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Agenda Cultural Paulista Novembro 2018

No ar nossa Agenda Cultural de Novembro, com dicas especiais de música, teatro, cinema e exposições em cidades paulistas, tudo de graça ou quase! Como neste mês celebramos a Consciência Negra do povo brasileiro, de maioria afrodescendente, destacamos algumas atividades relacionadas, como o Projeto Iorubrá, em Sorocaba, e as exposições Afetos e Hiorlando no Museu Afro Brasil, em Sampa. E está rolando a 33ª Bienal de São Paulo.. Bora, sair do sofá e aproveitar mais a vida!

33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas

Objetos de cerâmica, rede e mulheres sentadas no chão.
Tunga, Sem título, 2014- 33ª Bienal SP. Crédito foto: Pedro Ivo Trasferetti/ Fundação Bienal de São Paulo

De 7 de setembro a 9 de dezembro de 2018, a 33ª Bienal de São Paulo ​– Afinidades Afetivas vai privilegiar a experiência individual do espectador. O título escolhido pelo curador-geral GabrielPérez-Barreiro, apontado pela Fundação Bienal de São Paulo para conceber a mostra, remete ao romance de Johann Wolfgang von Goethe Afinidades eletivas (1809) e à tese “Da natureza afetiva da forma na obra de arte” (1949), de Mário Pedrosa.

O título não pretende direcionar a exposição tematicamente, mas caracteriza sua organização a partir de afinidades artísticas e culturais entre os envolvidos. Presença e atenção são as premissas dessa edição, numa reação a um mundo de verdades prontas, no qual a fragmentação da informação e a dificuldade de concentração levam à alienação e à passividade.

Para esta edição, ao lado dos doze projetos individuais eleitos por Pérez-Barreiro, o curador-geral convidou sete artistas-curadores para conceber mostras coletivas com total liberdade na escolha dos artistas e seleção das obras. A única condição foi que incluíssem trabalhos de sua própria autoria.

33ª Bienal de São Paulo

ONDE: Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, São Paulo-SP.

QUANDO: 7 de Setembro a 9 de Dezembro de 2018. Terças, quartas, sextas, domingos e feriados, das 9h às 19h (entrada até 18h). Quintas e sábados, das 9h às 22h (entrada até 21h).

QUANTO CUSTA: entrada gratuita.

MAIS INFORMAÇÕES: no site oficial da 33ª Bienal SP.

Iorubrá: ‘Entrelinhas’ expõe violência contra a mulher

Em cena, atriz negra, com roupa íntima e objeto que tapa boca e ouvidos.
Atriz usa máscara de flandres (usada pela escrava Anastácia nas sessões de tortura). Foto: Ives Padilha/ Divulgação

O Sesc Sorocaba apresenta, por meio do Projeto Iorubrá, o espetáculo Entrelinhas. A violência psicológica, emocional e sexual contra a mulher serão os temas centrais desta peça teatral, que acontece no sábado, dia 10 de Novembro, às 20h. O espetáculo é conduzido pelo Coletivo Ponto Art (Bahia), cuja proposta é abordar também as cicatrizes e feridas deixadas nas mulheres pelo “sistema machista, patriarcal e escravocrata”. A classificação etária é 18 anos.

A composição cênica do espetáculo é construída por um intenso e simbiótico trabalho de corpo que, durante a peça, se alia a alguns elementos para compor uma partitura dramatúrgica com grande riqueza de detalhes. Referências históricas como a máscara de flandres (usada pela lendária escrava Anastácia nas sessões de tortura pelo seu senhor), o sutiã, um utensílio simbólico da liberdade feminina na década de 60, e o salto alto, símbolo de poder e independência da mulher na contemporaneidade, são agregados ao enredo e roteiro para solidificar a composição cênica.

Sobre o projeto Iorubrá

Em novembro, mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra (20 de Novembro), o Sesc Sorocaba apresenta um projeto especial para tratar do protagonismo, da potência e da riqueza da cultura negra. A programação conta com curso, oficinas, espetáculos, sarau, manifestações da cultura popular, literatura, ações que privilegiam a diversidade cultural, formas de pensar, sentir e agir. Saiba mais no site do Sesc Sorocaba.

Espetáculo Entrelinhas

ONDE: Sesc Sorocaba (Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade, Sorocaba-SP).

QUANDO: Dia 10, sábado, às 20h.

QUANTO CUSTA: R$ 5,00 Credencial Plena (trabalhador do Comércio de bens, serviços ou turismo matriculado no Sesc e dependentes); R$ 8,50 meia entrada para estudantes, servidores de escola pública, pessoas com mais de 60 anos, aposentados ou pessoas com deficiência; R$ 17 inteira. Classificação indicativa: maiores de 18 anos.

MAIS INFORMAÇÕES: (15) 3332-9933. 

Zezé Motta homenageia Elizeth Cardoso com “Divina Saudade”

Mulher negra em meio a árvores e plantas.
Zezé Motta interpreta sucessos imortalizados na voz de Elizeth Cardoso, uma das primeiras divas da música popular brasileira. No feriado do dia 2, em Santo André

Neste show intimista, Zezé Motta interpreta sucessos imortalizados na voz de Elizeth Cardoso, considerada uma das primeiras damas da música popular brasileira e pioneira da Bossa Nova.  Além de ser a primeira cantora popular a interpretar Villa-Lobos e uma das grandes responsáveis por trazer à tona a obra de esquecidos sambistas. Sexta-feira, dia 2, no Sesc Santo André.

Elizeth iniciou sua trajetória exatamente na explosão da música popular, na década de 1920, graças às suas ligações familiares com a comunidade baiana, que tanto contribuiu para a consolidação do samba no Rio de Janeiro. Elizeth começou cantando em um dos principais programas da Rádio Guanabara, o Suburbano, ao lado de grandes nomes, como Noel Rosa, Vicente Celestino , Araci de Almeida e Marília Batista.

“A Divina”, como Elizeth ficou conhecida, levou seu canto a muitas partes do mundo, como Costa Rica, Guatemala, Estados Unidos, Bolívia e Japão. No show Divina Saudade, Zezé Motta interpreta canções que ficaram marcadas pela voz de Elizeth com muita originalidade e a voz poderosa de uma das maiores intérpretes do país.

Sobre Zezé Motta

Zezé Motta nasceu em Campo dos Goytacazes, Rio de Janeiro, em 1944. Após estudar teatro no Tablado, curso de Maria Claro Machado, Zezé começou sua carreira como atriz em 1967, atuando em peças como “Roda-Viva”, “Fígaro-fígaro”, “Arena conta Zumbi”, entre outras, além de atuar no filme “Xica da Silva”, de Cacá Diegues.

