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O que fazer em Paraty Patrimônio Mundial da Humanidade

cropped-passeio-de-barco-2-e1563663773268 O que fazer em Paraty Patrimônio Mundial da Humanidade

Visitar Paraty é muito mais que fazer turismo, é mergulhar “in loco” na história do Brasil, descobrir as origens da nossa cultura e nos integrar à sua natureza exuberante. Aproximadamente 78% do território da cidade é coberto por Mata Atlântica. É a segunda maior entre municípios do estado do Rio de Janeiro, que tem cobertura média de 30,7%.

Um destino único! Patrimônio Histórico Nacional desde 1966 e Cidade Criativa Pela Gastronomia desde 2017, entre outros, Paraty agora também é Patrimônio Cultural e Natural Mundial da Humanidade. O novo título foi conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em 5 de Julho de 2019.

A área contemplada inclui seis cidades, o que a torna o primeiro sítio misto do Brasil a receber o título. Mas a maior parte está em Paraty (RJ) e Ilha Grande (RJ). As paulistas Ubatuba, Cunha, São José do Barreiro e Areais são as outras cidades. Ao todo, o sítio tem aproximadamente 85% da cobertura vegetal nativa bem conservada. Assim, é o segundo maior remanescente florestal do bioma Mata Atlântica, um verdadeiro tesouro!

História e cultura de Paraty é Patrimônio Mundial

Centro de Paraty visto do Morro onde teve início ocupação portuguesa

Quando os portugueses desembarcaram no Brasil não enxergavam essa riqueza, queriam ouro, acima de tudo e a qualquer preço, sabemos. Pois, ao chegarem no território que conhecemos hoje por Paraty, encontraram os índios Guaianás, nativos que lá viviam em harmonia com a natureza.

E foi justamente a trilha aberta pelos Guaianás, ligando o litoral ao interior do Brasil, que atraiu os portugueses e deu início à ocupação, no século XVI, por colonos vindos da então Capitania de São Vicente. Então, graças a essa trilha que os portugueses puderam explorar e escoar o ouro e pedras preciosas das Minas Gerais para o litoral da cidade do Rio de Janeiro e, de lá, para Portugal.

Ciclo do Ouro de Paraty

Dessa forma, tinha início o Ciclo do Ouro de Paraty, sucedido pelo Ciclo da Cana (século XVII), depois pelo Ciclo do Café (séculos XVIII e XIX) e, por último, veio o Ciclo do Turismo, desde a segunda metade do século XX). É, Paraty tem muita história! , os grandes diferenciais turísticos da cidade vão além das belezas naturais. Muito de toda essa riqueza histórica e cultural acumulada ao longo dos séculos foi preservada.

Desde a cultura Caiçara, decorrente da mistura de etnias indígena, portuguesa e africana, passando pela bela e rica arquitetura dos casarões coloniais, os alambiques de cachaça artesanal até os festivais deste século, que promovem a cultura local e movimentam a cidade durante quase todo o ano, a exemplo da Flip (Feira Literária Internacional de Paraty).

Paraty preserva e conta história do Brasil

História e cultura de Paraty: Patrimônio Mundial

Então, para mim, visitar Paraty é, acima de tudo, um grande aprendizado. Estive lá duas vezes, uma em um bate e volta de Caraguatatuba-SP, há quase seis anos, e outra em Maio deste ano por quatro dias. Ainda não foi o ideal, pois acho que para conhecer mesmo é necessário uma semana. Mas o suficiente para compreender a riqueza e importância desse destino incrível.

Por isso, compartilho, a seguir, minhas experiências e percepções dos lugares que visitei como contribuição. Quem sabe inspirar mais pessoas a visitarem essa joia de valor inestimável que é Paraty. Mas, se planeja ir à cidade em breve, minha sugestão de onde ficar e como chegar a Paraty também pode ser útil!

O que fazer em Paraty: percorrer a trilha do Caminho do Ouro

Trilha do Caminho do Ouro preservada em Paraty

Lembra da trilha dos Guaianás, que os portugueses usaram para escoar o ouro de Ouro Preto (então Vila Rica) e as pedras preciosas de Diamantina (MG)? Pois é, por muito tempo boa parte do metal brasileiro que enriqueceu como nunca a Coroa Portuguesa passou por Paraty.

