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Como é visitar a Bienal de Artes de São Paulo

Foi a primeira vez que visitei a Bienal de São Paulo, a maior exposição de artes do hemisfério sul. Aliás, minha primeira bienal da vida! Rs. Embora percorrer todas as sete mostras coletivas e doze individuais dessa 33ª edição tenha sido puxado, especialmente para uma iniciante que praticamente nada “entende de arte”, também foi compensador! Mas, pelo que pude apreender dessa e de outras experiências, concluo que arte é para ser sentida e que ninguém deve privar-se dela.

Não é necessário ter estudado, lido livros de arte, visitado os principais museus do mundo ou conhecer os clássicos para compreender uma obra de arte. Porque essa compreensão é fruto de como nos sentimos quando estamos diante dela, uma experiência pessoal, portanto. Penso que esse é (ou deveria ser) o maior propósito da arte, não uma forma de autoafirmação exibicionista do artista. E fiquei feliz em ver que a proposta dessa edição da Bienal de São Paulo compactua com isso.

Afinidades Afetivas da 33ª Bienal de São Paulo

Pavilhão da 33ª Bienal de São Paulo
As curvas de Niemeyer no interior do Pavilhão da Bienal de São Paulo 

“No cerne desta edição há um desejo de reafirmar o poder da arte como lugar único para concentrarmos a atenção no mundo e em favor do mundo…”- Gabriel Pérez-Barreiro, curador geral da 33ª Bienal de São Paulo

“… Se pudermos pensar na arte e em suas exposições essencialmente como experiências, e não como declarações, talvez possamos imaginar uma Bienal em que os artistas, curadores e espectadores são tratados como iguais, todos capazes de construir suas próprias afinidades afetivas com a arte e com o mundo além dela”, explica o curador geral em texto sobre a 33ª Bienal de São Paulo, denominada “Afinidades Afetivas”.

A forma como essa edição da Bienal de São Paulo foi estruturada contribui para o sucesso da proposta. As sete mostras coletivas foram elaboradas com total liberdade para cada um dos seus artistas curadores, que convidaram outros artistas de sua escolha para compor suas afinidades afetivas. “A diversidade de metodologias curatoriais resultante é inteiramente intencional”, conclui Pérez-Barreiro.

Bienal de São Paulo. Obra de arte contemporânea com recortes circulares, objetos, bancadas e luz.

Hidden Sun/ Sol oculto, 2018, de Zilvinas Landsbergas, na 33ª Bienal de São Paulo

Para as outras doze mostras individuais ele escolheu artistas que considera notáveis, entre os quais exposições póstumas de Lucia Nogueira, Aníbal López e Feliciano Centurión. O curador geral entende que eles foram “fundamentais nos anos 1990, mas não receberam a atenção merecida na história da arte recente”. Outro destaque dessa edição é o caráter educativo, que foca na atenção.

“Estamos apenas começando a entender o impacto catastrófico das mídias sociais em nossas vidas interpessoais e políticas. A nossa atenção se tornou o principal produto que as plataformas “livres” tentam revender, enquanto continuam a seduzi-la em nossas horas de vigília”, avalia Pérez-Barreiro. De fato, observei aspectos lúdicos e interativos em vários espaços.

Minhas afinidades afetivas com a 33ª Bienal de São Paulo

Bienal de São Paulo Afinidades Afetivas
Montagem na 33ª Bienal de São Paulo

Da minha experiência, posso dizer que foi um bom aprendizado, não só da forma como ver a arte, mas como me ver em relação à arte. Acho que me ajudou a começar a quebrar certo preconceito em relação à arte contemporânea, que muitas vezes me pareceu confusa e sem sentido. Começo a perceber que para ser apreciada uma obra não precisa ser vista como algo “esteticamente belo” que poderia ocupar algum espaço da nossa casa, mas apenas despertar sentimentos em quem a observa.

Eu tive sentimentos muito variados vendo as obras expostas na 33ª Bienal de São Paulo, da angústia e medo à inquietude e alegria. Também gostei muito de ver estilos e origens tão variados, já que a exposição reúne trabalhos de artistas de diferentes nacionalidades. É como se tivessem juntado um pouquinho da cultura de cada país ali representado. 

Bienal de São Paulo. Vasos de cactos entre paredes e lanças.
“Esquizofrenia da forma e do êxtase”, parte da instalação de Nelson Felix. 33ª Bienal SP

Quando for à Bienal, veja também o Parque Ibirapuera!

Grandes árvores, gramado, prédio e algumas pessoas andando ao longe.
Parque Ibirapuera, em São Paulo. Árvores ao lado do Museu Afro Brasil

E você, quais foram ou serão suas afinidades afetivas com a Bienal? Se já foi, conte pra gente nos comentários! Se não, permita-se essa experiência! Eu recomendo, mas se quiser ver esta 33ª edição, apresse-se, pois só vai até 9 de Dezembro! Demos a dica na Agenda Cultural de Novembro. Sem contar que o Ibirapuera é lindo, cheio de verde e arte para tudo que é lado, das linhas sinuosas de Niemeyer, aos museus, até grandes monumentos. 

