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Onde comer em Paraty: Cidade Criativa em Gastronomia pela UNESCO

Experiências e dicas de onde comer em Paraty, litoral do Rio de Janeiro, “Cidade Criativa pela Gastronomia” pela UNESCO; e origens da culinária paratiense.

Desde 2017 que Paraty-RJ, já conhecida mundialmente por sua riqueza histórica e natural, é um entre apenas três* destinos brasileiros com o título de “Cidade Criativa Pela Gastronomia”, conferido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O selo já é um forte indicativo de que não faltam boas opções de onde comer em Paraty, mas fomos até lá conferir. Neste post, compartilho algumas experiências em restaurantes da cidade, só que antes acho importante a gente entender melhor sobre a cultura gastronômica dos paratienses.

Então fui perguntar para a presidente do Polo Gastronômico de Paraty, Luciana Marinho, o que caracteriza Paraty como Cidade Criativa pela Gastronomia. Ela disse que a obtenção do título se deve principalmente à diversidade culinária da cidade, que mescla a cozinha tradicional com a contemporânea. Além disso, merece destaque o uso de ingredientes de origem na cidade e região, o que valoriza e impulsiona a produção local.

Culinária Caiçara é base da gastronomia paratiense

Frutos do mar são principais ingredientes da culinária paratiense
Paraty tem Festival do Camarão no Corpus Christi (salada de frutos do mar do Margarida Café)

Luciana conta que a base da gastronomia paratiense é a culinária caiçara, a partir de influências indígenas, africanas e portuguesas. A população conhecida como Caiçara foi desenvolvida no litoral sudeste do País, com influência de outros países da Europa também.

“A gente tem o Bolo Manuê de Bacia, por exemplo, que é uma herança dos negros escravizados na região, à base de farinha de trigo, ovo e melado de cana-de-açúcar, assado em uma bacia mesmo, que era o que eles tinham. A receita que tenho desse bolo tem 35 anos e foi herdada de uma senhora que viveu em um quilombo!”, conta Luciana. Ela explica que eles precisavam improvisar com os ingredientes que conseguiam, muitas vezes sobras dispensadas pelos senhores.

Outros exemplos apontados por ela são a “Farofa de Feijão”, com feijão preto, farinha local e toucinho de porco, e o “Doce de Massapão”, este derivado do doce português “Toucinho do Céu”. Da culinária herdada dos habitantes originais das terras de Paraty, os povos indígenas, um bom exemplo é o Azul Marinho, que é o peixe enrolado em folha de bananeira e assado em fogueira. Ainda hoje esse prato é assim preparado por moradores da Ilha do Araújo.

Onde comer em Paraty| eventos gastronômicos

Culinária caiçara é base da gastronomia paratiense
Paraty tem grande variedade de restaurantes, bares e lanchonetes

O evento que tornou Paraty mais conhecida é a FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty), sabemos, mas o calendário de eventos da cidade é recheado de atividades muito interessantes. Em todos os eventos, a gastronomia local recebe lugar de destaque, mas alguns são mais específicos, como o “Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty”, realizado em Agosto (de 15 a 18/08 em 2019); e o “Festival do Camarão”, na Ilha do Araújo, que acontece durante o feriado de Corpus Christi, em Junho.

A primeira edição do Festival do Camarão em Paraty foi em 1997, realizada pela comunidade local com o objetivo de obter recursos para a festa de São Pedro, além de comemorar o início da temporada da pesca do camarão. Não à toa, peixes e frutos do mar são os principais ingredientes dos pratos locais. A produção de Paraty corresponde a aproximadamente 60% da pesca da região e a cidade ainda é a maior produtora de camarão branco do estado do Rio de Janeiro.

  • A seguir, nossas experiências gastronômicas e dicas de onde comer em Paraty!

Manuê Sucos: comidinhas deliciosas em Paraty!