Então essa rota ficou conhecida como “Caminho do Ouro- Estrada Real”, fundamental para o primeiro ciclo econômico de Paraty: o Ciclo do Ouro. O caminho foi usado até os portugueses construírem outro mais curto e direto à cidade do Rio de Janeiro.

Enquanto a rota por Paraty levava 95 dias, a nova rota, descoberta pelos bandeirantes em 1707, podia ser feita em apenas 30 dias de viagem. Mas, sabe o que é mais bacana disso tudo, é que parte dessa trilha foi preservada e pode ser visitada gratuitamente.

Pelos caminhos dos nossos antepassados

Nós percorremos a trilha do Caminho do Ouro em Paraty com o guia de turismo Luan Silva, da Associação de Guias de Turismo e Turismólogos de Paraty (Piratii). Posso dizer que foi especial mesmo, um dos melhores passeios turísticos que já fiz.

Imagine, andar por antigas trilhas indígenas que antecedem a ocupação portuguesa e sobre pedras que foram colocadas ali há quatro séculos? Um caminho por onde literalmente passou a nossa história!

Uma das coisas que pensei enquanto caminhava foi que o ouro que passou por ali pode ter sido utilizado, por exemplo, para decorar o interior da Igreja da Madre de Deus, em Lisboa, que visitei em 2017, entre outros monumentos portugueses.

Histórias do Caminho do Ouro

Caminho do Ouro em Paraty tem origem em trilhas dos índios Guaianás

Voltando a Paraty, fazer esse passeio com um guia de Turismo local faz toda a diferença, gente. Enquanto caminhávamos, Luan falava sobre a biodiversidade da mata nativa ao redor, a exemplo das árvores do Palmito Juçara, e da importância do Caminho do Ouro na história do Brasil.

Entre outras coisas, ele contou e mostrou algumas adequações que os portugueses promoveram na trilha, com mão-de-obra escravizada, como a colocação das pedras, o sistema de drenagem e áreas de descanso.

Boa parte do Caminho do Ouro original foi perdida com o tempo, mas felizmente essa trilha de Paraty (aproximadamente 2 km) é um dos trechos que foram preservados, embora aparentemente necessite de mais cuidados. Mas, em alguns pontos encontramos árvores caídas e erosão.

O primeiro Caminho do Ouro (o Caminho Velho) completo, com 710 km, também foi utilizado para escoar o café produzido no Vale do Ribeira, até a construção da estrada de ferro, no final do século XIX.

Então, durante o percurso, Luan também contou histórias curiosas de personagens daquele tempo, que ainda vivem graças à tradição oral, passada de geração em geração. Uma dessas histórias é a do “Boca Rica”, pessoa que tinha uma estratégia interessante para roubar ouro no Caminho em Paraty. Conheça essa história no vídeo a seguir, do nosso canal no IGTV!

Vídeo: guia de Turismo conta história do Boca Rica em Paraty

Quando e como visitar a Trilha do Caminho do Ouro em Paraty

Onde: O acesso principal à Trilha do Caminho do Ouro de Paraty é no Km 8 da Estrada Paraty-Cunha, no bairro da Penha. É o início, partindo de Paraty, mas caso queira fazer somente o percurso de volta, com menos subida (como fizemos), então deve entrar pelo outro acesso, mais acima, para sair no Km 8.

Quando: As visitas podem ser feitas todos os dias, do nascer do Sol até por volta de 14h30, já que são necessárias de uma hora e meia (meio percurso) a 3 horas (percurso completo, ida e volta). Evite dias chuvosos, pois fica escorregadio.

Como fazer a visita: Recomendo ir acompanhado de um guia local, que conhece o percurso e suas belas histórias. Usar calçado apropriado para trilha, calças compridas, levar água e usar repelente de insetos. Trechos de subida e descida, de terra e pedra, e partes com escadas.

Quanto custa: A trilha do Caminho do Ouro em Paraty é de livre acesso, porém uma contribuição para a manutenção das trilhas é bem-vinda. Seu guia de turismo local pode providenciar isso. E, claro, a remuneração dele(a), a combinar. Nós contamos com a companhia do guia Luan, da Piratii, e adoramos! Seguem os contatos dele: (05524) 992.404.500 e (05524) 999.791.977.

