Tago que fazer em Lisboa

O que fazer durante conexão em Lisboa

Comprou uma passagem aérea para a Europa com conexão em Lisboa? A partir de 8 horas ou um stopover de uma noite já é possível conhecer alguns encantos da capital portuguesa. E não são poucos! Tanto que é um dos destinos preferidos dos brasileiros e foi eleita “melhor cidade destino” em 2018 pelo World Travel Awards.

Pensando nisso, decidi contribuir um pouquinho com sugestões para roteiros curtos, com base nas minhas experiências de mais de um mês em Lisboa. Espero que te ajudem a definir o que fazer para aproveitar seu tempo livre na cidade.

Então, começo com oito horas de conexão em Lisboa porque penso que é o mínimo necessário para compensar uma saída do aeroporto. Considerando o tempo de desembarque-embarque e passagem pela imigração (aproximadamente 2 horas, 1h na chegada e 1h na saída); e do transporte entre o aeroporto e os locais a visitar (de 48 minutos a 2h15, ida e volta), restariam de 4 a 5 horas para um passeio. Mas o que fazer em tão pouco tempo?

Roteiro no Parque das Nações para conexão em Lisboa de 8h

Conexão em Lisboa. Caminho com bancos, pessoas, teleférico, lago e prédios ao fundo
Alguns dos principais pontos turísticos do Parque das Nações, como Oceanário, Teleférico, Torre e Ponte Vasco da Gama

Dá para fazer muita coisa, viu! Para conexão em Lisboa de 8 a 10 horas, uma ótima opção é visitar a região do Parque das Nações, que fica a apenas 24 minutos do aeroporto de metrô. É a cara da Lisboa moderna e cosmopolita, com ruas e avenidas largas, arranha céus. Tem um belo parque à beira do Rio Tejo e algumas das principais atrações da cidade, como o Oceanário e o Pavilhão do Conhecimento- Ciência Viva.

Em minhas andanças por Lisboa, o GoogleMaps ajudou muito. Por isso, compartilho neste post os links para os mapas dos percursos mencionados, a exemplo desse no parágrafo anterior. Agora, para poder usufruir dessa ou outra tecnologia de GPS, precisa ter uma boa internet no celular.

  • Minha dica é adquirir um chip da EasySim4U, que você recebe em casa antes da viagem e já chega ao destino conectado!

Creio que sejam necessárias ao menos 2 horas para visitar o Oceanário, mais uns 30 minutos entre fila para comprar ingressos, entrada e saída. Lembrando que há opção de comprar ingressos antecipadamente via Internet para este e a maioria dos locais turísticos da cidade.

Oceanário, Teleférico e Parque do Tejo

Para o Ciência Viva, mais umas duas horas, mas acho que essa visita só vale se sua conexão em Lisboa for de pelo menos 10 horas e você for mesmo fã de Ciência ou estiver com criança ou adolescente. É que é uma atração bem mais pedagógica que turística. Então, se optar somente pelo Oceanário, minha sugestão é aproveitar o tempo restante passeando à beira do Rio Tejo.

Saindo do Oceanário, no tempo que resta (1h30 a 2h30) pode embarcar no Teleférico do Parque das Nações até a Torre Vasco da Gama e caminhar pelo Parque do Tejo. Se for final de tarde, ainda poderá conferir um belo por de Sol com seus raios a refletir na Ponte Vasco da Gama. Depois, é só voltar de Teleférico e caminhar até a Estação Oriente para tomar o metrô de volta ao aeroporto. E observe a bela arquitetura da Estação, obra do espanhol Santiago Calatrava.

  • Você pode conferir todos os detalhes das atrações mencionadas aqui, com minhas experiências e informações de horários, endereços e preços, em post sobre o Parque das Nações em Lisboa.

Roteiro no Centro Histórico para conexão em Lisboa de 10 a 12h

Escala em Lisboa. Praça do Comércio
Praça do Comércio, em Lisboa, vista do mirante do Arco da Rua Augusta

Para conexões em Lisboa de 10 a 12 horas, é possível aproveitar bem as 6 a 8 horas livres visitando alguns lugares históricos da cidade. Minha principal sugestão é o Castelo de São Jorge, construção do período islâmico com uma das mais belas vistas da cidade (2 a 3 horas). A segunda é o Arco da Rua Augusta (1 hora), monumento de onde melhor vê-se a Praça do Comércio, palco dos principais acontecimentos históricos da cidade, e o Rio Tejo até a outra margem, onde está o Santuário Nacional de Cristo Rei.

Do Centro Histórico de Lisboa (região da Baixa-Chiado), o trajeto até o Castelo de São Jorge não deve passar de meia hora. Já, se for direto do aeroporto, pode fazer o percurso com transporte público em aproximadamente 1h30.

Quer auxílio profissional para planejar sua viagem? Pode contar com os serviços da agência Embarque40Mais Viagens, que oferece uma consultoria personalizada. Desde a escolha do destino, passando pelas reservas de hospedagem, passagens aéreas e passeios, até a elaboração de um roteiro exclusivo! Contatos: [email protected] ou (19) 988.380.781.

Visitando Belém durante conexão em Lisboa de 10 a 12 horas

Padrão dos Descobrimentos, Belém- Lisboa
Breve descanso, com Padrão dos Descobrimentos ao fundo

Outra opção para uma conexão em Lisboa de 10 a 12h é esticar até a Freguesia de Belém, onde está a sede do governo Português, o Mosteiro dos Jerônimos e alguns dos principais monumentos da cidade: a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos.