Ela iniciou sua carreira de cantora em 1971, em casas noturnas como Balacobaco e Telecoteco. Zezé é cantora, atriz, mãe de seis filhos e ativista. Tem 50 anos de carreira e um currículo com 14 discos, 35 novelas e mais de 40 filmes.

Show “Divina Saudade”

ONDE: Sesc Santo André (Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André-SP).

QUANDO: Dia 2/11, sexta-feira, às 20h.

QUANTO CUSTA: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes com Credencial Plena). Disponíveis online no Portal Sesc SP ou nas Bilheterias da Rede Sesc.

MAIS INFORMAÇÕES: (11) 4469-1311.

Layr da Rocha Pitta Lima expõe seus “Registros do Tempo”

Mulher sorrindo à frente de um quadro com paisagem natural.
Layr com uma de suas criações. Crédito foto: Regina Rocha Pitta

Aos 92 anos, a artista plástica Layr da Rocha Pitta Lima realiza sua primeira exposição individual: “Registros do Tempo”, com 24 obras produzidas em sua trajetória. São paisagens e marinhas, em maioria, fotografadas pela própria pintora e reinterpretadas com seus pincéis. Os trabalhos serão expostos na Academia Campinense de Letras (ACL), com abertura às 20h do dia 5 de Novembro.

A curadoria é de Marly Stracieri. A abertura da exposição contará com Sessão Solene e palestra do comandante da EsPCEx, Coronel Marcus Alexandre Fernandes de Araújo, a convite da entidade. A seguir, haverá uma apresentação do Coral da Sociedade Hípica de Campinas, sob a regência do maestro Jairo Silveira.

Sobre a artista

Layr da Rocha Pitta é paulista de Cruzeiro, no Vale do Paraíba, onde nasceu em 1926. Viveu em diversas cidades brasileiras e logo cedo aprendeu a admirar cenas e paisagens com um olhar artístico. Autodidata, produziu vários trabalhos com a técnica de óleo sobre tela.

Após se aposentar do serviço público em Brasília, mudou-se para Campinas (SP), onde vive até hoje. Por essa ocasião,  buscou a orientação técnica em cursos com artistas locais, como José Postal, Maurito Ganzarolli e Ranulfo Campos.

Recentemente, frequentou o curso livre do artista Francelino Rodrigues, tendo participado das coletivas “Mostra de Artes 2008 e 2009”, organizadas pelo Atelier, no Centro de Convivência Cultural de Campinas. Em 2015, com o desejo de aprender novas modalidades artísticas, frequentou aulas da artista visual Vera Ferro e desenvolveu trabalhos em aquarela.

Exposição “Registros do Tempo”

ONDE: Na Academia Campinense de Letras (ACL), à Rua Marechal Deodoro, 525, Campinas (SP).

QUANDO: Abertura no dia 5/11/2018, a partir das 20h. Visitação de 6/11 a 4/12, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

QUANTO CUSTA: Entrada gratuita.

Tunai e Wagner Tiso apresentam “Saudade da Elis” em Campinas

Um homem sentado, tocando piano, e outro ao lado.
Tunai e Tiso no show “Saudade da Elis”. Crédito foto: José Luís Pederneiras

O cantor e compositor Tunai e o pianista e maestro Wagner Tiso sobem juntos ao palco do Sesc Campinas para apresentar o show “Saudade da Elis”, que já passou por seis capitais brasileiras e Buenos Aires. Em 2017, Elis teria completado 72 anos de idade, mas há 35 anos ela partiu, deixando uma história incrível na MPB. A dupla apresenta canções eternizadas na voz da Pimentinha.

Músicas como “As Aparências Enganam”, do próprio Tunai em parceria com Sérgio Natureza; “O Bêbado e a Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc; “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant; “O Trem Azul”, de Lô Borges e Ronaldo Bastos, entre outras que, depois da interpretação de Elis, passaram a fazer parte do patrimônio imaterial e coletivo da identidade brasileira.

Sobre os artistas

Foi na voz de Elis que Tunai escutou pela primeira vez os maiores nomes da cena brasileira como Milton Nascimento, Edu Lobo, Gilberto Gil, Baden Powell e Tom Jobim. Seu sonho de ser incluído nessa lista se realizou em 1979, com a gravação de “As Aparências Enganam”, em que Elis interpreta magistralmente a canção que o colocaria entre os maiores compositores brasileiros.

Wagner Tiso é um dos músicos responsáveis pelo movimento “Clube da Esquina”, ao lado de artistas como Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges e Toninho Horta. É o autor da histórica canção “Coração de Estudante”, coleciona prêmios como pianista, maestro e arranjador e já tem mais de 30 discos gravados.

Show “Saudade da Elis”

ONDE: Galpão Multiuso do Sesc Campinas (Rua Dom José I, 270/333, Bairro Bonfim).

QUANDO: Dia 10/11, sábado, às 16h30.

QUANTO CUSTA: R$ 17,00 R$ 8,50 R$ 5,00. Ingressos à venda no site do Sesc se nas bilheterias das unidades.

Americana terá 2ª edição de Feira Literária e Artística

Plateia assiste a apresentação. No palco, um homem e uma mulher.
2ª Feira Literária e Artística de Americana terá o total de 178 atrações gratuitas

A 2ª FLAAM (Feira Literária e Artística de Americana), em Americana-SP, terá o total de 178 atrações, envolvendo escritores, contadores de histórias, artistas visuais, músicos, atores, entre outros. A Feira será realizada no Centro de Integração e Valorização do Idoso, nos dias 10 de novembro (das 18h às 21h30) e 11 de novembro (das 9 às 18h). A entrada é gratuita.

O evento é promovido por Juliano Schiavo, Márcia Tomiyama e Isabela Oliveira, com o objetivo de reunir, em um único evento, a literatura e várias outras linguagens artísticas. A Feira contará com artistas de vinte cidades, inclusive de outros estados, entre os quais mais de 60 escritores.

Neste ano, a FLAAM terá uma patrona, Therezinha Rocha Poles, indicada pelo Espaço Literário Nelly Rocha Galassi. As palestras terão foco na tolerância. Durante o evento, serão recolhidos materiais de limpeza para doação à Associação Amigos dos Animais de Nova Odessa.

2ª Feira Literária e Artística de Americana

ONDE: No Centro de Integração e Valorização do Idoso (Rua Major Rehder, 650, Centro de Americana-SP).

QUANDO: 10 de novembro (das 18 às 21h30) e 11 de novembro (das 9 às 18h)

QUANTO CUSTA: entrada gratuita.

MAIS INFORMAÇÕES: @feiraliterariaeartistica. Programação completa no site oficial.

