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Viagem e turismo internacional

Na Igreja Madre de Deus-Lisboa tudo que reluz é ouro

Quem vê de fora o prédio do antigo Convento da Madre de Deus, em Lisboa, Portugal, não pode imaginar a riqueza que guarda a pequena igreja de mesmo nome em seu interior. As paredes internas da Igreja da Madre de Deus são totalmente preenchidas por primorosas pinturas em azulejo, ornamentos em madeira talhada em ouro e muitas obras de arte.

Ali, tudo que reluz é ouro, sim, possivelmente levado do Brasil, já que a decoração foi realizada no período de maior exploração do metal na então Colônia (séculos XVII e XVIII), embora não haja documentos que comprovem isso. O brilho intenso e a riqueza de detalhes, especialmente no teto da cúpula sobre o altar principal, foi o que mais me chamou a atenção durante minha visita, em Novembro de 2017.

Interior da Igreja Madre de Deus: cúpula
Cúpula sobre altar principal da Igreja Madre de Deus, Lisboa. Foto: ©Museu Nacional do Azulejo

A madeira da talha é originária de Portugal mesmo e não há um valor material estimado para todo esse patrimônio, informa a Assessoria do Museu Nacional do Azulejo, ao qual está integrada a Igreja. Já o patrimônio arquitetônico é reconhecido desde 1910, quando o prédio da Igreja da Madre de Deus passou a ser Monumento Nacional.

Uma rainha sob os pés do povo

Altar principal da Igreja da Madre de Deus, em Lisboa
Altar principal da Igreja da Madre de Deus. Foto: ©Museu Nacional do Azulejo

Uma das maiores curiosidades foi saber que ali está sepultada Dona Leonor, Rainha de Portugal entre 1481 e 1495. E não por acaso, já que foi ela quem mandou construir o Convento e a Igreja da Madre de Deus, no início dos anos 1.500. Mais curioso ainda é saber da histórica benevolência e humildade de D. Leonor em contradição à exuberância e riqueza material impressas na decoração do pequeno templo católico nos séculos seguintes.

Pedra com inscrição indica local de sepultamento de rainha na Igreja
Inscrição na campa onde foi sepultada a Rainha D. Leonor, na entrada da Igreja. Foto: ©Museu Nacional do Azulejo

Falecida em 1525, a soberana foi sepultada em uma “campa rasa no claustro” (sob o piso), na entrada da igreja, por onde passam obrigatoriamente fieis e visitantes. O local onde seria seu sepultamento foi definido por ela.

D. Leonor é conhecida como uma das monarcas mais importantes da história do País, responsável por dar início à criação na Europa de hospitais para os pobres, as nossas também conhecidas “Santas Casas de Misericórdia”. O hospital de Caldas da Rainha é o maior exemplo e o nome da cidade não é coincidência, também tem relação direta com D. Leonor.

Igreja Madre de Deus: do Manuelino ao Barroco

Exterior e porta principal da Igreja Madre de Deus
Fachada principal exterior da Igreja da Madre de Deus, em Lisboa. Foto: ©Museu Nacional do Azulejo

A discrepância entre a simplicidade da fachada da Igreja da Madre de Deus e seu interior, que comentei logo no início, explica-se por sua história. Se foi construída pela humilde Rainha D. Leonor, foi alterada e decorada pelos monarcas que a sucederam e ao seu esposo (Rei D. João II), como D. Pedro II, D. João V e D. José I, provavelmente deslumbrados e empanturrados com a riqueza levada das colônias, a exemplo do ouro e madeira brasileiros.

O saldo é uma fachada que, embora alterada, ainda expressa a arquitetura original manuelina e um interior predominantemente barroco. Os painéis de azulejo são provenientes da Holanda, de autoria de Willem van der Kloet e Jan van Oort. As séries de pinturas emolduradas com talha dourada, que retratam as histórias de São Francisco e Santa Clara, são de Bento Coelho da Silveira.

Interior da Igreja Madre de Deus, Lisboa. Detalhes
Detalhes em lateral no interior da igreja. Foto: ©Museu Nacional do Azulejo

A Capela de Santo António e o Coro, por exemplo, receberam assoalho de madeira do Brasil. Não são mais realizadas missas regularmente na Igreja da Madre de Deus, vinculada à Paróquia de São Francisco, somente algumas cerimônias especiais e casamentos. Faz parte do circuito de visitação do Museu Nacional do Azulejo, que recebeu 219,4 mil pessoas em 2018.

Sobre “templos maravilhosos” e a Igreja da Madre de Deus

Embora não seja nem o maior, nem o mais incrível que já visitei, para mim, a Igreja da Madre de Deus, em Lisboa, é um templo maravilhoso! Por sua arte e, principalmente, por sua história e relação com o Brasil. Afinal, não é todo templo que nos ofusca a visão de tanto ouro e que tem uma rainha do cacife de Dona Leonor “aos nossos pés”. Por isso, esse post integra uma blogagem coletiva sobre #templosmaravilhosos. Confira a lista mais abaixo!