Ah, sem contar os deliciosos e autênticos pasteizinhos de Belém, o melhor e mais tradicional doce da cidade. A fábrica original fica em Belém.

Acredito que em 6 horas seja possível visitar esses dois monumentos e ainda provar os pastéis de Belém, desde que não seja final de semana ou alta temporada, quando as filas podem assustar. É tudo pertinho, dá para fazer os trajetos a pé tranquilamente.

Stopover de uma noite em Lisboa: Praça do Comércio e Sintra

conexão em Lisboa. Centro de Sintra
Centro Histórico da Vila de Sintra, Portugal

Agora, se você vai fazer um stpover de uma noite em Lisboa, tendo um dia inteirinho livre (12 a 14 horas), visitar a Vila de Sintra pode ser compensador. Um roteiro especialmente indicado para fãs de castelos e parques carregados de história e mistérios. Mas acho que só deve ir durante a semana, pois aos finais de semana as filas podem comprometer seu tempo.

Minha sugestão é ir ao Arco da Rua Augusta e passar pela Praça do Comércio, o que não deve levar mais de 1 hora. Ir a Lisboa e não ver isso seria como se não tivesse ido.. Rs. De lá, pegue o trem com destino a Sintra (percurso de aproximadamente 1h).

Visitando o Palácio da Pena em Sintra

Conexão em Lisboa. Palácio da Pena, em Sintra
Palácio da Pena, em Sintra, que foi casa de campo da família Real portuguesa

Em Sintra, terá de escolher até dois locais para visitar. Entre as opções, destaco o Palácio da Pena, antiga casa de campo da família Real portuguesa. De lá, tem-se a mais bela vista da Serra de Sintra (Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO), e do Oceano Atlântico. O Palácio, preservado e todo mobiliado, nos permite conhecer e sentir como era viver lá àquela época.

Outro local belíssimo em Sintra é o Parque e Palácio de Monserrate, um dos pontos turísticos mais românticos e misteriosos da região de Lisboa. Acesse o post linkado acima e saiba o motivo. Mas os mistérios de Sintra não param por aí. Outro local muito interessante é a Quinta da Regalera, que tem um belo parque, grutas e construções incríveis, como um poço gigante e passagens subterrâneas.

Também tem as ruínas do Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional de Sintra e o Centro Histórico, com museus, cafés e restaurantes deliciosos, mas nesse tempo livre acredito que seja possível visitar apenas dois dos lugares turísticos mencionados nesse roteiro e fazer um lanche ou almoço rápido. Depois, é só embarcar direto de volta ao aeroporto de Lisboa (1h30). É um roteiro meio corrido, mas levará na bagagem muita história para contar!

Mais dicas para aproveitar sua conexão em Lisboa

Durante conexão em Lisboa, uma boa opção é visitar o Castelo de São Jorge
No Castelo de São Jorge, em Lisboa, com vista da cidade atrás
  • O post sobre mirantes que visitei em Portugal tem informações detalhadas da maioria dos locais mencionados aqui, como horários, endereços e preços de ingressos.
  • Para te ajudar a se locomover durante sua conexão em Lisboa, sugiro consultar minhas dicas de transporte na região, com experiências e outras opções além do transporte público.
  • Lembre-se de levar na bagagem de mão, à bordo do avião, o que for precisar durante sua conexão em Lisboa!
  • Se quiser deixar a bagagem de mão no aeroporto, pode contar com o serviço de depósito de bagagem, que varia de 3,36 Euros (10 kg) a 9,87 (mais de 30 kg). * Preços consultados em 15/03/2019. Mais informações: (+351- 218.413.594).

E aí, esse post foi útil para você? Conte nos comentários! Sua opinião ajuda a melhorar nosso trabalho. Se gostou, compartilhe com amigos e siga-nos por e-mail e nas redes sociais (links abaixo). Obrigado!

Parque das Nações: Lisboa moderna e cosmopolita

A visita ao Parque das Nações, Lisboa, é indispensável em roteiro de turismo na capital de Portugal. Em um dia já é possível conhecer os principais pontos turísticos dessa região. Neste post, minha experiência de três semanas e dicas detalhadas de locais para seu roteiro!

Se em outros locais, como a Baixa-Chiado, Alfama e Belém, a gente respira tradição e a história antiga da cidade, no Parque das Nações nos deparamos com uma típica capital europeia deste século, moderna e cosmopolita. Ruas e avenidas largas e arborizadas, arquitetura arrojada, ampla variedade de comércio e serviços e um belo parque à beira do Rio Tejo com vista para a Ponte Vasco da Gama.

Moça sentada em banco, passeio, prédios, lago e teleférico
Vista do Parque das Nações, Lisboa: Oceanário, Teleférico e Ponte Vasco da Gama

A região do Parque das Nações, em Lisboa, destinada a grandes eventos, também reúne alguns pontos turísticos muito interessantes, como o Oceanário, o Teleférico e o Pavilhão do Conhecimento- Ciência Viva. Em minha viagem de mais de um mês a Portugal passei três semanas na região e posso afirmar que foi uma ótima escolha!

A hospedagem é especialmente indicada para quem vai à cidade participar de algum evento nos Pavilhões do Parque das Nações ou pretende partir de lá para outros destinos, mas vale para todos. O Parque das Nações fica a apenas trinta minutos do Centro Histórico de Lisboa e a 24 minutos do Aeroporto (ambos de metrô). Sem contar que tem a Estação Oriente, onde é possível embarcar em trens para outras regiões de Portugal e países da Europa.

