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Como é visitar a Bienal de Artes de São Paulo

Foi a primeira vez que visitei a Bienal de São Paulo, a maior exposição de artes do hemisfério sul. Aliás, minha primeira bienal da vida! Rs. Embora percorrer todas as sete mostras coletivas e doze individuais dessa 33ª edição tenha sido puxado, especialmente para uma iniciante que praticamente nada “entende de arte”, também foi compensador! Mas, pelo que pude apreender dessa e de outras experiências, concluo que arte é para ser sentida e que ninguém deve privar-se dela.

Não é necessário ter estudado, lido livros de arte, visitado os principais museus do mundo ou conhecer os clássicos para compreender uma obra de arte. Porque essa compreensão é fruto de como nos sentimos quando estamos diante dela, uma experiência pessoal, portanto. Penso que esse é (ou deveria ser) o maior propósito da arte, não uma forma de autoafirmação exibicionista do artista. E fiquei feliz em ver que a proposta dessa edição da Bienal de São Paulo compactua com isso.

Afinidades Afetivas da 33ª Bienal de São Paulo

Pavilhão da 33ª Bienal de São Paulo
As curvas de Niemeyer no interior do Pavilhão da Bienal de São Paulo 

“No cerne desta edição há um desejo de reafirmar o poder da arte como lugar único para concentrarmos a atenção no mundo e em favor do mundo…”- Gabriel Pérez-Barreiro, curador geral da 33ª Bienal de São Paulo

“… Se pudermos pensar na arte e em suas exposições essencialmente como experiências, e não como declarações, talvez possamos imaginar uma Bienal em que os artistas, curadores e espectadores são tratados como iguais, todos capazes de construir suas próprias afinidades afetivas com a arte e com o mundo além dela”, explica o curador geral em texto sobre a 33ª Bienal de São Paulo, denominada “Afinidades Afetivas”.

A forma como essa edição da Bienal de São Paulo foi estruturada contribui para o sucesso da proposta. As sete mostras coletivas foram elaboradas com total liberdade para cada um dos seus artistas curadores, que convidaram outros artistas de sua escolha para compor suas afinidades afetivas. “A diversidade de metodologias curatoriais resultante é inteiramente intencional”, conclui Pérez-Barreiro.

Bienal de São Paulo. Obra de arte contemporânea com recortes circulares, objetos, bancadas e luz.

Hidden Sun/ Sol oculto, 2018, de Zilvinas Landsbergas, na 33ª Bienal de São Paulo

Para as outras doze mostras individuais ele escolheu artistas que considera notáveis, entre os quais exposições póstumas de Lucia Nogueira, Aníbal López e Feliciano Centurión. O curador geral entende que eles foram “fundamentais nos anos 1990, mas não receberam a atenção merecida na história da arte recente”. Outro destaque dessa edição é o caráter educativo, que foca na atenção.

“Estamos apenas começando a entender o impacto catastrófico das mídias sociais em nossas vidas interpessoais e políticas. A nossa atenção se tornou o principal produto que as plataformas “livres” tentam revender, enquanto continuam a seduzi-la em nossas horas de vigília”, avalia Pérez-Barreiro. De fato, observei aspectos lúdicos e interativos em vários espaços.

Minhas afinidades afetivas com a 33ª Bienal de São Paulo

Bienal de São Paulo Afinidades Afetivas
Montagem na 33ª Bienal de São Paulo

Da minha experiência, posso dizer que foi um bom aprendizado, não só da forma como ver a arte, mas como me ver em relação à arte. Acho que me ajudou a começar a quebrar certo preconceito em relação à arte contemporânea, que muitas vezes me pareceu confusa e sem sentido. Começo a perceber que para ser apreciada uma obra não precisa ser vista como algo “esteticamente belo” que poderia ocupar algum espaço da nossa casa, mas apenas despertar sentimentos em quem a observa.

Eu tive sentimentos muito variados vendo as obras expostas na 33ª Bienal de São Paulo, da angústia e medo à inquietude e alegria. Também gostei muito de ver estilos e origens tão variados, já que a exposição reúne trabalhos de artistas de diferentes nacionalidades. É como se tivessem juntado um pouquinho da cultura de cada país ali representado. 

Bienal de São Paulo. Vasos de cactos entre paredes e lanças.
“Esquizofrenia da forma e do êxtase”, parte da instalação de Nelson Felix. 33ª Bienal SP

Quando for à Bienal, veja também o Parque Ibirapuera!

Grandes árvores, gramado, prédio e algumas pessoas andando ao longe.
Parque Ibirapuera, em São Paulo. Árvores ao lado do Museu Afro Brasil

E você, quais foram ou serão suas afinidades afetivas com a Bienal? Se já foi, conte pra gente nos comentários! Se não, permita-se essa experiência! Eu recomendo, mas se quiser ver esta 33ª edição, apresse-se, pois só vai até 9 de Dezembro! Demos a dica na Agenda Cultural de Novembro. Sem contar que o Ibirapuera é lindo, cheio de verde e arte para tudo que é lado, das linhas sinuosas de Niemeyer, aos museus, até grandes monumentos. 

Desta vez, também fomos ao Museu Afro Brasil justamente no Dia de Zumbi e da Consciência Negra (20 de Novembro), o que tornou a visita mais especial! Conto sobre isso em outro post, em breve.. Saiba mais sobre o que ver no Parque Ibirapuera no site oficial.  Ah, tem mais fotos da nossa visita à Bienal de São Paulo na Galeria, ao final da página. Espia! 