Convento Madre de Deus deu lugar a Museu do Azulejo

Selfie no Museu Nacional do Azulejo
Durante visita ao Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, Portugal

A utilização de prédios históricos como sedes de museus é mesmo algo que deu certo! E faz toda a diferença, pois a visita ganha muito mais sentido quando percorremos espaços que nos levam a “viajar no tempo”. A sensação que tenho às vezes é de que posso fazer parte daquela história, mas de certa maneira fazemos mesmo. A exemplo do Museu Nacional do Azulejo, sediado no antigo Convento da Madre de Deus, tantos outros em Portugal guardam relações com o nosso país.

E vice-versa! Possivelmente portugueses que visitarem também o Museu da Imagem e do Som de Campinas, em Campinas-SP-Brasil, sentirão o mesmo. O Museu fica no antigo Palácio dos Azulejos, que, aliás, tem esse nome porque boa parte da sua fachada foi decorada com azulejos portugueses. Bingo! Rs. Se quiser conferir, o post sobre essa visita está linkado acima.

Museu Nacional do Azulejo: 5 séculos de história

Retrato de Fernando Pessoa em azulejo. Lisboa
Fernando Pessoa, no traço de Julio Pomar, no Museu do Azulejo, em Lisboa. Foto: Michele da Costa

Eu gostei muito de conhecer o Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, Portugal! Percorrer cinco séculos de história, contada por meio de azulejos, foi especial. Sim, além de saber como o azulejo se tornou um dos maiores símbolos da cultura portuguesa, as obras nos permitem conhecer muito da história do País.

O acervo inclui desde os primeiros exemplares provenientes de Valência (Espanha), no final do século XV, até obras de artistas portugueses contemporâneos. Entre as peças que achei mais interessantes estão um retrato de Fernando Pessoa, no traço simples de Julio Pomar; e um grande painel que mostra Lisboa a partir da Baixa Pombalina, assinado por Jorge Barradas em 1954.

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Quanto custa visitar o Museu do Azulejo e a Igreja Madre de Deus?

Igreja vista da janela do Museu do Azulejo
Lateral exterior da Igreja vista de janelinha do Museu. Foto: Michele da Costa

ONDE: Rua da Madre de Deus, número 4, 1900-312, Lisboa, Portugal. * Meu post com dicas sobre transporte em Lisboa pode te ajudar a se locomover na cidade.

QUANDO: De terça-feira a domingo, das 10h às 18h (última entrada às 17h30).

QUANTO CUSTA: 5 € (Cinco Euros); +65 anos pagam meia (2,50 €).

MAIS INFORMAÇÕES: No site do Museu Nacional do Azulejo.

Mais posts sobre outros templos maravilhosos:

O que fazer durante conexão em Lisboa

Comprou uma passagem aérea para a Europa com conexão em Lisboa? A partir de 8 horas ou um stopover de uma noite já é possível conhecer alguns encantos da capital portuguesa. E não são poucos! Tanto que é um dos destinos preferidos dos brasileiros e foi eleita “melhor cidade destino” em 2018 pelo World Travel Awards.

Pensando nisso, decidi contribuir um pouquinho com sugestões para roteiros curtos, com base nas minhas experiências de mais de um mês em Lisboa. Espero que te ajudem a definir o que fazer para aproveitar seu tempo livre na cidade.

Então, começo com oito horas de conexão em Lisboa porque penso que é o mínimo necessário para compensar uma saída do aeroporto. Considerando o tempo de desembarque-embarque e passagem pela imigração (aproximadamente 2 horas, 1h na chegada e 1h na saída); e do transporte entre o aeroporto e os locais a visitar (de 48 minutos a 2h15, ida e volta), restariam de 4 a 5 horas para um passeio. Mas o que fazer em tão pouco tempo?

Roteiro no Parque das Nações para conexão em Lisboa de 8h

Conexão em Lisboa. Caminho com bancos, pessoas, teleférico, lago e prédios ao fundo
Alguns dos principais pontos turísticos do Parque das Nações, como Oceanário, Teleférico, Torre e Ponte Vasco da Gama

Dá para fazer muita coisa, viu! Para conexão em Lisboa de 8 a 10 horas, uma ótima opção é visitar a região do Parque das Nações, que fica a apenas 24 minutos do aeroporto de metrô. É a cara da Lisboa moderna e cosmopolita, com ruas e avenidas largas, arranha céus. Tem um belo parque à beira do Rio Tejo e algumas das principais atrações da cidade, como o Oceanário e o Pavilhão do Conhecimento- Ciência Viva.

