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Exposições no MASP colocam desigualdade de gênero em debate

Duas exposições no MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) colocam em debate a desigualdade de gênero: Histórias das Mulheres e Histórias Feministas. Na cidade de São Paulo-SP, de 23 de Agosto a 17 de Novembro de 2019, com entrada gratuita às terças-feiras. O objetivo é resgatar e difundir o trabalho de artistas mulheres e pensar sobre possíveis desdobramentos do feminismo nas artes.

  • Outras dicas de exposições, teatro e shows podem ser conferidas em nossa Agenda Cultural SP.

“Histórias das Mulheres” resgata obras

Obra de Marie Constantine Bashkirtseff na exposição no MASP Histórias das Mulheres
Obra de Marie Constantine Bashkirtseff. Crédito: Rijksmuseum, Amsterdam

Histórias das mulheres busca reposicionar a obra de artistas que trabalharam até o final do século 19, ao discutir a diferença de valor entre o universo masculino e o feminino e também entre arte e artesanato. A curadoria da exposição no MASP é de Julia Bryan-Wilson, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea do Museu; Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias e narrativas; e Mariana Leme, curadora assistente do museu.

A mostra terá nomes como Sofonisba Anguissola (circa 1532-1625), Artemisia Gentileschi (1593-1653), Judith Leyster (1609-1660), Angelica Kauffmann (1741-1804), Elisabeth-Louise Vigée-Lebrun (1755-1842) e Eva Gonzalès (1849-1883). Também de pioneiras latino-americanas como Magdalena Mira Mena (1859-1930), Abigail de Andrade (1864-1890) e Berthe Worms (1868-1937).

A diversidade estética, temática e técnica das obras expostas nessa exposição no MASP mostra que as artistas fizeram parte dos mais diferentes grupos que atravessaram as narrativas da história da arte. A ideia é demonstrar que não existe, portanto, um “modo feminino” de criar ou de apreender o mundo, mas uma polifonia de histórias reunidas em torno do termo “mulher”.

Obras de mulheres engavetadas em museus expõe desigualdade nas artes

Arte de Emily Mary Osborn (1857) em exposição no MASP
Arte de Emily Mary Osborn (1857). Crédito: Tate, Londres 2019

“O fato de essas obras se encontrarem, em sua maior parte, guardadas nas reservas dos museus, diz muito sobre as políticas desiguais e de subalternidade existentes no interior do mundo e do sistema das artes, dominados por figuras masculinas, em todas as instâncias”, afirma Lilia Schwarcz.

Além disso, o resgate do trabalho de artistas “esquecidas” é importante, na medida em que desestabiliza critérios de valor e de diferença, nos quais se baseia a história da arte ocidental — branca, eurocêntrica e masculina. 

Embora o termo “feminismo” já existisse antes de 1900 e vários pensadores, homens e mulheres, defendessem o direito de igualdade entre os gêneros, como a brasileira Nísia Floresta (1810-1885), que em 1832 publicou Direito das mulheres e injustiça dos homens, é difícil falar em arte “feminista” antes do século 20. Por outro lado, …

“… resgatar, expor e pesquisar o trabalho dessas artistas é também uma atitude feminista, na medida em que se busca assim sublinhar distorções e violências predominantes na história pregressa.”

Lilia Schwarcz

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Em paralelo, como diálogo e contraponto, o MASP apresentará a exposição Histórias feministas, coletiva com artistas atuantes no século 21 em torno das ideias de feminismo ou em resposta a elas.

“Histórias Feministas” incita debate- exposições no MASP

Obra de Virgínia de Medeiros em exposição no MASP
Da série “Guerrilheiras”, de Virgínia de Medeiros

Com curadoria de Isabella Rjeille, curadora assistente do MASP, a exposição Histórias feministas: artistas depois de 2000 é um desdobramento do ciclo de 2017, Histórias da sexualidade. Não se propõe a esgotar um assunto tão extenso e complexo como a relação entre arte e feminismo, mas incitar novos debates a partir da produção de artistas que emergiram no século 21. Histórias feministas foi também título da exposição individual da artista Carla Zaccagnini em 2016, no MASP, anunciando o compromisso e o interesse da direção artística do museu em uma abordagem feminista da história da arte.

“A ideia não é mapear a produção de artistas a partir de um recorte geracional, mas entender como os feminismos vêm sendo utilizados como ferramentas para desmantelar narrativas e transformar a maneira como algumas histórias vêm sendo escritas. A mostra reúne artistas que têm e não têm o feminismo como questão central de sua obra, mas que, de alguma maneira, abordam assuntos urgentes a partir de perspectivas feministas”, diz Rjeille.

