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Turismo em Lisboa: um ponto de partida para descobrir história da cidade

Para quem vai fazer turismo em Lisboa, o museu interativo Lisboa Story Centre é um bom ponto de partida para descobrir a história e encantos da bela capital de Portugal. Recursos tecnológicos proporcionam ao turista uma experiência sensorial pelo Centro Histórico da cidade ao longo do tempo, tendo como palco principal o Terreiro do Paço, local conhecido hoje como Praça do Comércio (foto destacada acima).

pessoas assistem a vídeo em museu de Lisboa
Notícias e vídeo, no Lisboa Story Centre, dão vida a fatos históricos da Praça do Comércio

Essa dica é especialmente interessante para os apreciadores de turismo histórico e cultural, mas creio que vale para todos. Afinal, quando conhecemos um pouquinho que seja da história de uma cidade ou um país nossa viagem costuma ficar bem mais interessante. Passamos a ver tudo com outros olhos, a compreender e apreciar mais.

Foi o que aconteceu comigo em minha primeira viagem a turismo em Lisboa, ao sair do Lisboa Story Centre (LSC). Durante a visita, aprendi que os principais fatos históricos de Lisboa e do país aconteceram no Centro Histórico da cidade, desde a chegada dos primeiros exploradores, passando pelo terremoto de 1755 e a queda do império, até a derrubada do regime ditatorial salazarista.

Terremoto de 1755: da tragédia à modernidade

Montagem cenográfica com dois homens tentando resgatar uma pessoa entre escombros
Cenário no Lisbon Story Centre expõe terror vivido por lisboetas com terremoto de 1755 

Foi muito marcante conhecer as dimensões e mudanças provocadas a partir do terremoto, seguido de uma onda gigante e incêndios, que atingiram Lisboa no dia 1 de Novembro de 1755, Dia de Todos os Santos. Inclusive porque o período da minha viagem a Lisboa incluiu este dia de 2017, data em que todos os anos são realizadas várias atividades que relembram a tragédia.

As experiências no LSC, que incluem a apresentação de um filme com efeitos tridimensionais e a passagem por montagens cenográficas, nos dão a impressão de estar na cidade naquele dia.

painel com fotos de homens de época antiga
Painel mostra principais responsáveis pela reconstrução de Lisboa após terremoto: Marquês de Pombal, Carlos Mardel, Manuel da Maia e Eugénio dos Santos

O sismo, estimado em 9º, foi considerado o maior já registrado na Europa. De imediato, as consequências foram desastrosas: 10 a 12 mil mortos do total de 250 mil habitantes da cidade e a redução de 40% a 60% do PIB (Produto Interno Bruto). Por outro lado, as mudanças decorrentes da catástrofe natural foram fundamentais para a inovação e modernização do sistema urbanístico, impondo regras de construção que garantissem maior resistência a abalos sísmicos.

Turismo histórico: Lisboa Pombalina e descobertas

Mapa da cidade de Lisboa e homens  trabalhando em uma mesa, ao fundo.
Recriação da sala da equipe de Pombal dá vida a personagens durante elaboração dos planos de reconstrução de Lisboa

A base desse sistema anti-sísmico é a “gaiola”, como ficou conhecida a estrutura criada por Carlos Mardel, composta por traves de madeira cruzadas, sobre a qual se erguem as paredes. Essa área reconstruída na cidade ficou conhecida como Baixa Pombalina. Isso porque o Marquês de Pombal, primeiro ministro do Rei Dom José I, foi o principal articulador do Plano, ao lado de Mardel, Manuel da Maia e Eugénio dos Santos.

Caravela com bandeiras de Portugal, uma moça observando e um barco menor com pescador
Caravela no Lisboa Story Centre simboliza período de navegações e exploração de colônias

Ao visitar os ambientes de recriação da sala de trabalho dessa equipe à época, no LSC, a gente “viaja no tempo”,  vendo a movimentação dos personagens enquanto elaboram os planos de reconstrução da cidade. Pombal é um velho conhecido dos brasileiros, já que foi o responsável por várias medidas impopulares para ampliar os lucros da Coroa portuguesa com a exploração da então Colônia, no século XVIII.