Lanches do Manuê Sucos em Paraty
Lanches bem servidos e gostosos do Manuê Sucos, em Paraty

Nossa primeira refeição em Paraty durante essa viagem foi no Manuê, uma lanchonete descontraída, estilosa e cheia de gostosuras, no Centro da cidade. O ambiente é simples e diferente, um estilo caiçara descolado, com quadros e camisetas tematizados nas paredes. Do lado de fora, um divertido e colorido grafite recobre a fachada com rostos diversos.

O cardápio do Manuê tem várias opções de lanches, sucos, milkshakes, açaí e doces. Há comidinhas para todos os gostos, do carnívoro ao vegano. Os lanches são muito bem servidos e todos no pão australiano, que eu gosto muito. Eu fui de lanche vegetariano, suco de kiwi e brownie com sorvete de sobremesa. Tudo delícia! O pessoal também é super simpático. Outro ponto positivo é que os preços são bem acessíveis. Voltaria, com certeza!

Manuê Sucos: Rua João do Prado, 57, Centro de Paraty-RJ. Aberto diariamente, das 10h às 23h. Contatos: (05524) 3371-5096 [email protected]

Margarida Café: dica imperdível de onde comer e beber em Paraty

Boa opção de onde comer em Paraty é o Margarida Café
Margarida Café, em Paraty: ótima comida e ambiente aconchegante

Visitamos o Margarida Café em nosso segundo dia em Paraty, uma quinta-feira à tarde, depois de um belo passeio pelo Caminho do Ouro. O restaurante fica em um típico casarão colonial do Centro Histórico da Cidade, com a fachada preservada e um ambiente muito agradável. A decoração do interior vai do rústico, com colunas de pedra, o forno à lenha original e ferro exposto em objetos e lustres; ao confortável, com alguns sofás e uma iluminação que deixa o local bem aconchegante.

Logo na entrada, fomos contagiados pelo delicioso aroma dos pães preparados ali mesmo, em padaria dentro do restaurante. O sofisticado cardápio é recheado de delícias, criadas pelo proprietário e chef Paulo Renato e executadas brilhantemente pela cozinha comandada pelo chef indiano Ravi. Das entradas, passando pelo excelente atendimento, até o cafezinho, tivemos uma ótima experiência no Margarida Café! Minha grata escolha para o prato principal foi o “Amir Klink”, em homenagem a um cliente assíduo e morador da cidade. Ele mesmo, o famoso velejador.

Trata-se de um filé de peixe grelhado, regado ao molho de uva verde e vinho branco e risoto de palmito. Soma-se a isso a companhia perfeita de um vinho branco Concha & Toro. A variedade da carta de vinhos, mantidos em adega climatizada, é outro ponto alto do Margarida. Para a sobremesa também optei por uma das mais tradicionais da Casa, a “Banana Flambada com Sorvete de Creme”. O sabor especial fica por conta dos incrementos: cravo, canela, açafrão, leite de coco e uma boa e tradicional cachaça de Paraty. Por tudo isso, o Margarida é dica imperdível de onde comer em Paraty!

Margarida Café– Restaurante e Pizza Bar: Praça do Chafariz, s/n, Centro Histórico de Paraty-RJ. Aberto todos os dias, das 12h à 1h. Contatos: (05524) 3371-2441/ 6037, [email protected]

Onde comer comida tailandesa em Paraty: Thai Brasil

Onde comer comida tailandesa em Paraty
Mesa colorida de sabores exóticos da cozinha do Thai Brasil

O restaurante Thai Brasil é a dica para quem gosta ou quer experimentar a culinária tailandesa, durante estadia em Paraty. O ambiente é simples, colorido, diferente e surpreendente como a comida servida no local. Frutas tropicais estampam mesas e objetos no interior, decorado pela proprietária e chef alemã Marina Schlaghaufer. Ela também é responsável pelo cardápio, que mistura ingredientes locais com outros importados da Tailândia.