Surf Music com The Silva’s em Sampa

A banda The Silva’s surge de uma iniciativa de João Barone, baterista da banda ‘Paralamas do Sucesso’, ao se reunir com o produtor musical e ex-baixista do Mutantes, Liminha, seu amigo Pedro Dias e o ex-Hojerizah, Toni Platão, para tocar um pouco de surf music, sem nenhuma pretensão comercial. A ideia surgiu após uma “jam session” surpresa que eles fizeram na festa de aniversário da filha de João Barone, Branca.

O repertório da banda é baseado em clássicos da surf music, como ‘Miserlou’, de Dick Dale, The Ventures, The Shadows e temas de velhas séries de TV, como “Missão Impossível”, “Havaii 5-0” e outros, intercalados por rocks dos anos 60 e 70, em versões explosivas. O grupo já se apresentou duas vezes no festival Rock in Rio, nos anos de 2001 e 2017. A formação do grupo tem João Barone na bateria, com Liminha na guitarra, Pedro Dias no baixo, e Toni Platão nos vocais.

Show do The Silva’s

ONDE: Na Comedoria do Sesc Pompéia (Rua Clélia, 93, São Paulo).

QUANDO: Dia 8 de novembro de 2018, quinta-feira, às 21h30.

QUANTO CUSTA: R$ 6 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 10 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 20 (inteira). Ingressos à venda no site do Sesc Pompéia.

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Mostra de cinema italiano percorre estado de São Paulo

Casal de noivos em um fusca. Pessoas despedem-se.
Cena de filme da mostra de cinema italiano. Crédito foto: Divulgação Sesi

Entre 1 de outubro e 10 de dezembro, a mostra Cine Sesi-SP no Mundo: Festival de Cinema Italiano será exibida no Centro Cultural FIESP, na capital, e em 42 unidades do SESI no estado de São Paulo. Entre comédias, dramas, suspenses e aventuras, a programação inclui doze longas-metragens de alguns dos diretores e atores mais influentes na produção contemporânea italiana, como “Meia Tigela | L’Ultima Ruota del Carro” (2013), dirigido por Giovanni Veronesi.

O Cine Sesi-SP no Mundo foi criado em 2013, com o objetivo de formar plateia para a cinematografia de diversos países. Em parcerias com embaixadas, consulados e organizações culturais internacionais, a seleção dos filmes vai desde os títulos clássicos até os contemporâneos e democratiza o acesso à produção audiovisual reconhecida pela crítica e raramente difundida no circuito de exibição comercial. Entre os países já “visitados” pelo projeto estão Dinamarca, Japão, França, Holanda, Alemanha e Israel.

Cine Sesi-SP no Mundo: Festival de Cinema Italiano

ONDE: No Centro Cultural FIESP, em São Paulo (SP), e nas 42 unidades do SESI no estado de São Paulo.

QUANDO: Até 10 de Dezembro. Acesse a programação de cinema do Sesi Cultura, escolha seu filme e confira quando vai passar na sua cidade ou região.

QUANTO CUSTA: Gratuito.

Fotografia e Esculturas expõem cultura maranhense

Homens usando chapeus e roupas coloridas.
Boi do Maracanã, de Edgar Rocha, 2008. Crédito foto: Divulgação Museu Afro Brasil

No mês em que comemora 14 anos de existência, o Museu Afro Brasil, na cidade de São Paulo, inaugura duas exposições temporárias no dia 12 de Outubro: Afetos, de Edgar Rocha, de fotografia; e Hiorlando, de João Pereira Marques, de esculturas. A exposição fotográfica traz um panorama do trabalho do paulistano, estabelecido no Maranhão há mais de 40 anos.

São fotografias que passeiam por temas como o patrimônio cultural, os navegantes e as celebrações do povo maranhense. Hiorlando é uma exposição de peças esculpidas em madeira, bichos da água, do seco e do imaginário. O artista foi descoberto em Água Doce do Maranhão, pelos pesquisadores do Mapearte, projeto que localiza e registra os artesãos em atividade no Maranhão.

Acervo do Museu Afro Brasil

Aproveite para visitar também o acervo permanente do Museu Afro Brasil, com mais de 5 mil obras que englobam áreas de múltiplos universos culturais africanos, indígenas e afro-brasileiro. Dividido em Núcleos temáticos, o acervo procura abranger aspectos da arte, da religião afro-brasileira, do catolicismo popular, do trabalho, da escravidão, das festas populares, registrando assim, a trajetória histórica, artística e as importantes influências africanas na construção da sociedade brasileira.

A coleção é composta de gravuras, pinturas, desenhos, aquarelas, esculturas, documentos históricos, fotografias, mobiliário, obras têxteis, plumárias, cestarias, cerâmicas, entre outras obras elaboradas desde o século XVI até os nossos dias.

Exposições Afetos e Hiorlando no Museu Afro Brasil

ONDE: Museu Afro Brasil, à Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10, Parque Ibirapuera (acesso pelo Portão 03), São Paulo (SP).

QUANDO: De 12 de Outubro a 25 de Novembro de 2018, de terça-feira a domingo, das 10hs às 17hs, com permanência até às 18hs.

QUANTO CUSTA: R$ 6,00 /R$ 3 meia entrada. Gratuidade aos sábados.

MAIS INFORMAÇÕES: No site do Museu e pelo telefone (11) 3320.8900.

Retrospectiva de desenhos de Millôr Fernandes no IMS

Desenho mostra homem à beira de uma escada enorme
Desenho de Millôr Fernandes exposto no Instituto Moreira Salles

Millôr: obra gráfica, exposição aberta em 18 de Setembro no Instituto Moreira Salles, em São Paulo-SP, é a primeira retrospectiva dedicada aos desenhos do humorista, dramaturgo e tradutor Millôr Fernandes. Em 500 originais, os curadores Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires mapeiam os principais temas que estiveram presentes ao longo de 70 anos de produção do artista.

Ao ganhar as galerias, os desenhos de Millôr, feitos principalmente para serem publicados na imprensa, revelam a força e a complexidade de uma obra fundamental para a arte brasileira. Acompanha a mostra um livro que, além de reproduzir os originais, traz ensaios críticos e uma cronologia de vida e obra do artista.

A mostra divide em cinco grandes conjuntos a obra gráfica de Millôr, dos autorretratos à crítica implacável da vida brasileira, passando pelas relações humanas, o prazer de desenhar e a imensa e importante produção do “Pif-Paf”, seção que manteve na revista O Cruzeiro entre 1945 e 1963.

Exposição Millôr: obra gráfica

ONDE: Instituto Moreira Salles, à Avenida Paulista, 2.424, São Paulo (SP), na Galeria 1.