Em minhas andanças por Lisboa, o GoogleMaps ajudou muito. Por isso, compartilho neste post os links para os mapas dos percursos mencionados, a exemplo desse no parágrafo anterior. Agora, para poder usufruir dessa ou outra tecnologia de GPS, precisa ter uma boa internet no celular.

  • Minha dica é adquirir um chip da EasySim4U, que você recebe em casa antes da viagem e já chega ao destino conectado!

Creio que sejam necessárias ao menos 2 horas para visitar o Oceanário, mais uns 30 minutos entre fila para comprar ingressos, entrada e saída. Lembrando que há opção de comprar ingressos antecipadamente via Internet para este e a maioria dos locais turísticos da cidade.

Oceanário, Teleférico e Parque do Tejo

Para o Ciência Viva, mais umas duas horas, mas acho que essa visita só vale se sua conexão em Lisboa for de pelo menos 10 horas e você for mesmo fã de Ciência ou estiver com criança ou adolescente. É que é uma atração bem mais pedagógica que turística. Então, se optar somente pelo Oceanário, minha sugestão é aproveitar o tempo restante passeando à beira do Rio Tejo.

Saindo do Oceanário, no tempo que resta (1h30 a 2h30) pode embarcar no Teleférico do Parque das Nações até a Torre Vasco da Gama e caminhar pelo Parque do Tejo. Se for final de tarde, ainda poderá conferir um belo por de Sol com seus raios a refletir na Ponte Vasco da Gama. Depois, é só voltar de Teleférico e caminhar até a Estação Oriente para tomar o metrô de volta ao aeroporto. E observe a bela arquitetura da Estação, obra do espanhol Santiago Calatrava.

  • Você pode conferir todos os detalhes das atrações mencionadas aqui, com minhas experiências e informações de horários, endereços e preços, em post sobre o Parque das Nações em Lisboa.

Roteiro no Centro Histórico para conexão em Lisboa de 10 a 12h

Escala em Lisboa. Praça do Comércio
Praça do Comércio, em Lisboa, vista do mirante do Arco da Rua Augusta

Para conexões em Lisboa de 10 a 12 horas, é possível aproveitar bem as 6 a 8 horas livres visitando alguns lugares históricos da cidade. Minha principal sugestão é o Castelo de São Jorge, construção do período islâmico com uma das mais belas vistas da cidade (2 a 3 horas). A segunda é o Arco da Rua Augusta (1 hora), monumento de onde melhor vê-se a Praça do Comércio, palco dos principais acontecimentos históricos da cidade, e o Rio Tejo até a outra margem, onde está o Santuário Nacional de Cristo Rei.

Do Centro Histórico de Lisboa (região da Baixa-Chiado), o trajeto até o Castelo de São Jorge não deve passar de meia hora. Já, se for direto do aeroporto, pode fazer o percurso com transporte público em aproximadamente 1h30.

Quer auxílio profissional para planejar sua viagem? Pode contar com os serviços da agência Embarque40Mais Viagens, que oferece uma consultoria personalizada. Desde a escolha do destino, passando pelas reservas de hospedagem, passagens aéreas e passeios, até a elaboração de um roteiro exclusivo! Contatos: [email protected] ou (19) 988.380.781.

Visitando Belém durante conexão em Lisboa de 10 a 12 horas

Padrão dos Descobrimentos, Belém- Lisboa
Breve descanso, com Padrão dos Descobrimentos ao fundo

Outra opção para uma conexão em Lisboa de 10 a 12h é esticar até a Freguesia de Belém, onde está a sede do governo Português, o Mosteiro dos Jerônimos e alguns dos principais monumentos da cidade: a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos.

Ah, sem contar os deliciosos e autênticos pasteizinhos de Belém, o melhor e mais tradicional doce da cidade. A fábrica original fica em Belém.

Acredito que em 6 horas seja possível visitar esses dois monumentos e ainda provar os pastéis de Belém, desde que não seja final de semana ou alta temporada, quando as filas podem assustar. É tudo pertinho, dá para fazer os trajetos a pé tranquilamente.

Stopover de uma noite em Lisboa: Praça do Comércio e Sintra

conexão em Lisboa. Centro de Sintra
Centro Histórico da Vila de Sintra, Portugal

Agora, se você vai fazer um stpover de uma noite em Lisboa, tendo um dia inteirinho livre (12 a 14 horas), visitar a Vila de Sintra pode ser compensador. Um roteiro especialmente indicado para fãs de castelos e parques carregados de história e mistérios. Mas acho que só deve ir durante a semana, pois aos finais de semana as filas podem comprometer seu tempo.