Marina conta que chegou ao Brasil por causa do “amor”, mas foi um outro amor, este pelo nosso País, que fez com que ela decidisse ficar. Pergunto, então, porque uma alemã decide abrir um restaurante tailandês no Brasil e ela explica que sempre gostou de viajar e comer, experimentar. Se apaixonou pela culinária tailandesa e viu nela a possibilidade de oferecer algo pouco comum ao público brasileiro, mas com a qualidade e sofisticação imprimidas por ela.

Achei interessante o fato da chef cultivar, no jardim do restaurante e em seu sítio, alguns dos ingredientes utilizados para a confecção dos pratos, como temperos e o mamão verde. Aliás, a salada que vai mamão verde foi uma das coisas que mais gostei de comer em Paraty. Delícias elaboradas com frutos do mar, vegetais, arroz, entre outros itens, coloriram nossa mesa e alegraram nossos corações naquela noite chuvosa. Só tome cuidado com o nível de pimenta a escolher, mas se errar na medida, como eu (Rs), não se preocupe, pois sempre tem uma cerveja gelada ou um Frozen Mint à mão para refrescar a garganta.

Thai Brasil– Rua do Comércio, 308 A, Centro Histórico de Paraty- RJ. Contatos: (05524) 3371.2760 e [email protected]

Villa Verde: boa comida em meio à natureza exuberante de Paraty

Onde comer em Paraty em meio à natureza
Villa Verde: pratos saborosos com belo jardim ao redor

Algo muito bacana em Paraty é conhecer também espaços gastronômicos fora da área urbana, como o Villa Verde Restaurante, que fica na estrada entre Paraty e Cunha-SP, coladinho ao Parque Nacional Serra da Bocaina e às margens do Rio Perequê-Açu. Além de ter a exuberância da Mata Atlântica ao seu redor, os visitantes também podem usufruir das águas limpas e refrescantes de piscinas naturais formadas pelo curso do rio.

Para chegar ao restaurante, caminhamos por uma passarela sobre o rio. Logo na entrada, já nos deparamos com o jardim. Imagine só, depois de fazer uma boa refeição, passear por um belo jardim e deitar-se em um gramado para a sesta ao som de pássaros e quedas d’água? No dia da nossa visita o céu estava nublado e tínhamos outros compromissos na sequência, mas ao menos o passeio pelo jardim conseguimos fazer.

O restaurante Villa Verde é comandado pelo chef suíço com origens italianas Dario Rossera e sua esposa Cristiane Rossera, desde 2001. Por isso, o menu tem boa variedade de massas caseiras, opções de peixes, carnes e risotos. Nossa escolha incluiu um Risoto de Bacalhau desfiado com molho de leite de coco e um Peixe ao Forno ao molho de azeite e ervas. Para a sobremesa, Strudel de Maçã com sorvete de creme. Os pratos estavam muito saborosos, mas fazer uma refeição em um ambiente natural e belo como aquele tornou essa experiência especial!

Villa Verde– Estrada Paraty Cunha, Km 6, Paraty-RJ. Aberto diariamente, das 11h às 17h. Contatos: (05524) 3371-7808/ 99224-1947 (Whats App) e [email protected]

Peró mistura culinárias indígena e brasileira: onde comer em Paraty

Onde comer comida indígena com brasileira em Paraty
Simplicidade com toque de requinte nos belos pratos do Peró

“Peró” foi como os índios brasileiros chamaram os portugueses, quando aqui chegaram, em 1500. Isso porque muitos deles se chamavam Pero, a exemplo de Pero Vaz de Caminha, segundo o Dicionário Ilustrado Tupi Guarani. Naturalmente, o nome está relacionado ao tipo de comida oferecida no restaurante, que mistura as culinárias indígena e brasileira contemporânea, mas não só. O restaurante Peró está inserido na Pousada do Príncipe, em Paraty, que pertence a Dom João Henrique de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel, a filha do Imperador D. Pedro II que assinou a Lei Áurea, oficializando o fim da escravização no Brasil, em 1888.