QUANDO: De 18 de Setembro de 2018 a 27 de janeiro de 2019, de terça-feira a domingo e feriados (exceto às segundas-feiras), das 10h às 20h. Nas quintas-feiras, até às 22h.

QUANTO CUSTA: Entrada gratuita.

MAIS INFORMAÇÕES: (11) 2842-9120 [email protected]

Referências

  • Com informações e imagens fornecidas pelos organizadores das respectivas atividades e eventos.
  • Foto destacada (no alto da página): 33ª Bienal de São Paulo – Montagem: Martin Gusinde, Arturo & Antonio; West Tanu; Ulen, the rebel, 1923. Crédito Foto: Pedro Ivo Trasferetti/ Fundação Bienal de São Paulo

Agenda Cultural de Outubro: Dicas em SP

Atividades culturais super bacanas em terras paulistas neste Outubro, a maioria com entrada gratuita! Com destaque para a 1ª retrospectiva da obra gráfica de Millôr Fernandes, no Instituto Moreira Salles, em Sampa, e o Festival de Cinema Italiano do Sesi, com exibições na capital e em mais 42 cidades do estado. Também tem teatro, música e mais sugestões pra você aproveitar o seu tempo livre. Confira e programe-se!

DICAS CULTURAIS GRATUITAS!

Retrospectiva de desenhos de Millôr Fernandes em Sampa

Reprodução de desenho de Millôr Fernandes, que integra o acervo do Instituto Moreira Sallles.

Reprodução de desenho de Millôr Fernandes, de 1974, no acervo do Instituto Moreira Salles

Millôr: obra gráfica, exposição aberta em 18 de Setembro, no Instituto Moreira Salles, em São Paulo, é a primeira retrospectiva dedicada aos desenhos do humorista, dramaturgo e tradutor Millôr Fernandes. Em 500 originais, os curadores Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires mapeiam os principais temas que estiveram presentes ao longo de 70 anos de produção do artista.

Ao ganhar as galerias, os desenhos de Millôr, feitos principalmente para serem publicados na imprensa, revelam a força e a complexidade de uma obra fundamental para a arte brasileira. Acompanha a mostra um livro que, além de reproduzir os originais, traz ensaios críticos e uma cronologia de vida e obra do artista.

A mostra divide em cinco grandes conjuntos a obra gráfica de Millôr, dos autorretratos à crítica implacável da vida brasileira, passando pelas relações humanas, o prazer de desenhar e a imensa e importante produção do “Pif-Paf”, seção que manteve na revista O Cruzeiro entre 1945 e 1963.

Exposição Millôr: obra gráfica

ONDE: Instituto Moreira Salles, à Avenida Paulista, 2.424, São Paulo (SP), na Galeria 1.

QUANDO: De 18 de Setembro de 2018 a 27 de janeiro de 2019, de terça-feira a domingo e feriados (exceto às segundas-feiras), das 10h às 20h. Nas quintas-feiras, até às 22h.

QUANTO CUSTA: Entrada gratuita.

MAIS INFORMAÇÕES: Tel.: 11 2842-9120 [email protected]

Bossa Nova nas “Quintas Musicais” do Sesc Santo André

Anita Galvão Bueno e Luisa Toller cantam bossa nova

Anita Galvão Bueno e Luisa Toller: “A Bossa é Moça- Mulheres que Fizeram a Bossa Nova”. Crédito: Divulgação SESC

Para celebrar os 60 anos da Bossa Nova, completados em 2018, o Sesc Santo André oferece, neste mês de Outubro, quatro shows de artistas influenciados pelo movimento. As apresentações integram o projeto Quintas Musicais, realizado desde 2012, e ocorrem todas as quintas-feiras à noite, no Palco da Comedoria. Além dos shows gratuitos, a unidade também oferece um cardápio temático especial.
Na primeira quinta (dia 4), quem sobe ao palco é Dino Galvão Bueno e Grupo, com o show  “A Bossa Nova Paulista”.

No repertório, músicas de Tito Madi, Paulinho Nogueira, Walter Santos, Vera Brasil e Johnny Alf, pioneiros da bossa nova em São Paulo, entre outros. O show do dia 11 é o “Fernando Cavallieri in Bossa”, com o intérprete, instrumentista e compositor Fernando Cavallieri, repleto de clássicos de grandes compositores como de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Carlos Lyra, Johnny Alf, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, além de composições autorais.

No dia 18, a noite é comandada por Anita Galvão Bueno e Luisa Toller, com o show “A Bossa é Moça- Mulheres que Fizeram a Bossa Nova”. Elas revisitam canções com arranjos intimistas e revelam ao público um repertório criado por mulheres, dos clássicos de Dolores Duran e Maysa até pérolas menos conhecidas de Vera Brasil e composições mais recentes de Joyce, Suely Costa e Rosa Passos. A última quinta (dia 25) fica por conta do grupo Homenagem à Brasileira, com o show “Revisitando a Bossa”. O grupo do ABC paulista faz um tributo a grandes nomes como Tom Jobim, Edu Lobo, Nara Leão, Vinícius de Moraes e João Gilberto.

Shows de Bossa Nova nas Quintas Musicais

ONDE: SESC Santo André, à Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André (SP). Estacionamento com vagas limitadas- Credencial Plena R$ 5 (R$ 1,50 por hora adicional); outros R$ 10 (R$ 2,50 por hora adicional).

QUANDO: Todas as quintas-feiras de Outubro, às 20h.

QUANTO CUSTA: Gratuito.

MAIS INFORMAÇÕES: (11) 4469-1311. Para saber mais sobre os shows, acesse a programação.

Cineclube Outubro exibe “O Insulto”, de Ziad Doueiri, em Campinas

Recorte do cartaz do evento do Cineclube Outubro

Recorte do cartaz do evento do Cineclube Outubro, com a exibição de “O Insulto”

O Insulto, dirigido por Ziad Doueiri, descreve como um conflito pode surgir por motivos mais banais em uma região onde as relações sociais já são tensas, mostrando como uma simples faísca pode se converter em um incêndio. O filme se passa em Beirute, capital do Líbano, no pós-guerra civil (1975-1990). Toni é um cristão maronita, que regava plantas de sua varanda e, acidentalmente, molha Yasser, um refugiado palestino. Assim começa um intenso conflito que termina nas barras da justiça, com ampla cobertura midiática e consequências nacionais.

O Insulto foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2018. Kamel El Basha (Yasser) ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza. Em depoimento gravado, o diretor fala sobre as diversas tentativas de boicote que o filme sofreu em alguns países e como acabou censurado na Palestina. Estreou no Brasil em fevereiro deste ano. A exibição, promovida pelo Cineclube Outubro, será comentada por Ali El-Khatib, sociólogo e diretor-geral do Instituto Jerusalém do Brasil.