Exposição no MASP mostra como feminismo influencia artes

Da exposição Histórias Feministas no MASP
Estatuas (2012-2014), de Monica Restrepo, que integra “Histórias Feministas” no MASP

“A exposição procura mostrar como o feminismo segue influenciando a criação artística, interseccionando lutas, narrativas e conhecimentos.”  Segundo a curadora, nesta exposição, o feminismo é entendido como “uma prática capaz de provocar fricções e diálogos trans-históricos e transnacionais”, e que não deixa de considerar as questões de gênero em relação a classe, raça, etnia, geração, região, sexualidade e corporalidade, entendendo-os como elementos que transformam radicalmente e tornam mais complexas as experiências das mulheres ao redor do mundo. 

A presença da discussão em exposições no MASP insere o museu na rede de esforços que têm sido empreendidos há mais de cem anos para repensar as diferenças, as inserções e as relações entre os gêneros.

“Abordar histórias feministas no século 21 significa partir de um tempo presente, em plena construção e urgência — um tempo que implica não apenas repensar seu passado e rever os legados deixados por artistas, teóricas e ativistas, mas também reimaginar o futuro.”

Rjeille

Artistas que contarão “histórias feministas” em exposição no MASP

1. Aline Motta (1974, Niterói, Rio de Janeiro, vive em São Paulo) 2. Ana Mazzei (1980, São Paulo, vive em São Paulo) & Regina Parra (1984, São Paulo, vive em São Paulo) 3. Carla Zaccagnini (1973, Buenos Aires, Argentina, vive em Malmö, Suécia) 4. Carolina Caycedo (1978, Londres, vive em Los Angeles) 5. Clara Ianni (1987, São Paulo, vive em São Paulo) 6. Daspu (fundada em 2005, Rio de Janeiro)

7. Élle de Bernardini (1991, Itaqui, Rio Grande do Sul, vive em São Paulo) 8. Ellen Lesperance (1971, Minnesota, USA, vive em Òregon, EUA) 9. EvaMarie Lindahl (1976, Viken, Suécia, vive em Malmö, Suécia) & Ditte Ejlerskov (Frederikshavn, Dinamarca, 1982, vive em Skælskør, Dinamarca) 10. Giulia Andreani (1985, Veneza, Itália, vive em Paris) 11. Imri Sandström (1980, Umeå, Suécia, vive em Järstorp, Suécia) 12. Julia Phillips (1985, Hamburgo, vive em Chicago e Berlim)

13. Kaj Osteroth (1977, Beckum, Alemanha, vive em Berlim/Brandenburg, Alemanha) & Lydia Hamann (1979, Potsdam, vive em Berlim, Alemanha) 14. Katia Sepúlveda (1978, Santiago, Chile, vive em Köln, Alemanha, e Tijuana, México) 15. Lyz Parayzo (1994, Rio de Janeiro, vive em São Paulo) 16. Marcela Cantuária (1991, Rio de Janeiro, vive no Rio de Janeiro) 17. Mequitta Ahuja (1976, Grand Rapids, EUA, vive em Baltimore, EUA)

18. Mónica Restrepo (1982, Bogotá, vive em Cali, Colômbia) 19. Mônica Ventura (1985, São Paulo, vive em São Paulo) 20. Rabbya Naseer (1984, Rawalpindi, Paquistão, vive em Lahore) & Hurmat Ul Ain (1984, Karachi, Paquistão, vive em Islamabad) 21. Rosa Luz (Brasília, Distrito Federal, 1996, vive em Brasília, Brasil) 22. Ruth Buchanan (1980, New Plymouth, Nova Zelândia, vive em Berlim) 23. Sallisa Rosa (1990, Goiânia, Goiás. Vive em Belo Horizonte, Brasil)

24. Santarosa Barreto (1986, São Paulo, vive em São Paulo) 25. Sebastián Calfuqueo (1991, Santiago, Chile) 26. Serigrafistas Queer (fundada em 2007, Buenos Aires, Argentina) 27. Tabita Rezaire (1989, Paris, França, vive em Cayenne, Guiana Francesa) 28. Tuesday Smillie (1981, Boston, EUA, vive no Brooklyn, Nova York) 29. Virgínia de Medeiros (1973, Feira de Santana, Bahia, vive em São Paulo) 30. Yael Bartana (1970, Kfar Yehezkel, Israel, vive em Amsterdam, Berlim e Tel Aviv).

Sobre as exposições no MASP “Histórias das Mulheres” e “Histórias Feministas”:

ONDE: MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), À Avenida Paulista, 1.578, São Paulo-SP (1º andar e 1º e 2º Subsolos).

QUANDO: Abertura dia 22 de agosto, às 20h. Visitação de 23 de agosto a 17 de novembro de 2019. De quarta-feira a domingo, das 10h às 18h (bilheteria até as 17h30); às terças-feiras, das 10h às 20h (bilheteria até 19h30).