Algumas curiosidades sobre a Bienal de São Paulo

Bienal de São Paulo. Obra de arte composta por recortes de tecido em dourado e prateado.
Eldorado II, 2018, de Leda Catunda. 33ª Bienal SP
  • A primeira edição da Bienal de Artes de São Paulo aconteceu em 1951.
  • O prédio da Fundação Bienal foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. 
  • A área expositiva do prédio da Fundação Bienal, que abriga a Bienal desde 1954, possui 30 mil m2.
  • A Fundação Bienal abriga o maior arquivo histórico sobre arte moderna e contemporânea da América Latina.
  • Em 2016, a Bienal de São Paulo foi visitada por 900 mil pessoas.
  • 103 artistas expõem aproximadamente 600 obras na 33ª Bienal de São Paulo (2018).
  • Os artistas curadores da 33ª Bienal de São Paulo são Mamma Anderson (Suécia); Antonio Ballester Moreno (Espanha); Sofia Borges (Brasil); Waltercio Caldas (Brasil); Alejandro Cesarco (Uruguai); Cláudia Fontes (Argentina); e Wura Natasha Ogunji (USA). 

Como e quando visitar a Bienal de São Paulo:

Bienal de São Paulo. pedras espalhadas pelo chão, pessoas passando ao redor.
Obra de Denise Milan na 33ª Bienal de Artes de São Paulo

ONDE: Pavilhão Ciccillo Matarazzo (Pavilhão Bienal), no Parque Ibirapuera, acesso pela Avenida Pedro Álvares Cabral (Portões 3 e 4), cidade de São Paulo (SP).

QUANDO: A cada dois anos, entre os meses de Setembro e Dezembro. A 33ª edição vai de 7 de Setembro a 9 de Dezembro de 2018. Terças, quartas e sextas-feiras; domingos e feriados, das 9h às 19h (entrada até 18h). Quintas-feiras e sábados, das 9h às 22h (entrada até 21h). Obs.: Não abre às segundas-feiras.

QUANTO CUSTA: Entrada gratuita.  


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Nossas dicas para visitar a Bienal de São Paulo

Parque Ibirapuera, São Paulo. Aluguel de bike
Augusto, meu filho, que encarou umas pedaladas pelo Parque Ibirapuera

O que usar e levar

Use calçados e roupas confortáveis: a exposição toda está dividida em três grandes pavimentos que a gente pode levar de duas a três horas para percorrer. Leve uma garrafinha de água para se hidratar durante a visita. Afaste-se das obras quando for beber. Não é permitido entrar com alimentos e outras bebidas.

Acessibilidade

Os acessos aos pavimentos superiores pode ser pelas rampas ou elevadores (para pessoas com mobilidade reduzida).

Guarda Volumes

Se estiver com sacolas, malas ou mochilas, terá que deixar em um dos guarda-volumes, ao lado das entradas do Pavilhão. O serviço é gratuito.

Alimentação

Para tomar um cafezinho, busque outro local fora do prédio da Bienal. O expresso servido no Café deles é caro (R$ 6 a unidade), fraco e a quantidade é irrisória (um terço de um copinho médio).  

Se for percorrer outros espaços do Parque Ibirapuera, leve um lanchinho ou prepare-se para gastar mais que a média e não comer bem nas lanchonetes que ficam dentro do parque. Comemos lanches, refrigerantes e salgados e não aprovamos a qualidade.

Tem também um restaurante dentro do Museu de Arte Moderna (MAM), mas não experimentamos nem consultamos os preços; e os ambulantes credenciados, que vendem bebidas, salgadinhos e doces industrializados.

Mobilidade

Se possível, prefira fazer a visita em um dia útil, que é mais tranquilo. Fomos no feriado do dia 20 de Novembro e tivemos dificuldade para encontrar vaga para estacionar. O estacionamento dentro do parque funciona como Zona Azul, então se for ficar mais de 4 horas, tem que trocar o carro de lugar e pagar novamente nas cabines próximas aos portões de entrada (3 e 7).

O portão para acesso a estacionamento mais próximo da Bienal é o 3. O valor é R$ 5 para cada 2 horas. Se morar em São Paulo, prefira ir com transporte público. Achamos que faltam placas de orientação aos pedestres. Vimos apenas dois mapas do parque em pontos distantes. Para chegar a alguns locais, tivemos que pedir informações a seguranças e ambulantes.

Se tiver tempo e disposição, alugue uma bicicleta e dê uma volta pelo parque. Observei pelo menos dois serviços de locação de bikes no local: as amarelas e as verdes. Para alugar as amarelas é preciso baixar um aplicativo e pagar com cartão de crédito; o custo é baixo e o legal é que pode deixá-las em qualquer lugar da cidade depois de usar.  

Mais fotos da nossa visita à Bienal de São Paulo

Referências e observações

  • Com informações da Fundação Bienal, disponíveis no site oficial.
  • A foto destacada, no início do texto, é de autoria de Wilson Lima, da exposição coletiva da artista curadora Cláudia Fontes, intitulada “O pássaro lento”. Trata-se de um enigma a que o espectador/ leitor é convidado a desvendar. Os cacos de cerâmica etiquetados remetem ao conto policial O Mistério de Quarto Fechado, de Pablo Martin Ruíz.  
  • Todas as outras fotos deste post foram feitas pela autora do blog, Michele da Costa, durante a visita à Bienal de São Paulo, no dia 20 de Novembro de 2018. 

Santuário de Aparecida: um templo de fé e cultura

“O Santuário de Nossa Senhora Aparecida é um patrimônio da cultura nacional”, define o jornalista Wilson Lima, neste segundo post da série sobre Aparecida-SP. Confira o que ele viu e sentiu em visita recente e as nossas dicas de locais para apreciar a arte do maior templo mariano do mundo!

