossera, desde 2001. Por isso, o menu tem boa variedade de massas caseiras, opções de peixes, carnes e risotos. Nossa escolha incluiu um Risoto de Bacalhau desfiado com molho de leite de coco e um Peixe ao Forno ao molho de azeite e ervas. Para a sobremesa, Strudel de Maçã com sorvete de creme. Os pratos estavam muito saborosos, mas fazer uma refeição em um ambiente natural e belo como aquele tornou essa experiência especial!

Villa Verde– Estrada Paraty Cunha, Km 6, Paraty-RJ. Aberto diariamente, das 11h às 17h. Contatos: (05524) 3371-7808/ 99224-1947 (Whats App) e [email protected]

Peró mistura culinárias indígena e brasileira: onde comer em Paraty

Onde comer comida indígena com brasileira em Paraty
Simplicidade com toque de requinte nos belos pratos do Peró

“Peró” foi como os índios brasileiros chamaram os portugueses, quando aqui chegaram, em 1500. Isso porque muitos deles se chamavam Pero, a exemplo de Pero Vaz de Caminha, segundo o Dicionário Ilustrado Tupi Guarani. Naturalmente, o nome está relacionado ao tipo de comida oferecida no restaurante, que mistura as culinárias indígena e brasileira contemporânea, mas não só. O restaurante Peró está inserido na Pousada do Príncipe, em Paraty, que pertence a Dom João Henrique de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel, a filha do Imperador D. Pedro II que assinou a Lei Áurea, oficializando o fim da escravização no Brasil, em 1888.

Visitamos o Peró em nosso terceiro dia em Paraty, uma sexta-feira à noite. O atendimento cordial é acrescido de um ambiente muito agradável, com grandes janelas que dão vista para a piscina da Pousada. A decoração conta com alguns objetos relacionados ao tema do restaurante, como a arte indígena em lindos descansos de prato coloridos. Optei por uma apetitosa Cassarola de Frutos do Mar, acompanhada de arroz com coco. Das sobremesas, adorei o sorvete de mandioca! A apresentação dos pratos é linda e os sabores misturam a simplicidade dos ingredientes com um toque de requinte.

Peró: Avenida Roberto Silveira, 801, Centro de Paraty-RJ. Aberto das 19h às 23h (exceto às quartas-feiras). Contatos: (05524) 3371-2266 e [email protected]

Casa Coupê e sua história na boemia paratiense

Casa Coupê é opção para comer e beber em Parati desde a década de 1950
Pratos experimentados no Casa Coupê, reduto boêmio em Paraty

Fomos ao Casa Coupê em nosso penúltimo dia em Paraty, um sábado à tarde. Local descontraído, com charme e estilo. A localização, na Praça da Matriz, é ideal para apreciar a paisagem e a movimentação no coração do Centro Histórico. Aliás, o que não falta no Casa Coupê é história na boemia paratiense. O prédio começou a funcionar como “Bar Coupê” em 1952, aos cuidados de Seu Benedito Coupê, e foi usado como local de parada dos ônibus rodoviários na década de 1970.

Desde 2011 é o Casa Coupê, como passou a ser chamado sob a propriedade de Paulo Renato, o mesmo dono do Margarida Café. Cresceu em espaço e público, ganhou uma cara nova e um cardápio mais atraente e diversificado. No interior, o destaque fica por conta das luminárias assinadas pelo designer Wanderley Magalhães e quadros com imagens antigas do prédio e do Centro Histórico de Paraty.

Nos sentamos bem na mesa da esquina, com uma vista panorâmica do bar e também da Praça, mas é possível ocupar as mesas do lado de fora, dispostas sobre o tradicional chão de pedra do Centro Histórico. Fomos de chopp e cerveja, mas as opções incluem uma boa carta de vinhos, cachaças e drinks tradicionais, como o “Jorge Amado”. Nossa refeição no Casa Coupê foi um “almojanta”, como dizem por aqui quando se junta o almoço com a janta, por isso foi caprichada. Teve salmão com purê de batata e um super filé com fritas, ambos muito saborosos. Com certeza, uma boa opção de onde comer em Paraty!

Casa Coupê– Praça Matriz s/n°, Centro Histórico de Paraty-RJ. Aberto diariamente, das 11h30 à meia noite (até as 2h na alta temporada). Contatos:(05524) 3371.6008 e [email protected]

Ainda não sabe qual o melhor caminho partindo de São Paulo ou onde vai ficar em Paraty? Então confira nossas dicas de como chegar e onde se hospedar na cidade!