Desta vez, também fomos ao Museu Afro Brasil justamente no Dia de Zumbi e da Consciência Negra (20 de Novembro), o que tornou a visita mais especial! Conto sobre isso em outro post, em breve.. Saiba mais sobre o que ver no Parque Ibirapuera no site oficial.  Ah, tem mais fotos da nossa visita à Bienal de São Paulo na Galeria, ao final da página. Espia! 

Algumas curiosidades sobre a Bienal de São Paulo

Bienal de São Paulo. Obra de arte composta por recortes de tecido em dourado e prateado.
Eldorado II, 2018, de Leda Catunda. 33ª Bienal SP
  • A primeira edição da Bienal de Artes de São Paulo aconteceu em 1951.
  • O prédio da Fundação Bienal foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. 
  • A área expositiva do prédio da Fundação Bienal, que abriga a Bienal desde 1954, possui 30 mil m2.
  • A Fundação Bienal abriga o maior arquivo histórico sobre arte moderna e contemporânea da América Latina.
  • Em 2016, a Bienal de São Paulo foi visitada por 900 mil pessoas.
  • 103 artistas expõem aproximadamente 600 obras na 33ª Bienal de São Paulo (2018).
  • Os artistas curadores da 33ª Bienal de São Paulo são Mamma Anderson (Suécia); Antonio Ballester Moreno (Espanha); Sofia Borges (Brasil); Waltercio Caldas (Brasil); Alejandro Cesarco (Uruguai); Cláudia Fontes (Argentina); e Wura Natasha Ogunji (USA). 

Como e quando visitar a Bienal de São Paulo:

Bienal de São Paulo. pedras espalhadas pelo chão, pessoas passando ao redor.
Obra de Denise Milan na 33ª Bienal de Artes de São Paulo

ONDE: Pavilhão Ciccillo Matarazzo (Pavilhão Bienal), no Parque Ibirapuera, acesso pela Avenida Pedro Álvares Cabral (Portões 3 e 4), cidade de São Paulo (SP).

QUANDO: A cada dois anos, entre os meses de Setembro e Dezembro. A 33ª edição vai de 7 de Setembro a 9 de Dezembro de 2018. Terças, quartas e sextas-feiras; domingos e feriados, das 9h às 19h (entrada até 18h). Quintas-feiras e sábados, das 9h às 22h (entrada até 21h). Obs.: Não abre às segundas-feiras.

QUANTO CUSTA: Entrada gratuita.  


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Nossas dicas para visitar a Bienal de São Paulo

Parque Ibirapuera, São Paulo. Aluguel de bike
Augusto, meu filho, que encarou umas pedaladas pelo Parque Ibirapuera

O que usar e levar

Use calçados e roupas confortáveis: a exposição toda está dividida em três grandes pavimentos que a gente pode levar de duas a três horas para percorrer. Leve uma garrafinha de água para se hidratar durante a visita. Afaste-se das obras quando for beber. Não é permitido entrar com alimentos e outras bebidas.

Acessibilidade

Os acessos aos pavimentos superiores pode ser pelas rampas ou elevadores (para pessoas com mobilidade reduzida).

Guarda Volumes

Se estiver com sacolas, malas ou mochilas, terá que deixar em um dos guarda-volumes, ao lado das entradas do Pavilhão. O serviço é gratuito.

Alimentação

Para tomar um cafezinho, busque outro local fora do prédio da Bienal. O expresso servido no Café deles é caro (R$ 6 a unidade), fraco e a quantidade é irrisória (um terço de um copinho médio).  

Se for percorrer outros espaços do Parque Ibirapuera, leve um lanchinho ou prepare-se para gastar mais que a média e não comer bem nas lanchonetes que ficam dentro do parque. Comemos lanches, refrigerantes e salgados e não aprovamos a qualidade.

Tem também um restaurante dentro do Museu de Arte Moderna (MAM), mas não experimentamos nem consultamos os preços; e os ambulantes credenciados, que vendem bebidas, salgadinhos e doces industrializados.

Mobilidade

Se possível, prefira fazer a visita em um dia útil, que é mais tranquilo. Fomos no feriado do dia 20 de Novembro e tivemos dificuldade para encontrar vaga para estacionar. O estacionamento dentro do parque funciona como Zona Azul, então se for ficar mais de 4 horas, tem que trocar o carro de lugar e pagar novamente nas cabines próximas aos portões de entrada (3 e 7).

O portão para acesso a estacionamento mais próximo da Bienal é o 3. O valor é R$ 5 para cada 2 horas. Se morar em São Paulo, prefira ir com transporte público. Achamos que faltam placas de orientação aos pedestres. Vimos apenas dois mapas do parque em pontos distantes. Para chegar a alguns locais, tivemos que pedir informações a seguranças e ambulantes.