Altar circular com cruz no centro, cercado por grandes pilastras, corredores e bancos.
Altar Central da Basílica de Nossa Senhora Aparecida visto da Cúpula. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais 

Por Wilson Lima

Como toda boa família católica do interior (e boa parte da minha composta por descendentes de fervorosos italianos), ao menos uma vez na vida todos tinham que visitar Aparecida “pra cumprir com a obrigação”, como dizia meu finado avô Vergínio. E foi pelas mãos dele que, contando com poucos anos de vida, tive meu primeiro contato com o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida-SP.

Para uma criancinha assustada não foi lá uma boa experiência. Seja pelo cansaço da longa viagem de ônibus de excursão, pelo medo de me perder em meio àquele oceano de gente; pela tristeza profunda da minha mãe, recém-viúva; pela pobreza que tornavam inacessíveis àqueles coloridos souvenirs em milhares de barraquinhas; pelo horror que me causou uma soturna sala de milagres repleta de cabeças, pernas e braços de cera e outros objetos bizarros.

De encher os olhos e o coração

Grande templo católico, passarela para pedestres e árvores.
Basílica de Nossa Senhora Aparecida e a Passarela da Fé. Foto: Wilson Lima/ Embarque40Mais 

Ainda não tinha a capacidade de compreender a beleza arquitetônica da Basílica Velha, ou o sentimento de fé que levava multidões a assistir uma missa após outra. Passados 50 anos recebi, meio ressabiado, o convite de voltar àquele santuário, pensando que ao menos iria presenciar um belo espetáculo de fé popular. O que vi me encheu os olhos e, de certa forma, o coração.

Trata-se de um outro Santuário de Aparecida, totalmente diferente onde uma gestão competente por parte dos responsáveis modernizou, equipou, criou suportes de serviços e infraestrutura, o que transformou aquele ícone de fé também em um monumento à cultura pra encher de orgulho qualquer brasileiro. Uma série de obras e empreendimentos resultou em maior conforto e opções de lazer ao romeiro.

Santuário de Aparecida é recheado de tesouros

Vista exterior de grande templo católico, com estátuas, torre e cúpulas.
Exterior da Basílica de Nossa Senhora Aparecida ao anoitecer. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais 

Mas, vou me ater aqui somente à Basílica Nova, a segunda maior do mundo (perde apenas para o Vaticano) uma imponente e bela estrutura arquitetônica recheada de simbolismos e tesouros históricos e culturais.

Projetada em forma de cruz grega pelo arquiteto Benedito Calixto Neto (neto do famoso pintor Benedito Calixto), a Basílica do Santuário Nacional impressiona desde sua visão externa, onde um átrio em forma de ferradura, encimado por esculturas dos apóstolos, parece abraçar os que chegam.

Mulher em corredor, em frente a uma grande porta fechada.
Historiadora explica sobre a “Porta Santa” (Santuário de Aparecida), criação de Cláudio Pastro inspirada na Anunciação à Virgem Maria. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

Adentrar por suas imensas portas em forma de mão revela um espetáculo de luz e cores prismadas por vitrais, que ampliam a grandiosidade no pé-direito de 70 metros coroado por uma abóbada circular. A sensação é de aconchego e conforto ao penitente. Ali cabem 45 mil almas.

A genialidade de Cláudio Pastro no Santuário de Aparecida

Altar e decoração em azulejos no interior de templo religioso
A fauna e flora brasileiras na decoração interna da Basílica de Aparecida. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

A maior parte da decoração interna da Basílica do Santuário Nacional de Aparecida foi concebida pela genialidade do artista plástico Cláudio Pastro, que optou pelo uso de pastilhas vítreas coloridas e azulejos para perenizar os temas e motivos espalhados por todos os cantos da imensa Basílica. E como tem motivo.

Desenho de árvore e pássaros em interior de templo religioso
Detalhe do acabamento interno da Cúpula Central da Basílica de Aparecida: Árvore da Vida e pássaros da fauna brasileira. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

Cada azulejo, uma pequena obra de arte. Para se entender um pouco de toda rica simbologia do cenário interno, é indispensável a visita, tanto diurna quanto noturna, com ajuda de um guia. No caso, uma historiadora apaixonada. Só através dela é que se destaca a riqueza dos detalhes que passam despercebidos

  • Cláudio Pastro (1948-2016), artista plástico paulistano, considerado a principal referência em arte sacra da atualidade. Você pode saber mais sobre ele visitando o site oficial do artista. (MC
Visão interna de grande templo religioso, com paredes desenhadas, bancos e altar.
Duas das quatro estruturas que dão suporte à Cúpula Central da Basílica de Aparecida. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

Toda temática tem como pano de fundo a cultura brasileira. As quatro estruturas que suportam a abóbada, por exemplo, trazem motivos da fauna e flora das diversas regiões brasileiras, alçados por anjos que representam o negro (tocando um pandeiro), o índio (paramentado), o europeu e o caboclo (com chapéu de palha e berrante).