Degustação de cervejas artesanais em Paraty

Paraty tem fábricas de cervejas artesanais
Tábua de degustação de cervejas artesanais da Caborê, em Paraty

Pois é, além da cachaça, bebida mais tradicional da cidade, Paraty já dispõe também de algumas marcas de cervejas artesanais. Visitamos uma delas no primeiro dia da nossa estada (quarta-feira), a Caborê. O nome escolhido é interessante. Em tupi-guarani, Caborê é uma pequena coruja característica da região do bairro Caborê, onde fica a fábrica da cerveja.

Eles fabricam quatro tipos de cerveja: pilsen, de trigo, ipa e escura, todas puro malte e sem conservantes. As visitas guiadas à fábrica acontecem de quarta-feira a sábado, às 17h. A visita é gratuita, mas a degustação (opcional) é paga. Nós optamos por uma tábua de degustação, que inclui pequenas doses das cervejas, e achamos todas muito boas!

Caborê: Avenida Otávio Gama, 676-b, Bairro Caborê, Paraty-RJ. Contatos: (05524) 3371.3071 e [email protected]

Referências:

  • Com informações dos restaurantes mencionados e do documento da Candidatura de Paraty à Cidade Criativa pela Gastronomia pela UNESCO.
  • Fotos de Michele da Costa e Wilson Lima/ Embarque40Mais.
  • *Os outros dois municípios brasileiros com o título de Cidade Criativa em Gastronomia pela UNESCO são Belém (PA) e Florianópolis (SC).
  • A viagem do Embarque40Mais a Paraty aconteceu entre 15 e 19 de Maio de 2019.
  • O Embarque40Mais visitou os estabelecimentos mencionados à convite dos proprietários, mas as opiniões expressadas no post são sinceras, como de costume.
  • Algumas visitas contaram com o apoio do Paraty Convention & Visitors Bureau.

Onde ficar em Paraty para estadia tranquila em meio à Natureza

Está procurando onde ficar em Paraty, Rio de Janeiro? Então, veja essa dica de pousada tranquila, aconchegante e em harmonia com a Natureza, a Rumo dos Ventos! Confira também como chegar a Paraty partindo de Campinas ou São Paulo.  

Paraty- RJ é um verdadeiro santuário da Natureza: aproximadamente 80% do território da cidade é coberto pela Mata Atlântica. Por isso, uma visita a essa joia do litoral fluminense pede um tipo de hospedagem que respeite o Meio Ambiente e, ao mesmo tempo, permita ao turista o contato com a natureza exuberante. Assim é a Pousada Rumo dos Ventos, no bairro Portal de Paraty, um local tranquilo, aconchegante e em perfeita harmonia com a Natureza.  

Acordar com cantos de pássaros, encontrar um macaquinho simpático na varanda, caminhar por um jardim tropical até a beira de um rio de águas calmas respirando ar puro.. Como diria aquela propaganda do cartão de crédito: “não tem preço”. Rs. Tem sim, claro, mas acredito que se hospedar na Pousada Rumo dos Ventos tenha um ótimo custo-benefício. Estivemos lá por quatro noites e adoramos! A pegada sustentável da Pousada está por toda a parte.

Turismo sustentável: onde ficar em Paraty

Onde se hospedar em Paraty para turismo sustentável
Pousada Rumo dos Ventos tem sistema de ventilação natural

Ao caminhar pelas áreas comuns e até mesmo nos quartos, a gente sente o clima agradável da Pousada Rumo dos Ventos. Conversando com a gerente, Juliana Frateschi, compreendi o motivo. Ela conta que o projeto de construção da Pousada foi pensado e executado para potencializar a circulação natural de correntes de ar por todos os ambientes. Além de deixar tudo bem fresco e arejado, dispensa o uso de ar condicionado e aquecedores, reduzindo o consumo de energia.

Outra coisa muito bacana é o uso de painéis solares para o aquecimento da água do banho, mas não se preocupe porque os chuveiros também têm ligação elétrica para os dias nublados. Eles ainda captam água da chuva para utilização na Pousada e fazem um pré-tratamento do esgoto gerado, antes de ser coletado pelo serviço local. Mais uma ótima iniciativa da Pousada Rumo dos Ventos é o uso de mão de obra e produtos locais e a fabricação própria, o que agrega valor cultural e humano.

Pousada para ficar em Paraty tem piscina e jardim
Piscina e jardim tropical na Pousada Rumo dos Ventos

Isso é promover o turismo sustentável, gente! Algo que todas as hospedagens e outros serviços turísticos deveriam fazer. Enquanto turista, eu valorizo muito iniciativas como esta da Pousada Rumo dos Ventos! E você? Conte nos comentários, no final!

Se gosta de ecoturismo, mora na região de Campinas-SP ou vai passar por ela, uma boa dica é visitar a Mata de Santa Genebra, a maior floresta urbana da Região Metropolitana de Campinas!