Se tiver tempo e disposição, alugue uma bicicleta e dê uma volta pelo parque. Observei pelo menos dois serviços de locação de bikes no local: as amarelas e as verdes. Para alugar as amarelas é preciso baixar um aplicativo e pagar com cartão de crédito; o custo é baixo e o legal é que pode deixá-las em qualquer lugar da cidade depois de usar.  

Mais fotos da nossa visita à Bienal de São Paulo

Referências e observações

  • Com informações da Fundação Bienal, disponíveis no site oficial.
  • A foto destacada, no início do texto, é de autoria de Wilson Lima, da exposição coletiva da artista curadora Cláudia Fontes, intitulada “O pássaro lento”. Trata-se de um enigma a que o espectador/ leitor é convidado a desvendar. Os cacos de cerâmica etiquetados remetem ao conto policial O Mistério de Quarto Fechado, de Pablo Martin Ruíz.  
  • Todas as outras fotos deste post foram feitas pela autora do blog, Michele da Costa, durante a visita à Bienal de São Paulo, no dia 20 de Novembro de 2018. 

Santuário de Aparecida: um templo de fé e cultura

“O Santuário de Nossa Senhora Aparecida é um patrimônio da cultura nacional”, define o jornalista Wilson Lima, neste segundo post da série sobre Aparecida-SP. Confira o que ele viu e sentiu em visita recente e as nossas dicas de locais para apreciar a arte do maior templo mariano do mundo!

Altar circular com cruz no centro, cercado por grandes pilastras, corredores e bancos.
Altar Central da Basílica de Nossa Senhora Aparecida visto da Cúpula. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais 

Por Wilson Lima

Como toda boa família católica do interior (e boa parte da minha composta por descendentes de fervorosos italianos), ao menos uma vez na vida todos tinham que visitar Aparecida “pra cumprir com a obrigação”, como dizia meu finado avô Vergínio. E foi pelas mãos dele que, contando com poucos anos de vida, tive meu primeiro contato com o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida-SP.

Para uma criancinha assustada não foi lá uma boa experiência. Seja pelo cansaço da longa viagem de ônibus de excursão, pelo medo de me perder em meio àquele oceano de gente; pela tristeza profunda da minha mãe, recém-viúva; pela pobreza que tornavam inacessíveis àqueles coloridos souvenirs em milhares de barraquinhas; pelo horror que me causou uma soturna sala de milagres repleta de cabeças, pernas e braços de cera e outros objetos bizarros.

De encher os olhos e o coração

Grande templo católico, passarela para pedestres e árvores.
Basílica de Nossa Senhora Aparecida e a Passarela da Fé. Foto: Wilson Lima/ Embarque40Mais 

Ainda não tinha a capacidade de compreender a beleza arquitetônica da Basílica Velha, ou o sentimento de fé que levava multidões a assistir uma missa após outra. Passados 50 anos recebi, meio ressabiado, o convite de voltar àquele santuário, pensando que ao menos iria presenciar um belo espetáculo de fé popular. O que vi me encheu os olhos e, de certa forma, o coração.

Trata-se de um outro Santuário de Aparecida, totalmente diferente onde uma gestão competente por parte dos responsáveis modernizou, equipou, criou suportes de serviços e infraestrutura, o que transformou aquele ícone de fé também em um monumento à cultura pra encher de orgulho qualquer brasileiro. Uma série de obras e empreendimentos resultou em maior conforto e opções de lazer ao romeiro.

Santuário de Aparecida é recheado de tesouros

Vista exterior de grande templo católico, com estátuas, torre e cúpulas.
Exterior da Basílica de Nossa Senhora Aparecida ao anoitecer. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais 

Mas, vou me ater aqui somente à Basílica Nova, a segunda maior do mundo (perde apenas para o Vaticano) uma imponente e bela estrutura arquitetônica recheada de simbolismos e tesouros históricos e culturais.

Projetada em forma de cruz grega pelo arquiteto Benedito Calixto Neto (neto do famoso pintor Benedito Calixto), a Basílica do Santuário Nacional impressiona desde sua visão externa, onde um átrio em forma de ferradura, encimado por esculturas dos apóstolos, parece abraçar os que chegam.

Mulher em corredor, em frente a uma grande porta fechada.
Historiadora explica sobre a “Porta Santa” (Santuário de Aparecida), criação de Cláudio Pastro inspirada na Anunciação à Virgem Maria. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

Adentrar por suas imensas portas em forma de mão revela um espetáculo de luz e cores prismadas por vitrais, que ampliam a grandiosidade no pé-direito de 70 metros coroado por uma abóbada circular. A sensação é de aconchego e conforto ao penitente. Ali cabem 45 mil almas.