Visitar o Centro Histórico de Paraty

Arquitetura colonial em Paraty é herança da ocupação portuguesa

Visitar o Centro Histórico de Paraty é uma das coisas mais simples e mais bacanas de se fazer na cidade. Das duas vezes em que estive lá, fiz várias caminhadas por suas ruelas. Só que dessa última vez, os passeios mais longos foram à noite, o que me permitiu descobrir o charme da boemia paratiense e outros encantos.

Mas sabia que a história da formação da cidade de Paraty não começou no Centro Histórico, mas sim perto da foz do Rio Perequê-Açu? Pois é, esse local, então conhecido como Morro da Vila Velha, teria sido ocupado no século XVI.

Já a construção e ocupação dos casarios coloniais que tanto caracterizam a cidade começou no século XVII, com a doação da área pela Dona Maria Jácome de Melo, em 1646. Contudo, para a doação a dona da Sesmaria fez duas exigências: que fosse construída uma igreja matriz de Nossa Senhora dos Remédios, de quem era devota, e que os indígenas locais não fossem perturbados.

A igreja foi construída, mas o belo prédio em estilo neoclássico que vemos hoje na Praça da Matriz é uma nova construção, concluída no século XIX em substituição à original, que já não dava conta de acomodar os fiéis.

O que ver no Centro Histórico de Paraty

Ruas de pedra em Paraty concentram águas das chuvas no centro para escoamento

O que não faltam são coisas interessantes e curiosidades a descobrir para onde quer que se olhe no Centro Histórico de Paraty. A começar pelo calçamento das ruas, todo em pedras assimétricas e lisas, o que exige um certo equilíbrio e jamais usar um sapato de salto mais fino, por exemplo.

Também sugiro não passar de carro, pois tudo treme, e evitar dores de cabeça, literalmente. Rs. Agora, já parou para pensar no motivo disso? Já tinha ouvido falar, mas, como durante essa última visita choveu quase todos os dias em Paraty, pude observar na prática.

Os espaços entre as pedras e a maneira como elas foram colocadas, em desnível das laterais para o centro, faz com que a água da chuva fique no meio das vias e siga de encontro ao mar. Perfeito, já que naquela época não havia esse negócio de boca de lobo e galerias pluviais.

As igrejas na história de Paraty

Matriz de N. Sra. dos Remédios, em Paraty

Então, além de contemplar os belos cenários que compõem com a paisagem natural, visitar as igrejas do Centro Histórico de Paraty é fundamental para compreender a história do povo paratiense.

Assim, descobrir como estes templos religiosos estão relacionados com a divisão social e racial dos períodos colonial e imperial. É o que aponta Bruno Oliveira Candido da Silva, em sua tese de mestrado em História “Saberes Históricos em Paraty e o Ensino de História”, pela UFRRJ, em 2016.

“A igreja de Nossa Senhora dos Remédios foi construída pelas famílias de classe alta da região. Também pela classe alta, a igreja de Nossa Senhora das Dores, ou capelinha, a mais recente e durante muito tempo foi frequentada apenas por mulheres. A igreja de Santa Rita era da irmandade dos pardos e libertos e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito da irmandade dos negros escravos.”

Bruno da Silva

Igreja de Santa Rita

Certamente, de todas as igrejas de Paraty, a que mais representa o imaginário dos visitantes sobre a cidade é a de Santa Rita, um verdadeiro cartão postal, que pode ser avistada à distância na chegada ao cais (foto destacada).

É a mais antiga do Centro Histórico, construída em 1722. Suas linhas mostram a simplicidade da arquitetura dos Jesuítas, com detalhes do barroco. Ao lado, no antigo Cemitério de Gavetas, funciona o Museu de Arte Sacra.

Símbolos maçônicos em Paraty

Cunhais em laterais de casas no Centro Histórico de Paraty são símbolos da maçonaria

Outra grande curiosidade a ser observada em caminhada pelo Centro Histórico de Paraty são os símbolos maçônicos expostos principalmente em cunhais de pedra nas esquinas. Segundo a Loja Maçônica União e Virtude de Paraty, a Maçonaria teve grande influência na fundação da cidade e esses cunhais serviam de guias para que os maçons pudessem encontrar outros dos seus ou o local de reunião.

“Vale ressaltar que nessa época havia grande perseguição à maçonaria, pois contrariava interesses políticos e religiosos com seus dogmas e rituais.”, explica a Loja em seu site. Entre outros símbolos exemplificados por eles estão portas e janelas das casas pintadas de azul hortência.

