MASP_Terraco-no-1o-pavimento MASP terá mais espaço para obras e público com novo prédio vizinho

MASP terá mais espaço para obras e público com novo prédio vizinho

O MASP, que reúne a mais importante coleção de arte europeia do Hemisfério Sul, terá mais espaço para exposição de suas obras e visitação pública. Isso será possível com a construção de um prédio de quatorze andares, ao lado da sede na Avenida Paulista. O prédio icônico em estilo modernista, projetado pela arquiteta por Lina Bo Bardi na década de 1950, será interligado com o novo prédio por uma passagem subterrânea.

O anúncio foi feito na sexta-feira (20 de Agosto), mas as obras de expansão já começaram, com custo total estimado em R$ 180 milhões. Contudo, os recursos serão compostos exclusivamente por doações de pessoas físicas. As obras devem ser concluídas em Janeiro de 2024.

O nome do novo prédio será Pietro Maria Bardi, o primeiro diretor artístico do museu, e o prédio já existente passará a se chamar Lina Bo Bardi, que também era esposa de Pietro. Assim, compondo a tripla homenagem, Lina e Pietro se unirão ao fundador, Assis Chateaubriand, que já dá nome ao MASP: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.

Com a expansão, o MASP terá mais espaço, o suficiente para aumentar sua capacidade expositiva em 66%. Além disso, o novo prédio abrigará cinco galerias multiuso, bilheteria, restaurante, reserva técnica, salas de aula, laboratório de restauro e loja. Dessa forma, a área total do MASP passará dos atuais 10,4 mil m² para 17,6 mil m².

Sem espaço, apenas 1% do acervo do MASP é exposto

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Obras de Heitor dos Prazeres, do acervo do MASP. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

Infelizmente, devido à falta de espaço pouco mais de 1% do acervo permanente (coleção do museu) fica exposto. Só que o MASP possui mais de onze mil obras, entre pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário. Estas obras são de diversos períodos e incluem produções europeia, africana, asiática e das Américas. Mas, com a ampliação, o MASP terá mais espaço para essas obras e para a visitação, aumentando o acesso do público.

Os responsáveis pelo MASP pretendem destinar o edifício Lina Bo Bardi à exposição das obras que pertencem à coleção do museu, principalmente o subsolo. Enquanto isso, as galerias do prédio Pietro deverão abrigar as exposições temporárias. As salas terão pé-direito alto, sistema de climatização e iluminação de última geração, segundo Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP.

“Hoje, a programação do museu tem um cronograma apertado. Esses espaços vão proporcionar um respiro maior no calendário e melhor organização na narrativa das exposições”, explica ele. Ao mesmo tempo, o edifício Pietro permitirá complementar e qualificar as instalações técnicas do museu, com a expansão de áreas como depósitos e docas, que hoje limitam a gestão operacional. 

Edifícios serão interligados por passagem subterrânea

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Ligação será sob a Rua Professor Otávio Mendes

Uma das coisas mais importantes do projeto é a interligação subterrânea entre os dois edifícios: sede original e novo prédio, sob a rua Prof. Otavio Mendes. Isso porque a passagem permitirá a circulação entre os ambientes com segurança e rapidez.

Outra mudança fundamental é a transferência da bilheteria para o prédio Pietro, uma vez que será possível liberar o ´vão livre do MASP´, devolvendo ao espaço sua completa utilização como praça pública. Exatamente como era defendido por Lina, desde que idealizou o prédio. 

Algo muito interessante é que o edifício Pietro terá alguns pavimentos com paredes transparentes, em diálogo com o vão livre. Ao mesmo tempo, os andares superiores serão revestidos com chapas metálicas perfuradas e corrugadas.

O objetivo é criar uma imagem monolítica sem bloquear a vista da paisagem e a entrada de luz natural, através de aberturas posicionadas em locais estratégicos.

Com mais espaço para o MASP, a proposta do projeto de expansão é que o novo edifício viabilize todas as funcionalidades necessárias do museu. Ao mesmo tempo, que ressalte a arquitetura desenvolvida por Lina sem competir com ela. A seguir, mais alguns dados sobre o projeto.

Mais sobre o projeto de expansão do MASP

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Restaurante e café no novo prédio anexo do MASP
  • O projeto de expansão do MASP é considerado a maior intervenção física na estrutura do museu, desde a construção da sede atual, entre as décadas de 1950 e 1960;
  • As áreas abertas ao público passarão de 3 mil m2 para 5,69 mil m2, um aumento de 69%;
  • As salas multiuso e expositivas serão ampliadas em 66% (de 3,9 mil m2 para 6,5 mil m2);
  • O aumento das áreas técnicas será de 72%, passando de 2,5 mil m2 para 4,2 mil m2;
  • O projeto arquitetônico é uma coautoria de Júlio Neves com o escritório Metro Arquitetos Associados. O Metro foi responsável por criar novas expografias de mostras do MASP, como Histórias afro-atlânticas (2018). A mostra foi eleita pelo jornal norte-americano The New York Times como uma das melhores daquele ano;
  • A implementação do projeto de expansão será liderada por Miriam Elwing, gerente de projetos e arquitetura no MASP. Ela terá o apoio da Tallento no gerenciamento da obra e da Racional Engenharia no desenvolvimento dos projetos e execução da obra;
  • A eficiência energética é um dos destaques do projeto;
  • A expectativa dos responsáveis é que a expansão contribua para consolidar a Avenida Paulista como o mais importante eixo cultural do Brasil, tendo o MASP como carro-chefe.

Além disso, você também pode gostar de saber mais da história, acervo e como visitar gratuitamente o MASP.

Referências: Notícia sobre como o MASP terá mais espaço para obras e público editada pela jornalista Michele da Costa. Com informações e imagens fornecidas pela Assessoria de Imprensa do MASP.

Michele da Costa

A jornalista Michele da Costa é autora e editora responsável pelo EMBARQUE40MAIS.COM. Do interior de São Paulo, adora conhecer lugares, culturas e contar boas histórias. Com mais de vinte anos de experiência, encontrou no Turismo uma nova fonte de conhecimento e inspiração.

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