A genialidade de Cláudio Pastro no Santuário de Aparecida

Altar e decoração em azulejos no interior de templo religioso
A fauna e flora brasileiras na decoração interna da Basílica de Aparecida. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

A maior parte da decoração interna da Basílica do Santuário Nacional de Aparecida foi concebida pela genialidade do artista plástico Cláudio Pastro, que optou pelo uso de pastilhas vítreas coloridas e azulejos para perenizar os temas e motivos espalhados por todos os cantos da imensa Basílica. E como tem motivo.

Desenho de árvore e pássaros em interior de templo religioso
Detalhe do acabamento interno da Cúpula Central da Basílica de Aparecida: Árvore da Vida e pássaros da fauna brasileira. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

Cada azulejo, uma pequena obra de arte. Para se entender um pouco de toda rica simbologia do cenário interno, é indispensável a visita, tanto diurna quanto noturna, com ajuda de um guia. No caso, uma historiadora apaixonada. Só através dela é que se destaca a riqueza dos detalhes que passam despercebidos

  • Cláudio Pastro (1948-2016), artista plástico paulistano, considerado a principal referência em arte sacra da atualidade. Você pode saber mais sobre ele visitando o site oficial do artista. (MC
Visão interna de grande templo religioso, com paredes desenhadas, bancos e altar.
Duas das quatro estruturas que dão suporte à Cúpula Central da Basílica de Aparecida. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

Toda temática tem como pano de fundo a cultura brasileira. As quatro estruturas que suportam a abóbada, por exemplo, trazem motivos da fauna e flora das diversas regiões brasileiras, alçados por anjos que representam o negro (tocando um pandeiro), o índio (paramentado), o europeu e o caboclo (com chapéu de palha e berrante).

Mulher dentro de templo católico
Zenilde Cunha, durante visita monitorada noturna na Basílica de N. Sra. Aparecida. Nicho com imagem da Santa ao fundo. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais 
  • A historiadora mencionada é Zenilde Cunha, assessora em monitoria histórica e religiosa do Santuário Nacional de Aparecida, que nos guiou pela visita noturna à Basílica. Essa visita noturna guiada é oferecida exclusivamente aos hóspedes do Hotel Rainha do Brasil, sem custo adicional. Saiba mais ao final do texto. (MC)

Templo de Aparecida faz referência a personagens e mártires

Contra luz do dia em vitrais e portas de templo religioso
Luz natural do dia perpassa vitrais e compõe visual incrível dentro da Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais 

Nos murais, referências a personagens e mártires, bíblicos ou não, de profunda influência na história da Igreja e do País, inclusive recentes, como o caso da missionária Dorrit Stang ou do índio Galdino, vitimados pela intolerância. O templo revela também curiosidades como observar em determinado ponto, um vitral iluminar as sete chagas de Cristo num imenso crucifixo central com a figura vazada do Salvador.

Desenhos pintados em azulejos na parede.
Milagres de N. Sra Aparecida pintados em azulejo na Basílica, em Aparecida-SP. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

Corredores em espaços internos da Basílica mostram informações detalhadas da construção e obras de arte do templo, além de museus e exposições permanentes não apenas focadas na história e milagres da Virgem de Aparecida, mas também de uma parcela da própria história do Brasil.

A arte da fé na Sala das Promessas do Santuário de Aparecida

Sala com objetos expostos em vitrines vitrificadas e fotografias no teto. Pessoas passando e observando.
Interior da Sala das Promessas no Santuário de Aparecida: Objetos e fotografias deixados por devotos. Foto: Wilson Lima/ Embarque40Mais 

Nos amplos subterrâneos do Santuário Nacional de Aparecida há lanchonetes, os estúdios da TV Aparecida (com paredes de vidro para o público acompanhar o que acontece lá dentro) e uma versão moderna da sala dos milagres (agora “Sala das Promessas”) de visual agradável e amplamente iluminada, repleta de objetos organizados em vitrines e no teto um mosaico com 75 mil fotos. Exorcizei meus fantasmas de criança.

  • Esses objetos expostos na Sala das Promessas são chamados ex-votos, deixados por devotos como símbolos de agradecimento à N. Sra. Aparecida.  São recebidos aproximadamente 19 mil ex-votos por mês, mas no mês de Outubro chega a 30 mil. No local, os visitantes também podem escrever uma mensagem para ser deixada à N. Sra. (MC)

Estes são apenas alguns detalhes do muito do que se tem para ver e ouvir no Santuário. Voltando os olhos à minha primeira impressão a que tenho agora é que o complexo religioso cumpre sua meta de acolher o romeiro, de oferecer algo mais do que o conforto espiritual. Me senti acolhido e com vontade de voltar.

Aliás, por tudo o que o Santuário oferece, transcende o plano religioso. É um lugar que merece ser visto com olhos de turista, não importando o credo. O Santuário Nacional de Aparecida, definitivamente, é um patrimônio da cultura nacional.