Local rústico para abrigo de produtos, como sacas e tonéis. Moça observa.
Armazém permite experiência sensorial ao turista visitante, com climatização e cheiros dos produtos armazenados à época

No LSC, é mencionada a ajuda humanitária do Brasil e vizinhos europeus para a reconstrução de Lisboa após o terremoto. O período de exploração das colônias, em especial o Brasil na América e países africanos, é representado por caravelas e um rico armazém aonde o “viajante” sente os cheiros dos produtos depositados em Lisboa à época.

Outra consequência importantíssima do terremoto foi a descoberta dos primeiros sítios arqueológicos, que permitiram comprovar e estudar períodos de ocupação da cidade anteriores à islâmica.

Viajantes por natureza: a diversidade portuguesa

exposição de painéis com desenhos e vídeos
História e mitos das ocupações de Lisboa contadas por animações no Lisboa Story Centre

Também foi muito interessante para mim, uma brasileira fazendo turismo em Lisboa, saber da grande diversidade de povos que contribuíram para a formação dos lisboetas e do povo português em geral. Lembrando que os portugueses são um povo que, junto com indígenas, africanos e, posteriormente, outros europeus, compõem a base de formação do povo brasileiro.

Diz a lenda que Ulisses, o herói grego da Odisséia, de Homero, teria sido um dos fundadores de Lisboa.. O que pode-se dizer ao certo é das ocupações do território por romanos, germânicos (suevos e visigodos) e muçulmanos, mas também da ocupação indígena e influência fenícia antes dos romanos, segundo objetos encontrados em escavações.

Torres e ruínas de castelo medieval em Lisboa, Portugal. Pessoas caminham no local. Vista da cidade ao fundo.
Turistas visitam Castelo de São Jorge, em Lisboa: construído por muçulmanos. Sítio arqueológico à direita

De acordo com os registros, o período de ocupação islâmica em Lisboa (desde 711) foi muito próspero e, embora a maioria dos monumentos tenham sido destruídos pelos monarcas, essa cultura teve forte influência na formação do povo português, a exemplo da culinária e da língua. A dominação islâmica acabou em 1147, quando Dom Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, expulsou os mouros (com ajuda das Cruzadas Cristãs) e anexou a cidade ao recém-criado reino.

No Lisboa Story Centre, as ocupações são contadas por meio de animações expostas em painéis interativos, que apresentam o conteúdo conforme o visitante se aproxima, com o auxílio de audioguia multilíngue.

Olisipo, Al Usbuna e Lisboa

Bases de paredes de pedra em sítio arqueológico em Lisboa.
Escavações nas ruínas do Castelo de São Jorge, em Lisboa, expuseram casas islâmicas

Na época da ocupação romana (138 a.C ao século V), o nome dado à cidade era “Felicitas Julia Olisipo” (ou só Olisipo), em homenagem ao então imperador Júlio César. Muitas construções dessa época vieram à tona com o terremoto, mas só foram devidamente investigadas e abertas ao público muito tempo depois. Entre essas construções, creio que o grande destaque sejam as ruínas do teatro romano, que foram adaptadas e abrigadas pelo Museu de Lisboa Teatro Romano, aberto à visitação.

Paisagem com casas, torres de igrejas, embarcações e o Rio Tejo, em Lisboa.
Vista da cidade e do Rio Tejo, de uma das torres do Castelo de São Jorge, em Lisboa

Já durante a ocupação muçulmana, a cidade era chamada “Al Usbuna”. O Castelo de São Jorge (nome dado a partir do reinado português), do qual não sobrou muita coisa, é um marco importante da ocupação muçulmana na cidade, mas também serviu à corte portuguesa até o século XVI. Foi construído pelos mouros no final do século XI para reduto das elites em caso de ataques. Escavações no local colocaram à vista algumas residências desse período.

Por isso, a localização estratégica dessa fortificação, no alto da colina, de onde também se tem uma das mais belas vistas de Lisboa. A construção inicial foi alterada ao longo do tempo e quase destruída pelo terremoto, mas foi parcialmente reconstituída no século passado, quando obteve o título de Monumento Nacional. Com certeza, um dos principais locais a visitar para conhecer a história antiga da cidade, entre outros, listados ao final do texto.