Mulher dentro de templo católico
Zenilde Cunha, durante visita monitorada noturna na Basílica de N. Sra. Aparecida. Nicho com imagem da Santa ao fundo. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais 
  • A historiadora mencionada é Zenilde Cunha, assessora em monitoria histórica e religiosa do Santuário Nacional de Aparecida, que nos guiou pela visita noturna à Basílica. Essa visita noturna guiada é oferecida exclusivamente aos hóspedes do Hotel Rainha do Brasil, sem custo adicional. Saiba mais ao final do texto. (MC)

Templo de Aparecida faz referência a personagens e mártires

Contra luz do dia em vitrais e portas de templo religioso
Luz natural do dia perpassa vitrais e compõe visual incrível dentro da Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais 

Nos murais, referências a personagens e mártires, bíblicos ou não, de profunda influência na história da Igreja e do País, inclusive recentes, como o caso da missionária Dorrit Stang ou do índio Galdino, vitimados pela intolerância. O templo revela também curiosidades como observar em determinado ponto, um vitral iluminar as sete chagas de Cristo num imenso crucifixo central com a figura vazada do Salvador.

Desenhos pintados em azulejos na parede.
Milagres de N. Sra Aparecida pintados em azulejo na Basílica, em Aparecida-SP. Foto: Michele da Costa/ Embarque40Mais

Corredores em espaços internos da Basílica mostram informações detalhadas da construção e obras de arte do templo, além de museus e exposições permanentes não apenas focadas na história e milagres da Virgem de Aparecida, mas também de uma parcela da própria história do Brasil.

A arte da fé na Sala das Promessas do Santuário de Aparecida

Sala com objetos expostos em vitrines vitrificadas e fotografias no teto. Pessoas passando e observando.
Interior da Sala das Promessas no Santuário de Aparecida: Objetos e fotografias deixados por devotos. Foto: Wilson Lima/ Embarque40Mais 

Nos amplos subterrâneos do Santuário Nacional de Aparecida há lanchonetes, os estúdios da TV Aparecida (com paredes de vidro para o público acompanhar o que acontece lá dentro) e uma versão moderna da sala dos milagres (agora “Sala das Promessas”) de visual agradável e amplamente iluminada, repleta de objetos organizados em vitrines e no teto um mosaico com 75 mil fotos. Exorcizei meus fantasmas de criança.

  • Esses objetos expostos na Sala das Promessas são chamados ex-votos, deixados por devotos como símbolos de agradecimento à N. Sra. Aparecida.  São recebidos aproximadamente 19 mil ex-votos por mês, mas no mês de Outubro chega a 30 mil. No local, os visitantes também podem escrever uma mensagem para ser deixada à N. Sra. (MC)
Mulher e homem ao ar livre, com carros estacionados e uma igreja ao fundo.
Wilson Lima e Michele da Costa, durante visita ao Santuário Nacional de Aparecida

Estes são apenas alguns detalhes do muito do que se tem para ver e ouvir no Santuário. Voltando os olhos à minha primeira impressão a que tenho agora é que o complexo religioso cumpre sua meta de acolher o romeiro, de oferecer algo mais do que o conforto espiritual. Me senti acolhido e com vontade de voltar.

Aliás, por tudo o que o Santuário oferece, transcende o plano religioso. É um lugar que merece ser visto com olhos de turista, não importando o credo. O Santuário Nacional de Aparecida, definitivamente, é um patrimônio da cultura nacional.

Sobre a Basílica Nova e o Santuário de Nossa Senhora Aparecida

Pessoas circulando por corredor cercado por grande porta e colunas.
Santuário Nacional de Aparecida recebe quase 13 milhões de pessoas por ano. Foto: Wilson Lima/ Embarque40Mais 

A construção da Basílica Nova de N. Sra. Aparecida foi iniciada em novembro de 1955. As atividades religiosas no local começaram em Outubro de 1982, quando a imagem da santa foi transferida. Até então, a imagem ficava na Basílica Velha, no Morro dos Coqueiros. Desde 1983, com a declaração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Basílica Nova de Aparecida passou a ser Santuário Nacional.

O Santuário é administrado pelos Missionários Redentoristas desde 1894 e mantido por doações de devotos. Entre as obras mais recentes está o acabamento interior da Cúpula Central, inaugurado em 2017, durante as comemorações dos 300 anos do encontro da imagem da santa pelos pescadores.

Interior de grande templo religioso católico, com corredor, bancos e altar.
Interior da Basílica de Aparecida visto de uma das portas de entrada. Foto: Wilson Lima/ Embarque40Mais

A Basílica de Sra. Aparecida é o maior templo mariano (dedicado à Maria) do mundo, com 71.936 m². Recebe aproximadamente 13 milhões de devotos por ano, especialmente no mês de Outubro, já que dia 12 é o Dia da Padroeira do Brasil, N. Sra. Aparecida, feriado nacional. (MC)


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Algumas dicas para apreciar a arte do Santuário de Aparecida

Visita Monitorada Noturna à Basílica

Obs.: Essa atividade é restrita aos hóspedes do Hotel Rainha do Brasil, que pertence ao Santuário Nacional. 

ONDE: Basílica de Nossa Senhora da Conceição Aparecida
(Av. Dr. Júlio Prestes, s/nº, Ponte Alta, Aparecida-SP). Saídas do Hotel Rainha do Brasil (Rua Isaac Ferreira da Encarnação, 501, Jardim Paraíba, cidade de Aparecida-SP. A 700 metros do Santuário).

QUANDO: De segunda à sexta-feira, das 19h às 21h. 

QUANTO CUSTA: Sem custo adicional aos hóspedes do Hotel Rainha do Brasil. O Hotel 4 estrelas, que oferece almoço, jantar e café da manhã a hóspedes e também a não hóspedes, é muito bem avaliado pelos usuários. Confira e faça sua reserva no Booking.  

Circuito de Visitação à Cúpula

ONDE: Sobre o altar central da Na Basílica Nossa de N. Sra Aparecida
(Av. Dr. Júlio Prestes, s/nº, Ponte Alta, Aparecida-SP). Bilheteria no subsolo do Santuário, a esquerda do estúdio da TV Aparecida.