Sobre a Basílica Nova e o Santuário de Nossa Senhora Aparecida

Pessoas circulando por corredor cercado por grande porta e colunas.
Santuário Nacional de Aparecida recebe quase 13 milhões de pessoas por ano. Foto: Wilson Lima/ Embarque40Mais 

A construção da Basílica Nova de N. Sra. Aparecida foi iniciada em novembro de 1955. As atividades religiosas no local começaram em Outubro de 1982, quando a imagem da santa foi transferida. Até então, a imagem ficava na Basílica Velha, no Morro dos Coqueiros. Desde 1983, com a declaração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Basílica Nova de Aparecida passou a ser Santuário Nacional.

O Santuário é administrado pelos Missionários Redentoristas desde 1894 e mantido por doações de devotos. Entre as obras mais recentes está o acabamento interior da Cúpula Central, inaugurado em 2017, durante as comemorações dos 300 anos do encontro da imagem da santa pelos pescadores.

Interior de grande templo religioso católico, com corredor, bancos e altar.
Interior da Basílica de Aparecida visto de uma das portas de entrada. Foto: Wilson Lima/ Embarque40Mais

A Basílica de Sra. Aparecida é o maior templo mariano (dedicado à Maria) do mundo, com 71.936 m². Recebe aproximadamente 13 milhões de devotos por ano, especialmente no mês de Outubro, já que dia 12 é o Dia da Padroeira do Brasil, N. Sra. Aparecida, feriado nacional. (MC)


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Algumas dicas para apreciar a arte do Santuário de Aparecida

Visita Monitorada Noturna à Basílica

Obs.: Essa atividade é restrita aos hóspedes do Hotel Rainha do Brasil, que pertence ao Santuário Nacional. 

ONDE: Basílica de Nossa Senhora da Conceição Aparecida
(Av. Dr. Júlio Prestes, s/nº, Ponte Alta, Aparecida-SP). Saídas do Hotel Rainha do Brasil (Rua Isaac Ferreira da Encarnação, 501, Jardim Paraíba, cidade de Aparecida-SP. A 700 metros do Santuário).

QUANDO: De segunda à sexta-feira, das 19h às 21h. 

QUANTO CUSTA: Sem custo adicional aos hóspedes do Hotel Rainha do Brasil. O Hotel 4 estrelas, que oferece almoço, jantar e café da manhã a hóspedes e também a não hóspedes, é muito bem avaliado pelos usuários. Confira e faça sua reserva no Booking.  

Circuito de Visitação à Cúpula

ONDE: Sobre o altar central da Na Basílica Nossa de N. Sra Aparecida
(Av. Dr. Júlio Prestes, s/nº, Ponte Alta, Aparecida-SP). Bilheteria no subsolo do Santuário, a esquerda do estúdio da TV Aparecida.

QUANDO: De segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30; Sábado, das 7h às 18h; Domingo, das 7h às 15h30; feriados, das 8h às 16h30. 

QUANTO CUSTA: R$ 10 ou R$ 15 (incluso o ingresso para o Museu de N. Sra. Aparecida). Estudantes com carteirinha, pessoas com mais de 60 anos, professores, guias de turismo e coordenadores de romaria com identificação pagam meia. 

MAIS INFORMAÇÕES: (12) 3104-3403,  [email protected]

Sala das Promessas  

ONDE: No Subsolo do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (Av. Dr. Júlio Prestes, s/nº, Ponte Alta, Aparecida-SP).

QUANDO: Segunda-feira, das 9h às 18h; De terça à sexta, das 8h às 18h; Aos sábados, das 7h às 18h; Domingos, das 6h às 18h.

QUANTO CUSTA: Acesso gratuito. 

MAIS INFORMAÇÕES: (12) 3104-1569/ 1604, [email protected]

Referências

  • Com notas incluídas pela autora do Blog, a jornalista Michele da Costa (MC), a partir de informações obtidas pela Assessoria de Comunicação do Santuário Nacional e disponíveis no site oficial do Santuário. 
  • O Embarque40Mais (Michele da Costa e Wilson Lima) visitou Aparecida-SP em Agosto de 2018, a convite do Santuário Nacional, que ofereceu hospedagem e alimentação no Hotel Rainha do Brasil, ingressos para atividades e transporte na cidade. Esclarecemos que, mesmo viajando a convite, o relato expressa exclusivamente nossa experiência e opinião sinceras, como de costume. 

Museu em Campinas leva à viagem no tempo

Visitar o Museu da Imagem e do Som (MIS), em Campinas, interior de São Paulo, é como fazer uma viagem no tempo, percorrendo a história da cidade e do audiovisual brasileiro. Além do acervo riquíssimo, que inclui relíquias do século XIX, a sede do Museu é um prédio histórico, Monumento Nacional desde 1967.

Foi construído em 1878 para residência da família de Joaquim Ferreira Penteado, o Barão de Itatiba. O sobrado ficou conhecido como “Palácio dos Azulejos” devido à sua fachada superior ser recoberta por azulejos portugueses, uma das marcas do estilo neoclássico.