QUANTO CUSTA: Ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada para estudantes, professores e maiores de 60 anos ). Gratuito às terças-feiras. Ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia. Menores de 11 anos de idade não pagam ingresso. O MASP aceita todos os cartões de crédito. 

  • Acessível a pessoas com deficiência física, ar condicionado, classificação livre. 

MAIS INFORMAÇÕES: (11) 3149-5959.

Referências:

Conteúdo sobre as exposições no MASP editado pela jornalista e autora do embarque40mais.com, Michele da Costa, com informações e fotos fornecidas pela Assessoria de Imprensa do Museu. A foto destacada no início do post é obra de Kaj Osteroth e Lydia Hamann (2016)- Crédito para Smina Bluth.

Mais de 670 mil visitam Campos do Jordão durante Festival de Inverno

Carlinhos Brown no Festival de Inverno de Campos do Jordão
Carlinhos Brown em apresentação do Festival de Inverno na Praça Capivari. Foto: Joca Duarte/ Divulgação

Campos do Jordão-SP recebeu mais de 670 mil visitantes durante os 31 dias do Festival de Inverno deste ano, o que representa um aumento de 6,7% em comparação a 2018. A taxa de ocupação hoteleira chegou a 95% nos finais de semana, contra 85% ano passado. Os principais gastos dos turistas foram em alimentação, compras, hotelaria, atrações turísticas e transportes.

A 50ª edição do Festival (29 de Junho a 28 de Julho de 2019) teve o público recorde de 151 mil pessoas. O impacto gerado na economia do Estado de São Paulo foi de R$ 131 milhões, enquanto o custo de realização foi de R$ 7,84 milhões. Esta foi a primeira vez que o Festival de Inverno de Campos do Jordão foi totalmente patrocinado pela iniciativa privada e sem o uso de leis de incentivo.

O evento gerou 1.844 empregos e uma arrecadação de R$ 17,4 milhões em impostos no município. Os números foram divulgados pelas Secretaria Estaduais de Turismo e da Cultura na terça-feira (30/7). O estudo foi realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Festival uniu músicas clássica e popular em Campos do Jordão

Aproximadamente 80% das apresentações da 50ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão foram gratuitas, entre as quais uma série de concertos da Orquestra Jazz Sinfônica com grandes nomes da música popular. Uma destas apresentações terá um bis no domingo (04/08), no Parque do Ibirapuera, com a Jazz Sinfônica e Carlinhos Brown. Às 11h, com entrada gratuita. Tem outras dicas de eventos culturais gratuitos na nossa Agenda Cultural SP.

Segundo pesquisa da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem), o interior paulista está entre os destinos mais procurados pelos brasileiros em Julho, com destaque para Campos do Jordão. A cidade chega a receber 1,5 milhão de turistas nesta época, o que em muito se deve ao Festival de Inverno. Mais informações sobre esse destino e o Festival em post aqui no blog.


Processando…
Sucesso! Você está na lista.

Referências:

Com informações e foto fornecidas pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo. Outras notícias sobre o evento estão disponíveis no site do Festival.

O que fazer em Paraty: Patrimônio Mundial da Humanidade

Visitar Paraty é muito mais que fazer turismo, é mergulhar “in loco” na história do Brasil, descobrir as origens da nossa cultura e nos integrar à sua natureza exuberante. Aproximadamente 78% do território da cidade é coberto por Mata Atlântica, a segunda maior entre municípios do estado do Rio de Janeiro, que tem uma cobertura média de 30,7%. Os dados são do Atlas dos Remanescentes da Mata Atlântica (2013-14), da Fundação SOS Mata Atlântica.

É um destino único! Patrimônio Histórico Nacional desde 1966 e Cidade Criativa Pela Gastronomia desde 2017, entre outros, Paraty agora também tem o título de Patrimônio Cultural e Natural Mundial da Humanidade, conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em 5 de Julho de 2019. A área contemplada inclui seis cidades, mas a maior parte está em Paraty (RJ) e Ilha Grande (RJ), o que a torna o primeiro sítio misto do Brasil a receber o título.

As paulistas Ubatuba, Cunha, São José do Barreiro e Areais são as outras cidades que integram o sítio, com aproximadamente 85% da cobertura vegetal nativa bem conservada. É o segundo maior remanescente florestal do bioma Mata Atlântica, um verdadeiro tesouro!