Parque das Nações: imersão na cultura lisboeta periférica

Crianças e professores fazem exercícios em gramado
Atividade esportiva com estudantes no Pq. do Tejo, no Parque das Nações

O que eu mais gostei em ficar no Parque das Nações foi a sensação de pertencimento que tive, pois pude conviver com moradores locais de diferentes origens, entre os quais alguns brasileiros, inclusive. Frequentar os mesmos lugares que eles, como a padaria, a quitanda, a lavanderia e o parque, me proporcionou uma verdadeira imersão na cultura lisboeta periférica, coisa que a gente não consegue só de passagem, com um roteiro apertado e ficando em um hotel da zona turística tradicional.  

E o curioso é perceber o quanto nossas culturas são parecidas, embora algumas diferenças possam parecer gritantes em um primeiro momento. De imediato, me chamou atenção a cara fechada de algumas portuguesas e, às vezes, pareciam bravas mesmo! Mas creio que isso esteja mais relacionado ao modo de fala rápida dos portugueses.

Lisboa: Ganhando sorrisos de “portuguesas bravas”

Mulher encostada em grade. Árvores, rio e teleférico ao fundo
Feliz da vida depois de almoçar um bacalhau e vinho deliciosos no Parque das Nações

Às vezes, ficava em dúvida se a língua que escutava em algumas conversas era mesmo Português ou Árabe, o que se explica pela influência durante o período de dominação Moura. Foi curioso ver quando entrava em um comércio, por exemplo, como algumas vezes mudavam o tratamento ao perceberem que era uma brasileira. Depois, conversando com algumas pessoas, soube de algo que talvez justifique a rispidez das matronas lisboetas com as brasileiras.

Contam que anos atrás teriam ocorrido muitos casos de mulheres brasileiras “roubarem” maridos das portuguesas. Rs… “Causos” à parte, o fato é que as portuguesas mais jovens com quem tive contato foram bem mais simpáticas, como a estudante de uma cidade do interior, que conheci na pousada. Em certa tarde, passamos horas conversando, mas infelizmente não consigo lembrar o nome dela. Anotei no celular e perdi ao fazer uma atualização!

Fonte, bancos, pessoas e árvores
Fonte que espirra água e provoca ondas, no Parque das Nações, Lisboa

Sei que a parte mais engraçada da conversa foi ela tentar, várias vezes, me fazer entender a frase “coroa da rainha”, com uma rapidez tamanha que fazia parecer apenas duas sílabas e qualquer coisa, menos o que queria dizer. Só entendi quando fez mímica. Rsrs. Ao mesmo tempo, as portuguesas me pareceram todas muito trabalhadoras e, se eu respondia uma cara feia com um sorriso e algo como “bom dia, como vai você?” ou “muito obrigado e bom fim de semana!”, ganhava um olhar mais compassivo e às vezes até um sorriso.

Portugueses cordiais em Lisboa

mulheres sentadas à beira de lago, prédio e teleférico ao fundo
Mulheres relaxam no Parque das Nações, em Lisboa. Oceanário e teleférico à vista

Os portugueses, em geral, mostraram-se bem cordiais, solícitos e respeitosos. Não passei nem vi qualquer situação de assédio, desde andando pela rua, em centros comerciais, restaurantes até no transporte público. Dizem por lá que para rolar uma paquera tem que ser em local apropriado, como um barzinho, uma casa noturna e, ainda assim, só com um claro sinal verde da moça. Que bom!

Outra coisa muito legal foi perceber os hábitos alimentares dos lisboetas, que não são os pratos gourmet servidos nos restaurantes turísticos. Como a pousada que fiquei estava em Moscavide, um reduto da população original que vivia na região antes da revitalização, fiz várias refeições em padarias e pequenos restaurantes fora da zona turística. Além de comprar comida pronta no mercado, o que me rendeu uma boa economia.  

Sobre o Parque das Nações, Lisboa

bandeiras asteadas em fileira ao lado de lago. Prédios ao fundo
Bandeiras indicam países participantes da Expo 98, evento que transformou a região do Parque das Nações, em Lisboa

A região ou Freguesia do Parque das Nações ganhou esse nome depois de revitalizada, no final dos anos 1990, para a realização de uma grande exposição mundial sobre os oceanos e a necessidade de preservá-los, a Expo 98. Até então, era grande a degradação ambiental da área que compreende uma faixa de 5 km na margem do Tejo e adjacências, ocupada de forma desordenada por indústrias, atividades portuárias e afins.

A Expo 98 recebeu quase 10 milhões de pessoas e contou com a participação de 146 países, entre os quais o Brasil. Por isso, o nome “Parque das Nações”. Por conta do evento, observa-se alguns monumentos e o estilo arquitetônico predominante relacionados ao tema dos oceanos.

O principal é a icônica Estação Oriente (também conhecida como “Gare do Oriente”), obra do arquiteto espanhol modernista Santiago Calatrava, cuja cobertura nos lembra as velas e proas de um navio e ondas do mar.

Estação do Oriente, em Lisboa
Plataformas de embarque de trem da Estação do Oriente, no Parque das Nações

Inaugurada em 1998, a Estação Oriente é uma das mais importantes de Portugal, pois liga Lisboa a outras cidades e países da Europa. Embora o Parque das Nações seja o retrato de uma Lisboa moderna e voltada para o futuro, também tem muita história. “As primeiras notícias com referência a esse território remontam ao período romano, entre os séculos II a.C. e I d.C., com a construção de estradas e pontes. É o caso da ponte sobre o rio Trancão…”, informa o site da Junta de Freguesia do Parque das Nações

Como chegar ao Parque das Nações em Lisboa

De Metrô (Metro): O acesso é pela Linha Vermelha (sentido Aeroporto). Do Centro Histórico de Lisboa, tome a Linha Verde nas estações Baixa-Chiado ou Rossio (sentido Telheiras), desça na estação Alameda e pegue a Linha Vermelha até a estação Oriente.