Fachada do MIS Campinas

Recorte da fachada da Sede do MIS Campinas. Sobrado ficou conhecido como Palácio dos Azulejos, devido à cobertura da parte superior por azulejos portugueses

Antes de se tornar sede definitiva do Museu, em 2004, o prédio abrigou a Prefeitura (1908-1968), o Fórum e o Departamento de Água e Esgoto. Localizado na esquina das ruas Regente Feijó e Ferreira Penteado, no centro comercial da cidade, apesar de não ser muito grande e dar sinais de deterioração, o Palácio dos Azulejos ainda chama atenção, em meio a construções modernas.

Além dos azulejos em azul e branco, observamos portas e janelas grandes e ornamentadas, sacadas com grades de ferro trabalhadas e esculturas nos cantos do telhado, entre outros detalhes que contribuíram para que a construção fosse muito diferenciada à época.

Sala no interior do Museu da Imagem e do Som de Campinas (SP)

Na “Sala dos Prefeitos” no MIS Campinas, onde despacharam os prefeitos da cidade por meio século. Foto: Letícia Costa

Em seu interior, logo que entramos, destacam-se o piso decorado, as escadas de madeira nas laterais e a sala à direita, conhecida como “Sala dos Prefeitos” por ter sido o gabinete dos prefeitos de Campinas durante meio século. Esta sala começou a ser recuperada na restauração realizada em 2004, que também incluiu reparos na cobertura, fachada e azulejos.

Painéis no saguão contam resumidamente a história do Palácio ao longo dos anos e um busto homenageia o prefeito Antônio da Costa Santos, o Toninho, assassinado em 2001, primeiro ano de seu mandato. Arquiteto dedicado à preservação do patrimônio arquitetônico da cidade, ele planejava restaurar o Palácio como forma de incentivar a recuperação de outros imóveis antigos do Centro.

Intelectuais lutaram contra demolição do Palácio dos Azulejos

Clarabóia no teto do MIS Campinas

Detalhe da clarabóia no teto do MIS Campinas: luz natural expõe ornamentação

Ao subir a escada do lado esquerdo, observamos uma clarabóia, para a entrada de luz natural, e recortes de pinturas antigas nas paredes, descobertas propositalmente para mostrar alterações, que contribuíram para descaracterizar o prédio histórico durante décadas.

Nos anos 50, antes de ser tombado como Patrimônio Nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e mesmo depois, o Palácio dos Azulejos foi objeto de disputa entre especuladores imobiliários, que queriam sua demolição, e intelectuais que lutavam por sua preservação.

Pinturas em paredes internas no Museu da Imagem e do Som de Campinas

Pinturas em paredes internas “redescobertas” no Palácio dos Azulejos

“Era necessário que as picaretas do progresso “fizessem alto” diante do Palácio dos Azulejos, pois o local poderia abrigar o Museu Histórico da Cidade de Campinas, muito almejado pelo grupo de intelectuais composto por Celso Maria de Mello Pupo, Guilherme de Almeida, Luso Ventura, Afonso Escragnolle de Taunay e Pelágio A. Lobo, entre outros.”, relata Maria Joana Tonon, Mestra em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em artigo na Revista Saráo- Memória e Vida Cultural de Campinas (edição nº 8, de Maio de 2004).

Parte da capa do Diário Oficial do Município de Campinas

Recorte da capa do Diário Oficial do Município de Campinas, de 10 de Setembro de 2004, com chamada sobre reabertura do Palácio dos Azulejos após restauração. A foto é de Roberto de Biasi

Também conta a pesquisadora, que o perigo só foi afastado com o tombamento do Palácio dos Azulejos nos níveis estadual e municipal, pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), em 1981, e pelo CONDEPACC (Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas), em 1988.

Em seu artigo, publicado meses antes da conclusão da primeira fase do projeto de restauro, ela menciona o fim do “fantasma da demolição”, mas alerta para o “fantasma da falta de cuidados especiais”. Passados 14 anos, as demais etapas de restauro ainda não foram retomadas.

Acervo do Museu da Imagem e do Som de Campinas faz jus a filhos ilustres

Sala do Acervo Fotográfico do MIS Campinas

Acervo Fotográfico do Museu da Imagem e do Som de Campinas reúne 35 mil imagens

O acervo do MIS é composto por fotografias, músicas, filmes e equipamentos de captação e reprodução audiovisual. O maior destaque no museu da cidade onde viveu Hercule Florence (1804-1879), um dos responsáveis pela invenção da fotografia, não poderia ser outro.

O acervo fotográfico do MIS Campinas é composto por 75 coleções, que reúnem o total de 35 mil imagens registradas entre 1870 e 2003. Sem dúvida, a história de Campinas e algumas cidades da região, da cultura cafeeira escravocrata a polo de alta tecnologia, pode ser contada somente com fotos deste acervo.

Parede dos músicos de Campinas no MIS

Painel fotográfico no MIS Campinas homenageia músicos e cantores da cidade

O acervo musical do MIS Campinas, terra do maestro Carlos Gomes, também é significativo: 25 mil vinis, entre os quais discos de 78 rotações, compactos e discos gigantes; 1.100 CDs e 900 gravações em fitas de rolo. Obras dos mais variados estilos e épocas.

