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Tempos de Covid: Banho nas lagoas dos Lençóis Maranhenses é seguro?

O banho nas lagoas entre dunas é uma das principais atividades para turistas nos Lençóis Maranhenses, reaberto em 1º de Julho, mas em tempos de covid-19 será que é seguro? Conheça respostas de autoridades de Saúde, medidas adotadas pelos responsáveis e dicas de prevenção para visitantes!

A reabertura do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no estado do Maranhão, ocorre de forma gradual e monitorada. O Parque ficou mais de três meses fechado devido à pandemia de coronavírus, assim como todos os outros parques nacionais.

Então, para reduzir os riscos de transmissão e tornar a visita mais segura, várias medidas foram adotadas. Entre elas está a orientação aos visitantes “quanto ao banho nas piscinas naturais, para evitar aglomerações e interações entre os grupos familiares”.

Essa orientação está prevista na Portaria nº 752, de 29/06/2020, que estabelece a reabertura da visitação pública ao Parque, e deve ser feita pelos prestadores de serviços.

A Portaria é assinada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do governo federal responsável pela administração do Parque.

Vale lembrar que essas piscinas naturais ou lagoas são de água doce (não tratada), formadas por águas de chuva ao encontrarem o lençol freático.

Lençóis Maranhenses: o que dizem autoridades de Saúde sobre banhos em lagoas?

Em documento datado de 29 de Julho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que, embora seja possível a persistência do novo coronavírus em água não tratada, o vírus infeccioso não foi detectado em abastecimento de água potável. Ou seja, o correto tratamento da água e do esgoto deve eliminar o vírus.

“Há pelo menos um exemplo documentado de detecção de fragmentos de RNA de SARS-CoV-2 em um rio, durante o pico da epidemia no norte da Itália. Isto é, suspeitou-se de que o rio foi afetado por esgoto não tratado. Outros coronavírus não foram detectados na superfície ou fontes de água subterrânea (…)”, acrescenta.

Dessa forma, a Organização esclarece que o risco de contaminação pelo novo coronavírus por meio da água em praias e em piscinas com água tratada adequadamente é muito baixo.

Contudo, segundo a OMS, o risco de transmissão em locais de recreação aquática em geral (pela proximidade e contato com pessoas infectadas) aumenta em ambientes pequenos e lotados, incluindo vestiários, banheiros e chuveiros, restaurantes e quiosques. A recomendação é sempre manter a higiene das mãos, o distanciamento físico e o uso de máscaras faciais.

Risco é maior em rios e lagoas de água doce

O Conselho Superior de Investigação Científica do Ministério da Ciência e Inovação da Espanha afirma que “a sobrevivência de SARS-CoV-2 na água de rios, lagos e piscinas de água parada doce e não tratada pode ser maior do que o risco em piscinas (com água tratada) e em água salgada.”

“Portanto, medidas de precaução devem ser tomadas para evitar multidões, sendo estes os ambientes aquáticos mais desaconselháveis ​​em relação a outras alternativas, especialmente os pequenos, onde a diluição é menos eficaz”, conclui. Essa avaliação do Conselho Espanhol foi publicada em 5 de Maio.

Assim, como não há proibição, o banho nas lagoas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses fica a critério de cada visitante. 

Mas, para quem concluir que entrar nas lagoas não é uma boa ideia por enquanto, há uma série de outras atividades a desfrutar no Parque.

Então, entre essas atividades estão caminhadas, passeios de lancha e de bicicleta, além das curiosas histórias e lendas contadas por guias de turismo locais. A seguir, as principais medidas preventivas adotadas no Parque. Confira!

Principais medidas para visita e banhos em lagoas nos Lençóis Maranhenses

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Campos de dunas e lagoas compõem cenário único dos Lençóis Maranhenses
  • O número de visitantes do Parque está limitado a 55% da capacidade;
  • O espaçamento mínimo de dois metros entre as pessoas deve ser respeitado;
  • É obrigatório o uso de máscara durante todo o período em que o visitante estiver no interior do parque;
  • Operadores e prestadores de serviços devem reforçar a higienização dos ambientes e disponibilizar álcool gel 70% nos transportes e nas estruturas abertas ao público;
  • Transportes terrestres e aquáticos de visitantes deverão priorizar a ventilação natural e, ao final de cada viagem, os veículos devem ser limpos e desinfetados;
  • A capacidade de transporte de cada tipo de veículo deve ser respeitada para evitar superlotação e aglomeração, observando a quantidade máxima prevista em decretos das prefeituras;
  • A visitação aos moradores tradicionais que vivem na área do Parque e oferecem hospedagem, alimentação ou outros serviços, depende de prévia autorização deles;
  • Prestadores de serviços turísticos devem orientar os visitantes quanto ao banho nas piscinas naturais, para evitar aglomerações e interações entre os grupos familiares.