De Trem (Comboio): O acesso é pela Linha Azambuja/ Porto, que pode tomar na estação Santa Apolônia, na Praça do Comércio/ Terreiro do Paço.

De Ônibus (Autocarro): Linha 728, que passa em frente ao Arco da Rua Augusta, na Praça do Comércio. Desembarque na Estação Oriente.


Traseira de carro e horizonte

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Bom, agora vou contar minhas experiências e dar dicas de alguns locais na região do Parque das Nações que podem fazer parte do seu roteiro em Lisboa. Acredito que em um dia seja possível aproveitar bem a região. Confira! E depois tem mais fotos na Galeria, ao final da Página.. 

O que fazer no Parque das Nações, Lisboa:

Conhecer a Estação Oriente

avenida com carros, pessoas, prédio com grande estrutura de metal e céu
Uma das entradas da Estação Oriente, no Parque das Nações (Lisboa). Obra de Calatrava

Recomendo começar pela Estação Oriente. Se for até o Parque das Nações de metrô, trem ou ônibus é lá mesmo que vai descer. A Estação é linda! Vale subir até as plataformas de embarque de trem para ver a estrutura em metal e vidro que cobre a estação.

O piso inferior costuma abrigar feiras e exposições. Vi uma de livros e discos que era muito grande mesmo, cheia de relíquias, entre as quais muitas de artistas brasileiros, como Roberto Carlos e Chico Buarque. Aliás, como adoram música brasileira os portugueses! Tempo estimado para a visita: 15 a 30 minutos.

ONDE: Piso 1 – Avenida D. João II, 1990-233, Pq. das Nações, Lisboa. 

Ir ao Shopping Vasco da Gama

prédios, escultura e pessoas caminhando
Escultura “O Sol Humano”, de Jorge Vieira, à frente da entrada do Shopping Vasco da Gama. Torres São Rafael e São Gabriel dos lados

De lá, pode acessar o Shopping Vasco da Gama atravessando a avenida em frente (Dom João II) ou pelo subsolo. Não é um shopping muito grande, mas um local agradável, bem servido de lojas, cinema, supermercado. Talvez, tomar um café ou outra bebida no terraço, com vista para o Tejo. Tempo estimado para a visita: 15 a 30 minutos.

ONDE: Av. Dom João II 40, Parque das Nações.

QUANDO: Aberto todos os dias, das 9h à meia noite.

Visitar o Pavilhão do Conhecimento- Centro Ciência Viva

Fonte de água, esculturas, prédio e pessoas passando
Exterior do Pavilhão do Conhecimento- Ciência Viva, no Parque das Nações

Do Shopping, pegue a saída para a Alameda dos Oceanos e siga à direita em direção ao Pavilhão do Conhecimento- Centro Ciência Viva. No belo caminho entre jardins, não deixe de parar para apreciar os vulcões de água: fontes em forma de cone que espirram água e provocam pequenas ondulações no lago. Passei um tempo agradável por ali, observando o ciclo da água, a vegetação e a diversidade de pessoas que passam pelo local.

Eu fui ao Ciência Viva e achei interessante, mas considero especialmente recomendável a quem estiver com crianças ou sejam amantes das ciências, pois é bem didático, interativo e com temáticas infanto juvenis. Algo que gostei muito foi lá uma exposição permanente de fotografias de cientistas portuguesas, uma forma de divulgar a importância do trabalho feminimo no segmento. Tempo estimado para a visita: 1h30.  

Fonte de água e, fora de cone, árvores, pessoas e prédios.
Um dos “vulcões de água” do Parque das Nações, em Lisboa, Portugal

ONDE: Largo José Mariano Gago, nº 1, Parque das Nações, 1990-073- Lisboa. GPS: 38.762602,-9.095014.

QUANDO: De terça a sexta-feira, das 10h às 18h (última entrada às 17h30; 16h30 para os grupos). Fins de semana e feriados, das 11h às 19h (última entrada às 18h30). Fechado nos dias 24, 25 e 31 de Dezembro e 1 de Janeiro.

QUANTO CUSTA: 9 a 6 Euros.

MAIS INFORMAÇÕES:  (+351) 218.917.100 e no site oficial do Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva.

Visitar o Oceanário de Lisboa: imperdível

Visitantes observam animais em aquário gigante.
Oceanário de Lisboa: Mais de 500 espécies de 4 oceanos

Logo ao lado do Pavilhão do Conhecimento está o Oceanário de Lisboa, um aquário gigante, com nada menos que 5 milhões de litros de água salgada e mais de quinhentas espécies de quatro oceanos representados: Antártico, Pacífico Temperado, Índico Tropical e Atlântico Norte. Está entre os maiores da Europa e foi eleito o “Melhor Aquário do Mundo” pelo TripAdvisor em 2015 e 2017.

O objetivo é gerar conhecimento e sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de mudar comportamentos para preservar a natureza. Eu visitei e achei incrível, principalmente por conta da disposição do aquário no prédio: quatro grandes tanques em dois pavimentos, mas que dão a impressão de serem apenas um, circundados por corredores para os visitantes.

A sensação que tive foi de estar em túneis submersos no oceano, em meio à toda a exuberância da fauna marinha. Eu demorei mais, pois tinha tempo e curiosidade de sobra, mas dá pra fazer a visita tranquilamente em 2 horas.