Um bom exemplo é o belo prédio da Casa da Cultura de Paraty, construído em 1754 para ser uma residência. Nós fizemos a pesquisa e o passeio por conta, mas também é possível fazer esse roteiro com um City Tour pelo Centro Histórico, com guias autorizados. Confira, a seguir, os endereços!

Endereços de locais para visitar no Centro Histórico de Paraty

Capela das Dores, a “Capelinha” de Paraty

Teatro de Bonecos de Paraty

Morro do Forte Defensor em Paraty

Praia de Paraty vista do Morro do Forte Defensor Perpétuo, em Paraty

Então, sabe aquele Morro da Vila Velha, onde os homens brancos começaram a ocupar a cidade, nos séculos XVI e XVII? Esse povoado de portugueses tinha uma capela de São Roque, seu patrono. Mas hoje o local é conhecido como Morro do Forte Defensor Perpétuo, devido à instalação de um forte militar no local, de onde se tinha (e ainda tem) visão estratégica da orla marítima.

No site da Secretaria Municipal de Turismo, a data de construção do forte é 1703, com reforma em 1822. No entanto, no material de divulgação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), que administra o local hoje, consta que a construção militar ocorreu em 1822, para fortalecer o complexo defensivo de Paraty diante dos movimentos pela independência do Brasil.

Só que, segundo o IBRAM, não há fontes suficientes para comprovar a construção antes de 1822. O nome do forte é uma homenagem a Dom Pedro I, que recebeu o título de Defensor Perpétuo do Brasil.

Prédio do Forte abriga Museu sobre história e cultura da cidade

Canhões ingleses no Forte Defensor Perpétuo, em Paraty

O prédio, que à época servia de alojamento para soldados, prisioneiros e Casa da Pólvora, hoje abriga o “Museu do Forte Defensor Perpétuo“. As peças expostas no Museu, relacionadas à cultura popular, como tambores, cestas, canoas caiçaras, instrumentos musicais e de pesca, nada têm a ver com a história do prédio em si, mas sim com a história da cidade, seus costumes e tradições.

Assim, o que restou do acervo militar do Museu pode ser visto do lado de fora, na Praça de Armas, onde estão alguns canhões ingleses calibre 12 libras, fabricados no século XVIII. Mas, também é do lado de fora que a gente pode apreciar as belas vistas da baía de Paraty, especialmente as obtidas a partir de uma pequena trilha atrás do prédio.

Confira, a seguir, como e quando visitar o Museu do Forte Defensor Perpétuo de Paraty:

Onde: Avenida Orlando Carpinelli, 440, Morro do Forte, Pontal.

Quando: De terça-feira a domingo, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Quanto custa: Entrada gratuita. Com acessibilidade e cadeira de rodas para visitante com necessidades especiais.

Mais informações: (24) 3373-1038 e mdfdpp@museus.gov.br.

O que fazer em Paraty: Visitar uma aldeia ou comunidade tradicional

Ritual dos Pataxó Hãhãhãe, em sua aldeia em Paraty, RJ

O turismo sustentável de base comunitária é outro ponto forte em Paraty, que soube preservar também a cultura dos seus povos originários: indígenas, africanos e portugueses. Pois foi da mistura desses três povos que teve origem o caiçara paratiense.

Então, hoje, turistas de diversos lugares do Brasil e do mundo encantam-se com a enorme riqueza cultural e capacidade das aldeias indígenas, comunidades quilombolas e caiçaras de Paraty em tirar seu sustento das matas, rios e mar sem prejudicar a Natureza.

Isso porque, com seus conhecimentos em agrofloresta, contribuem para a recuperação da vegetação nativa e preservação ambiental. Treze locais com essas características são listados pela Secretaria de Turismo de Paraty, dos quais três aldeias indígenas Guarani.

Pataxó Hãhãhãe

Mas a aldeia que visitamos, dos Pataxó Hãhãhãe, não está nesta lista, talvez porque seja nova, ainda. No dia da nossa visita, eles celebravam três anos da aldeia, denominada “Iriri Kãnã Pataxi Üi Tanara”, que significa “Minha aldeia é a natureza”.