A seguir, outras dicas que podem ajudar a tornar mais segura sua visita aos Lençóis Maranhenses:

Dicas de prevenção para visitantes do Parque e turistas em geral

  • Buscar, por meio do seu agente de viagens, serviços de turismo local (hospedagem, transportes e guias) que ofereçam as melhores práticas de prevenção e segurança;
  • Usar sua máscara corretamente, tapando boca e nariz, o tempo todo, trocar a cada três horas ou sempre que ficar úmida;
  • Sempre que possível, levar sua própria bebida e lanchinho previamente higienizados;
  • Levar álcool em gel 70% e usar sempre que tocar em objetos, como corrimãos, maçanetas de portas e torneiras;
  • Não levar as mãos ao rosto;
  • Manter distância de pelo menos 2 metros das outras pessoas;
  • Ao voltar para o local de hospedagem, tomar banho, lavar ou higienizar objetos usados no passeio, como roupas, sapatos, bolsas, óculos, cartões de crédito e garrafinhas de água.

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é cenário único

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, criado em 1981, está em uma zona de transição dos biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia. Assim, é composto de áreas de restinga, campos de dunas livres e costa oceânica: um cenário único!

A área do Parque é de 155 mil hectares, dos quais 90 mil de dunas livres e lagoas interdunares, e abrange três municípios do estado do Maranhão: Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz.

Embora já tenham se passado mais de 45 dias desde a reabertura, segundo operadores turísticos locais a maioria dos visitantes do Parque tem sido de moradores da região. Assim, a expectativa é voltar a receber turistas de outros estados entre o final de 2020 e início de 2021, com a efetiva retomada das viagens de lazer.  

Contudo, uma visita aos Lençóis deve incluir também a bela capital São Luís, Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Então, para saber mais sobre os atrativos desse destino incrível, confira a sugestão de roteiro da agência do blog, a Embarque40Mais Viagens!

  • E quando quiser organizar sua visita aos Lençóis Maranhenses ou outro destino, conte com a Embarque40Mais Viagens: (19) 988.380.781 (fone e Whats App) ou [email protected] Cadastur 29.325.163/0001-26.

Referências

Texto “Tempos de Covid: Banho nas lagoas dos Lençóis Maranhenses é seguro?” de autoria da jornalista e consultora de viagens Michele da Costa (todos os direitos reservados). Com informações do ICMBio, da Portaria nº 752 de 29/06/2020, da OMS e do Conselho Superior de Investigação Científica do Ministério da Ciência e Inovação da Espanha.

Maior movimentação em aeroportos indica início de retomada das viagens

O aumento na movimentação de voos e passageiros nos aeroportos brasileiros, em Julho, indica que a retomada gradual das viagens já começou.

Depois da queda de 85% nos pousos e decolagens, chegando a apenas 9,3 mil passageiros por dia em Abril (pior mês para o Setor desde o início da pandemia de Covid-19), o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, alcançou a média de 23,8 mil passageiros por dia em Julho.

Ainda assim, em comparação a Julho de 2019 (121,7 mil passageiros/dia), a diferença é assustadora. A expectativa da Gru Airport, administradora do Aeroporto de Guarulhos, é de chegar a 50 mil passageiros ao dia em Agosto. 

No Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas-SP, a média diária de passageiros passou de 5 mil em Abril para 12,3 mil em Julho. Em comparação com a normalidade de Julho de 2019, a movimentação do mês passado ainda foi 61,5% menor.

Em Agosto, a Aeroportos Brasil Viracopos, administradora do Aeroporto em Campinas, espera a circulação de 15,5 mil passageiros por dia. 

Embora a pandemia de Covid-19 ainda não tenha acabado, o atual quadro de estabilidade da doença na maioria dos estados e a perspectiva de uma vacina trazem esperança ao segmento de Turismo e à população em geral. 

Protocolos de segurança para retomada das viagens

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Informações sobre aferição de temperatura corporal no Aeroporto de Guarulhos

Enquanto as viagens despencavam no Brasil e no mundo, aeroportos, companhias aéreas, hotéis, monumentos, parques e outros serviços de viagem e turismo se adequaram a esses tempos de coronavírus. Adotaram protocolos para reduzir os riscos de contaminação e tornar as viagens mais seguras.