Com o mascote do Oceanário de Lisboa, em frente ao prédio, no Parque das Nações

ONDE: Doca dos Olivais, no Parque das Nações, Lisboa.

QUANDO: Aberto das 10h às 19h (última entrada às 18h). Horário de verão (a partir de 30 de março de 2019), das 10h às 20h (última entrada às 19h). Dia 25 de dezembro, das 13h às 19h (última entrada às 18h). Dia 1 de janeiro de 2019, das 12h às 19h (última entrada às 18h).

QUANTO CUSTA: 10 a 15 Euros (exposição permanente). Crianças até 3 anos não pagam.

MAIS INFORMAÇÕES: (+351) 218.917.000, [email protected] e no site oficial do Oceanário de Lisboa.

Andar no Teleférico do Parque das Nações

teleférico, lago, rio, calçadão, ponte e prédios
Vista do Parque das Nações. Da cabine do teleférico, chegando na estação sul

Saindo do Oceanário de Lisboa, pode tomar o Teleférico na estação sul, que está logo ao lado. Com um trajeto de apenas 1230 metros, o Teleférico do Parque das Nações é considerado um meio de transporte turístico, mas acaba funcionando mais como um mirante em movimento.

A trinta metros de altura, tem-se uma boa vista da região à margem do Tejo, seus principais prédios e pontos turísticos, como o Oceanário, a Doca dos Olivais, o Pavilhão Atlântico (onde ocorrem grandes shows), o Casino de Lisboa, a Estação Oriente, a Torre Vasco da Gama e, claro, o Rio Tejo. Tempo estimado: 15 minutos.

ONDE: As cabines para a compra de ingressos, embarque e desembarque do Teleférico ficam nas duas pontas: ao lado da Torre Vasco da Gama (estação norte) e ao lado do Oceanário (estação sul).

QUANDO: Aberto todos os dias do ano. De 17 de março a 1 de junho, das 11h às 19h. De 2 de junho a 9 de setembro, das 10h30 às 20h. De 10 de setembro a 27 de outubro, das 11h às 19h. De 28 de outubro a 15 de março, das 11h às 18h. Horários especiais entre a véspera de Natal e Ano Novo. Consulte no site oficial do Teleférico.  

QUANTO CUSTA: 2 a 3,95 Euros (só ida) ou 3,35 a 5,90 (ida e volta). Crianças até 6 anos não pagam.

Almoçar em um dos restaurantes com vista para o Tejo

pratos de bacalhau e taças com vinho tinto
Alguns dos pratos que provamos no D’Bacalhau, no Parque das Nações, Lisboa

Ao descer do teleférico na estação norte, caminhe pelo Passeio das Tágides à sua esquerda, onde verá vários restaurantes com frente para o Tejo. Entre os que experimentei, recomendo o D´Bacalhau, especialista no preparo do prato mais tradicional de Portugal. Boa comida, carta de vinhos, atendimento cordial e preço justo. Tempo estimado: 1h15.

ONDE: Rua da Pimenta 45 – Zona Ribeirinha Norte, 1900-254 Parque das Nações.

Caminhar e assistir ao por do Sol no Parque do Tejo, em Lisboa

Árvore apoiada em toco, gramado, bancos, rio e ponte ao fundo
Árvore apoiada em toco no Parque do Tejo, no Parque das Nações, Lisboa

Depois de almoçar, siga pelo Passeio das Tágides no sentido contrário (em direção à Torre Vasco da Gama), passe pela estação norte do teleférico e pela Torre Vasco da Gama até chegar ao Parque do Tejo. É uma área verde à beira do Rio Tejo, no Parque das Nações, muito bem cuidada. Fica entre a Torre Vasco da Gama e um pouco adiante da Ponte Vasco da Gama, que liga Lisboa a outras cidades, como Setúbal e Almada.

A Torre Vasco da Gama é um mirante com 145 m de altura, construído para a Expo 98, mas está fechada para visitação desde 2004, infelizmente. Sua estrutura está sendo usada por um hotel de luxo. O Parque do Tejo tem pista para caminhada e corrida, ciclovia, pier, aparelhos para ginástica, monumentos, árvores, entre as quais muitos pinheiros, arbustos e algumas ervas aromáticas.

Ponte, rio, pedras, calçada e pessoas
Por do sol à beira Tejo, no Parque das Nações. Ponte Vasco da Gama fica dourada

Pouco explorado pelos turistas, é uma das principais áreas de lazer dos moradores locais. Além de fazer exercício, as caminhadas pelo Parque do Tejo me presentearam com pores do Sol espetaculares. Nessa época do ano (Outubro e Novembro), os últimos raios do Sol (que se põe do lado contrário) parecem transformar o concreto da Ponte Vasco da Gama em ouro e fundem os azuis do céu e das águas do Tejo! Uma beleza quase impossível de retratar em palavras. Tempo estimado da visita: 1 hora.


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O que fazer à noite no Parque das Nações Lisboa

pessoas deitadas, sentadas e em pé assistem a show no palco
Festa no Pavilhão de Portugal do evento Web Summit 2017

Para quem quiser aproveitar a noite na região, há algumas opções interessantes, como o Teatro Camões (referência em apresentações de dança), o Casino de Lisboa (jogos e shows), boa variedade de restaurantes e bares. Um dos que mais gostei foi o Irish&Co.- Irish Sports Pub, um autêntico pub irlandês, com porções, cervejas especiais e, na noite em que fomos, boa música ao vivo.

ONDE: Teatro Camões (Passeio do Neptuno, próximo do Oceanário); Casino de Lisboa (Alameda dos Oceanos, 45 ); Irish&Co. (Rua da Pimenta, 57).