Visitamos o Peró em nosso terceiro dia em Paraty, uma sexta-feira à noite. O atendimento cordial é acrescido de um ambiente muito agradável, com grandes janelas que dão vista para a piscina da Pousada. A decoração conta com alguns objetos relacionados ao tema do restaurante, como a arte indígena em lindos descansos de prato coloridos. Optei por uma apetitosa Cassarola de Frutos do Mar, acompanhada de arroz com coco. Das sobremesas, adorei o sorvete de mandioca! A apresentação dos pratos é linda e os sabores misturam a simplicidade dos ingredientes com um toque de requinte.

Peró: Avenida Roberto Silveira, 801, Centro de Paraty-RJ. Aberto das 19h às 23h (exceto às quartas-feiras). Contatos: (05524) 3371-2266 e [email protected]

Casa Coupê e sua história na boemia paratiense

Casa Coupê é opção para comer e beber em Parati desde a década de 1950
Pratos experimentados no Casa Coupê, reduto boêmio em Paraty

Fomos ao Casa Coupê em nosso penúltimo dia em Paraty, um sábado à tarde. Local descontraído, com charme e estilo. A localização, na Praça da Matriz, é ideal para apreciar a paisagem e a movimentação no coração do Centro Histórico. Aliás, o que não falta no Casa Coupê é história na boemia paratiense. O prédio começou a funcionar como “Bar Coupê” em 1952, aos cuidados de Seu Benedito Coupê, e foi usado como local de parada dos ônibus rodoviários na década de 1970.

Desde 2011 é o Casa Coupê, como passou a ser chamado sob a propriedade de Paulo Renato, o mesmo dono do Margarida Café. Cresceu em espaço e público, ganhou uma cara nova e um cardápio mais atraente e diversificado. No interior, o destaque fica por conta das luminárias assinadas pelo designer Wanderley Magalhães e quadros com imagens antigas do prédio e do Centro Histórico de Paraty.

Nos sentamos bem na mesa da esquina, com uma vista panorâmica do bar e também da Praça, mas é possível ocupar as mesas do lado de fora, dispostas sobre o tradicional chão de pedra do Centro Histórico. Fomos de chopp e cerveja, mas as opções incluem uma boa carta de vinhos, cachaças e drinks tradicionais, como o “Jorge Amado”. Nossa refeição no Casa Coupê foi um “almojanta”, como dizem por aqui quando se junta o almoço com a janta, por isso foi caprichada. Teve salmão com purê de batata e um super filé com fritas, ambos muito saborosos. Com certeza, uma boa opção de onde comer em Paraty!

Casa Coupê– Praça Matriz s/n°, Centro Histórico de Paraty-RJ. Aberto diariamente, das 11h30 à meia noite (até as 2h na alta temporada). Contatos:(05524) 3371.6008 e [email protected]

Ainda não sabe qual o melhor caminho partindo de São Paulo ou onde vai ficar em Paraty? Então confira nossas dicas de como chegar e onde se hospedar na cidade!

Degustação de cervejas artesanais em Paraty

Paraty tem fábricas de cervejas artesanais
Tábua de degustação de cervejas artesanais da Caborê, em Paraty

Pois é, além da cachaça, bebida mais tradicional da cidade, Paraty já dispõe também de algumas marcas de cervejas artesanais. Visitamos uma delas no primeiro dia da nossa estada (quarta-feira), a Caborê. O nome escolhido é interessante. Em tupi-guarani, Caborê é uma pequena coruja característica da região do bairro Caborê, onde fica a fábrica da cerveja.

Eles fabricam quatro tipos de cerveja: pilsen, de trigo, ipa e escura, todas puro malte e sem conservantes. As visitas guiadas à fábrica acontecem de quarta-feira a sábado, às 17h. A visita é gratuita, mas a degustação (opcional) é paga. Nós optamos por uma tábua de degustação, que inclui pequenas doses das cervejas, e achamos todas muito boas!