Minha sugestão é ir ao Arco da Rua Augusta e passar pela Praça do Comércio, o que não deve levar mais de 1 hora. Ir a Lisboa e não ver isso seria como se não tivesse ido.. Rs. De lá, pegue o trem com destino a Sintra (percurso de aproximadamente 1h).

Visitando o Palácio da Pena em Sintra

Conexão em Lisboa. Palácio da Pena, em Sintra
Palácio da Pena, em Sintra, que foi casa de campo da família Real portuguesa

Em Sintra, terá de escolher até dois locais para visitar. Entre as opções, destaco o Palácio da Pena, antiga casa de campo da família Real portuguesa. De lá, tem-se a mais bela vista da Serra de Sintra (Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO), e do Oceano Atlântico. O Palácio, preservado e todo mobiliado, nos permite conhecer e sentir como era viver lá àquela época.

Outro local belíssimo em Sintra é o Parque e Palácio de Monserrate, um dos pontos turísticos mais românticos e misteriosos da região de Lisboa. Acesse o post linkado acima e saiba o motivo. Mas os mistérios de Sintra não param por aí. Outro local muito interessante é a Quinta da Regalera, que tem um belo parque, grutas e construções incríveis, como um poço gigante e passagens subterrâneas.

Também tem as ruínas do Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional de Sintra e o Centro Histórico, com museus, cafés e restaurantes deliciosos, mas nesse tempo livre acredito que seja possível visitar apenas dois dos lugares turísticos mencionados nesse roteiro e fazer um lanche ou almoço rápido. Depois, é só embarcar direto de volta ao aeroporto de Lisboa (1h30). É um roteiro meio corrido, mas levará na bagagem muita história para contar!

Mais dicas para aproveitar sua conexão em Lisboa

Durante conexão em Lisboa, uma boa opção é visitar o Castelo de São Jorge
No Castelo de São Jorge, em Lisboa, com vista da cidade atrás
  • O post sobre mirantes que visitei em Portugal tem informações detalhadas da maioria dos locais mencionados aqui, como horários, endereços e preços de ingressos.
  • Para te ajudar a se locomover durante sua conexão em Lisboa, sugiro consultar minhas dicas de transporte na região, com experiências e outras opções além do transporte público.
  • Lembre-se de levar na bagagem de mão, à bordo do avião, o que for precisar durante sua conexão em Lisboa!
  • Se quiser deixar a bagagem de mão no aeroporto, pode contar com o serviço de depósito de bagagem, que varia de 3,36 Euros (10 kg) a 9,87 (mais de 30 kg). * Preços consultados em 15/03/2019. Mais informações: (+351- 218.413.594).

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Roteiro de dois dias em Barcelona: história, arte e cultura

O que fazer em 2 dias em Barcelona, Espanha? Dicas para um roteiro de viagem meio corrido, mas especial, com boas doses de história, arte e cultura. Minha experiência visitando Barcelona logo após a auto declaração de independência da Catalunha, em 2017. Informações completas e atualizadas dos locais visitados: onde e quando ir, quanto custa e como chegar.

Dois dias em Barcelona: No Castelo de Montjuïc. Orla e Mar Mediterrâneo ao fundo.
No Castelo de Montjuïc. Orla e Mar Mediterrâneo ao fundo. Foto: Cris Nery

Já faz um tempo, mas não poderia deixar de contar um pouco mais sobre minha viagem a Barcelona, capital da Catalunha (Catalunya), além de Gaudí. A experiência de viajar sozinha para outro país é muito boa, nos enriquece e fortalece, sabe. Faz a gente perceber o quanto é imenso, incrivelmente desconhecido e apaixonante esse mundão.

Me fez sentir realmente livre, sem amarras, e ver que a gente pode e merece conhecer, experimentar, sentir, abrir nossas mentes e corações sem limites e padrões pré-estabelecidos. E Barcelona, a capital da Catalunha (Espanha), com sua história, beleza, arte, gente de todo o tipo e todo lugar e o belíssimo Mar Mediterrâneo, ah.. transpira e inspira LIBERDADE!

Foram apenas dois dias, mas adoráveis e inesquecíveis! Uma amiga, a Cris Nery, de Belo Horizonte, que estava estudando na cidade, me acompanhou em alguns passeios. Isso foi bem legal também: tão longe de casa encontrar e passar um tempinho com uma conterrânea e sua deliciosa “mineirice”.

Língua preserva cultura catalã

Na Catalunha, fala-se o Espanhol (Castelhano) também, mas entre os locais a conversa é em Catalão, língua românica originária do Latim, que é a essência da cultura do seu povo. Embora ainda não saiba além do básico, adoro o Espanhol, mas do pouco que ouvi também achei interessante o Catalão, que a mim pareceu uma mistura do Espanhol, com o Francês e o Português.