Onde se hospedar no Parque das Nações

Mulher, duas camas e mesa de cabeceira ao fundo
No quarto em que fiquei hospedada na pousada do Parque das Nações, Lisboa

No Parque das Nações, em Lisboa, fiquei hospedada na Pousada da Juventude, ao lado da estação de trem de Moscavide, mas só recomendo para quem for ficar poucos dias e não se importar com barulho. Eu tenho sono leve, então a constante agitação noturna nos corredores me incomodou algumas vezes.

Sem contar que depois de uns dias a gente começa a sentir mais as molas tortas dos colchões.. Rs. Por outro lado, a limpeza e a localização são muito boas e o custo baixo gerou uma economia considerável.


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Galeria de fotos do Parque das Nações, Lisboa

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Referências

  • A viagem de Michele a Portugal foi entre Outubro e Novembro de 2017, custeada por ela. Dos locais mencionados nas dicas, somente as entradas ao Pavilhão do Conhecimento e ao Oceanário não foram pagas, já que o acesso foi via credenciamento de imprensa. Ainda assim, como de costume, as opiniões expressadas pela autora são totalmente sinceras. 
  • Com informações dos sites oficiais do Turismo de Lisboa, da Câmara Municipal de Lisboa, da Junta de Freguesia do Parque das Nações, do Googlemaps e de locais mencionados, disponíveis em 10 e 11 de Dezembro de 2018.  

Turismo em Lisboa: um ponto de partida para descobrir história da cidade

Para quem vai fazer turismo em Lisboa, o museu interativo Lisboa Story Centre é um bom ponto de partida para descobrir a história e encantos da bela capital de Portugal. Recursos tecnológicos proporcionam ao turista uma experiência sensorial pelo Centro Histórico da cidade ao longo do tempo, tendo como palco principal o Terreiro do Paço, local conhecido hoje como Praça do Comércio (foto destacada acima).

pessoas assistem a vídeo em museu de Lisboa
Notícias e vídeo, no Lisboa Story Centre, dão vida a fatos históricos da Praça do Comércio

Essa dica é especialmente interessante para os apreciadores de turismo histórico e cultural, mas creio que vale para todos. Afinal, quando conhecemos um pouquinho que seja da história de uma cidade ou um país nossa viagem costuma ficar bem mais interessante. Passamos a ver tudo com outros olhos, a compreender e apreciar mais.

Foi o que aconteceu comigo em minha primeira viagem a turismo em Lisboa, ao sair do Lisboa Story Centre (LSC). Durante a visita, aprendi que os principais fatos históricos de Lisboa e do país aconteceram no Centro Histórico da cidade, desde a chegada dos primeiros exploradores, passando pelo terremoto de 1755 e a queda do império, até a derrubada do regime ditatorial salazarista.

Terremoto de 1755: da tragédia à modernidade

Montagem cenográfica com dois homens tentando resgatar uma pessoa entre escombros
Cenário no Lisbon Story Centre expõe terror vivido por lisboetas com terremoto de 1755 

Foi muito marcante conhecer as dimensões e mudanças provocadas a partir do terremoto, seguido de uma onda gigante e incêndios, que atingiram Lisboa no dia 1 de Novembro de 1755, Dia de Todos os Santos. Inclusive porque o período da minha viagem a Lisboa incluiu este dia de 2017, data em que todos os anos são realizadas várias atividades que relembram a tragédia.

As experiências no LSC, que incluem a apresentação de um filme com efeitos tridimensionais e a passagem por montagens cenográficas, nos dão a impressão de estar na cidade naquele dia.

painel com fotos de homens de época antiga
Painel mostra principais responsáveis pela reconstrução de Lisboa após terremoto: Marquês de Pombal, Carlos Mardel, Manuel da Maia e Eugénio dos Santos

O sismo, estimado em 9º, foi considerado o maior já registrado na Europa. De imediato, as consequências foram desastrosas: 10 a 12 mil mortos do total de 250 mil habitantes da cidade e a redução de 40% a 60% do PIB (Produto Interno Bruto). Por outro lado, as mudanças decorrentes da catástrofe natural foram fundamentais para a inovação e modernização do sistema urbanístico, impondo regras de construção que garantissem maior resistência a abalos sísmicos.

Turismo histórico: Lisboa Pombalina e descobertas

Mapa da cidade de Lisboa e homens  trabalhando em uma mesa, ao fundo.
Recriação da sala da equipe de Pombal dá vida a personagens durante elaboração dos planos de reconstrução de Lisboa

A base desse sistema anti-sísmico é a “gaiola”, como ficou conhecida a estrutura criada por Carlos Mardel, composta por traves de madeira cruzadas, sobre a qual se erguem as paredes. Essa área reconstruída na cidade ficou conhecida como Baixa Pombalina. Isso porque o Marquês de Pombal, primeiro ministro do Rei Dom José I, foi o principal articulador do Plano, ao lado de Mardel, Manuel da Maia e Eugénio dos Santos.

Caravela com bandeiras de Portugal, uma moça observando e um barco menor com pescador
Caravela no Lisboa Story Centre simboliza período de navegações e exploração de colônias

Ao visitar os ambientes de recriação da sala de trabalho dessa equipe à época, no LSC, a gente “viaja no tempo”,  vendo a movimentação dos personagens enquanto elaboram os planos de reconstrução da cidade. Pombal é um velho conhecido dos brasileiros, já que foi o responsável por várias medidas impopulares para ampliar os lucros da Coroa portuguesa com a exploração da então Colônia, no século XVIII.