As medidas vão desde a ventilação e desinfecção de ambientes e objetos até a medição de temperatura e orientações. Mas, nada disso adiantará se os viajantes não fizerem sua parte também. Precisamos todos praticar o distanciamento social, usar a máscara corretamente e lavar as mãos com frequência, entre outros cuidados.

Após meses de isolamento em casa, incertezas e medo, fazer uma viagem assim que possível está nos planos de muita gente! Contudo, a orientação das autoridades de Saúde neste momento ainda é para viajar somente se necessário.

Por isso, a expectativa do segmento por uma retomada significativa das viagens de lazer são para o final de 2020 e o início de 2021.

Mas, para quem pode garantir as reservas já, os preços estão bastante convidativos! Também é possível optar por tarifas que permitem a remarcação sem multa, caso decida adiar. Afinal, as empresas precisam fazer caixa agora para sobreviver a essa pandemia.

Pelo que tenho observado, as principais dúvidas dos viajantes são sobre quais destinos já estão abertos para o turismo e as condições de segurança oferecidas. 

Minha dica é sempre contar com o serviço de um profissional de Turismo. Caso ainda não tenha um agente de sua confiança, fale com a agência do blog, a Embarque40Mais Viagens, que teremos satisfação em ajudar!

E então, esse post foi útil para você? Conte nos comentários!

Referências: 

Texto redigido e editado pela jornalista e consultora de viagens Michele da Costa, com informações das Assessorias de Imprensa e disponíveis nos sites oficiais dos aeroportos em 14/08/20.

Coronavírus: o que mudou nos aeroportos para reduzir riscos de contágio

Saiba o que mudou em aeroportos brasileiros para reduzir riscos de contágio do novo coronavírus durante viagens. Ações adotadas em Guarulhos e Viracopos (SP).

Após meses de isolamento, muita gente já planeja fazer uma viagem quando a pandemia de Covid-19 passar. Contudo, ainda há muitas dúvidas sobre os riscos de contágio, especialmente em viagens de avião.

Então, depois de saber o que as companhias aéreas estão fazendo para tornar as viagens de avião mais seguras, fomos buscar informações sobre as mudanças nos aeroportos brasileiros.

Já que muitas vezes a gente passa até mais tempo em aeroportos do que nos aviões, ficamos imaginando como será circular por corredores, banheiros, filas e salas de embarque em tempos de coronavírus.

Como já explicamos em publicação anterior, desde o início da pandemia a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vem editando normas técnicas para a prevenção à Covid-19 em portos, aeroportos e aeronaves.

Assim, com base nas recomendações da Anvisa, perguntamos a dois dos principais aeroportos do estado de São Paulo e do País, os internacionais de São Paulo (em Guarulhos) e de Viracopos (em Campinas), o que mudou em seus ambientes e procedimentos para reduzir os riscos de transmissão do novo coronavírus e proporcionar mais segurança aos viajantes.

Câmeras no aeroporto em Guarulhos detectam passageiros com febre

Desde 1º de Maio, câmeras de infravermelho detectam a temperatura corporal de todos os passageiros antes de embarcarem no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP).

Essas câmeras foram instaladas no teto dos saguões dos Terminais 2 e 3, antes do acesso aos portões de embarque. Então, o objetivo é contribuir com a identificação de possíveis infectados e evitar a contaminação de outros passageiros, tripulantes e funcionários.

Mas antes, do final de Março até 30 de Abril, os passageiros que desembarcaram em Guarulhos é que tiveram a temperatura aferida.

Segundo a Assessoria da Gru Airport, responsável pela administração do Aeroporto, a mudança desse procedimento do desembarque para o embarque, a partir de 1º de Maio, deve-se ao “entendimento de entidades internacionais de que o ideal é que a aferição de temperatura seja no embarque, para que a pessoa tenha consciência de seu estado de saúde antes de viajar”.

Além disso, “durante o próprio voo e ao chegar ao destino, ela também encontrará suporte”, explica a Assessoria. No entanto, como poucos aeroportos brasileiros dispõem dessa tecnologia e não há entre todos eles um protocolo comum, muitos passageiros acabam embarcando e desembarcando sem qualquer controle sanitário.