Tem gente de lá que acha mesmo o Catalão mais próximo do Português do que o Espanhol. De fato, todas elas têm a mesma origem, o Latim. Adorei saber como a força das classes mais populares foi fundamental para preservar a cultura desse povo ao longo dos séculos. Por isso, em homenagem ao povo catalão, acrescento neste texto, em itálico, a tradução para a língua original dos nomes próprios e de locais turísticos mencionados.

Turismo na capital da Catalunha em momento histórico

fachada de prédio público em Barcelona
Fachada da Câmara Municipal de Barcelona (Ajuntament), em Novembro de 2017

A Catalunha (Catalunya) é uma comunidade autônoma da Espanha (Espanya), com histórico de várias tentativas de independência, o que a tornaria um país. Minha visita foi no comecinho de Novembro de 2017, pouco depois do referendo popular, que resultou em 90% a favor da independência da Catalunha, e da sua auto declaração de independência, período marcado por repressão por parte do governo central Espanhol, protestos e prisões.

Naqueles dias, as ruas de Barcelona já estavam tranquilas, mas os sinais de tensão ainda eram visíveis, como o forte aparato de segurança ao redor da sede do governo Catalão (Palau de la Generalitat) e faixas de protesto estendidas em prédios e até mesmo na sede do Município de Barcelona (Ajuntament). Neste vídeo de 10 minutos, é possível compreender o processo histórico-político da Catalunha:

Vídeo “A História da Catalunha em 10 minutos”, da Carki Produções

Os sinais de tensão eram mais visíveis na Cidade Velha (Ciutat Vella), que inclui a região conhecida como Bairro Gótico (Barri Gòtic). Faixas dependuradas em prédios estampavam rostos de líderes do movimento independentista, que haviam sido presos ou censurados pelo governo Espanhol.

Dois dias em Barcelona: faixa de protesto contra a repressão ao movimento independentista da Catalunha
Cidade Velha: faixa de protesto contra a repressão ao movimento independentista

Confesso que em princípio fiquei com receio de visitar a cidade como turista em meio a essa situação, mas percebi que fui privilegiada por estar lá nesse momento histórico importante para o povo catalão. E que se desenrola até hoje, com algumas lideranças detidas ainda e protestos pela libertação deles e por um novo referendo. Foi marcante!

Passeando entre 2 mil anos da história de Barcelona

Roteiro de dois dias em Barcelona. Construção antiga na Cidade Velha, Barcelona
Capela de Santa Ágata, construída sobre muralha romana, em Barcelona

Andei pela Cidade Velha (Ciutat Vella) de Barcelona à noite e rapidamente pela manhã, quando visitei o Museu Picasso. É belíssima! Uma das coisas mais interessantes que vi foi a Capela de Santa Ágata (Capella de Santa Àgata), em estilo gótico, construída no século 14 sobre ruínas da antiga muralha romana. Fica na Praça Ramón Berenguer o Grande ( Plaça Ramón Berenguer el Gran), que marca o centro do Bairro Gótico (Barri Gòtic), no coração da antiga cidade romana e também do período medieval.

Dois dias em Barcelona: Ruelas do Bairro Gótico
Ruelas do Bairro Gótico, em Barcelona

A Cidade Velha (Ciutat Vella) é a área de ocupação mais antiga de Barcelona, tem nada menos que 2 mil anos e permaneceu fechada por suas muralhas até 1854. É muita história! Apesar de não ter podido entrar em alguns locais que gostaria, já que era noite, andar pelas ruelas de pedra, observar a arquitetura, monumentos e as pessoas foi muito bacana!

Encontramos até um cantor de ópera fazendo uma apresentação pelo caminho. Rs. Tanto o palácio do governo catalão quanto o da Câmara Municipal ou Município de Barcelona (equivalente à prefeitura) são em estilo neoclássico e ficam frente a frente na Praça Sant Jaume (Plaça Sant Jaume).

Praça Real no Bairro Gótico

Dois dias em Barcelona: Praça Real, no Bairro Gótico: reduto boêmio em Barcelona
Praça Real, no Bairro Gótico, em Barcelona, Espanha

E por falar em Praça, uma das mais bonitas que vi foi a Praça Real (Plaça Reial), no Bairro Gótico de Barcelona (Barri Gòtic) também, bem próximo da Rambla. A Praça é cercada por edifícios sustentados por colunas, que funcionam como dezenas de pórticos. Foi construída na metade do século XIX, com objetivo de enaltecer a monarquia.

Agradável, rodeada por palmeiras imperiais, duas belas luminárias projetadas por Gaudí e uma fonte (de las Tres Gracias). Hoje é considerada reduto boêmio, com vários bares, restaurantes e casa de espetáculos. Foi em um desses bares que me sentei na minha primeira noite na cidade, para comer e beber uma cervesa, como dizem cerveja em Catalão.