Local rústico para abrigo de produtos, como sacas e tonéis. Moça observa.
Armazém permite experiência sensorial ao turista visitante, com climatização e cheiros dos produtos armazenados à época

No LSC, é mencionada a ajuda humanitária do Brasil e vizinhos europeus para a reconstrução de Lisboa após o terremoto. O período de exploração das colônias, em especial o Brasil na América e países africanos, é representado por caravelas e um rico armazém aonde o “viajante” sente os cheiros dos produtos depositados em Lisboa à época.

Outra consequência importantíssima do terremoto foi a descoberta dos primeiros sítios arqueológicos, que permitiram comprovar e estudar períodos de ocupação da cidade anteriores à islâmica.

Viajantes por natureza: a diversidade portuguesa

exposição de painéis com desenhos e vídeos
História e mitos das ocupações de Lisboa contadas por animações no Lisboa Story Centre

Também foi muito interessante para mim, uma brasileira fazendo turismo em Lisboa, saber da grande diversidade de povos que contribuíram para a formação dos lisboetas e do povo português em geral. Lembrando que os portugueses são um povo que, junto com indígenas, africanos e, posteriormente, outros europeus, compõem a base de formação do povo brasileiro.

Diz a lenda que Ulisses, o herói grego da Odisséia, de Homero, teria sido um dos fundadores de Lisboa.. O que pode-se dizer ao certo é das ocupações do território por romanos, germânicos (suevos e visigodos) e muçulmanos, mas também da ocupação indígena e influência fenícia antes dos romanos, segundo objetos encontrados em escavações.

Torres e ruínas de castelo medieval em Lisboa, Portugal. Pessoas caminham no local. Vista da cidade ao fundo.
Turistas visitam Castelo de São Jorge, em Lisboa: construído por muçulmanos. Sítio arqueológico à direita

De acordo com os registros, o período de ocupação islâmica em Lisboa (desde 711) foi muito próspero e, embora a maioria dos monumentos tenham sido destruídos pelos monarcas, essa cultura teve forte influência na formação do povo português, a exemplo da culinária e da língua. A dominação islâmica acabou em 1147, quando Dom Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, expulsou os mouros (com ajuda das Cruzadas Cristãs) e anexou a cidade ao recém-criado reino.

No Lisboa Story Centre, as ocupações são contadas por meio de animações expostas em painéis interativos, que apresentam o conteúdo conforme o visitante se aproxima, com o auxílio de audioguia multilíngue.

Olisipo, Al Usbuna e Lisboa

Bases de paredes de pedra em sítio arqueológico em Lisboa.
Escavações nas ruínas do Castelo de São Jorge, em Lisboa, expuseram casas islâmicas

Na época da ocupação romana (138 a.C ao século V), o nome dado à cidade era “Felicitas Julia Olisipo” (ou só Olisipo), em homenagem ao então imperador Júlio César. Muitas construções dessa época vieram à tona com o terremoto, mas só foram devidamente investigadas e abertas ao público muito tempo depois. Entre essas construções, creio que o grande destaque sejam as ruínas do teatro romano, que foram adaptadas e abrigadas pelo Museu de Lisboa Teatro Romano, aberto à visitação.

Paisagem com casas, torres de igrejas, embarcações e o Rio Tejo, em Lisboa.
Vista da cidade e do Rio Tejo, de uma das torres do Castelo de São Jorge, em Lisboa

Já durante a ocupação muçulmana, a cidade era chamada “Al Usbuna”. O Castelo de São Jorge (nome dado a partir do reinado português), do qual não sobrou muita coisa, é um marco importante da ocupação muçulmana na cidade, mas também serviu à corte portuguesa até o século XVI. Foi construído pelos mouros no final do século XI para reduto das elites em caso de ataques. Escavações no local colocaram à vista algumas residências desse período.

Por isso, a localização estratégica dessa fortificação, no alto da colina, de onde também se tem uma das mais belas vistas de Lisboa. A construção inicial foi alterada ao longo do tempo e quase destruída pelo terremoto, mas foi parcialmente reconstituída no século passado, quando obteve o título de Monumento Nacional. Com certeza, um dos principais locais a visitar para conhecer a história antiga da cidade, entre outros, listados ao final do texto.

Terreiro do Paço testemunhou queda da monarquia e da ditadura

O terreiro do Paço, com a estátua de Dom José I ao centro, e o Rio Tejo: vistos do mirante do Arco Triunfal da Rua Augusta

O Terreiro do Paço, hoje conhecido como Praça do Comércio, é, sem dúvida, o principal cartão postal de Lisboa. Além de lindo e cheio de atrativos, guarda muita história! Durante minha viagem a Lisboa estive lá várias vezes e em cada uma delas vi coisas diferentes. Bem no centro da Praça está o monumento em homenagem a Dom José I, que era o rei de Portugal durante a  reconstrução após o terremoto. Na imponente estátua, de autoria de Machado de Castro, o monarca está sobre seu cavalo Gentil.

Quadros com notícias de jornais em parede de museu em Lisboa.
Notícias de fatos históricos ocorridos na Praça do Comércio, expostos no Lisboa Story Centre

Quando for à Praça do Comércio, não deixe de subir até o mirante do Arco Triunfal da Rua Augusta, de onde se tem a melhor vista do Paço e do Rio Tejo, mas só depois de ir ao Lisboa Story Centre, que também fica na Praça. Uma das coisas mais bacanas do LSC é como demonstra essa importância histórica do Terreiro do Paço. Entre os fatos mais marcantes estão os assassinatos do Rei Dom Carlos e de seu herdeiro, Dom Luís Felipe, no dia 1 de Fevereiro de 1908.

