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Mostra fotográfica expõe similaridades entre brasileiros e cubanos

Expo-Regina-Pitta-scaled-e1588804204647 Mostra fotográfica expõe similaridades entre brasileiros e cubanos

Cena cotidiana em Havana, Cuba. Foto: Regina Rocha Pitta

Exposição fotográfica traça similaridades entre brasileiros e cubanos. Cidades em paralelo são Campinas-SP e Havana, Cuba. Obras de Regina Pitta.

“Isso acabou me mostrando que, apesar da distância temporal entre eles, o olhar que tive lá e cá liga as duas cidades dentro do meu conceito de mundo, de humanidade”

Regina Rocha Pitta

O número 6.380 é a distância em quilômetros entre Havana (Cuba) e Campinas (Brasil). A partir desse trajeto, a fotógrafa e artista visual Regina Rocha Pitta procura similaridades entre as duas populações, com um olhar diverso e provocativo, até mesmo na forma como serão expostas as imagens. Sob a curadoria do Subsolo – Laboratório de Arte, a exposição 6.380 KM – de La Havana a Campinas: entre fotografias e cerâmicas será aberta ao público às 11h do dia 9 de Junho (sábado), em Campinas (São Paulo- BR).

Regina, durante viagem à Bahia

A mostra terá aproximadamente cinquenta fotos em preto e branco, explorando recortes de diversos aspectos que relacionam os dois países. Regina traz imagens feitas durante período que esteve em Cuba, em 1999, que retratam cenas do dia a dia de Havana (a exemplo da foto destacada acima).

Do outro lado, um conjunto de fotografias sobre cerimônias de religiões afro-brasileiras em Campinas, capturadas entre 2013 e 2017. “Recebi o convite da curadoria do Subsolo, sob a direção do curador e crítico de arte Andrés Martín Hernández e do artista plástico Danilo Lorena Garcia, com a proposta de unir os ensaios”, explica a fotógrafa.

“Isso acabou me mostrando que, apesar da distância temporal entre eles, o olhar que tive lá e cá liga as duas cidades dentro do meu conceito de mundo, de humanidade. Até mesmo a questão das duas tecnologias utilizadas (analógica e digital), me levou a pensar no temporalidade das coisas”, conta.

Cerâmicas criadas por Regina Pitta também são expostas

Além da proposta de unir as fotografias, Regina foi convidada a expor peças da sua produção em cerâmica, resultado da aventura de entrar em contato com a argila, que iniciou há três anos sob orientação de Rosângela Pompeo. Mas ela não se vê como ceramista. “Sou uma exploradora das possibilidades de criações artísticas, o que me dá liberdade para testar a simplicidade das formas e explorar os limites do material”, explica.

A entrada é gratuita, tanto para a abertura da exposição quanto durante o período de visitação, que vai até 28 de Junho. Por ser um espaço de experimentação artística que reúne instalações, projetos de ocupação, exposições e cursos voltados para diversas áreas ligadas à arte, o Subsolo segue um determinado padrão de horários para visitação, que pode ser conferido a seguir:

Sobre a exposição que traz similares entre brasileiros e cubanos

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