Caborê: Avenida Otávio Gama, 676-b, Bairro Caborê, Paraty-RJ. Contatos: (05524) 3371.3071 e [email protected]

Referências:

  • Com informações dos restaurantes mencionados e do documento da Candidatura de Paraty à Cidade Criativa pela Gastronomia pela UNESCO.
  • Fotos de Michele da Costa e Wilson Lima/ Embarque40Mais.
  • *Os outros dois municípios brasileiros com o título de Cidade Criativa em Gastronomia pela UNESCO são Belém (PA) e Florianópolis (SC).
  • A viagem do Embarque40Mais a Paraty aconteceu entre 15 e 19 de Maio de 2019.
  • O Embarque40Mais visitou os estabelecimentos mencionados à convite dos proprietários, mas as opiniões expressadas no post são sinceras, como de costume.
  • Algumas visitas contaram com o apoio do Paraty Convention & Visitors Bureau.

Queijos mineiros premiados na França com 50 medalhas

Produtores de queijos mineiros são premiados na França! Minas Gerais, referência em gastronomia entre brasileiros, sediará 1º Mundial do Queijo do Brasil.

Nada menos que cinquenta do total de 56 medalhas conquistadas por brasileiros no “Mondial du Fromage et des Produits Laitiers” foram para produtores de queijo do estado de Minas Gerais. A quarta edição do evento aconteceu entre os dias 2 e 4 de Junho de 2019, na pequena cidade de Tours, região central da França. Participaram do concurso 952 produtos de quinze países, que foram avaliados por 135 juízes.

Entre os brasileiros premiados, quatro conquistaram o selo Super Ouro, categoria máxima do concurso. Outros seis foram classificados como Ouro, 23 Prata, e 23 como Bronze. O maior destaque entre os queijos mineiros premiados é para a região da Serra da Canastra, que obteve 24 das 50 medalhas. São Roque de Minas conquistou dezessete medalhas. Delfinópolis ficou com três medalhas, Medeiros e Bambuí com uma cada.

Os queijos mineiros premiados com Super Ouro são “Santuário do Mergulhão Curado”, de São Roque de Minas; “Queijo Vale do Gurita”, de Delfinópolis; e “Canastra do Ivair”, de São Roque de Minas. Na categoria Ouro, os medalhistas foram “Mineirinho”, de Araxá; “Rancho 4R (180 dias)”, da Canastra; “Fazenda Bela Vista (60 dias)”, de Alagoa; “Queijo Cruzília”, de Cruzília; e “Rancho das Vertentes” (Névoa Tronco de Pirâmide), de Barbacena.

Turistas podem conhecer produção de queijos mineiros premiados

Queijos mineiros premiados na França foram avaliados por 135 juízes
Concurso na França avaliou 952 queijos de quinze países. Crédito: Benjamin Dubuis/ Mondial du Fromage 2017/ Divulgação

Para 29% dos turistas que visitam o Estado, a gastronomia é a principal imagem que têm de Minas Gerais, segundo pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Cultura e Turismo. Entre os motivos estão a alta qualidade dos produtos, a variedade, os roteiros gastronômicos e os locais de produção que permitem visitas.

Entre esses locais estão fazendas de produção de queijos mineiros premiados. Para o restante do País, o queijo artesanal é o mais famoso produto típico mineiro. Queijos produzidos na região da Canastra, por exemplo, são registrados como Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2008.

Além da gastronomia, as cidades da Serra da Canastra têm vários atrativos turísticos, a exemplo do Parque Nacional da Serra da Canastra, da nascente do Rio São Francisco, das centenas de cachoeiras, pequenos povoados e fazendas. Em algumas fazendas é possível conhecer o sistema de produção dos queijos artesanais e a história de cada produtor.