QUANDO: De segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30; Sábado, das 7h às 18h; Domingo, das 7h às 15h30; feriados, das 8h às 16h30. 

QUANTO CUSTA: R$ 10 ou R$ 15 (incluso o ingresso para o Museu de N. Sra. Aparecida). Estudantes com carteirinha, pessoas com mais de 60 anos, professores, guias de turismo e coordenadores de romaria com identificação pagam meia. 

MAIS INFORMAÇÕES: (12) 3104-3403,  [email protected]

Sala das Promessas  

ONDE: No Subsolo do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (Av. Dr. Júlio Prestes, s/nº, Ponte Alta, Aparecida-SP).

QUANDO: Segunda-feira, das 9h às 18h; De terça à sexta, das 8h às 18h; Aos sábados, das 7h às 18h; Domingos, das 6h às 18h.

QUANTO CUSTA: Acesso gratuito. 

MAIS INFORMAÇÕES: (12) 3104-1569/ 1604, [email protected]

Referências

  • Com notas incluídas pela autora do Blog, a jornalista Michele da Costa (MC), a partir de informações obtidas pela Assessoria de Comunicação do Santuário Nacional e disponíveis no site oficial do Santuário. 
  • O Embarque40Mais (Michele da Costa e Wilson Lima) visitou Aparecida-SP em Agosto de 2018, a convite do Santuário Nacional, que ofereceu hospedagem e alimentação no Hotel Rainha do Brasil, ingressos para atividades e transporte na cidade. Esclarecemos que, mesmo viajando a convite, o relato expressa exclusivamente nossa experiência e opinião sinceras, como de costume. 

Agenda Cultural Paulista Novembro 2018

No ar nossa Agenda Cultural de Novembro, com dicas especiais de música, teatro, cinema e exposições em cidades paulistas, tudo de graça ou quase! Como neste mês celebramos a Consciência Negra do povo brasileiro, de maioria afrodescendente, destacamos algumas atividades relacionadas, como o Projeto Iorubrá, em Sorocaba, e as exposições Afetos e Hiorlando no Museu Afro Brasil, em Sampa. E está rolando a 33ª Bienal de São Paulo.. Bora, sair do sofá e aproveitar mais a vida!

33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas

Objetos de cerâmica, rede e mulheres sentadas no chão.
Tunga, Sem título, 2014- 33ª Bienal SP. Crédito foto: Pedro Ivo Trasferetti/ Fundação Bienal de São Paulo

De 7 de setembro a 9 de dezembro de 2018, a 33ª Bienal de São Paulo ​– Afinidades Afetivas vai privilegiar a experiência individual do espectador. O título escolhido pelo curador-geral GabrielPérez-Barreiro, apontado pela Fundação Bienal de São Paulo para conceber a mostra, remete ao romance de Johann Wolfgang von Goethe Afinidades eletivas (1809) e à tese “Da natureza afetiva da forma na obra de arte” (1949), de Mário Pedrosa.

O título não pretende direcionar a exposição tematicamente, mas caracteriza sua organização a partir de afinidades artísticas e culturais entre os envolvidos. Presença e atenção são as premissas dessa edição, numa reação a um mundo de verdades prontas, no qual a fragmentação da informação e a dificuldade de concentração levam à alienação e à passividade.

Para esta edição, ao lado dos doze projetos individuais eleitos por Pérez-Barreiro, o curador-geral convidou sete artistas-curadores para conceber mostras coletivas com total liberdade na escolha dos artistas e seleção das obras. A única condição foi que incluíssem trabalhos de sua própria autoria.

33ª Bienal de São Paulo

ONDE: Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, São Paulo-SP.

QUANDO: 7 de Setembro a 9 de Dezembro de 2018. Terças, quartas, sextas, domingos e feriados, das 9h às 19h (entrada até 18h). Quintas e sábados, das 9h às 22h (entrada até 21h).

QUANTO CUSTA: entrada gratuita.

MAIS INFORMAÇÕES: no site oficial da 33ª Bienal SP.

Iorubrá: ‘Entrelinhas’ expõe violência contra a mulher

Em cena, atriz negra, com roupa íntima e objeto que tapa boca e ouvidos.
Atriz usa máscara de flandres (usada pela escrava Anastácia nas sessões de tortura). Foto: Ives Padilha/ Divulgação

O Sesc Sorocaba apresenta, por meio do Projeto Iorubrá, o espetáculo Entrelinhas. A violência psicológica, emocional e sexual contra a mulher serão os temas centrais desta peça teatral, que acontece no sábado, dia 10 de Novembro, às 20h. O espetáculo é conduzido pelo Coletivo Ponto Art (Bahia), cuja proposta é abordar também as cicatrizes e feridas deixadas nas mulheres pelo “sistema machista, patriarcal e escravocrata”. A classificação etária é 18 anos.

A composição cênica do espetáculo é construída por um intenso e simbiótico trabalho de corpo que, durante a peça, se alia a alguns elementos para compor uma partitura dramatúrgica com grande riqueza de detalhes. Referências históricas como a máscara de flandres (usada pela lendária escrava Anastácia nas sessões de tortura pelo seu senhor), o sutiã, um utensílio simbólico da liberdade feminina na década de 60, e o salto alto, símbolo de poder e independência da mulher na contemporaneidade, são agregados ao enredo e roteiro para solidificar a composição cênica.

Sobre o projeto Iorubrá

Em novembro, mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra (20 de Novembro), o Sesc Sorocaba apresenta um projeto especial para tratar do protagonismo, da potência e da riqueza da cultura negra. A programação conta com curso, oficinas, espetáculos, sarau, manifestações da cultura popular, literatura, ações que privilegiam a diversidade cultural, formas de pensar, sentir e agir. Saiba mais no site do Sesc Sorocaba.