Onde ficar em Paraty em local tranquilo ao lado da Serra

Dica de onde ficar em Paraty com tranquilidade
Tranquilidade à beira rio na hospedagem em Paraty, RJ

Tanta beleza e tranquilidade não é para menos. Nossa dica de onde ficar em Paraty, a Pousada Rumo dos Ventos, está instalada em um bairro residencial, bem ao lado da Serra do Mar onde fica o Parque Nacional Serra da Bocaina. O Parque é um dos mais importantes remanescentes da Mata Atlântica. Ao mesmo tempo, a Pousada está bem próxima do Centro Histórico da cidade (2 km), o que leva 7 minutos de carro e 25 minutos a pé, segundo o Google Maps.

Como tínhamos que cumprir um roteiro meio apertado e pegamos dias de chuva, não deu para fazer essa caminhada, mas o trecho é plano e nos pareceu bem tranquilo e agradável. Aliás, com exceção de alguns locais na Serra, a cidade toda é plana, por isso a bicicleta é um dos principais meios de transporte por lá. Confira também, mais abaixo, nossa sugestão de transporte até Paraty partindo da cidade de São Paulo ou da região de Campinas-SP!

Ah, outra coisa boa dessa dica de onde ficar em Paraty é que a Pousada Rumo dos Ventos também oferece serviços turísticos na cidade, que podem ser incluídos no pacote, junto com a hospedagem. Entre os serviços estão passeios de barco por praias e ilhas, mergulho, tours por cachoeiras, alambiques e outros locais históricos e naturais. Todas as informações estão disponíveis no site da Pousada.

Conforto e hospitalidade: dica de onde ficar em Paraty

onde ficar em paraty: pousada aconchegante
Quartos confortáveis e aconchegantes, com camas queen size e varanda com rede

Além de contribuir com a sustentabilidade do nosso Meio Ambiente, vimos que os hóspedes da Pousada Rumo dos Ventos têm muito conforto e comodidade. Os vinte quartos são suítes espaçosas, com camas queen size, TV, ventilador, varanda com rede e roupas de cama 100% algodão. Dois destes quartos têm mezanino, por isso podem receber até quatro pessoas, uma boa opção para quem viaja em família ou grupo.

Canto aconchegante em local onde ficar em Paraty
Sala de leitura na Pousada Rumo dos Ventos

Um detalhe muito útil dessa hospedagem em Paraty é a tela mosquiteira nas portas das varandas e janelas dos quartos. Então, a dica é não se esquecer de fechá-las quando sair para passear pela cidade e, na volta, garantir uma boa noite de sono sem pernilongos irritantes. Os quartos não têm frigobar, o que não é ruim, viu. Além de aumentar o consumo de energia, muitas vezes esses equipamentos são barulhentos e desnecessários quando se dispõe de serviço de quarto, como nesse caso.  

O piso superior da Pousada, onde está o quarto em que ficamos hospedados, é um dos locais mais agradáveis. É lá que estão o Salão de Jogos e um atraente espaço para leitura, com poltronas confortáveis e estantes recheadas de títulos variados. Outro cantinho gostoso é na rede à beira do Rio. Apreciar a paisagem, no balanço e ao som da água é uma delícia!

Simpatia dos funcionários torna mais especial hospedagem em Paraty

Hospedagem em Paraty com salão de jogos
Salão de jogos na Pousada Rumo dos Ventos, em Paraty

A Pousada Rumo dos Ventos também tem piscina, sauna e restaurante. Além do café da manhã, com produtos frescos e tudo que a gente precisa para começar o dia bem nutrido, o restaurante também oferece um bom cardápio, que vai desde refeições rápidas, como pizzas e lanches, até pratos mais elaborados.

Das bebidas oferecidas no bar do restaurante, não deixe de provar a Gabriela, deliciosa iguaria de Paraty, famosa por suas cachaças e licores, como já deve ter ouvido falar. Não podemos deixar de destacar a dedicação e simpatia dos funcionários da Pousada Rumo dos Ventos, que tornaram nossa estada ainda mais especial! Por tudo isso é que compartilhamos aqui essa super dica de onde ficar em Paraty. Aproveite e divirta-se!

Pousada Rumo dos Ventos

Onde se hospedar em Paraty para turismo sustentável
Fachada da Pousada Rumo dos Ventos
  • ONDE: Rua Glauber Rocha, 1983, Portal de Paraty, Paraty- RJ, Brasil.
  • QUANDO: Todos os dias, com recepção 24 horas.
  • QUANTO CUSTA: O preço das diárias varia de R$ 200,00 a R$ 800,00, conforme o quarto e o período do ano.
  • MAIS INFORMAÇÕES: (24) 3371.0056/ 998.662.244, (11) 970.832.075 (Whats App), [email protected] e no site da Pousada Rumo dos Ventos.