Se pretende visitar a região, leia antes nosso post sobre as cachoeiras de águas cristalinas de Delfinópolis!

70 mil toneladas de queijos mineiros por ano

Minas Gerais é o Estado que mais produz queijos: nada menos que 70 mil toneladas por ano. Sete microrregiões produtoras merecem destaque: Serra do Salitre, Serro, Campo das Vertentes, São Roque de Minas, Cerrado, Triângulo Mineiro e Araxá.

E será em Araxá o 1º Mundial do Queijo do Brasil, nos dias 9 e 10 de Agosto deste ano, realizado pela SerTãoBras com apoio da Guilde Internationale des Fromagers e da Aqmara (Associação dos Produtores do Queijo Araxá). O evento deverá contar com a visita de uma comitiva da Guilde des Fromagers, dirigida pelo queijeiro francês Roland Barthélemy. Os queijos serão avaliados por um corpo de jurados especialistas, de diversos países.

Referências:

Com informações e imagens fornecidas pela Secretaria Estadual de Turismo de Minas Gerais. Foto destacada: Benjamin Dubuis/ Mondial du Fromage 2017.

Festas juninas em Campinas- temporada 2019

Começou a temporada das tradicionais festas juninas em Campinas-SP. Música, dança, comidas e bebidas típicas para esquentar o seu inverno!

A primeira é a do Centro Cultural Casarão, com muito forró em homenagem a São João. Na sexta-feira, dia 7 de Junho, das 19h às 22h. O repertório reúne uma série de compositores influenciados por Luiz Gonzaga e o próprio, este influenciado pelo pai, Seu Januário, um dos grandes responsáveis pela propagação da cultura nordestina.

No comando, os instrumentistas Marcílio Menezes (voz, violão), Emma Charlotte Dickson (flauta transversal), Bruno Brizotti (acordeon) e Alan (zabumba). O Centro Cultural Casarão fica na Rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, s/n. A entrada é gratuita.

Arraial do Museu do Café

No Museu do Café, o arraial será no Sábado, dia 8 de Junho, e no Domingo (9/6), das 12h às 19h. O público contará com a animação do grupo de Viola Caipira, danças e quadrilhas com os participantes vestidos a caráter, comidinhas e bebidas típicas. O Museu do Café fica no Lago do Café, à Avenida Heitor Penteado, 2.145, Bairro Taquaral. A entrada é gratuita.

Festa junina da Casa de Jesus

Festa junina na Casa de Jesus, em Campinas
Arrasta pé animado em edição anterior de festa junina da Casa de Jesus. Foto: Divulgação

Uma das mais tradicionais festas juninas de Campinas, a da Casa de Jesus, será no dia 15 de Junho (Sábado), das 17h às 23h, com a banda Trio Ceará. A festa será no salão e estacionamento da Rua Artur Teixeira de Camargo, 222, Jardim das Paineiras. Ingressos antecipados na banca de livros, na secretaria ou com os coordenadores dos cursos da entidade, por R$ 10,00 cada. A Casa de Jesus fica na Rua João Alves do Santos, 770. Quem comprar na hora pagará R$ 20,00 cada.

No dia do evento, aproximadamente 220 voluntários participam da montagem da estrutura e do atendimento ao público nas vinte barracas de doces, salgados, bebidas e recreação. Tem também os que trabalham no sorteio de prêmios e na bilheteria, em turnos que começam às 17h e terminam às 23h.

Entre as grandes atrações deste ano estão os prêmios do bingo, com a previsão de itens como bicicleta, geladeira, máquina de lavar, televisão e micro-ondas. Cada cartela custará entre R$ 5 e R$ 30 e a dos prêmios especiais R$ 50. Toda renda obtida com os ingressos e a comercialização dos produtos na festa será revertida para as obras assistenciais mantidas pela Casa de Jesus/Os Seareiros.