Espetáculo Entrelinhas

ONDE: Sesc Sorocaba (Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade, Sorocaba-SP).

QUANDO: Dia 10, sábado, às 20h.

QUANTO CUSTA: R$ 5,00 Credencial Plena (trabalhador do Comércio de bens, serviços ou turismo matriculado no Sesc e dependentes); R$ 8,50 meia entrada para estudantes, servidores de escola pública, pessoas com mais de 60 anos, aposentados ou pessoas com deficiência; R$ 17 inteira. Classificação indicativa: maiores de 18 anos.

MAIS INFORMAÇÕES: (15) 3332-9933. 

Zezé Motta homenageia Elizeth Cardoso com “Divina Saudade”

Mulher negra em meio a árvores e plantas.
Zezé Motta interpreta sucessos imortalizados na voz de Elizeth Cardoso, uma das primeiras divas da música popular brasileira. No feriado do dia 2, em Santo André

Neste show intimista, Zezé Motta interpreta sucessos imortalizados na voz de Elizeth Cardoso, considerada uma das primeiras damas da música popular brasileira e pioneira da Bossa Nova.  Além de ser a primeira cantora popular a interpretar Villa-Lobos e uma das grandes responsáveis por trazer à tona a obra de esquecidos sambistas. Sexta-feira, dia 2, no Sesc Santo André.

Elizeth iniciou sua trajetória exatamente na explosão da música popular, na década de 1920, graças às suas ligações familiares com a comunidade baiana, que tanto contribuiu para a consolidação do samba no Rio de Janeiro. Elizeth começou cantando em um dos principais programas da Rádio Guanabara, o Suburbano, ao lado de grandes nomes, como Noel Rosa, Vicente Celestino , Araci de Almeida e Marília Batista.

“A Divina”, como Elizeth ficou conhecida, levou seu canto a muitas partes do mundo, como Costa Rica, Guatemala, Estados Unidos, Bolívia e Japão. No show Divina Saudade, Zezé Motta interpreta canções que ficaram marcadas pela voz de Elizeth com muita originalidade e a voz poderosa de uma das maiores intérpretes do país.

Sobre Zezé Motta

Zezé Motta nasceu em Campo dos Goytacazes, Rio de Janeiro, em 1944. Após estudar teatro no Tablado, curso de Maria Claro Machado, Zezé começou sua carreira como atriz em 1967, atuando em peças como “Roda-Viva”, “Fígaro-fígaro”, “Arena conta Zumbi”, entre outras, além de atuar no filme “Xica da Silva”, de Cacá Diegues.

Ela iniciou sua carreira de cantora em 1971, em casas noturnas como Balacobaco e Telecoteco. Zezé é cantora, atriz, mãe de seis filhos e ativista. Tem 50 anos de carreira e um currículo com 14 discos, 35 novelas e mais de 40 filmes.

Show “Divina Saudade”

ONDE: Sesc Santo André (Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André-SP).

QUANDO: Dia 2/11, sexta-feira, às 20h.

QUANTO CUSTA: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes com Credencial Plena). Disponíveis online no Portal Sesc SP ou nas Bilheterias da Rede Sesc.

MAIS INFORMAÇÕES: (11) 4469-1311.

Layr da Rocha Pitta Lima expõe seus “Registros do Tempo”

Mulher sorrindo à frente de um quadro com paisagem natural.
Layr com uma de suas criações. Crédito foto: Regina Rocha Pitta

Aos 92 anos, a artista plástica Layr da Rocha Pitta Lima realiza sua primeira exposição individual: “Registros do Tempo”, com 24 obras produzidas em sua trajetória. São paisagens e marinhas, em maioria, fotografadas pela própria pintora e reinterpretadas com seus pincéis. Os trabalhos serão expostos na Academia Campinense de Letras (ACL), com abertura às 20h do dia 5 de Novembro.

A curadoria é de Marly Stracieri. A abertura da exposição contará com Sessão Solene e palestra do comandante da EsPCEx, Coronel Marcus Alexandre Fernandes de Araújo, a convite da entidade. A seguir, haverá uma apresentação do Coral da Sociedade Hípica de Campinas, sob a regência do maestro Jairo Silveira.

Sobre a artista

Layr da Rocha Pitta é paulista de Cruzeiro, no Vale do Paraíba, onde nasceu em 1926. Viveu em diversas cidades brasileiras e logo cedo aprendeu a admirar cenas e paisagens com um olhar artístico. Autodidata, produziu vários trabalhos com a técnica de óleo sobre tela.

Após se aposentar do serviço público em Brasília, mudou-se para Campinas (SP), onde vive até hoje. Por essa ocasião,  buscou a orientação técnica em cursos com artistas locais, como José Postal, Maurito Ganzarolli e Ranulfo Campos.

Recentemente, frequentou o curso livre do artista Francelino Rodrigues, tendo participado das coletivas “Mostra de Artes 2008 e 2009”, organizadas pelo Atelier, no Centro de Convivência Cultural de Campinas. Em 2015, com o desejo de aprender novas modalidades artísticas, frequentou aulas da artista visual Vera Ferro e desenvolveu trabalhos em aquarela.

Exposição “Registros do Tempo”

ONDE: Na Academia Campinense de Letras (ACL), à Rua Marechal Deodoro, 525, Campinas (SP).

QUANDO: Abertura no dia 5/11/2018, a partir das 20h. Visitação de 6/11 a 4/12, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

QUANTO CUSTA: Entrada gratuita.