História e cultura de Paraty: Patrimônio Mundial

Centro de Paraty visto do Morro do Forte Defensor
Centro de Paraty visto do Morro onde teve início ocupação portuguesa

Quando os portugueses desembarcaram no Brasil não enxergavam essa riqueza, queriam ouro, acima de tudo e a qualquer preço, sabemos. Ao chegarem no território que conhecemos hoje por Paraty encontraram os índios Guaianás, nativos que lá viviam em harmonia com a natureza. E foi justamente a trilha aberta pelos Guaianás, ligando o litoral ao interior do Brasil, que atraiu os portugueses e deu início à ocupação, no século XVI, por colonos vindos da então Capitania de São Vicente.

Graças a essa trilha que os portugueses puderam explorar e escoar o ouro e pedras preciosas das Minas Gerais para o litoral da cidade do Rio de Janeiro e, de lá, para Portugal. Pronto, estava iniciado o Ciclo do Ouro de Paraty, sucedido pelo Ciclo da Cana (século XVII), depois pelo Ciclo do Café (séculos XVIII e XIX) e, por último, veio o Ciclo do Turismo, desde a segunda metade do século XX).

É, Paraty tem muita história. Um dos grandes diferenciais turísticos da cidade é que, além das belezas naturais, muito de toda essa riqueza histórica e cultural acumulada ao longo dos séculos foi preservada. Da cultura Caiçara, decorrente da mistura de etnias indígena, portuguesa e africana, passando pela bela e rica arquitetura dos casarões coloniais, os alambiques de cachaça artesanal até os festivais deste século, que promovem a cultura local e movimentam a cidade durante quase todo o ano, a exemplo da Flip (Feira Literária Internacional de Paraty).

Paraty: uma joia inestimável

Patrimônio Mundial da Humanidade: o que fazer em Paraty
Patrimônio Mundial: história do Brasil passou por Paraty

Então, para mim, visitar Paraty é, acima de tudo, um grande aprendizado. Estive lá duas vezes, uma em um bate e volta de Caraguatatuba-SP, há quase seis anos, e outra em Maio deste ano e com mais tempo, por quatro dias. Ainda não foi o ideal (acho que para conhecer mesmo é necessário uma semana), mas o suficiente para compreender a riqueza e importância desse destino incrível.

Então, compartilho, a seguir, minhas experiências e percepções dos lugares que visitei como contribuição para inspirar mais pessoas a visitarem essa joia de valor inestimável que é Paraty. Se já planeja ir à cidade, minhas dicas de onde ficar e como chegar a Paraty podem ser úteis!

O que fazer em Paraty: percorrer a trilha do Caminho do Ouro

Pedras e drenagem no Caminho do Ouro foram melhorias feitas por portugueses: o que fazer em Paraty
Trilha do Caminho do Ouro preservada em Paraty

Lembra da trilha dos Guaianás, que os portugueses usaram para buscar e escoar o ouro de Ouro Preto (então Vila Rica) e as pedras preciosas de Diamantina, nas Minas Gerais, para Portugal? Pois é, por muito tempo boa parte do metal brasileiro que enriqueceu como nunca a Coroa Portuguesa passou por Paraty.

Essa rota ficou conhecida como “Caminho do Ouro- Estrada Real”, fundamental para o primeiro ciclo econômico de Paraty, o Ciclo do Ouro, que perdurou até os portugueses construírem outro caminho mais curto e direto à cidade do Rio de Janeiro. Enquanto a rota por Paraty levava 95 dias, a nova rota, descoberta pelos bandeirantes em 1707, podia ser feita em apenas 30 dias de viagem.

E sabe o que é mais bacana disso tudo, é que parte dessa trilha foi preservada e pode ser visitada gratuitamente. Nós percorremos a trilha do Caminho do Ouro em Paraty acompanhados pelo guia de turismo Luan Silva, da Associação de Guias de Turismo e Turismólogos de Paraty (Piratii), e posso dizer que foi especial mesmo, um dos melhores passeios turísticos que já fiz.

Imagine, andar por antigas trilhas indígenas que antecedem a ocupação portuguesa e sobre pedras que foram colocadas ali há quatro séculos? Um caminho por onde literalmente passou a nossa história! Uma das coisas que pensei enquanto caminhava foi que o ouro que passou por ali pode ter sido utilizado, por exemplo, para decorar o interior da Igreja da Madre de Deus, em Lisboa, que visitei em 2017, entre outros monumentos portugueses.

História e histórias do Caminho do Ouro

Trilha dos Guaianás foi usada pelos portugueses para escoar ouro das Minas Gerais
Caminho do Ouro em Paraty tem origem em trilhas dos índios Guaianás

Voltando a Paraty, fazer esse passeio com um guia de Turismo local faz toda a diferença, gente. Enquanto caminhávamos, Luan falava sobre a biodiversidade da mata nativa ao redor, a exemplo das árvores do Palmito Juçara, e da importância do Caminho do Ouro na história do Brasil. Entre outras coisas, ele contou e mostrou algumas adequações que os portugueses fizeram na trilha, com mão-de-obra escravizada, claro, como a colocação das pedras, o sistema de drenagem e áreas de descanso.