Arraial da Comunidade Jongo Dito Ribeiro

O Arraial Afro-Julino da Comunidade Jongo Dito Ribeiro é a maior festa organizada pela sociedade civil em Campinas e região (segundo os organizadores), com a participação de aproximadamente 5 mil pessoas. A festa julina acontece sempre no segundo sábado do mês de Julho. Neste ano será das 12h à meia-noite do dia 13 de Julho (Sábado). A entrada é 1 kg de alimento não perecível + R$ 10,00.

Como de costume, a festa é realizada na Casa de Cultura Fazenda Roseira, à Rua Domingos Haddad, número 1, Residencial Parque da Fazenda, Campinas. A partir deste ano, a festa ganhou o status de “festival” devido à sua programação diversificada, que incluirá apresentações artísticas, oficinas e culinária típica afro-julina.

Além do Terço de São Sebastião, às 12h, entre os destaques da programação estão o “Côco do Yiawarete”, às 15h; o “Forró Três de Paus”, às 18h; e o “Jongo do Tamandaré”, às 19h. O evento é organizado pela Comunidade Jongo Dito Ribeiro, que se apresenta às 23h. Mais informações podem ser obtidas no evento no Facebook.

Quermesses em Campinas, as festas juninas das paróquias

A lista de quermesses das paróquias de Campinas é grande, mas reproduzimos a seguir, conforme documento disponível no site da Arquidiocese:

Igreja Menino Jesus de Praga. Bairro Cambuí. Dias 08, 09, 15, 16, 22, 23, 29 e 30 de Junho, às
18h, com com bebidas e comida típicas, lanches de calabresa, pernil e muito mais. Contato: (19) 3252.0098 / 3251.5055.

Paróquia da Imaculada. Bairro São Bernando. Dias 01, 02, 08, 09, 15, 16, 22, 23, 29 e 30 de Junho, às 19h. Tradicional Festa Junina, dia 29 com Bingão. Contato (19) 3272.0679.

Paróquia Imaculado Coração de Maria. Jardim Flamboyant. Dias 01, 08, 15, 22 e 29 de Junho e 06 de Julho, às 18h. Barracas com comidas típicas, show de prêmios e brinquedos para as crianças. (19) 3294.6307/ 99293.4253.

Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. Jardim Guanabara. De 26 de Maio a 16 de Junho (sábados e domingos), às 17h. Festa com shows, prêmios e bingo. Contato: (19) 3242.0899 / 3744-6842 / 99132.4922.

Santuário Nossa Senhora de Guadalupe. Vila Castelo Branco. Dias 01, 02, 08 e 09 de Junho e 06, 07, 13 e 14 de Julho , às 18h. Quermesse paroquial. Contato: (19) 3227.5492.

Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Jardim Nova Europa. Dias 22, 23, 29 e 30 de Junho; 06 e 07 de Julho, às 18h. Festa Junina na Igreja Matriz. Contato: (19) 3278.2525/ 3201.0761.

Paróquia Santa Isabel. Barão Geraldo. Dias 01, 02, 08, 09, 15, 16 e 22 de Junho, a partir das 18h. Festa da Padroeira, com grande variedade gastronômica, atrações musicais, espaço kids, bingo e show de prêmios. Dias 01, 02, 03, 04 de Julho, às 19h30, o Tríduo da Padroeira. Contato: (19) 3289.1101.

Paróquia Santa Mônica. Jardim Santa Mônica. Dia 06 de Julho, às 18h; dia 07 de Julho, às 16h. Tradicional Festa Julina, com bebidas e comidas típicas. Contato: (19) 3246.3398.

Paróquia Santa Teresa de Ávila. Parque Industrial. Todos os sábados e domingos de Junho, das 19h às 22h. Festa junina com comidas típicas, brincadeiras e bingo. Contato: (19) 3272.0786/ 3367-0786.

Paróquia Santo Antônio. Ponte Preta. Dias 20 e 21 de Julho: Sábado, das 16h30 às 22h30; e Domingo, das 11h às 21h. Festa julina com comidas e bebidas típicas e bingo. Contato: (19) 3231-4251.