Dois dias em Barcelona: porta principal da Catedral de Barcelona
Detalhes na porta principal da Catedral de Barcelona

Também pude ver a fachada da Catedral de Barcelona (de la Santa Creu i Santa Eulàlia). Em estilo predominantemente gótico, a igreja começou a ser construída em 1298, mas a obra só terminou seis séculos depois! A grande escadaria e a riqueza de detalhes impressionam. O passeio noturno pelo bairro gótico acabou com um delicioso churros com chocolate quente, uma das guloseimas preferidas dos catalães. Ah, o blog Viajei Bonito tem ótimas dicas de locais onde comer bem e barato em Barcelona. Confira!

Museu Picasso em Barcelona

Dois dias em Barcelona: Museu Picasso, construção gótica
Pátio interno do Museu Picasso, em Barcelona

O Museu Picasso, em Barcelona, reúne obras que contam a história dos anos de formação do jovem espanhol Pablo Picasso (1881-1973), que se tornaria um dos maiores artistas de todos os tempos. Nascido em Málaga, viveu em Barcelona com a família por nove anos, mas sempre manteve relações com a cidade, tanto que contribuiu com a criação do museu, aberto em 1963.

A coleção permanente do Museu Picasso tem 4.251 itens, além de obras do ano de 1917, da série “Las Meninas” e uma coleção de gravuras. Para quem só consegue pensar no cubismo quando se fala em Picasso, a visita acrescenta, mostra como surgiu e evoluiu o multiartista que revolucionou o mundo das artes no século XX. Um dos quadros que mais me impressionou é o “Ciencia y Caridad” (1897).

Além da imagem forte e impactante, achei interessante o fato dele ter usado o pai e uma “mendiga” como modelos. Não é permitido tirar fotos nos ambientes internos, mas é possível ver pequenas imagens de algumas obras, inclusive dessa que mencionei, no site do Museu Picasso.

Mas o prédio que abriga o Museu, por si só, é um espetáculo! A sede ocupa cinco palácios na Rua Montcada, construídos entre os séculos XIII e XIV em estilo gótico.

Museu Picasso  

  • ONDE: Moncada, 15-23, 08003, Barcelona.
  • QUANDO: De terça-feira a domingo, das 9h às 19h (às quintas-feiras, das 9h às 21h30). * Novos horários a partir de 16 de Março de 2019, confira!
  • QUANTO CUSTA: 12 Euros para ver a Coleção Permanente e as temporárias; 7 Euros a entrada reduzida (pessoas com 18 a 25 anos, com mais de 65 anos e estudantes universitários documentados). *Visitação gratuita todas as quintas-feiras, das 18h às 21h30; no primeiro domingo de cada mês, das 9h às 20h30; e nos dias 18 de maio e 24 de Setembro. É prudente fazer o agendamento antecipado, via site.
  • COMO CHEGAR: De Metrô, linhas Amarela (L4)- Estação Jaume I; e Vermelha (L1)- Estação Arc de Triomf.

Se está planejando ir a Barcelona, esse outro post meu, com Dicas de Transporte em Barcelona, pode ser útil!

Visitando o Castelo de Montijuïc em Barcelona

Dois dias em Barcelona: Entrada de Castelo, em Barcelona
Entrada principal do Castelo de Montjuïc, com Ponte Levadiça, em Barcelona

Outro local histórico super interessante que visitei em Barcelona é o Castelo de Montijuïc (Castillo de Montijuïc). Embora tenha sido rápido, por conta do horário apertado para embarcar no voo de volta a Lisboa, gostei muito e pude apreciar uma linda vista do mar, do Porto, e uma panorâmica da cidade.

Dois dias em Barcelona: Construção de 1073 em Barcelona, Espanha
Torre de Guaita, no Castelo de Montjuïc, em Barcelona

Justamente por ter essa localização estratégica, a fortaleza militar foi determinante em vários momentos da história de Barcelona. Estudos arqueológicos indicam a ocupação da área desde o período pré-histórico, mas os registros começam lá por 1.073, com a construção de uma torre de vigilância no topo da montanha, a 173 metros de altura, denominada Torre de Guaita.

Dois dias em Barcelona: Pátio interno quadrado
Pátio de Armas (Pati D’ Armes o Quadrat), no Castelo de Montjuïc, em Barcelona

Em 1640, a área foi murada e deu lugar a um recinto militar, que seria protagonista de várias guerras. Uma das principais foi a Guerra da Sucessão (1705-1714), que provocou sérios danos nas edificações. As obras de remodelação, concluídas em 1.779, definiram a estrutura mantida até hoje.

Achei curioso o fato de que a fortaleza não foi usada somente para defender a cidade, mas também para atacá-la em vários momentos, quando ocupada por tropas inimigas.