Filme O Insulto, de Ziad Doueiri

ONDE: Museu da Imagem e do Som de Campinas, à Rua Regente Feijó, nº 859, Centro, Campinas (SP).

QUANDO: 12 de Outubro (sexta-feira), às 19h.

QUANTO CUSTA: Gratuito.

Mostra de cinema italiano percorre estado de São Paulo

Cena do filme "l'ultima ruota del carro" (Meia Tigela).

Festival de Cinema Italiano do Sesi: Cena do filme “l’ultima ruota del carro” (Meia Tigela)

Entre 1 de outubro e 10 de dezembro, a mostra Cine Sesi-SP no Mundo: Festival de Cinema Italiano será exibida no Centro Cultural FIESP, na capital, e em 42 unidades do SESI no estado de São Paulo. Entre comédias, dramas, suspenses e aventuras, a programação inclui doze longas-metragens de alguns dos diretores e atores mais influentes na produção contemporânea italiana, como “Meia Tigela | L’Ultima Ruota del Carro” (2013), dirigido por Giovanni Veronesi.

O Cine Sesi-SP no Mundo foi criado em 2013, com o objetivo de formar plateia para a cinematografia de diversos países. Em parcerias com embaixadas, consulados e organizações culturais internacionais, a seleção dos filmes vai desde os títulos clássicos até os contemporâneos e democratiza o acesso à produção audiovisual reconhecida pela crítica e raramente difundida no circuito de exibição comercial. Entre os países já “visitados” pelo projeto estão Dinamarca, Japão, França, Holanda, Alemanha e Israel.

Cine Sesi-SP no Mundo: Festival de Cinema Italiano

ONDE E QUANDO: No Centro Cultural FIESP, em São Paulo (SP), e nas 42 unidades do SESI no estado de São Paulo. Acesse a programação de cinema do Sesi Cultura, escolha seu filme e confira quando vai passar na sua cidade ou região.

QUANTO CUSTA: Gratuito.

ARTES PLÁSTICAS: Exposição interativa em Campinas

Um dos quadros de Ernesto Bonato, que integra a exposição "O olho e o rio".

Um dos quadros de Ernesto Bonato, que integra a exposição “O olho e o rio”. Foto: Sergio Guerini

O Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) recebe a exposição “O olho e o rio”, do artista paulistano Ernesto Bonato, de 21 de setembro a  27 de outubro. A mostra reúne cerca de cem obras, entre pinturas, desenhos e gravuras, de 2008 e 2018. Os trabalhos estão arranjados por diferentes critérios, de modo a criar uma grande instalação que permite ao visitante perceber as relações significativas entre os grupos de retratos.

“Ninguém consegue se ver realmente. Mas sim o seu reflexo”, observa Bonato diante dos olhares de suas obras. A exposição é interativa. Conta com um ateliê onde ocorrerão sessões de pintura e desenho com modelos voluntários de terça a sexta-feira. O ateliê também abrigará palestras, conversas e exibição de vídeos.

Exposição “o olho e o rio”, de Ernesto Bonato

ONDE: Museu de Arte Contemporânea de Campinas ‘José Pancetti’ (MACC), à Avenida Benjamin Constant, 1633, Centro, Campinas (SP).

QUANDO: De 21 de setembro a 27 de outubro de 2018, às terças, quartas, sextas-feiras e sábados, das 10 às 18h; aos domingos e feriados, das 9 às 12h; às quintas-feiras, das 10 às 21h.

QUANTO CUSTA: Entrada gratuita.

MAIS INFORMAÇÕES: Telefones: (19) 2116.0346/ 3236.4716.

OUTRAS DICAS CULTURAIS (com gratuidade limitada ou pagas):

Fotografia e Esculturas: Museu Afro Brasil inaugura duas exposições

Homens com chapéus coloridos e ornamentados.

Boi do Maracanã, de Edgar Rocha (2008). Parte da exposição fotográfica “Afetos”

No mês em que comemora 14 anos de existência, o Museu Afro Brasil, na cidade de São Paulo, inaugura duas exposições temporárias no dia 12 de Outubro: Afetos, de Edgar Rocha, de fotografia; e Hiorlando, de João Pereira Marques, de esculturas. A exposição fotográfica traz um panorama do trabalho do paulistano, estabelecido no Maranhão há mais de 40 anos. São fotografias que passeiam por temas como o patrimônio cultural, os navegantes e as celebrações do povo maranhense.

Hiorlando é uma exposição de peças esculpidas em madeira, bichos da água, do seco e do imaginário. O artista foi descoberto em Água Doce do Maranhão, pelos pesquisadores do Mapearte, projeto que localiza e registra os artesãos em atividade no Maranhão. Aproveite para visitar também o acervo permanente do Museu Afro Brasil, com mais de 5 mil obras que englobam áreas de múltiplos universos culturais africanos, indígenas e afro-brasileiro.

Dividido em Núcleos temáticos, o acervo procura abranger aspectos da arte, da religião afro-brasileira, do catolicismo popular, do trabalho, da escravidão, das festas populares, registrando assim, a trajetória histórica, artística e as importantes influências africanas na construção da sociedade brasileira. A coleção é composta de gravuras, pinturas, desenhos, aquarelas, esculturas, documentos históricos, fotografias, mobiliário, obras têxteis, plumárias, cestarias, cerâmicas, entre outras obras elaboradas desde o séc. XVI até os nossos dias.

Exposições Afetos e Hiorlando no Museu Afro Brasil

ONDE: Museu Afro Brasil, à Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10, Parque Ibirapuera (acesso pelo Portão 03), São Paulo (SP).

QUANDO: De 12 de Outubro a 25 de Novembro de 2018, de terça-feira a domingo, das 10hs às 17hs, com permanência até às 18hs.

QUANTO CUSTA: R$ 6,00 /R$ 3 meia entrada. Gratuidade aos sábados.

MAIS INFORMAÇÕES: No site do Museu e pelo telefone (11) 3320.8900.

Exposição no Museu do Futebol explora rivalidade entre clubes

Materiais de torcedores na exposição “Clássico é clássico e vice-versa”, no Museu Do Futebol.

Materiais de torcedores na exposição “Clássico é clássico e vice-versa”, no Museu Do Futebol. Foto: Pablo de Sousa

O que torna um jogo de futebol um “clássico”? O que muda na vida de um torcedor quando é “dia de clássico”? Quais os grandes clássicos brasileiros e como eles surgiram? São perguntas que motivaram a criação da nova mostra temporária do Museu do Futebol, na cidade de São Paulo. “Clássico é clássico e vice-versa” tem curadoria da equipe de conteúdo do Museu e consultoria do jornalista, pesquisador e comentarista esportivo Celso Unzelte.