Boa parte do Caminho do Ouro Original foi perdida com o tempo, mas felizmente essa trilha de Paraty (aproximadamente 2 km) é um dos trechos que foram preservados, embora aparentemente necessite de mais cuidados. Em alguns pontos encontramos árvores caídas e erosão. O primeiro Caminho do Ouro (o Caminho Velho) completo, com 710 km, também foi utilizado para escoar o café produzido no Vale do Ribeira, até a construção da estrada de ferro, no final do século XIX.

Durante o percurso, Luan também contou histórias curiosas de personagens daquele tempo, que ainda vivem graças à tradição oral, passada de geração em geração. Uma dessas histórias é a do “Boca Rica”, uma pessoa que tinha uma estratégia interessante para roubar parte da carga de ouro no Caminho em Paraty. E a boa notícia é que gravamos em vídeo, durante o percurso, o Luan contando essa história. Veja só, diretamente do nosso canal no IGTV, a seguir:

Quando e como visitar a Trilha do Caminho do Ouro em Paraty:

Onde: O acesso principal à Trilha do Caminho do Ouro de Paraty é no Km 8 da Estrada Paraty-Cunha, no bairro da Penha. É o início, partindo de Paraty, mas caso queira fazer somente o percurso de volta, com menos subida (como fizemos), então deve entrar pelo outro acesso, mais acima, para sair no Km 8.

Quando: As visitas podem ser feitas todos os dias, do nascer do Sol até por volta de 14h30, já que são necessárias de uma hora e meia (meio percurso) a 3 horas (percurso completo, ida e volta). Dias chuvosos não são indicados, pois fica escorregadio.

Como fazer a visita: É aconselhável ir acompanhado de um guia local, que conhece o percurso e suas belas histórias. Usar calçado apropriado para trilha, calças compridas, levar água e usar repelente de insetos. Trechos de subida e descida, de terra e pedra, e partes com escadas.

Quanto custa: A trilha do Caminho do Ouro em Paraty é de livre acesso, porém uma contribuição para a manutenção das trilhas é bem-vinda. Seu guia de turismo local pode providenciar isso. E, claro, a remuneração do/a guia, a combinar. Nós contamos com a companhia do guia Luan, da Piratii, e adoramos! Seguem os contatos: (05524) 992.404.500 e (05524) 999.791.977.

Visitar o Centro Histórico de Paraty

Arquitetura colonial preservada é um dos diferenciais que fazem de Paraty Patrimônio Mundial
Arquitetura colonial em Paraty é herança da ocupação portuguesa

Visitar o Centro Histórico de Paraty é uma das coisas mais simples e mais bacanas de se fazer na cidade. Das duas vezes em que estive lá, fiz várias caminhadas pelo Centro Histórico. Dessa última vez, os passeios mais longos foram à noite, o que me permitiu descobrir o charme da boemia paratiense e outros encantos.

Mas sabia que a história da formação da cidade de Paraty não começou no Centro Histórico, mas sim perto da foz do Rio Perequê-Açu? Pois é, esse local, então conhecido como Morro da Vila Velha, teria sido ocupado no século XVI. Já a construção e ocupação dos casarios coloniais que tanto caracterizam a cidade começou no século XVII, com a doação da área pela Dona Maria Jácome de Melo, em 1646.

Para a doação, a dona da Sesmaria fez duas exigências: que fosse construída uma igreja matriz de Nossa Senhora dos Remédios, de quem era devota, e que os indígenas locais não fossem perturbados. A igreja foi construída, mas o belo prédio em estilo neoclássico que vemos hoje na Praça da Matriz é uma nova construção, concluída no século XIX em substituição à original, que já não dava conta de acomodar os fiéis.

O que ver no Centro Histórico de Paraty?

Ruas do centro histórico tem sistema de escoamento de águas
Ruas de pedra em Paraty concentram águas das chuvas no centro para escoamento

O que não faltam são coisas interessantes e curiosidades a descobrir para onde quer que se olhe no Centro Histórico de Paraty. A começar pelo calçamento das ruas, todo em pedras assimétricas e escorregadias, o que exige um certo equilíbrio e jamais usar um sapato de salto mais fino, por exemplo. Também sugiro não passar de carro, pois tudo treme, e evitar dores de cabeça, literalmente. Rs. Agora, já parou para pensar no motivo disso?

Já tinha ouvido falar, mas, como durante essa última visita choveu quase todos os dias em Paraty, pude observar na prática. Os espaços entre as pedras e a maneira como elas foram colocadas, em desnível das laterais para o centro, faz com que a água da chuva fique no meio das vias e siga de encontro ao mar. Perfeito, já que naquela época não havia esse negócio de boca de lobo e galerias pluviais.