O maestro e outros músicos famosos que nasceram ou viveram em Campinas, como Celly Campello, Sandy & Júnior, Paulinho Nogueira e Paulo Freire, são homenageados em um painel fotográfico gigante.

Algumas relíquias guardadas no MIS Campinas

Projetor de filmes antigo, no MIS Campinas

Acervo MIS Campinas: Projetor de filmes 35 mm, fabricado na Inglaterra na década de 1920

Na mesma sala, uma mesa de centro é ocupada por um Gramofone Type II, fabricado entre 1905 e 1920. Ao todo, aproximadamente 400 peças compõem o acervo tecnológico, que demonstram a evolução de câmeras de foto e vídeo, materiais fotográficos, projetores, gramofones, aparelhos de TV e rádio. Um dos destaques é um projetor de 35 milímetros, fabricado na Inglaterra na década de 1920: um objeto enorme que deve pesar toneladas! Rs.

Gramofone MIS Campinas (SP)

Gramofone fabricado entre 1905 e 1920 é uma das relíquias do MIS Campinas

Filmadora de madeira no MIS Campinas

Filmadora francesa de madeira, do séc. XIX, no MIS Campinas

Tem também uma filmadora de madeira do século XIX, vinda da França, que, se fosse encontrada em outro lugar poucos imaginariam o que seria, já que à primeira vista parece apenas duas caixas empilhadas. O acervo de filmes do MIS, com obras de ficção e documentários, é uma importantíssima ferramenta de preservação da memória do cinema campineiro, desde a década de 1920.

Filmadora Carpentier no MIS Campinas

Filmadora francesa Carpentier, do século XIX, usada na filmagem de “João da Mata”, em Campinas. Filme é considerado o 1º longa metragem brasileiro

Além dos rolos de filmes, cartazes e panfletos anunciando clássicos do cinema ilustram a Sala. O que mais me chamou atenção ali foi uma filmadora 35 mm da marca francesa Carpentier, do século XIX, usada na filmagem do filme “João da Matta”, de Amilar Alves, rodado em Campinas e estreado em 1923. O filme, que conta a história de um pequeno proprietário de terra espoliado por um coronel latifundiário, é considerado o primeiro longa metragem brasileiro.

Como e quando surgiu o Museu da Imagem e do Som de Campinas?

Visão de janela do piso superior do MIS Campinas

Das janelas do piso superior, vemos o pátio interno do Palácio dos Azulejos. Foto: Liz Holanda Palhares

O MIS surgiu em dezembro de 1975, como museu público municipal, a partir da mobilização de um grupo de fotógrafos, cineastas e cineclubistas da região de Campinas, entre os quais destacaram-se Henrique de Oliveira Júnior e Dayz Peixoto Fonseca. Eles reivindicavam um local para reunir e preservar a memória audiovisual da cidade e região, já que até então os materiais eram guardados em vários locais e de forma inadequada.

Megafone e discos de vinil no MIS

Objetivo com criação do MIS foi reunir arquivos audiovisuais históricos em um só lugar

No Palácio dos Azulejos a partir de 2004, foi possível organizar melhor e ampliar o acervo do Museu, além de oferecer mais atividades à população, que incluem visitas guiadas para grupos, exposições temporárias, pesquisa histórica, oficinas e exibição de filmes às sextas e sábados (confira horários mais abaixo). A programação de filmes do Circuito MIS é definida com a participação do público, e apresenta diferentes linguagens cinematográficas. Tudo gratuito!

Escada de madeira no interior da sede do Museu da Imagem e do Som de Campinas (SP)

Escadas de madeira levam ao piso superior do Palácio dos Azulejos, sede do MIS Campinas

O objetivo do MIS é tornar-se referência nacional em sua tarefa de promover a apropriação do patrimônio audiovisual pelos cidadãos e cidadãs. Só que isso também depende muito da gente, moradores da cidade e visitantes em geral. Atualmente, o Museu recebe entre 18 mil e 20 mil visitantes por ano; em 2016 foram 23 mil; em 2014 foram 9 mil.

Acredito que os investimentos necessários para a preservação e valorização deste e de todos os museus brasileiros depende, prioritariamente, da importância que damos à estes espaços tão preciosos, que guardam nada menos que a nossa história.

Palácio dos Azulejos, em Campinas (SP)

Palácio dos Azulejos em Setembro de 2018. MIS Campinas recebe de 18 a 20 mil pessoas por ano

Este post integra uma Blogagem Coletiva (BC), realizada por um grupo de blogueiras e blogueiros de viagem, com o objetivo de incentivar a visitação e contribuir com a valorização e preservação dos museus brasileiros. Para que não mais se repita o que aconteceu com o nosso Museu Nacional do Rio de Janeiro, que, entre tantos outros do país, em situação de abandono, foi praticamente destruído por um incêndio (links para outros posts da BC no final). Então, que tal visitar o MIS e outros museus de Campinas? Confira a lista completa a seguir:

Quando ir e como chegar ao MIS- Museu da Imagem e do Som de Campinas:

ONDE: Palácio dos Azulejos, à Rua Regente Feijó, nº 859, Centro, Campinas-SP.