A mostra tem como foco principal a emoção dos torcedores em um jogo clássico: ver o seu time em campo contra um rival torna o evento especial e alimenta a história dos clubes. Clássicos ganham apelidos, geram tensões dentro e fora do campo, inspiram músicas, consagram ou desgraçam jogadores, árbitros e técnicos. É esse o tema do primeiro módulo: “Majestosa, a rua do clássico”, uma instalação inédita do artista multimídia Tadeu Jungle, que apresenta o clima pré-jogo no confronto entre São Paulo F.C e S.C. Corinthians Paulista filmadas em 1984 e 2017.

Na sequência, o visitante pode seguir até o campo do Estádio do Pacaembu por meio do túnel original presente na sala de exposições do Museu, que era um antigo vestiário. Retornando à sala, é apresentado um vídeo que discute os sentidos de um clássico no futebol. Uma grande vitrine exibirá objetos relacionados como peças históricas de colecionadores, clubes, torcidas e torcedores, itens de uso cotidiano e doméstico.

Clássico é Clássico e vice-versa

ONDE: Museu do Futebol, na Praça Charles Miller, S/N São Paulo (SP).

QUANDO: Período: De 29 de Setembro de 2018 a 29 de Setembro de 2019, de terça-feira a domingo, das 9h às 18h (bilheteria até 17h).

ONDE: Museu do Futebol, na Praça Charles Miller, S/N São Paulo, SP. Estacionamento na Praça Charles Miller, sendo necessário uso de Zona Azul Digital, que pode ser adquirido por meio de aplicativos para celulares ou em postos oficiais.Um cartão é válido por 3 horas.

QUANTO CUSTA: R$ 12 (Meia-entrada R$ 6). Entrada gratuita às terças-feiras.

MAIS INFORMAÇÕES: Consulte o site do Museu do Futebol. Horários diferenciados de funcionamento em dias de jogos no Estádio do Pacaembu.

TEATRO: “Chaplin, o Musical” em Paulínia (SP)

Cena da peça "Chaplin, o Musical", com grande elenco

Cena da peça “Chaplin, o Musical”, com grande elenco. Estreia em Paulínia (SP)

Charlie Chaplin é um gênio do mundo! Nasceu em Londres, conquistou a fama ao mudar para os Estados Unidos, e viveu na Suécia depois de deixar a América. Sua história inspiradora ganhou os palcos da capital, conquistou o público e crítica, e agora estreia em Paulínia, interior de São Paulo. Jarbas Homem de Mello segue como o responsável por dar vida a Chaplin dos 13 aos 82 anos.

“O desafio aqui é conseguir fazer essa curva dramática porque é a história de um homem contada com diversos timbres de voz, com diversos gestuais, com a coluna mais ereta, com a coluna mais curvada… E conseguir fazer isso de uma maneira muito verdadeira e crível para que o público consiga embarcar nessa história comigo”, considera Mello. Juan Alba vive Sidney Chaplin, irmão e grande amigo de Chaplin.

Paulo Gourlat Filho é quem interpreta Mack Sennett, fundador dos estúdios Keystone e responsável pela estreia de Chaplin no cinema; Myra Ruiz é Oona O’Neil, quarta e última esposa do personagem-título; Naíma interpreta Hannah, mãe de Chaplin e talentosa cantora de teatro; e Helga Nemeczyk vive a colunista e crítica ferrenha Hedda Hooper. Claudia Raia atua mais uma vez nos bastidores com todo o seu expertise em musicais. Ao lado de Sandro Chaim, ela produz a versão brasileira do espetáculo, assinada por Miguel Falabella.

Chaplin, o Musical

ONDE: Teatro Municipal de Paulínia, à Rodovia José Lozano Araújo, 1551, Parque Brasil 500, Paulínia (SP).

QUANDO: 12 a 13 de outubro de 2018, às 21h de sexta-feira e às 17h e 21h de sábado.

QUANTO CUSTA: De R$ 75,00 a R$ 160,00. Vendas pela bilheteria do teatro, sem taxa de conveniência.

MAIS INFORMAÇÕES: [email protected] e telefone (11) 97242-8098. Classificação Etária: Recomendação livre.

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  • A Agenda Cultural Mensal do Embarque40Mais é editada pela jornalista Michele da Costa, com informações fornecidas pelos organizadores dos eventos (direitos reservados).

Museu em Campinas leva à viagem no tempo

Visitar o Museu da Imagem e do Som (MIS), em Campinas, interior de São Paulo, é como fazer uma viagem no tempo, percorrendo a história da cidade e do audiovisual brasileiro. Além do acervo riquíssimo, que inclui relíquias do século XIX, a sede do Museu é um prédio histórico, Monumento Nacional desde 1967.

Foi construído em 1878 para residência da família de Joaquim Ferreira Penteado, o Barão de Itatiba. O sobrado ficou conhecido como “Palácio dos Azulejos” devido à sua fachada superior ser recoberta por azulejos portugueses, uma das marcas do estilo neoclássico.

Fachada do MIS Campinas

Recorte da fachada da Sede do MIS Campinas. Sobrado ficou conhecido como Palácio dos Azulejos, devido à cobertura da parte superior por azulejos portugueses

Antes de se tornar sede definitiva do Museu, em 2004, o prédio abrigou a Prefeitura (1908-1968), o Fórum e o Departamento de Água e Esgoto. Localizado na esquina das ruas Regente Feijó e Ferreira Penteado, no centro comercial da cidade, apesar de não ser muito grande e dar sinais de deterioração, o Palácio dos Azulejos ainda chama atenção, em meio a construções modernas.

Além dos azulejos em azul e branco, observamos portas e janelas grandes e ornamentadas, sacadas com grades de ferro trabalhadas e esculturas nos cantos do telhado, entre outros detalhes que contribuíram para que a construção fosse muito diferenciada à época.

Sala no interior do Museu da Imagem e do Som de Campinas (SP)

Na “Sala dos Prefeitos” no MIS Campinas, onde despacharam os prefeitos da cidade por meio século. Foto: Letícia Costa

Em seu interior, logo que entramos, destacam-se o piso decorado, as escadas de madeira nas laterais e a sala à direita, conhecida como “Sala dos Prefeitos” por ter sido o gabinete dos prefeitos de Campinas durante meio século. Esta sala começou a ser recuperada na restauração realizada em 2004, que também incluiu reparos na cobertura, fachada e azulejos.