As igrejas na história de Paraty

Igreja matriz Nossa Senhora dos Remédios
Matriz de N. Sra. dos Remédios, em Paraty

Além de contemplar os belos cenários que compõem com a paisagem natural, visitar as igrejas do Centro Histórico de Paraty é fundamental para compreender a história do povo paratiense. Mais que isso, observar como estes templos religiosos estão relacionados com a divisão social e racial dos períodos colonial e imperial, conforme aponta Bruno Oliveira Candido da Silva, em sua tese de mestrado em História “Saberes Históricos em Paraty e o Ensino de História“, pela UFRRJ, em 2016.

“A igreja de Nossa Senhora dos Remédios foi construída pelas famílias de classe alta da região. Também pela classe alta, a igreja de Nossa Senhora das Dores, ou capelinha, a mais recente e durante muito tempo foi frequentada apenas por mulheres. A igreja de Santa Rita era da irmandade dos pardos e libertos e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito da irmandade dos negros escravos.”

Bruno da Silva

De todas as igrejas de Paraty, a que mais representa o imaginário dos visitantes sobre a cidade é a de Santa Rita, um verdadeiro cartão postal, que pode ser avistada à distância na chegada ao cais (foto destacada). É a mais antiga do Centro Histórico, construída em 1722. Suas linhas mostram a simplicidade da arquitetura dos Jesuítas, com detalhes do barroco. Ao lado, no antigo Cemitério de Gavetas, funciona o Museu de Arte Sacra.

Símbolos maçônicos em Paraty

O que fazer em Paraty? Descobrir curiosidades pelo Centro Histórico, como os símbolos maçons
Cunhais em laterais de casas no Centro Histórico de Paraty são símbolos da maçonaria

Outra grande curiosidade a ser observada em caminhada pelo Centro Histórico de Paraty são os símbolos maçônicos expostos principalmente em cunhais de pedra nas esquinas. Segundo a Loja Maçônica União e Virtude, de Paraty, a Maçonaria teve grande influência na fundação da cidade e esses cunhais serviam de guias para que os maçons pudessem encontrar outros dos seus ou o local de reunião.

“Vale ressaltar que nessa época havia grande perseguição à maçonaria, pois contrariava interesses políticos e religiosos com seus dogmas e rituais.”, explica a Loja em seu site. Entre outros símbolos exemplificados por eles estão portas e janelas das casas pintadas de azul hortência. Um bom exemplo é o belo prédio da Casa da Cultura de Paraty, construído em 1754 para ser uma residência.

Nós fizemos a pesquisa e o passeio por conta, mas também é possível fazer esse roteiro com um City Tour pelo Centro Histórico, com guias autorizados. Confira, a seguir, os endereços dos prédios do Centro Histórico mencionados no texto e outros que sugerimos a visita.

Endereços a visitar no Centro Histórico de Paraty:

Capelinha, durante passeio noturno pelo Centro Histórico
Capela das Dores, a “Capelinha” de Paraty
  • Casa da Cultura de Paraty: Rua Dona Geralda, 194. Espaço público destinado a fomentar a criação, produção e difusão de todas as manifestações artísticas na cidade. Aberto de terça a sábado, das 12h às 21h; e de aos domingos, das 16h às 20h. Entrada gratuita.
  • Capela da Generosa: Beco do Propósito, s/nº (atrás da Matriz). Construída em 1901, a mando de Dona Maria Generosa, para homenagear um negro liberto que se afogou no rio em uma sexta-feira santa.
  • Prefeitura e Câmara Municipal de Paraty: Rua Doutor Samuel Costa, 23 (em frente à Igreja do Rosário). Construção do século XIX que guarda itens interessantes, como móveis da Loja Maçônica de Paraty.
  • Igreja de Santa Rita e Museu de Arte Sacra: Rua Santa Rita, s/nº.
  • Igreja do Rosário e São Benedito: Rua Doutor Samuel Costa, s/nº.
  • Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios: Praça da Matriz.
  • Capela das Dores ou Capelinha: Rua da Capela, s/nº.
  • Quartel da Fortaleza da Patatiba: Largo da Santa Rita. Antigo quartel da cidade, hoje abriga a Biblioteca Municipal Fábio Villaboim.
  • Grupo Contadores de Estórias- O Teatro de Bonecos de Paraty: Teatro Espaço, à Rua Dona Geralda, 42, Centro Histórico. Se os dias da sua visita a Paraty coincidirem com uma quarta ou sábado à noite, assistir “Em Concerto” é uma ótima pedida. O espetáculo, feito com bonecos e sem palavras, já correu o mundo e foi visto por mais de 145 mil pessoas somente em Paraty. Contatos: (24) 3371.1575/ 1161 e [email protected]

Ir ao Morro do Forte Defensor

Vista da cidade a partir do Forte Defenso
Praia de Paraty vista do Morro do Forte Defensor Perpétuo, em Paraty

Então, sabe aquele Morro da Vila Velha, onde os homens brancos começaram a ocupar a cidade, nos séculos XVI e XVII? Esse povoado de portugueses tinha uma capela de São Roque, seu patrono. Hoje, o local é conhecido como Morro do Forte Defensor Perpétuo, devido à instalação de um forte militar no local, de onde se tinha (e ainda tem) visão estratégica da orla marítima.