Veja também o post sobre onde comer e beber em Paraty, que está literalmente uma delícia! Em breve, muito mais sobre nossa visita a Paraty, com experiências, descobertas e dicas para planejar sua viagem à cidade. Para receber avisos de novos posts, assine gratuitamente o blog! É só deixar seu e-mail no campo a seguir, clicar no botão “Inscrição” e, quando receber nossa mensagem em seu e-mail, confirmar a assinatura.

Como chegar a Paraty saindo de Campinas ou São Paulo

Como chegar a Paraty: parada na estrada Rio Santos
Na estrada (Rio Santos), já em Paraty

Paraty é uma bela cidadezinha do estado do Rio de Janeiro, que, devido à sua proximidade com o estado de São Paulo (faz divisa com Ubatuba e Cunha), tem atraído cada vez mais paulistas. Saindo da cidade de São Paulo, o caminho mais rápido é pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) até Guaratinguetá, depois pela BR 459, passando por Cunha-SP até Paraty-RJ. O trajeto de 266 km de carro dura aproximadamente 4h08.

Aliás, fazer essa viagem de carro vale muito a pena! Nós partimos de Campinas, interior de São Paulo. O caminho mais curto é pela Rodovia Dom Pedro I, BR 116 e BR 459 (327 km em 4h34), mas optamos por deixar esse para a volta e fazer um outro caminho na ida, pela Rodovia Rio Santos a partir de Caraguatatuba-SP. A ideia foi apreciar a vista das praias. Embora o tempo não tenha ajudado dessa vez, as paisagens são sempre belas! Espia no vídeo que compartilhamos em nossa Página no Facebook.

Esse trajeto pela Rio Santos tem 359 km, com tempo estimado em 5h45, a depender do trânsito. Nós fizemos em 5h25 em uma quarta-feira de manhã (dia útil), com uma parada de 15 minutos. A seguir, mapa com traçado mais curto, saindo de Campinas, mas você pode arrastar para alterar e deixar do seu jeito.

Mapa do trajeto de Campinas a Paraty:

A título de comparação, ir de ônibus de Campinas a Paraty leva de 9h30 a quase 13 horas de viagem, com algumas paradas e ao menos uma troca de veículo (baldeação). Além de ganhar tempo, viajando de carro em grupo de três a cinco pessoas pode sair até mais em conta. E para quem estiver sem carro, a dica é alugar um veículo.

Nesta viagem, nós utilizamos os serviços da Lusa Locadora, que tem lojas em Campinas e Paulínia, o que nos deu conforto, segurança e liberdade para fazer um roteiro do nosso jeito. Além da qualidade (veículos em bom estado e com baixa quilometragem), gostei da agilidade no atendimento, da localização, que facilitou muito, e da tranquilidade em saber que tinha à disposição um suporte 24h em caso de emergência.

Para quem nunca teve essa experiência, alugar um carro é muito simples. É preciso ter ao menos um condutor com habilitação válida, apresentar comprovante de endereço, assinar um termo de responsabilidade (caso cometa alguma infração de trânsito) e fazer o pagamento, que pode ser parcelado no cartão de crédito. Os preços são acessíveis e variam conforme a categoria do veículo escolhido: popular, utilitário ou executivo.

Lusa Locadora em Campinas e Paulínia-SP

Como chegar em Paraty: carro alugado
Sede da Lusa Locadora em Campinas-SP
  • ONDE: Loja em Campinas (Av. Brasil, 341, Vila Itapura. * bem próximo do cruzamento com a Av. Orosimbo Maia) e Loja em Paulínia (R. Santa Cecília, 493, Santa Cecília).
  • QUANDO: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h (lojas Campinas e Paulínia). Aos sábados, das 8h às 12h (somente loja Campinas).
  • MAIS INFORMAÇÕES (e reservas): Loja Campinas- (19) 3236-4624/ [email protected] Loja Paulínia- (19) 3844-4845/ [email protected] Via Whats App (19) 996.364.866 ou pelo site da Lusa Locadora.

Referências

Essa viagem a Paraty-RJ aconteceu entre 15 e 19 de Maio de 2019.

A jornalista e autora do Embarque40Mais, Michele da Costa, e o jornalista e colaborador Wilson Lima, ficaram hospedados na Pousada Rumo dos Ventos a convite do proprietário e tiveram o transporte ida e volta à Paraty patrocinado pela Lusa Locadora. Contudo, como de costume e condizente com a Política do Blog, as experiências e opiniões expressadas neste post são totalmente sinceras.


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