Painéis no saguão contam resumidamente a história do Palácio ao longo dos anos e um busto homenageia o prefeito Antônio da Costa Santos, o Toninho, assassinado em 2001, primeiro ano de seu mandato. Arquiteto dedicado à preservação do patrimônio arquitetônico da cidade, ele planejava restaurar o Palácio como forma de incentivar a recuperação de outros imóveis antigos do Centro.

Intelectuais lutaram contra demolição do Palácio dos Azulejos

Clarabóia no teto do MIS Campinas

Detalhe da clarabóia no teto do MIS Campinas: luz natural expõe ornamentação

Ao subir a escada do lado esquerdo, observamos uma clarabóia, para a entrada de luz natural, e recortes de pinturas antigas nas paredes, descobertas propositalmente para mostrar alterações, que contribuíram para descaracterizar o prédio histórico durante décadas.

Nos anos 50, antes de ser tombado como Patrimônio Nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e mesmo depois, o Palácio dos Azulejos foi objeto de disputa entre especuladores imobiliários, que queriam sua demolição, e intelectuais que lutavam por sua preservação.

Pinturas em paredes internas no Museu da Imagem e do Som de Campinas

Pinturas em paredes internas “redescobertas” no Palácio dos Azulejos

“Era necessário que as picaretas do progresso “fizessem alto” diante do Palácio dos Azulejos, pois o local poderia abrigar o Museu Histórico da Cidade de Campinas, muito almejado pelo grupo de intelectuais composto por Celso Maria de Mello Pupo, Guilherme de Almeida, Luso Ventura, Afonso Escragnolle de Taunay e Pelágio A. Lobo, entre outros.”, relata Maria Joana Tonon, Mestra em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em artigo na Revista Saráo- Memória e Vida Cultural de Campinas (edição nº 8, de Maio de 2004).

Parte da capa do Diário Oficial do Município de Campinas

Recorte da capa do Diário Oficial do Município de Campinas, de 10 de Setembro de 2004, com chamada sobre reabertura do Palácio dos Azulejos após restauração. A foto é de Roberto de Biasi

Também conta a pesquisadora, que o perigo só foi afastado com o tombamento do Palácio dos Azulejos nos níveis estadual e municipal, pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), em 1981, e pelo CONDEPACC (Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas), em 1988.

Em seu artigo, publicado meses antes da conclusão da primeira fase do projeto de restauro, ela menciona o fim do “fantasma da demolição”, mas alerta para o “fantasma da falta de cuidados especiais”. Passados 14 anos, as demais etapas de restauro ainda não foram retomadas.

Acervo do Museu da Imagem e do Som de Campinas faz jus a filhos ilustres

Sala do Acervo Fotográfico do MIS Campinas

Acervo Fotográfico do Museu da Imagem e do Som de Campinas reúne 35 mil imagens

O acervo do MIS é composto por fotografias, músicas, filmes e equipamentos de captação e reprodução audiovisual. O maior destaque no museu da cidade onde viveu Hercule Florence (1804-1879), um dos responsáveis pela invenção da fotografia, não poderia ser outro.

O acervo fotográfico do MIS Campinas é composto por 75 coleções, que reúnem o total de 35 mil imagens registradas entre 1870 e 2003. Sem dúvida, a história de Campinas e algumas cidades da região, da cultura cafeeira escravocrata a polo de alta tecnologia, pode ser contada somente com fotos deste acervo.

Parede dos músicos de Campinas no MIS

Painel fotográfico no MIS Campinas homenageia músicos e cantores da cidade

O acervo musical do MIS Campinas, terra do maestro Carlos Gomes, também é significativo: 25 mil vinis, entre os quais discos de 78 rotações, compactos e discos gigantes; 1.100 CDs e 900 gravações em fitas de rolo. Obras dos mais variados estilos e épocas.

O maestro e outros músicos famosos que nasceram ou viveram em Campinas, como Celly Campello, Sandy & Júnior, Paulinho Nogueira e Paulo Freire, são homenageados em um painel fotográfico gigante.

Algumas relíquias guardadas no MIS Campinas

Projetor de filmes antigo, no MIS Campinas

Acervo MIS Campinas: Projetor de filmes 35 mm, fabricado na Inglaterra na década de 1920

Na mesma sala, uma mesa de centro é ocupada por um Gramofone Type II, fabricado entre 1905 e 1920. Ao todo, aproximadamente 400 peças compõem o acervo tecnológico, que demonstram a evolução de câmeras de foto e vídeo, materiais fotográficos, projetores, gramofones, aparelhos de TV e rádio. Um dos destaques é um projetor de 35 milímetros, fabricado na Inglaterra na década de 1920: um objeto enorme que deve pesar toneladas! Rs.

Gramofone MIS Campinas (SP)

Gramofone fabricado entre 1905 e 1920 é uma das relíquias do MIS Campinas

Filmadora de madeira no MIS Campinas

Filmadora francesa de madeira, do séc. XIX, no MIS Campinas

Tem também uma filmadora de madeira do século XIX, vinda da França, que, se fosse encontrada em outro lugar poucos imaginariam o que seria, já que à primeira vista parece apenas duas caixas empilhadas. O acervo de filmes do MIS, com obras de ficção e documentários, é uma importantíssima ferramenta de preservação da memória do cinema campineiro, desde a década de 1920.

Filmadora Carpentier no MIS Campinas

Filmadora francesa Carpentier, do século XIX, usada na filmagem de “João da Mata”, em Campinas. Filme é considerado o 1º longa metragem brasileiro

Além dos rolos de filmes, cartazes e panfletos anunciando clássicos do cinema ilustram a Sala. O que mais me chamou atenção ali foi uma filmadora 35 mm da marca francesa Carpentier, do século XIX, usada na filmagem do filme “João da Matta”, de Amilar Alves, rodado em Campinas e estreado em 1923. O filme, que conta a história de um pequeno proprietário de terra espoliado por um coronel latifundiário, é considerado o primeiro longa metragem brasileiro.

Como e quando surgiu o Museu da Imagem e do Som de Campinas?

Visão de janela do piso superior do MIS Campinas

Das janelas do piso superior, vemos o pátio interno do Palácio dos Azulejos. Foto: Liz Holanda Palhares

O MIS surgiu em dezembro de 1975, como museu público municipal, a partir da mobilização de um grupo de fotógrafos, cineastas e cineclubistas da região de Campinas, entre os quais destacaram-se Henrique de Oliveira Júnior e Dayz Peixoto Fonseca. Eles reivindicavam um local para reunir e preservar a memória audiovisual da cidade e região, já que até então os materiais eram guardados em vários locais e de forma inadequada.