No site da Secretaria Municipal de Turismo, a data de construção do forte é 1703, com reforma em 1822. Já no material de divulgação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que administra o local hoje, consta que a construção militar ocorreu em 1822, para fortalecer o complexo defensivo de Paraty diante dos movimentos pela independência do Brasil.

Segundo o Ibram, não há fontes suficientes para comprovar a construção antes de 1822. O nome do forte é uma homenagem a Dom Pedro I, que recebeu o título de Defensor Perpétuo do Brasil.

Prédio do Forte abriga Museu sobre história e cultura de Paraty

Forte Defensor: local onde começou a ocupação portuguesa em Paraty
Canhões ingleses no Forte Defensor Perpétuo, em Paraty

O prédio, que à época servia de alojamento para soldados, prisioneiros e Casa da Pólvora, hoje abriga o “Museu do Forte Defensor Perpétuo“. As peças expostas no Museu, relacionadas à cultura popular, como tambores, cestas, canoas caiçaras, instrumentos musicais e de pesca, nada têm a ver com a história do prédio em si, mas sim com a história da cidade, seus costumes e tradições.

O que restou do acervo militar do Museu pode ser visto do lado de fora, na Praça de Armas, onde estão alguns canhões ingleses calibre 12 libras, fabricados no século XVIII. É do lado de fora também que a gente pode apreciar as belas vistas da baía de Paraty, especialmente as obtidas a partir de uma pequena trilha atrás do prédio. Confira, a seguir, como e quando visitar o Museu do Forte Defensor Perpétuo de Paraty:

Onde: Avenida Orlando Carpinelli, 440, Morro do Forte, Pontal.

Quando: De terça-feira a domingo, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Quanto custa: Entrada gratuita. Com acessibilidade e cadeira de rodas para visitante com necessidades especiais.

Mais informações: (24) 3373-1038 e [email protected]

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O que fazer em Paraty: Visitar uma comunidade tradicional

Pataxós Hãhãhãe comemoram três anos de aldeia em Paraty
Ritual dos Pataxó Hãhãhãe, em sua aldeia em Paraty, RJ

O turismo sustentável de base comunitária é outro ponto forte em Paraty, que soube preservar também a cultura de seus povos originários: indígenas, africanos e portugueses. A mistura desses três povos deu origem ao caiçara paratiense. Hoje, turistas de diversos lugares do Brasil e do mundo encantam-se com a enorme riqueza cultural e capacidade das aldeias indígenas, comunidades quilombolas e caiçaras de Paraty em tirar seu sustento das matas, rios e mar sem prejudicar a Natureza.

Ao contrário, com seus conhecimentos em agrofloresta, contribuem para a recuperação da vegetação nativa e preservação ambiental. Treze locais com essas características são listados pela Secretaria de Turismo de Paraty, dos quais três aldeias indígenas Guarani. A aldeia que visitamos, dos Pataxó Hãhãhãe, não está na lista. Talvez porque seja nova, ainda. No dia da nossa visita, eles celebravam três anos da aldeia, denominada “Iriri Kãnã Pataxi Üi Tanara”, que significa “Minha aldeia é a natureza”.

Esse lugar, conhecido como Iriri, é mesmo especial! Cortado pela Estrada Rio-Santos, de uma lado está uma belíssima cachoeira cercada de mata nativa. Fiz um outro post aqui no blog, em que conto mais sobre a história desse grupo e as belezas naturais da aldeia.

Como visitar a aldeia em Paraty:

Onde fica: Rodovia Rio-Santos (BR 101), a 30 km de Paraty sentido Rio de Janeiro. Há placas de sinalização das entradas: à direita para a cachoeira e à esquerda para a praia. Essa foto do Google Maps vai te ajudar a identificar a entrada.

Quando ir: Todos os dias, das 8h às 17h. Sugiro combinar a visita antes com uma das lideranças. Contato: Página da Aldeia no Facebook.

Quanto custa: R$ 10 por veículo pelo estacionamento. Outros itens, como alimentação, bebidas, aplicação de rapé e artesanato, a combinar.

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Processando…
Sucesso! Você está na lista.