Coronavírus: falta de unificação prejudica controle nos aeroportos

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Totem com álcool em gel no Aeroporto de Florianópolis (SC). Foto: Letícia Costa

Como exemplo, temos o depoimento de uma cliente da Embarque40Mais Viagens, a Letícia Costa. Ela voou de Florianópolis (SC) a Guarulhos (SP), no dia 11 de Junho, e não passou por qualquer controle sanitário no embarque e nem no desembarque.

Isso aconteceu porque, ao contrário de Guarulhos, o aeroporto de Florianópolis faz esse controle de temperatura e de outros sintomas de Covid-19 somente no desembarque.

A Gru Airport acrescenta que a aferição de temperatura não é uma determinação da Anvisa nem da OMS (Organização Mundial de Saúde).

De fato, a recomendação da Anvisa é que a triagem por temperatura em aeroportos não seja utilizada como parâmetro único, devido à sua eficácia incerta. Isso porque pessoas sem febre durante período de incubação ou sob efeito de antitérmicos podem não ser detectados.

Dessa forma, essa incoerência entre medidas de controle sanitário em aeroportos brasileiros acabou chegando ao STF (Supremo Tribunal Federal).

A disputa ocorreu entre o governo federal e os governos dos estados da Bahia e do Maranhão. Os estados foram impedidos de implantar barreiras para aferir a temperatura de passageiros e inspecionar equipamentos e aviões vindos de lugares atingidos pela Covid-19.

STF ressalta importância de política nacional uniforme contra Covid-19

Por fim, o Supremo decidiu que cabe à União, por meio da Anvisa, o controle sanitário da Covid-19 nas áreas restritas dos aeroportos, aquelas destinadas somente aos passageiros, como salas e portões de embarque.

A justificativa da decisão, conforme publicado no site da Anvisa em 16 de Abril, é que barreiras sanitárias nessas áreas poderiam gerar aglomerações e aumentar o risco de contaminação.

A decisão judicial também ressaltou a importância da adoção de uma política nacional uniforme e coordenada para o enfrentamento da Covid-19.

Mas bem antes, em 23 de Março, a Anvisa afirmou que “os gestores estaduais, municipais e distritais que tenham interesse em aplicar a aferição de temperatura nos aeroportos devem garantir pessoal e meios próprios” (Nota Técnica nº 30). Isso inclui as ações de triagem, avaliação clínica e encaminhamento de casos suspeitos à uma unidade de saúde.

Confira, a seguir, o que mais mudou para prevenir o contágio do coronavírus nos aeroportos internacionais de São Paulo e de Viracopos.

Coronavírus: o que mais mudou no aeroporto em Guarulhos

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Elevadores, sanitários e tudo que pode ser tocado são desinfetados em Guarulhos

A tecnologia também está presente em outras mudanças para prevenir a transmissão do novo coronavírus no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Um bom exemplo é a luz ultravioleta, para esterilização automática dos corrimãos de escadas.

Isso porque esses corrimãos são os das escadas com maior circulação: Terminal 2, desembarque leste para o check-in E, e na esteira de interligação do Terminal 2 para o Terminal 3. Também foi disponibilizado um QR-Code com recomendações da Anvisa para o combate à Covid-19.

Então, essas imagens, que podem ser decodificadas com o leitor de código de barras do celular, são encontradas em vários locais do aeroporto, como nos ônibus que circulam entre os terminais.

A Gru Airport também realiza a desinfecção, por meio de nebulização, em áreas comuns dos Terminais 2 e 3. Isso inclui corredores, balcões, escadas fixas, elevadores, piso, sanitários e todas as superfícies passíveis de contato.

A mesma prática será adotada no Terminal 1 quando forem retomadas as operações no local. Também vale mencionar a disponibilização de lixeiras exclusivas para o descarte de materiais infectantes, como máscara e luvas.

E a capacidade máxima dos ônibus para transporte de passageiros no aeroporto foi reduzida em 35%. Contudo, a recomendação da Anvisa é de que essa lotação não seja superior a 50% da capacidade dos veículos (ônibus e microônibus).

A Gru Airport disponibiliza em site oficial todas as informações sobre as suas medidas de prevenção ao coronavírus.

Aeroporto de Viracopos tem desinfecção constante em áreas de embarque

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Limpeza constante de áreas de embarque em Viracopos. Foto: Viracopos/ Divulgação

Desde o dia 2 de Julho, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), realiza a desinfecção constante do terminal de passageiros e dos ônibus que transportam os passageiros até as aeronaves.