Megafone e discos de vinil no MIS

Objetivo com criação do MIS foi reunir arquivos audiovisuais históricos em um só lugar

No Palácio dos Azulejos a partir de 2004, foi possível organizar melhor e ampliar o acervo do Museu, além de oferecer mais atividades à população, que incluem visitas guiadas para grupos, exposições temporárias, pesquisa histórica, oficinas e exibição de filmes às sextas e sábados (confira horários mais abaixo). A programação de filmes do Circuito MIS é definida com a participação do público, e apresenta diferentes linguagens cinematográficas. Tudo gratuito!

Escada de madeira no interior da sede do Museu da Imagem e do Som de Campinas (SP)

Escadas de madeira levam ao piso superior do Palácio dos Azulejos, sede do MIS Campinas

O objetivo do MIS é tornar-se referência nacional em sua tarefa de promover a apropriação do patrimônio audiovisual pelos cidadãos e cidadãs. Só que isso também depende muito da gente, moradores da cidade e visitantes em geral. Atualmente, o Museu recebe entre 18 mil e 20 mil visitantes por ano; em 2016 foram 23 mil; em 2014 foram 9 mil.

Acredito que os investimentos necessários para a preservação e valorização deste e de todos os museus brasileiros depende, prioritariamente, da importância que damos à estes espaços tão preciosos, que guardam nada menos que a nossa história.

Palácio dos Azulejos, em Campinas (SP)

Palácio dos Azulejos em Setembro de 2018. MIS Campinas recebe de 18 a 20 mil pessoas por ano

Este post integra uma Blogagem Coletiva (BC), realizada por um grupo de blogueiras e blogueiros de viagem, com o objetivo de incentivar a visitação e contribuir com a valorização e preservação dos museus brasileiros. Para que não mais se repita o que aconteceu com o nosso Museu Nacional do Rio de Janeiro, que, entre tantos outros do país, em situação de abandono, foi praticamente destruído por um incêndio (links para outros posts da BC no final). Então, que tal visitar o MIS e outros museus de Campinas? Confira a lista completa a seguir:

Quando ir e como chegar ao MIS- Museu da Imagem e do Som de Campinas:

ONDE: Palácio dos Azulejos, à Rua Regente Feijó, nº 859, Centro, Campinas-SP.

QUANDO: O acesso ao acervo é de terça a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h; e aos sábados, das 10h às 12h e das 14h às 16h. Exibição de filmes às sextas-feiras, às 19h; e aos sábados, às 16h30 e 19h30.

OBS.: Se a porta estiver fechada, aperte a campainha e aguarde até que alguém abra. Para receber a programação dos filmes, envie mensagem para [email protected] solicitando a inclusão do seu e-mail no mailing do Museu.

QUANTO CUSTA: Acesso gratuito à visitação do acervo, exposições e todas as outras atividades.

MAIS INFORMAÇÕES: [email protected] e (19) 3733.8800.

Outros museus públicos para visitar em Campinas:

Museu de Arte Contemporânea de Campinas “José Pancetti” (MACC)

ONDE: Avenida Benjamin Constant, 1633 (térreo), Centro, Campinas- SP.
QUANDO: Às terças, quartas, sextas-feiras e sábados, das 10h às 18h. Às quintas-feiras, das 10h às 21h. Aos domingos e feriados, das 9h às 12h.
QUANTO CUSTA: entrada gratuita.
MAIS INFORMAÇÕES: (19) 2116-0341/ 0346; 3236-4716 [email protected]

Museu Dinâmico de Ciências

ONDE: O Museu fica dentro do Parque Portugal, mais conhecido como Lagoa do Taquaral (entrada pelo portão 7). Avenida Doutor Heitor Penteado, s/nº, Bairro Taquaral, Campinas, SP.
QUANDO: De segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30; sábados e domingos, das 14h às 17h.
QUANTO CUSTA: R$10,00 e R$5,00 (meia entrada).
MAIS INFORMAÇÕES: (19) 3243-5664 (Museu) e (19) 3252-2598 (Planetário) [email protected]

Museu do Café

ONDE: Lago do Café, à Avenida Doutor Heitor Penteado, 2145, Bairro Taquaral, Campinas- SP.
QUANDO: De terça a sexta-feira, das 10h às 16h. Para visitação de grupos nos feriados e finais de semana, somente com agendamento.
QUANTO CUSTA: entrada gratuita.
MAIS INFORMAÇÕES: (19) 3296-1104 [email protected]

Museu da Cidade – Casa de Vidro

ONDE: Lago do Café, à Avenida Doutor Heitor Penteado, 2145, Bairro Taquaral, Campinas- SP.
QUANDO: De terça a sexta-feira, das 10h às 16h; aos sábados, das 9h às 13h.
QUANTO CUSTA: entrada gratuita.
MAIS INFORMAÇÕES: [email protected]

Museu da Cidade – Fundição Lidgerwood

ONDE: Avenida Andrade Neves, 33, Centro, Campinas- SP.
QUANDO: De segunda a sexta-feira, das 18h às 21h. Sábados e domingos, das 13h às 18h.
QUANTO CUSTA: entrada gratuita.
MAIS INFORMAÇÕES: [email protected]

Museu da Cidade – Centro de Cultura Caipira

ONDE: Rua José Inácio,14, Distrito de Joaquim Egídio, Campinas-SP
QUANDO: Aos sábados e domingos, das 12h às 17h. Visitação de grupos durante a semana mediante agendamento.
QUANTO CUSTA: entrada gratuita.
MAIS INFORMAÇÕES: [email protected]

Observatório Jean Nicolini

ONDE: Monte Urânia, Serra das Cabras, Distrito de Joaquim Egídio, Campinas-SP.
QUANDO: De terça a sexta-feira, das 15h às 21h. Domingos, às 17h às 21h.
QUANTO CUSTA: R$10,00 e R$5,00 (meia entrada).
MAIS INFORMAÇÕES: (19) 3298-6566 [email protected]

Museu de História Natural – Aquário – Casa dos Animais Interessantes

ONDE: Rua Coronel Quirino, 02, Bosque, Campinas-SP.
QUANDO: De quarta-feira a domingo, das 9h às 12h e das 13h às 17h.
QUANTO CUSTA: R$5,00 e R$2,50 (meia entrada).
MAIS INFORMAÇÕES: (19) 3251-9849/ 3295-5850 [email protected]

  • Com informações disponíveis no Museu; fornecidas pela Chefia do MIS Campinas e pela Coordenadoria de Museus da Secretaria Municipal de Cultura de Campinas; da “Revista Saráo- Memória e Vida Cultural de Campinas”, edição nº 8, de Maio de 2004 (link no texto); e do Diário Oficial do Município de 10/09/04, pág.03.

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Confira os outros posts da Blogagem Coletiva sobre Museus Nacionais:

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