O que fazer em Paraty: Natureza

Conhecer cachoeiras e alambiques em tour de jeep é uma das dicas do que fazer em Paraty
Cachoeira do roteiro Jeep Tour, em Paraty

Belezas naturais é o que não faltam em Paraty, que fazem jus ao recente título de Patrimônio Natural Mundial pela Unesco. Tem trilhas, cachoeiras, praias e ilhas para ninguém botar defeito. A Secretaria Municipal de Turismo lista onze cachoeiras e 49 praias e ilhas, a maioria acessível a turistas.

Uma boa opção é um roteiro que concilie um percurso com trilhas, cachoeiras e alambiques. Foi o que fizemos: um Jeep Tour à convite da Paraty Tours, agência local. Percorremos algumas trilhas e visitamos três cachoeiras: da Pedra Branca, do Tarzan e do Tobogã, acompanhados de guia de turismo. Como o dia estava nublado e com chuviscos a toda hora, não foi possível entrar na água. Mesmo assim, foi um passeio bacana!

No Alambique Pedra Branca, conhecemos o processo de fabricação da cachaça, iguaria que virou sinônimo de Paraty, e fizemos uma deliciosa degustação. O que achei mais interessante foi saber que, ao contrário da pinga, a cachaça não contém toxinas que podem fazer mal à saúde. O Tour dura seis horas e inclui parada para almoço em restaurante rural, pago à parte.

Falando em comida, fiz um post especial sobre a deliciosa gastronomia de Paraty, com nossas experiências e dicas.

Passeio de barco para visitar praias e ilhas

Ilha onde mora Amyr Klink é avistada em passeio de escuna pela baía
Veleiro Paratii 2, de Amyr Klink, atracado na ilha que é morada do navegador

Para fazer um roteiro por algumas praias e ilhas de Paraty tem opção de barcos turísticos para todos os bolsos e estilos, partindo do cais do Centro Histórico. De um simples barco de pesca a motor, passando por uma escuna até uma lancha chiquérrima. Como disse antes, essa nossa visita a Paraty foi marcada pelas chuvas, o que impede a saída dos barcos. Somente no último dia o Sol brilhou por algumas horas, o que nos permitiu embarcar em uma escuna, a Tribo do Sol.

O passeio, com duração de cinco horas, incluiu quatro paradas, em duas ilhas e duas praias, mas o que mais gostei mesmo foi das belíssimas paisagens durante a navegação. A baía de Paraty é linda demais! Não é para menos que gente inspiradora, como o navegador Amyr Klink, escolheu uma dessas ilhas para fixar residência. Durante o passeio, dá para avistar o veleiro dele, o Paratii 2, atracado no píer da Ilha da Bexiga.

À bordo da Escuna Tribo do Sol

Praia da Lula: o que fazer em Paraty
Praia da Lula, em Paraty, uma das paradas de passeio pela baía

Uma das praias que paramos foi a da Lula, com areia dourada e água transparente. O serviço de bordo das escunas Tribo do Sol e O Nome da Rosa oferece refeições, petiscos e bebidas, cobrados à parte. Não é permitido levar bebidas e comida. A tripulação é eficiente e gentil. Achei mais gostoso navegar em um barco maior, mas isso também traz a desvantagem de não pode chegar até as praias.

Os turistas tinham a opção de irem nadando ou serem levados de bote inflável. A música ao vivo também é um diferencial, uma MPB de boa qualidade, com couvert artístico também cobrado à parte. Na volta do passeio, somos recebidos pela emblemática paisagem do cais do Centro Histórico, com a Igreja de Santa Rita e o verde escuro da Mata Atlântica a refletir todo seu esplendor nas águas calmas da baía de Paraty.

Entre outros tantos locais para ver de perto a natureza exuberante de Paraty estão as praias de Trindade e o Saco do Mamanguá, o único fiorde tropical da costa brasileira, que infelizmente não foi possível visitar desta vez. Fica a dica.. Na minha lista para a próxima visita, claro. Até breve, linda Paraty!

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Referências:

  • Fotos de Michele da Costa e Wilson Lima/ Embarque40Mais, todos os direitos reservados.
  • Com informações da Secretaria de Turismo de Paraty e do Instituto Estrada Real, entre outros devidamente identificados no texto.
  • A viagem do Embarque40Mais a Paraty aconteceu entre 15 e 19 de Maio de 2019.
  • A quem interessar, seguem os contatos da Paraty Tours (05524) 3371.1327/ 2651 e das Escunas O Nome da Rosa e Tribo do Sol (05524) 3371.5692/ 992.323.386.
  • O Embarque40Mais fez alguns dos passeios à convite dos estabelecimentos mencionados, mas as opiniões expressadas no post são sinceras, como de costume e conforme a política do blog.

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