Tunai e Wagner Tiso apresentam “Saudade da Elis” em Campinas

Um homem sentado, tocando piano, e outro ao lado.
Tunai e Tiso no show “Saudade da Elis”. Crédito foto: José Luís Pederneiras

O cantor e compositor Tunai e o pianista e maestro Wagner Tiso sobem juntos ao palco do Sesc Campinas para apresentar o show “Saudade da Elis”, que já passou por seis capitais brasileiras e Buenos Aires. Em 2017, Elis teria completado 72 anos de idade, mas há 35 anos ela partiu, deixando uma história incrível na MPB. A dupla apresenta canções eternizadas na voz da Pimentinha.

Músicas como “As Aparências Enganam”, do próprio Tunai em parceria com Sérgio Natureza; “O Bêbado e a Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc; “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant; “O Trem Azul”, de Lô Borges e Ronaldo Bastos, entre outras que, depois da interpretação de Elis, passaram a fazer parte do patrimônio imaterial e coletivo da identidade brasileira.

Sobre os artistas

Foi na voz de Elis que Tunai escutou pela primeira vez os maiores nomes da cena brasileira como Milton Nascimento, Edu Lobo, Gilberto Gil, Baden Powell e Tom Jobim. Seu sonho de ser incluído nessa lista se realizou em 1979, com a gravação de “As Aparências Enganam”, em que Elis interpreta magistralmente a canção que o colocaria entre os maiores compositores brasileiros.

Wagner Tiso é um dos músicos responsáveis pelo movimento “Clube da Esquina”, ao lado de artistas como Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges e Toninho Horta. É o autor da histórica canção “Coração de Estudante”, coleciona prêmios como pianista, maestro e arranjador e já tem mais de 30 discos gravados.

Show “Saudade da Elis”

ONDE: Galpão Multiuso do Sesc Campinas (Rua Dom José I, 270/333, Bairro Bonfim).

QUANDO: Dia 10/11, sábado, às 16h30.

QUANTO CUSTA: R$ 17,00 R$ 8,50 R$ 5,00. Ingressos à venda no site do Sesc se nas bilheterias das unidades.

Americana terá 2ª edição de Feira Literária e Artística

Plateia assiste a apresentação. No palco, um homem e uma mulher.
2ª Feira Literária e Artística de Americana terá o total de 178 atrações gratuitas

A 2ª FLAAM (Feira Literária e Artística de Americana), em Americana-SP, terá o total de 178 atrações, envolvendo escritores, contadores de histórias, artistas visuais, músicos, atores, entre outros. A Feira será realizada no Centro de Integração e Valorização do Idoso, nos dias 10 de novembro (das 18h às 21h30) e 11 de novembro (das 9 às 18h). A entrada é gratuita.

O evento é promovido por Juliano Schiavo, Márcia Tomiyama e Isabela Oliveira, com o objetivo de reunir, em um único evento, a literatura e várias outras linguagens artísticas. A Feira contará com artistas de vinte cidades, inclusive de outros estados, entre os quais mais de 60 escritores.

Neste ano, a FLAAM terá uma patrona, Therezinha Rocha Poles, indicada pelo Espaço Literário Nelly Rocha Galassi. As palestras terão foco na tolerância. Durante o evento, serão recolhidos materiais de limpeza para doação à Associação Amigos dos Animais de Nova Odessa.

2ª Feira Literária e Artística de Americana

ONDE: No Centro de Integração e Valorização do Idoso (Rua Major Rehder, 650, Centro de Americana-SP).

QUANDO: 10 de novembro (das 18 às 21h30) e 11 de novembro (das 9 às 18h)

QUANTO CUSTA: entrada gratuita.

MAIS INFORMAÇÕES: @feiraliterariaeartistica. Programação completa no site oficial.

Surf Music com The Silva’s em Sampa

A banda The Silva’s surge de uma iniciativa de João Barone, baterista da banda ‘Paralamas do Sucesso’, ao se reunir com o produtor musical e ex-baixista do Mutantes, Liminha, seu amigo Pedro Dias e o ex-Hojerizah, Toni Platão, para tocar um pouco de surf music, sem nenhuma pretensão comercial. A ideia surgiu após uma “jam session” surpresa que eles fizeram na festa de aniversário da filha de João Barone, Branca.

O repertório da banda é baseado em clássicos da surf music, como ‘Miserlou’, de Dick Dale, The Ventures, The Shadows e temas de velhas séries de TV, como “Missão Impossível”, “Havaii 5-0” e outros, intercalados por rocks dos anos 60 e 70, em versões explosivas. O grupo já se apresentou duas vezes no festival Rock in Rio, nos anos de 2001 e 2017. A formação do grupo tem João Barone na bateria, com Liminha na guitarra, Pedro Dias no baixo, e Toni Platão nos vocais.

Show do The Silva’s

ONDE: Na Comedoria do Sesc Pompéia (Rua Clélia, 93, São Paulo).

QUANDO: Dia 8 de novembro de 2018, quinta-feira, às 21h30.

QUANTO CUSTA: R$ 6 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 10 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 20 (inteira). Ingressos à venda no site do Sesc Pompéia.

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Mostra de cinema italiano percorre estado de São Paulo

Casal de noivos em um fusca. Pessoas despedem-se.
Cena de filme da mostra de cinema italiano. Crédito foto: Divulgação Sesi

Entre 1 de outubro e 10 de dezembro, a mostra Cine Sesi-SP no Mundo: Festival de Cinema Italiano será exibida no Centro Cultural FIESP, na capital, e em 42 unidades do SESI no estado de São Paulo. Entre comédias, dramas, suspenses e aventuras, a programação inclui doze longas-metragens de alguns dos diretores e atores mais influentes na produção contemporânea italiana, como “Meia Tigela | L’Ultima Ruota del Carro” (2013), dirigido por Giovanni Veronesi.