Monumento em forma de arco, sustentado por colunas, com esculturas em cima, na frente e nas laterais. Em Lisboa.
Arco Triunfal da Rua Augusta, em Lisboa: Representações de importantes figuras históricas do país: Viriato, Vasco da Gama, Nuno Álvares Pereira e Marquês de Pombal

A família real desembarcou e seguiu em carro aberto, quando atiradores se aproximaram e dispararam contra eles. Dois anos depois, o povo tomou a Praça, liderado pelo Movimento Republicano, para exigir a proclamação da República, mas não durou muito. Em 28 de Maio de 1926, um golpe militar impõe à força o Estado Novo, que vigorou por longos 48 anos.

Mulher observa painel luminoso em museu de Lisboa.
Animação, no Lisboa Story Centre, mostra movimentação de tropas na Revolução dos Cravos

Até que, na madrugada de 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas ocupou ruas e praças do Centro Histórico, inclusive a Pç. do Comércio, com seus soldados e tanques para derrubar a ditadura de Salazar e Caetano. Um ano depois, o movimento, que ficou conhecido como “Revolução dos Cravos”, promoveu eleições diretas, restituindo a Democracia nas terras lusitanas. A tática militar dos revolucionários é exposta por meio de uma bela animação no LSC! A seguir, confira!

Animação sobre a Revolução dos Cravos, no Lisboa Story Centre

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Sobre o Lisboa Story Centre

ONDE FICA: Terreiro do Paço, 78/ 81, Centro de Lisboa (PT).

QUANDO IR: Aberto todos os dias, das 10h às 20h (última entrada às 19h). Duração de aproximadamente uma hora. 

QUANTO CUSTA:  Adulto- 7 Euros. Sênior (≥65 anos) e Estudante (≥16 anos)- 5 Euros. Criança (6 aos 15 anos)- 3 Euros. Criança (≤ 5 anos)- gratuito. Obs.: audioguia já incluído no valor do bilhete.

MAIS INFORMAÇÕES: (+351) 211.941.027 ou [email protected] Consulte mais detalhes no site do LSC.  

Outros locais no Centro Histórico para fazer turismo em Lisboa

Museu de Lisboa Teatro Romano

ONDE: Rua de São Mamede, nº 3 A, 1100-532, Lisboa. QUANDO: terça a domingo, das 10h às 18h (última entrada às 17h30). Fechado em 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro. QUANTO CUSTA: 3 Euros (pessoas com mais de 65 anos e desempregados pagam meia). COMO CHEGAR: As estações de Metrô mais próximas são Terreiro do Paço ou Baixa-Chiado; Linhas de ônibus/ autocarro (714, 732, 736, 737, 760), de Elétrico (12 e 28). CONTATOS: (+351) 215 818 530, [email protected].

Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros- NARC

Neste local, pode-se observar estruturas sobrepostas de períodos históricos, desde o Púnico (influência dos fenícios) ao Medieval e o Pombalino, além de objetos de várias épocas.

ONDE: Rua dos Correeiros, nº 21 (entrada NARC) ou nº 9 (recepção). 1100-061 Lisboa (Baixa de Lisboa). QUANDO: quintas-feiras, às 15h e 16h; aos sábados, às 10h, 13h, 15h e 17h. COMO CHEGAR: Autocarros 702, 709, 711, 732, 759; Elétricos 15, 28; Metrô: Linha Azul e Linha Verde: Baixa-Chiado. CONTATOS: (+351) 211.131.004. [email protected]

Castelo de São Jorge 

ONDE: Rua de Santa Cruz, 1100-129, Lisboa. QUANDO: Aberto à visitação todos os dias da semana (exceto em 1º de Janeiro, 1º de Maio e 25 de Dezembro), das 9h às 18h entre Novembro e Fevereiro e das 9h às 21h de Março a Outubro. Última entrada meia hora antes do fechamento. QUANTO CUSTA: 8,50 Euros, mas há descontos para estudantes com menos de 25 anos, pessoas com mais de 65 anos, pessoas com deficiência e grupos familiares. COMO CHEGAR: A estação de Metrô mais próxima é a Rossio (linha verde), de onde pode pegar o 12E (bonde/ elétrico) ou ir a pé, mas a subida é considerável. Acesso direto também com o 28E e o ônibus/ autocarro linha 37.

Arco Triunfal da Rua Augusta

ONDE: Rua Augusta, nº 2, na região da Baixa Pombalina, em Lisboa. QUANDO: Aberto à visitação todos os dias da semana, das 9h às 19h45 (última entrada). QUANTO: 3 Euros por pessoa (crianças até 5 anos não pagam). COMO CHEGAR: A estação de Metrô mais próxima é a Baixa-Chiado (atendida pelas linhas Azul e Verde), mas de toda a Lisboa há transporte coletivo para a Praça do Comércio, que fica bem em frente ao Arco.

Catedral da Sé de Lisboa

Igreja católica, construída a partir de 1147 sobre uma mesquita muçulmana. Escavações arqueológicas comprovaram que antes da mesquita ainda havia no local um templo cristão visigótico.

ONDE: Largo da Sé, 1100-585, Lisboa. QUANDO: 2ª feira a Sábado, das 9h às  19h. Domingo: das 9h às 20h. CONTATO: (+351) 218.866.752. 

Obs.: Com informações disponíveis nos sites da Câmara Municipal de Lisboa, do Turismo de Lisboa, do Turismo de Portugal e de administradores de locais turísticos mencionados, em 30 de Outubro de 2018. 

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