O procedimento, que também inclui os carrinhos de bagagem, deve ser realizado pelo menos três vezes ao dia, sempre antes dos horários de maior movimentação de passageiros.

Desse modo, o objetivo é reduzir os riscos de transmissão de Covid 19 diante da perspectiva de retomada gradual de voos por parte das companhias aéreas.

Entre outras mudanças para reduzir os riscos de contágio do coronavírus, adotadas pelo Aeroporto, destacam-se a realocação de portões para as operações de embarque e desembarque, garantindo maior distância física entre voos; e a retenção de passageiros no hall de acesso em caso de impontualidades na malha aérea.

Assim, outra medida importante é a redução na lotação máxima dos ônibus utlizados para o deslocamento de passageiros dentro do aeroporto, de 65 para 30 passageiros por viagem. Essa mudança atende a recomendação da Anvisa, de que a lotação máxima seja de 50% da capacidade.

No site oficial, é possível conferir todas as 33 medidas de prevenção à Covid-19 já adotadas no Aeroporto de Viracopos.

O que mudou nos aeroportos: Avisos sonoros informam sobre prevenção ao coronavírus

Interessante e oportuna essa via de comunicação com passageiros, que vem sendo utilizada nos aeroportos internacionais de São Paulo (Guarulhos) e de Viracopos: os avisos sonoros, conforme recomendado pela Anvisa.

Sabe aquelas chamadas para os voos anunciadas nos alto falantes dos aeroportos? Então, agora entre esses avisos também estão informações sobre prevenção e cuidados para evitar a transmissão do novo coronavírus em aeroportos e aviões.

Em Guarulhos, essas informações também são veiculadas por meio de vídeos, em monitores localizados em pontos estratégicos do aeroporto.

Além disso, os sites e redes sociais dos aeroportos em Guarulhos e Campinas (Viracopos), como Facebook e Instagram, também vêm sendo utilizados para divulgar informações e responder dúvidas de passageiros.

Outra coisa que mudou é o uso de máscara de proteção facial por todos nos aeroportos e durante os voos, que passou a ser obrigatório, para evitar possível contágio por coronavírus.

Entre outras mudanças nos aeroportos para prevenção à Covid-19 estão o abastecimento constante de dispensadores de álcool gel em pontos com maior movimentação de passageiros; adequação, maior frequência e análise constante dos procedimentos de higienização, tudo conforme as recomendações da Vigilância Sanitária.

Coronavírus: como fica o distanciamento nos aeroportos

Desde o início dessa pandemia, sabemos que o distanciamento entre as pessoas é uma das formas mais eficazes de evitar a transmissão do novo coronavírus. Por isso, medidas relacionadas estão entre as principais recomendações da Anvisa às administradoras dos aeroportos.

Conforme a Nota Técnica 101/2020, de 16 de Maio, a circulação de pessoas nos terminais dos aeroportos deve ser organizada de forma que a distância entre elas seja de dois metros. Isso serve para as filas ou salas de espera, especialmente para os procedimentos de check-in, embarque e desembarque, conforme a seguir:

  • Adotar medidas que garantam o distanciamento entre viajantes nas salas de espera, como o bloqueio de assentos adjacentes, realocação de cadeiras com maior espaçamento, etc;
  • Adotar medidas que evitem a aglomeração de pessoas na área de desembarque, especialmente na área do “cercadinho” logo após o desembarque da área restrita.

No Aeroporto de Viracopos, o distanciamento de dois metros foi respeitado na demarcação das posições de fila de espera. Já os assentos das salas de embarque foram marcados para garantir a distância de 1,5 metro em média entre cada passageiro.

A Gru Airport informa que colocou adesivos no piso, com orientação sobre o distanciamento de dois metros. Essa sinalização foi feita nos locais de inspeção para embarque (raio-X) e imigração no Aeroporto em Guarulhos.

Distanciamento dentro de aviões não é garantido por Companhias

Aí a gente pensa: mas e o distanciamento dentro do avião, como é que fica? Embora a Anvisa também recomende o distanciamento entre passageiros durante os voos, as companhias aéreas não estão obrigadas a cumprir.

Então, conforme publiquei na minha coluna em ACidadeOn Campinas, as principais Cias com operação no Brasil afirmaram que, sempre que possível, os passageiros seriam alocados deixando assentos vagos entre eles.

No entanto, depoimentos de pessoas que viajaram recentemente pelo Brasil indicam que essa possibilidade de distanciamento dentro das aeronaves tem sido exceção e não regra.