Terreiro do Paço testemunhou queda da monarquia e da ditadura

O terreiro do Paço, com a estátua de Dom José I ao centro, e o Rio Tejo: vistos do mirante do Arco Triunfal da Rua Augusta

O Terreiro do Paço, hoje conhecido como Praça do Comércio, é, sem dúvida, o principal cartão postal de Lisboa. Além de lindo e cheio de atrativos, guarda muita história! Durante minha viagem a Lisboa estive lá várias vezes e em cada uma delas vi coisas diferentes. Bem no centro da Praça está o monumento em homenagem a Dom José I, que era o rei de Portugal durante a  reconstrução após o terremoto. Na imponente estátua, de autoria de Machado de Castro, o monarca está sobre seu cavalo Gentil.

Quadros com notícias de jornais em parede de museu em Lisboa.
Notícias de fatos históricos ocorridos na Praça do Comércio, expostos no Lisboa Story Centre

Quando for à Praça do Comércio, não deixe de subir até o mirante do Arco Triunfal da Rua Augusta, de onde se tem a melhor vista do Paço e do Rio Tejo, mas só depois de ir ao Lisboa Story Centre, que também fica na Praça. Uma das coisas mais bacanas do LSC é como demonstra essa importância histórica do Terreiro do Paço. Entre os fatos mais marcantes estão os assassinatos do Rei Dom Carlos e de seu herdeiro, Dom Luís Felipe, no dia 1 de Fevereiro de 1908.

Monumento em forma de arco, sustentado por colunas, com esculturas em cima, na frente e nas laterais. Em Lisboa.
Arco Triunfal da Rua Augusta, em Lisboa: Representações de importantes figuras históricas do país: Viriato, Vasco da Gama, Nuno Álvares Pereira e Marquês de Pombal

A família real desembarcou e seguiu em carro aberto, quando atiradores se aproximaram e dispararam contra eles. Dois anos depois, o povo tomou a Praça, liderado pelo Movimento Republicano, para exigir a proclamação da República, mas não durou muito. Em 28 de Maio de 1926, um golpe militar impõe à força o Estado Novo, que vigorou por longos 48 anos.

Mulher observa painel luminoso em museu de Lisboa.
Animação, no Lisboa Story Centre, mostra movimentação de tropas na Revolução dos Cravos

Até que, na madrugada de 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas ocupou ruas e praças do Centro Histórico, inclusive a Pç. do Comércio, com seus soldados e tanques para derrubar a ditadura de Salazar e Caetano. Um ano depois, o movimento, que ficou conhecido como “Revolução dos Cravos”, promoveu eleições diretas, restituindo a Democracia nas terras lusitanas. A tática militar dos revolucionários é exposta por meio de uma bela animação no LSC! A seguir, confira!

Animação sobre a Revolução dos Cravos, no Lisboa Story Centre

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Sobre o Lisboa Story Centre

ONDE FICA: Terreiro do Paço, 78/ 81, Centro de Lisboa (PT).

QUANDO IR: Aberto todos os dias, das 10h às 20h (última entrada às 19h). Duração de aproximadamente uma hora. 

QUANTO CUSTA:  Adulto- 7 Euros. Sênior (≥65 anos) e Estudante (≥16 anos)- 5 Euros. Criança (6 aos 15 anos)- 3 Euros. Criança (≤ 5 anos)- gratuito. Obs.: audioguia já incluído no valor do bilhete.

MAIS INFORMAÇÕES: (+351) 211.941.027 ou [email protected] Consulte mais detalhes no site do LSC.  

Outros locais no Centro Histórico para fazer turismo em Lisboa

Museu de Lisboa Teatro Romano

ONDE: Rua de São Mamede, nº 3 A, 1100-532, Lisboa. QUANDO: terça a domingo, das 10h às 18h (última entrada às 17h30). Fechado em 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro. QUANTO CUSTA: 3 Euros (pessoas com mais de 65 anos e desempregados pagam meia). COMO CHEGAR: As estações de Metrô mais próximas são Terreiro do Paço ou Baixa-Chiado; Linhas de ônibus/ autocarro (714, 732, 736, 737, 760), de Elétrico (12 e 28). CONTATOS: (+351) 215 818 530, [email protected].

Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros- NARC

Neste local, pode-se observar estruturas sobrepostas de períodos históricos, desde o Púnico (influência dos fenícios) ao Medieval e o Pombalino, além de objetos de várias épocas.

ONDE: Rua dos Correeiros, nº 21 (entrada NARC) ou nº 9 (recepção). 1100-061 Lisboa (Baixa de Lisboa). QUANDO: quintas-feiras, às 15h e 16h; aos sábados, às 10h, 13h, 15h e 17h. COMO CHEGAR: Autocarros 702, 709, 711, 732, 759; Elétricos 15, 28; Metrô: Linha Azul e Linha Verde: Baixa-Chiado. CONTATOS: (+351) 211.131.004. [email protected]

Castelo de São Jorge 

ONDE: Rua de Santa Cruz, 1100-129, Lisboa. QUANDO: Aberto à visitação todos os dias da semana (exceto em 1º de Janeiro, 1º de Maio e 25 de Dezembro), das 9h às 18h entre Novembro e Fevereiro e das 9h às 21h de Março a Outubro. Última entrada meia hora antes do fechamento. QUANTO CUSTA: 8,50 Euros, mas há descontos para estudantes com menos de 25 anos, pessoas com mais de 65 anos, pessoas com deficiência e grupos familiares. COMO CHEGAR: A estação de Metrô mais próxima é a Rossio (linha verde), de onde pode pegar o 12E (bonde/ elétrico) ou ir a pé, mas a subida é considerável. Acesso direto também com o 28E e o ônibus/ autocarro linha 37.

Arco Triunfal da Rua Augusta

ONDE: Rua Augusta, nº 2, na região da Baixa Pombalina, em Lisboa. QUANDO: Aberto à visitação todos os dias da semana, das 9h às 19h45 (última entrada). QUANTO: 3 Euros por pessoa (crianças até 5 anos não pagam). COMO CHEGAR: A estação de Metrô mais próxima é a Baixa-Chiado (atendida pelas linhas Azul e Verde), mas de toda a Lisboa há transporte coletivo para a Praça do Comércio, que fica bem em frente ao Arco.

Catedral da Sé de Lisboa

Igreja católica, construída a partir de 1147 sobre uma mesquita muçulmana. Escavações arqueológicas comprovaram que antes da mesquita ainda havia no local um templo cristão visigótico.

ONDE: Largo da Sé, 1100-585, Lisboa. QUANDO: 2ª feira a Sábado, das 9h às  19h. Domingo: das 9h às 20h. CONTATO: (+351) 218.866.752. 

Obs.: Com informações disponíveis nos sites da Câmara Municipal de Lisboa, do Turismo de Lisboa, do Turismo de Portugal e de administradores de locais turísticos mencionados, em 30 de Outubro de 2018. 

Top 11: as mais lindas paisagens que vi em Portugal

Muita gente compra objetos para levar de recordação de uma viagem, eu levo imagens.  Neste post, reuni 22 lindas recordações minhas de 11 lugares que visitei em Portugal! Com informações e dicas completas para incluir estas paisagens no seu roteiro de viagem, inspirar sonhos ou simplesmente apreciar.

Arco Triunfal da Rua Augusta

De onde se tem a melhor vista da Praça do Comércio (também conhecida como Terreiro do Paço) e do Rio Tejo na região da “Baixa”, centro histórico de Lisboa. Do outro lado, pode-se observar também toda a extensão da Rua Augusta, alameda comercial destinada exclusivamente ao trânsito de pedestres, desde os desenhos diferenciados do seu calçamento, passando pela rica diversidade cultural daqueles que a utilizam como palco a céu aberto até os curiosos passantes com suas mais diferentes origens.
Praça do Comércio, Lisboa (Portugal)
O mirante (miradouro para os portugueses) fica no alto do monumento denominado Arco Triunfal da Rua Augusta, projetado para comemorar a reconstrução de Lisboa após o terremoto que destruiu grande parte da cidade em 1755, mas só foi concluído em 1873.