QUANDO: O acesso ao acervo é de terça a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h; e aos sábados, das 10h às 12h e das 14h às 16h. Exibição de filmes às sextas-feiras, às 19h; e aos sábados, às 16h30 e 19h30.

OBS.: Se a porta estiver fechada, aperte a campainha e aguarde até que alguém abra. Para receber a programação dos filmes, envie mensagem para [email protected] solicitando a inclusão do seu e-mail no mailing do Museu.

QUANTO CUSTA: Acesso gratuito à visitação do acervo, exposições e todas as outras atividades.

MAIS INFORMAÇÕES: [email protected] e (19) 3733.8800.

Outros museus públicos para visitar em Campinas:

Museu de Arte Contemporânea de Campinas “José Pancetti” (MACC)

ONDE: Avenida Benjamin Constant, 1633 (térreo), Centro, Campinas- SP.
QUANDO: Às terças, quartas, sextas-feiras e sábados, das 10h às 18h. Às quintas-feiras, das 10h às 21h. Aos domingos e feriados, das 9h às 12h.
QUANTO CUSTA: entrada gratuita.
MAIS INFORMAÇÕES: (19) 2116-0341/ 0346; 3236-4716 [email protected]

Museu Dinâmico de Ciências

ONDE: O Museu fica dentro do Parque Portugal, mais conhecido como Lagoa do Taquaral (entrada pelo portão 7). Avenida Doutor Heitor Penteado, s/nº, Bairro Taquaral, Campinas, SP.
QUANDO: De segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30; sábados e domingos, das 14h às 17h.
QUANTO CUSTA: R$10,00 e R$5,00 (meia entrada).
MAIS INFORMAÇÕES: (19) 3243-5664 (Museu) e (19) 3252-2598 (Planetário) [email protected]

Museu do Café

ONDE: Lago do Café, à Avenida Doutor Heitor Penteado, 2145, Bairro Taquaral, Campinas- SP.
QUANDO: De terça a sexta-feira, das 10h às 16h. Para visitação de grupos nos feriados e finais de semana, somente com agendamento.
QUANTO CUSTA: entrada gratuita.
MAIS INFORMAÇÕES: (19) 3296-1104 [email protected]

Museu da Cidade – Casa de Vidro

ONDE: Lago do Café, à Avenida Doutor Heitor Penteado, 2145, Bairro Taquaral, Campinas- SP.
QUANDO: De terça a sexta-feira, das 10h às 16h; aos sábados, das 9h às 13h.
QUANTO CUSTA: entrada gratuita.
MAIS INFORMAÇÕES: [email protected]

Museu da Cidade – Fundição Lidgerwood

ONDE: Avenida Andrade Neves, 33, Centro, Campinas- SP.
QUANDO: De segunda a sexta-feira, das 18h às 21h. Sábados e domingos, das 13h às 18h.
QUANTO CUSTA: entrada gratuita.
MAIS INFORMAÇÕES: [email protected]

Museu da Cidade – Centro de Cultura Caipira

ONDE: Rua José Inácio,14, Distrito de Joaquim Egídio, Campinas-SP
QUANDO: Aos sábados e domingos, das 12h às 17h. Visitação de grupos durante a semana mediante agendamento.
QUANTO CUSTA: entrada gratuita.
MAIS INFORMAÇÕES: [email protected]

Observatório Jean Nicolini

ONDE: Monte Urânia, Serra das Cabras, Distrito de Joaquim Egídio, Campinas-SP.
QUANDO: De terça a sexta-feira, das 15h às 21h. Domingos, às 17h às 21h.
QUANTO CUSTA: R$10,00 e R$5,00 (meia entrada).
MAIS INFORMAÇÕES: (19) 3298-6566 [email protected]

Museu de História Natural – Aquário – Casa dos Animais Interessantes

ONDE: Rua Coronel Quirino, 02, Bosque, Campinas-SP.
QUANDO: De quarta-feira a domingo, das 9h às 12h e das 13h às 17h.
QUANTO CUSTA: R$5,00 e R$2,50 (meia entrada).
MAIS INFORMAÇÕES: (19) 3251-9849/ 3295-5850 [email protected]

  • Com informações disponíveis no Museu; fornecidas pela Chefia do MIS Campinas e pela Coordenadoria de Museus da Secretaria Municipal de Cultura de Campinas; da “Revista Saráo- Memória e Vida Cultural de Campinas”, edição nº 8, de Maio de 2004 (link no texto); e do Diário Oficial do Município de 10/09/04, pág.03.

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Confira os outros posts da Blogagem Coletiva sobre Museus Nacionais:

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