Tortura e mortes no Castelo de Montjuïc

Dois dias em Barcelona: Corredor no interior do Castelo de Montjuïc
Corredor no interior do Castelo de Montjuïc, em Barcelona

Entre os episódios da história do Castelo, foi interessante saber que foi ocupado por tropas de Napoleão Bonaparte, em 1808, e que também serviu de palco para a tortura e morte durante períodos obscuros, como a Guerra Civil (1936-1939) e o Franquismo, regime totalitário de tendência nazifascista, nas décadas seguintes.

Dois dias em Barcelona: Barcelona vista do Castelo de Montjuïc
Panorâmica de Barcelona a partir do Castelo de Montjuïc

Na Guerra Civil, quase 1,5 mil pessoas foram presas e aproximadamente 250 foram executadas no Castelo de Montjuïc, a maioria acusada de traição e espionagem contra a República. Durante o Franquismo, como sede do Conselho de Guerra, no Castelo foram sentenciados e mortos pelo Regime importantes presos políticos, a exemplo do presidente da Catalunha, Lluís de Companys, em 1940.

Uma “fortaleza” para o povo catalão

Dois dias em Barcelona: Vista do Mar Mediterrâneo a partir do Castelo de Montjuïc. Fortaleza estratégica
Vista do Mar Mediterrâneo a partir do Castelo de Montjuïc, em Barcelona

Desde 2007, o Castelo de Montujuïc pertence ao Município de Barcelona (Ajuntament), passando a ter apenas destinação civil, social e cultural. Funciona como um tipo de museu da história do Castelo e, por consequência, de Barcelona e da Catalunha, e também sedia exposições relacionadas e shows.

Entre as construções, além da Torre de Guaita, acho importante ver o Fosso de Santa Elena (Fossat de Santa Elena), onde ocorreram as execuções; o Pátio de Armas (Pati D´Armes O Quadrat); a Ponte Levadiça (Pont Levadís I Façana), na entrada principal; O Caminho Coberto (El Camí Cobert), Os Fossos (Els Fossats), o Hornabeque (Hornabec) e o Revellín (Revellí), entre outros, que permitem compreender a estrutura defensiva da fortaleza.

Castelo de Montjuïc

  • ONDE: Rodovia (Carretera) de Montijuïc, 66, 08038, Barcelona.
  • QUANDO: De 01/11 a 28/02, de segunda-feira a domingo, das 10h às 18h (portas fechadas às 17h30). De 01/03 a 31/10, de segunda-feira a domingo, das 10h às 20h (portas fechadas às 19h30). Fechado nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro.
  • QUANTO CUSTA: 5€ (Euros); entrada reduzida: 3€ (veja condições). Visitas guiadas às 12h30 e 16h30 por 4€. * Acesso gratuito aos domingos, a partir das 15h, e no primeiro domingo de cada mês durante todo o dia.
  • COMO CHEGAR: De ônibus (Linha 150), a partir da Praça de Espanha. Com o Teleférico de Montjuïc, a partir da Avenida Miramar.
  • MAIS INFORMAÇÕES: [email protected]

Passeio por La Rambla de Barcelona

Dois dias em Barcelona: La Rambla, Barcelona
A diversidade étnica, social e cultural em La Rambla, Barcelona

Passear por La Rambla, em Barcelona, é delicioso e emocionante. La Rambla é uma via de pedestres, um grande calçadão arborizado, cercado de comércios e serviços tradicionais, como o Mercado da Boqueria (Mercat de la Boquería). Nas duas noites que passei pelo Mercado já estava fechado, infelizmente, mas dizem que é muito interessante: “o mais antigo e completo mercado de alimentos da cidade”. Por isso, está na minha lista de prioridades quando voltar.

Foi emocionante passear por La Rambla porque tem história, como tudo em Barcelona, claro, mas alguns são especiais.. Sua construção, em 1766, marca o início da era moderna, já que até então as ruas da cidade eram todas estreitas. E um dos fatos históricos mais recentes (assustador e triste) tinha ocorrido há menos de três meses da minha visita: o atentado com uma Van, que atropelou e matou quatorze pessoas e feriu centenas na Rambla, em Agosto de 2017.

A Rambla me pareceu um tipo de ponto de encontro da diversidade de Barcelona. Observei a circulação de pessoas de várias etnias e alguns estrangeiros ao longo da Rambla, oferecendo os mais variados itens. La Rambla tem 1,2 km de extensão, informa o Turismo de Barcelona em sua página oficial, ligando o Mirador de Colom (à beira mar) e a Praça de Catalunha (Plaça de Catalunya).

Mercado da Boqueria

  • ONDE: La Rambla, 91 – Plaça de la Boqueria, 08001. Barcelona.
  • QUANDO: De segunda-feira a sábado, das 8h às 20h30.
  • COMO CHEGAR: Linha 3 (Verde) do Metrô, Estação Liceu.