Esse lugar, conhecido como Iriri, é mesmo especial! Cortado pela Estrada Rio-Santos, de uma lado está uma belíssima cachoeira cercada de mata nativa, do outro uma praia paradisíaca. Fiz um outro post aqui no blog, em que conto mais sobre a história desse grupo, as belezas naturais e como visitar a aldeia.

O que fazer em Paraty: descobrir cachoeiras, praias e ilhas

Cachoeira do roteiro Jeep Tour, em Paraty

Mas belezas naturais é o que não faltam em Paraty, que faz jus ao recente título de Patrimônio Natural Mundial pela Unesco. Tem trilhas, cachoeiras, praias e ilhas para ninguém botar defeito. A Secretaria Municipal de Turismo lista onze cachoeiras e 49 praias e ilhas, a maioria acessível a turistas.

Por isso, uma boa opção é um roteiro que concilie um percurso com trilhas, cachoeiras e alambiques. E foi o que fizemos, um Jeep Tour à convite da Paraty Tours, agência local. Percorremos algumas trilhas e visitamos três cachoeiras: da Pedra Branca, do Tarzan e do Tobogã, acompanhados de guia de turismo.

Mesmo sem poder entrar na água, já que o dia estava nublado e com chuviscos a toda hora, foi um passeio muito bacana! Então, no Alambique Pedra Branca, conhecemos o processo de fabricação da cachaça, iguaria que virou sinônimo de Paraty, e fizemos uma deliciosa degustação.

Mas, o que achei mais interessante foi saber que, ao contrário da pinga, a cachaça não contém toxinas que podem fazer mal à saúde. O passeio dura seis horas e inclui parada para almoço em restaurante rural, pago à parte. Falando em comida, fiz um post especial sobre a deliciosa gastronomia de Paraty, com nossas experiências.

Passeio de barco para visitar praias e ilhas de Paraty

Veleiro Paratii 2, de Amyr Klink, atracado na ilha que é morada do navegador

Para fazer um roteiro por algumas praias e ilhas de Paraty tem opção de barcos turísticos para todos os bolsos e estilos, partindo do cais do Centro Histórico. Desde um simples barco de pesca a motor, passando por uma escuna até uma lancha chiquérrima. Mas, como disse antes, essa nossa visita a Paraty foi marcada pelas chuvas, o que impede a saída dos barcos.

Por isso, somente no último dia, quando o Sol brilhou por algumas horas, pudemos embarcar em uma escuna, a Tribo do Sol. O passeio, com duração de cinco horas, incluiu quatro paradas, em duas ilhas e duas praias, mas o que mais gostei mesmo foi das belíssimas paisagens durante a navegação.

A baía de Paraty é linda demais! Por isso é que gente inspiradora, como o navegador Amyr Klink, escolheu uma dessas ilhas para fixar residência. Durante o passeio, dá para avistar o veleiro dele, o Paratii 2, atracado no píer da Ilha da Bexiga.

Então, se planeja uma viagem a Paraty ou outro destino, pode contar com os serviços da nossa agência, a Embarque40Mais Viagens. Consultora profissional sem custo adicional! Chame no Whats!

A bordo da Escuna Tribo do Sol

Praia da Lula, em Paraty, uma das paradas de passeio pela baía

Então, uma das praias que paramos foi a da Lula, com areia dourada e água transparente. O serviço de bordo das escunas Tribo do Sol e O Nome da Rosa oferece refeições, petiscos e bebidas, cobrados à parte. A tripulação é eficiente e gentil.

Achei gostoso navegar em um barco maior, mas isso também traz a desvantagem de não pode chegar até as praias. Então, a gente pode ir nadando ou de bote inflável. A música ao vivo também é um diferencial, uma MPB de boa qualidade, com couvert artístico também cobrado à parte.

Por fim, na volta do passeio, somos recebidos pela emblemática paisagem do cais do Centro Histórico, com a Igreja de Santa Rita e o verde escuro da Mata Atlântica a refletir todo seu esplendor nas águas calmas da baía de Paraty!

Mas, entre outros tantos locais para ver de perto a natureza exuberante de Paraty ainda estão as praias de Trindade e o Saco do Mamanguá, o único fiorde tropical da costa brasileira, que infelizmente não foi possível visitar desta vez. Fica a dica.. Na minha lista para a próxima visita, claro. Até breve, linda Paraty!

Referências:

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