Paróquia Santo Expedito. Jardim Ouro Verde. Dias 06, 07, 13 e 14 de Junho, às 18h. Festa na Comunidade São Francisco de Assis. Contato: (19) 3226.0048.

Paróquia de São Benedito. Vila Costa e Silva. Dias 08, 09, 15, 16, 22, 23, 29 e 30 de Junho, às 19h. Festa Junina com alimentação, diversão para as crianças, brincadeiras com o público, shows musicais todas as noites (bingão nos dias 29 e 30). Contato: (19) 3241.7555.

Paróquia São José. Vila Industrial. De 31 de Maio a 06 de Julho. Todos os finais de semana, a partir das 18h30 (sexta, sábado e domingo). Quermesse em tenda coberta no Estacionamento da Paróquia, com bingo aos sábados e domingos, barracas e música ao vivo. Contato: (19) 3272.5353.

Paróquia São Joaquim e Sant’Ana. Vila União. Dia 15 de Junho, às 19h30, na Comunidade Nossa Senhora da Libertação. Dia 29 de Junho, às 18h, na Comunidade Santo Antônio de Sant’Anna Galvão. Dia 06 de Julho, às 19h, na Comunidade Sagrado Coração de Jesus. Dia 13 de Julho, às 17h, na Comunidade Santa Maria Madalena Postel. Contato: (19) 3223.4984.

Paróquia São João Batista. Bairro São João. Na Comunidade São João Batista: Dias 14 e 15 de Junho, às 19h; dia 23 de Junho, às 18h, Noite de São João Batista, com fogueira, dança de quadrilha, comes e bebes, música, tudo de graça para o povo; Dia 06 de Julho, às 18h, Festa Julina na Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração. Dias 06 e 13 de Julho, às 19h, Festa Julina na Comunidade Nossa Senhora de Fátima. Dia 20 de Julho, às 18h, Festa Julina na Comunidade Nossa Senhora Aparecida. Contato: (19) 3227.9396.

Paróquia São João Emiliani. Jardim Santa Cândida. Dia 15 de Junho, às 18h, Festa junina com show ao vivo. Dia 16 de Junho, às 12h, com show de prêmios. Contato: (19) 3256-8651.

Paróquia São Marcos, O Evangelista. Jardim São Marcos. Dias 08, 09, 15, 16, 22 e 23 de Junho, às
19h. Bingo, comidas e bebidas típicas, na Comunidade Nossa Senhora Aparecida. Contato: (19) 3246-2773.

Paróquia São Paulo Apóstolo. Vila Itapura. Dias 29, das 11h às 20h ; e 30 de Junho, das 14h às 22h. Festa do Padroeiro, com barracas de bebidas e comidas típicas, atrações musicais ao vivo, bingo e barraca de pesca. Contato: (19) 3579-3934/ 2511-3934.

Paróquia São Pedro Apóstolo. Chácara da Barra. Dias 01, 02, 08, 09, 15, 16, 22, 23, 29 e 30 de Junho, às 19h. Barracas, brincadeiras, bingo e muito mais. Contato: (19) 3252-4386 / (19) 2139-7800.

Quer mais sugestões de eventos culturais em Junho? Confira nossa Agenda Cultural SP! Participe, deixe sua opinião nos comentários. Se gostou, compartilhe com amigos e siga-nos por e-mail e nas redes sociais!

Referências:

  • Conteúdo editado pela jornalista e autora do Embarque40Mais, Michele da Costa, com informações dos organizadores dos eventos.
  • A foto destacada (no início do post) mostra decoração de festa no Clube Regatas de Campinas, em 2015, de autoria de Toninho Oliveira/ divulgação Prefeitura de Campinas.
  • Outras festas poderão ser incluídas nas próximas semanas. Se tiver sugestões, envie para [email protected]

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