Orcas-Patagonia-argentina-5 Turistas podem ver encalhe intencional de orcas na Patagônia argentina

Turistas podem ver encalhe intencional de orcas na Patagônia argentina

Turistas podem ver o encalhe intencional de orcas na Patagônia argentina, para caçar. As praias de Chubut são o único lugar do mundo onde isso acontece. Conheça essa história, saiba como e quando pode ser observado.

Quando a gente vê imagens de animais marinhos encalhados na praia, logo pensamos que foram parar lá acidentalmente. Mas não é o caso das orcas nas praias de Chubut, Patagônia argentina. Duas vezes por ano elas encalham intencionalmente na beira do mar para caçar filhotes de elefantes marinhos e de leões marinhos. É o único lugar do mundo onde acontece essa tática predatória, que pode ser acompanhada por turistas.

Então, o encalhe intencional de orcas na Patagônia argentina é observado desde 1974, por Juan Carlos López, que era guarda-florestal em Ponta Norte. Ele percebeu a estratégia das orcas na Península Valdés. Bernando e Mel foram as primeiras identificadas por ele, dois machos que faziam encalhes juntos até 1993, quando Bernando desapareceu.

Mel continuou visitando sozinha a costa e se tornou a orca mais famosa do mundo, depois de ser filmada pelas equipes da National Geographic e da BBC. Ela foi vista pela última vez em 16 de Março de 2011, por isso a data foi escolhida para comemorar o “Dia Estadual da Orca” a partir deste ano.

Bernando e Mel foram os nomes escolhidos em homenagem a dois cientistas que estudaram o comportamento das orcas na região, Bernard Würsig e a esposa Melanie.

Onde e quando é possível ver o encalhe intencional de orcas na Patagônia

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Local de observação da tática das orcas para se alimentar em praia de Chubut

Entre Março e Maio é possível observar o encalhe intencional de orcas na Patagônia argentina bem na frente da Ponta Norte. As orcas impulsionam seus corpos para fora para caçar filhotes de leões marinhos. Elas pertencem a três famílias, lideradas por uma fêmea, e há outras que se movimentam sozinhas, somando 23 no total.

Mas são os alunos da escola de Península Valdés que dão nomes às orcas, por meio de votação. Jazmín, Valen, Maga, Pao, Solei, Aiken, Karut, Mica são alguns deles. Estas são as orcas que a cada ano, entre Março e Maio e entre Setembro e Dezembro, encalham intencionalmente na beira do mar para caçar, nas imediações da Península Valdés, costa de Chubut.

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Península Valdés é Patrimônio da Humanidade

Valdés é um reservatório de biodiversidade e de vida natural na Patagônia argentina, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1999. As orcas realizam a técnica quando a maré está alta e o mar calmo, correndo o risco de não conseguir voltar às profundezas do oceano. Em outras partes do mundo onde as orcas habitam, como Noruega, Canadá, Nova Zelândia ou Antártica, elas se alimentam de diferentes formas, mas sempre na água.

Assim, o encalhe intencional das orcas na Patagônia argentina pode ser visto de dois locais: Ponta Norte, a 76 km de Porto Pirámides (entre Março e Maio); e Caleta Valdés, a 79 km, (do final de Setembro ao início de Dezembro). Ambos contam com trilhas e mirantes acessíveis para moradores locais e turistas.

Mas em época de fronteiras abertas também chegam cinegrafistas e fotógrafos do mundo todo para registrar este comportamento singular e único das orcas. O melhor momento para vê-las é próximo ao pico da maré alta, quando o mar está tranquilo.

Sobre as orcas e o encalhe intencional na Patagônia argentina

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Tática das orcas em Chubut foi relatada pela primeira vez em 1974

As orcas vivem entre 50 e 80 anos e se agrupam geralmente em famílias matriarcais, lideradas pela fêmea mais velha. Os machos podem chegar a nove metros de comprimento e as fêmeas a seis metros. Aos 12 anos elas alcançam sua maturidade sexual. A gestação dura dezessete meses e as fêmeas dão à luz uma cria por vez.

As mais velhas ensinam as jovens da família sobre a técnica do encalhe, até que começam a praticá-la. Ao contrário do que muita gente ainda pensa, a orca não é uma baleia, mas sim da família dos delfinídeos, ou seja, parente dos golfinhos.

Referências: Texto editado pela jornalista Michele da Costa, com informações e imagens fornecidas pela assessoria de imprensa do IMPROTUR (Instituto Nacional de Promoção Turística da Argentina).

Michele da Costa

A jornalista Michele da Costa é autora e editora responsável pelo EMBARQUE40MAIS.COM. Do interior de São Paulo, adora conhecer lugares, culturas e contar boas histórias. Com mais de vinte anos de experiência como repórter e assessora de imprensa, encontrou no Turismo uma nova fonte de conhecimento e inspiração.

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