O Cine Sesi-SP no Mundo foi criado em 2013, com o objetivo de formar plateia para a cinematografia de diversos países. Em parcerias com embaixadas, consulados e organizações culturais internacionais, a seleção dos filmes vai desde os títulos clássicos até os contemporâneos e democratiza o acesso à produção audiovisual reconhecida pela crítica e raramente difundida no circuito de exibição comercial. Entre os países já “visitados” pelo projeto estão Dinamarca, Japão, França, Holanda, Alemanha e Israel.

Cine Sesi-SP no Mundo: Festival de Cinema Italiano

ONDE: No Centro Cultural FIESP, em São Paulo (SP), e nas 42 unidades do SESI no estado de São Paulo.

QUANDO: Até 10 de Dezembro. Acesse a programação de cinema do Sesi Cultura, escolha seu filme e confira quando vai passar na sua cidade ou região.

QUANTO CUSTA: Gratuito.

Fotografia e Esculturas expõem cultura maranhense

Homens usando chapeus e roupas coloridas.
Boi do Maracanã, de Edgar Rocha, 2008. Crédito foto: Divulgação Museu Afro Brasil

No mês em que comemora 14 anos de existência, o Museu Afro Brasil, na cidade de São Paulo, inaugura duas exposições temporárias no dia 12 de Outubro: Afetos, de Edgar Rocha, de fotografia; e Hiorlando, de João Pereira Marques, de esculturas. A exposição fotográfica traz um panorama do trabalho do paulistano, estabelecido no Maranhão há mais de 40 anos.

São fotografias que passeiam por temas como o patrimônio cultural, os navegantes e as celebrações do povo maranhense. Hiorlando é uma exposição de peças esculpidas em madeira, bichos da água, do seco e do imaginário. O artista foi descoberto em Água Doce do Maranhão, pelos pesquisadores do Mapearte, projeto que localiza e registra os artesãos em atividade no Maranhão.

Acervo do Museu Afro Brasil

Aproveite para visitar também o acervo permanente do Museu Afro Brasil, com mais de 5 mil obras que englobam áreas de múltiplos universos culturais africanos, indígenas e afro-brasileiro. Dividido em Núcleos temáticos, o acervo procura abranger aspectos da arte, da religião afro-brasileira, do catolicismo popular, do trabalho, da escravidão, das festas populares, registrando assim, a trajetória histórica, artística e as importantes influências africanas na construção da sociedade brasileira.

A coleção é composta de gravuras, pinturas, desenhos, aquarelas, esculturas, documentos históricos, fotografias, mobiliário, obras têxteis, plumárias, cestarias, cerâmicas, entre outras obras elaboradas desde o século XVI até os nossos dias.

Exposições Afetos e Hiorlando no Museu Afro Brasil

ONDE: Museu Afro Brasil, à Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10, Parque Ibirapuera (acesso pelo Portão 03), São Paulo (SP).

QUANDO: De 12 de Outubro a 25 de Novembro de 2018, de terça-feira a domingo, das 10hs às 17hs, com permanência até às 18hs.

QUANTO CUSTA: R$ 6,00 /R$ 3 meia entrada. Gratuidade aos sábados.

MAIS INFORMAÇÕES: No site do Museu e pelo telefone (11) 3320.8900.

Retrospectiva de desenhos de Millôr Fernandes no IMS

Desenho mostra homem à beira de uma escada enorme
Desenho de Millôr Fernandes exposto no Instituto Moreira Salles

Millôr: obra gráfica, exposição aberta em 18 de Setembro no Instituto Moreira Salles, em São Paulo-SP, é a primeira retrospectiva dedicada aos desenhos do humorista, dramaturgo e tradutor Millôr Fernandes. Em 500 originais, os curadores Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires mapeiam os principais temas que estiveram presentes ao longo de 70 anos de produção do artista.

Ao ganhar as galerias, os desenhos de Millôr, feitos principalmente para serem publicados na imprensa, revelam a força e a complexidade de uma obra fundamental para a arte brasileira. Acompanha a mostra um livro que, além de reproduzir os originais, traz ensaios críticos e uma cronologia de vida e obra do artista.

A mostra divide em cinco grandes conjuntos a obra gráfica de Millôr, dos autorretratos à crítica implacável da vida brasileira, passando pelas relações humanas, o prazer de desenhar e a imensa e importante produção do “Pif-Paf”, seção que manteve na revista O Cruzeiro entre 1945 e 1963.

Exposição Millôr: obra gráfica

ONDE: Instituto Moreira Salles, à Avenida Paulista, 2.424, São Paulo (SP), na Galeria 1.

QUANDO: De 18 de Setembro de 2018 a 27 de janeiro de 2019, de terça-feira a domingo e feriados (exceto às segundas-feiras), das 10h às 20h. Nas quintas-feiras, até às 22h.

QUANTO CUSTA: Entrada gratuita.

MAIS INFORMAÇÕES: (11) 2842-9120 [email protected]

Referências

  • Com informações e imagens fornecidas pelos organizadores das respectivas atividades e eventos.
  • Foto destacada (no alto da página): 33ª Bienal de São Paulo – Montagem: Martin Gusinde, Arturo & Antonio; West Tanu; Ulen, the rebel, 1923. Crédito Foto: Pedro Ivo Trasferetti/ Fundação Bienal de São Paulo

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