Praça de Catalunha e Praia de Barceloneta

Dois dias em Barcelona: Fontes coloridas na Praça de Catalunha
Fontes coloridas na Praça de Catalunha

A Praça de Catalunha é, possivelmente, o principal ponto de encontro da cidade, palco de eventos sociais e políticos. Fica entre a Cidade Velha e l’Eixample, área mais moderna, onde está o Passeio de Gràcia (Passeig de Gràcia), com suas construções extravagantes, lojas elegantes e luxuosas. Foi inaugurada em 1927 pelo Rei Alfonso XIII. Tem várias esculturas e duas fontes, que fazem um belo espetáculo noturno, com suas águas “coloridas”.

Você também pode gostar de ler meu outro post Descobrindo Gaudí em Barcelona!

Dois dias em Barcelona: Na Praia de Barceloneta
Fim de tarde na Praia de Barceloneta, com Cris (à direita)

Mesmo na correria, ainda consegui passear pelo calçadão da Praia de Barceloneta (Platja de la Barceloneta). Era um final de tarde de Outono, por isso não me lembro de ter visto banhistas, mas o visual é muito bonito! Tudo limpo e organizado. Próximo dali, vários restaurantes especialistas em pratos com frutos do mar. Foi em um deles que almocei uma Paella, com direito à Sangria e sobremesa.

Praça de Catalunha

  • ONDE: Praça de Catalunha, 08002, Barcelona.
  • COMO CHEGAR: Linhas 1 (Vermelha) e 3 (Verde) do Metrô tem as estações mais próximas.†

Praia de Barceloneta

  • ONDE: Passeio Marítimo de Barceloneta, 16, 08003, Barcelona.
  • COMO CHEGAR: Linhas de ônibus 45, 59, D20.

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Meu roteiro de 48 horas em Barcelona

Bem, foi o que consegui ver em 48 horas em Barcelona, além do Parque Güell (Park Güell) e uma rápida passada pela Basílica da Sagrada Família, que você pode conferir no post Descobrindo Gaudí em Barcelona. A seguir, compartilho o roteiro resumido para dar ideia de como organizar seu tempo na cidade.

Dois dias em Barcelona: Praça de Espanha
Praça de Espanha, em Barcelona

DIA 1 em Barcelona: Chegada no Aeoporto por volta das 14h30. De metrô, chegada ao Hotel no Bairro de Gràcia pelas 16h. Descanso. Passeio à noite pelo Bairro de Gràcia, pela Rambla, Praça Real, Passeio de Gràcia e jantar.

DIA 2 em Barcelona: Café da manhã em padaria no Bairro de Gràcia e visita ao Parque Güell pela manhã. Almoço, passeio por Barceloneta, Basílica da Sagrada Família (exterior) e Praça de Catalunha à tarde. Caminhada por Passeio de Gràcia, Rambla e Bairro Gótico, com direito a espiadas em duas livrarias e pausas para lanches e bebidas à noite.

DIA 3 em Barcelona: Museu Picasso e Castelo de Montjuïc pela manhã, sem pausa para almoço. De Metrô, volta ao Aeroporto e embarque às 15h.

Onde ficar em Barcelona

Em Barcelona, fiquei hospedada em um hotel no Bairro de Gràcia, o Catalonia Park Güell. Quarto pequeno e simples, mas limpo e confortável. O principal motivo da escolha desse hotel foi a proximidade ao Park Güell, prioridade no meu roteiro, mas um pouco distante dos outros locais turísticos da cidade. Eu pesquisei e reservei pelo Booking, que mostra o mapa de localização das hospedagens.

Observações e dicas

Usei apenas transporte coletivo público em Barcelona (Espanha), com excessão de uma rápida corrida de táxi entre a Praça de Espanha e o Castelo de Montjuïc, por conta do horário apertado. Para ganhar mais tempo, em uma próxima visita a Barcelona, além de me hospedar em um hotel na região central, pretendo garantir uma internet móvel que funcione, para poder me guiar por GPS. A reveure, Barcelona!

E você, já foi ou pretende ir a Barcelona? O que mais gostou ou quer muito ver? Conte nos comentários!

Referências

A viagem de Michele da Costa, jornalista e autora do Embarque40Mais, a Barcelona foi inteiramente custeada por ela. As únicas gratuidades foram de ingressos ao Museu Picasso e ao Castelo de Montjuïc, como imprensa credenciada. Texto e fotos do post são de autoria dela (Direitos Reservados).

Com informações do Turismo de Barcelona e do Museu Picasso, disponíveis nos sites oficiais em Fevereiro de 2019.

© 2019 Embarque40Mais

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