Aeroportos devem garantir troca de ar dos ambientes

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Renovação do ar nos ambientes é fundamental para reduzir riscos de contágio

A Anvisa faz algumas recomendações para ações de prevenção à transmissão do novo coronavírus diretamente às administradoras dos aeroportos.

Entre essas recomendações destacam-se as relacionadas à garantia da qualidade do ar nos espaços fechados. Ainda mais quando praticamente todos os espaços dos aeroportos são climatizados, ou seja, possuem sistemas de ar condicionado.

Como a gente sabe, os aparelhos de ar condicionado são utilizados para resfriar ou aquecer os ambientes. Só que, se não conservados adequadamente, podem se tornar fontes de contaminação por vírus e bactérias.

Mas antes, é bom esclarecer que existem basicamente dois tipos de aparelhos de ar condicionado. Há os que promovem a troca do ar interno pelo externo e os que apenas promovem a recirculação do ar interno (como os “splits”).

Assim, a Anvisa recomenda que seja priorizada a renovação de ar externo em relação à recirculação do ar interno. Portanto, em ambientes que contam apenas com aparelhos que fazem a recirculação do ar interno, portas e janelas devem permanecer abertas.

Também é recomendada pela Agência maior frequência na limpeza e manutenção dos equipamentos de ar condicionado. No entanto, destaca que o sistema de climatização não irá eliminar a presença do vírus no ambiente apenas pela filtragem ou controle de umidade e temperatura.

Por isso, é fundamental que a renovação do ar dos ambientes seja a máxima possível, mesmo que gere custos mais elevados com o consumo de energia.

Já as Cias aéreas que operam no Brasil garantem que os filtros do ar condicionado dos aviões retiram 99,7% dos vírus e bactérias.

O que dizem os aeroportos sobre a qualidade do ar nos ambientes

A Gru Airport, administradora do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, informa que os terminais de passageiros, salas vips e outras áreas do aeroporto são “oxigenados com 100% de tomadas de ar externo”.

Eles também aumentaram a frequência de substituição dos filtros dos equipamentos de ar condicionado e estão fazendo a manutenção preventiva. Essa manutenção inclui a retirada gradual das serpentinas de toda a estrutura de ventilação para sanitização com produtos químicos.

Já a Assessoria da Aeroportos Brasil Viracopos, responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas-SP), informa que a troca de ar dos ambientes passou a ser “mais constante” e a troca de filtros dos aparelhos de ar condicionado (para eliminação de poeira e resíduos) passou a ser diária.

“​Nos equipamentos de ar condicionado fazemos a limpeza das bandejas e serpentinas com produtos químicos para eliminar bactérias”, acrescenta.

Impacto da pandemia e expectativas de retomada das viagens de avião

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Companhias aéreas começam a retomar voos de forma gradual

Depois de meses com drásticas reduções nas operações de transporte de passageiros, devido à pandemia de Covid-19, os aeroportos brasileiros começam a registrar pequeno aumento, indicando uma tendência de retomada lenta e gradual.

No Aeroporto de Viracopos, a média no número de voos diários de passageiros passou de 330 operações (pousos e decolagens) para apenas 34 em Março.

Já em Maio, subiu para 72, e em Junho para 84 pousos e decolagens por dia. Para Julho, a previsão é de que o movimento diário chegue a 130 pousos e decolagens.

No Aeroporto Internacional de São Paulo, o maior aeroporto da América do Sul, a redução das operações (pousos e decolagens) foi em média de 85%.

Até Fevereiro, o número de passageiros que embarcaram ou desembarcaram em Guarulhos era de 120 mil por dia, enquanto em Maio ficou na média dos 15 mil.

A Gru Airport informa que está em constante negociação com as companhias aéreas nacionais e internacionais para que as operações sejam retomadas gradualmente.

Contudo, é importante acrescentar que o planejamento de retomada dos voos é de responsabilidade das companhias aéreas e muitas delas já vêm anunciando isso nas últimas semanas.

Para mais informações, consulte seu agente de viagens. Mas, se ainda não tiver um profissional de sua confiança, pode contar com os serviços da nossa agência, a Embarque40Mais Viagens!

Referências:

  • Texto “Coronavírus: o que mudou nos aeroportos para reduzir riscos de contágio” redigido e editado pela jornalista Michele da Costa, autora do Embarque40Mais.
  • Com informações e imagens fornecidas pelas Assessorias de Imprensa e/ou disponíveis nos sites oficiais dos aeroportos mencionados e da Anvisa.

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