Da Praça do Comércio, vê-se as esculturas que compõem a obra: representações de importantes figuras históricas do país (Viriato, Vasco da Gama, Nuno Álvares Pereira e Marquês de Pombal), além dos Rios Tejo e Douro, nas laterais; e da “Glória coroando o Gênio e o Valor” no topo.
Rua Augusta, em Lisboa (Portugal).
Onde e quando: O Arco Triunfal da Rua Augusta fica na Rua Augusta, nº 2, na região da Baixa, em Lisboa. Aberto à visitação todos os dias da semana, das 9h às 19h45 (última entrada).

Quanto custa: 3 Euros por pessoa (crianças até 5 anos não pagam).

Como chegar: A estação de Metrô mais próxima é a Baixa-Chiado (atendida pelas linhas Azul e Verde), mas de toda a Lisboa há transporte coletivo para a Praça do Comércio, que fica bem em frente ao Arco.

Cabo da Roca

Cabo da Roca. Sintra (Portugal)
Imagine, observar a imensidão azul do Oceano Atlântico sob falésias de 140 metros de altura? Estive lá no final da tarde, mas não pude esperar o pôr do sol, que dizem ser outro espetáculo. Simplesmente, a paisagem mais grandiosa e marcante que avistei em Portugal.

E tive essa certeza antes mesmo de saber que o local é a ponta mais ocidental do continente europeu, o que significa que é a parte da Europa mais distante do Oriente, caracterizado fundamentalmente pela Ásia.
Cabo da Roca, em Sintra (Portugal)
Em trecho de “Os Lusíadas”, Luís de Camões traduz bem a simbologia do lugar: “Onde a terra se acaba e o mar começa” (Canto III). Tanto que a frase do poeta encabeça placa no local, fixada na base de uma cruz. O Farol, construído em 1772, ainda guia embarcações na costa portuguesa.

Fica na serra de Sintra (região de Lisboa) e o caminho até lá, por si só, já é muito gratificante. Fizemos o percurso de carro, partindo de Lisboa e passando por Cascais, com direito a paradas para apreciar as vistas.

Onde e quando: O Cabo da Roca fica em Azóia (2705-001), na Freguesia de Colares, Concelho de Sintra. Todos os dias, 24 horas.

Quanto custa: Acesso gratuito.

Como chegar: De carro, pela N247 a partir de Cascais, seguindo pela Estrada do Cabo da Roca. De ônibus e veículos de transporte turísticos a partir de Sintra; até Sintra ou Cascais, é possível ir de trem, partindo de Lisboa, e de lá tomar um ônibus até o Cabo.

Castelo de São Jorge

Vista de Lisboa e Rio Tejo
Dizem que é de onde se tem a melhor vista de Lisboa. Eu gostei muito! Não posso afirmar se é a melhor, pois não visitei todos os mirantes da cidade, mas é provável que seja a mais ampla.

Pude observar bem o Rio Tejo até a margem oposta, avistar a Praça do Comércio, a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei, além da Praça do Rossio, as torres de algumas igrejas até a Ponte Vasco da Gama mais ao longe. O mirante fica no jardim, mas das torres do castelo também pode-se ter boas vistas.
Vista de Lisboa (Portugal), do Castelo de São Jorge
Trata-se de um castelo medieval, construído por muçulmanos no topo da colina, no final do século XI, para guarnição militar e, em caso de ataque, abrigo das elites. As primeiras ocupações do local datam do século VII a.C, segundo objetos encontrados em escavações. O sítio arqueológico e os objetos podem ser observados durante a visita.

Depois que Portugal passou para o domínio cristão, tendo D. Afonso Henriques como primeiro rei, em 1147, o castelo passou a ser utilizado pela Corte. Voltou a ter função militar no final do século XVI até o início do século XX. Desde 1910 é Monumento Nacional.

Onde e quando: O Castelo de São Jorge fica na Rua de Santa Cruz, 1100-129, Lisboa. Aberto à visitação todos os dias da semana (exceto em 1º de Janeiro, 1º de Maio e 25 de Dezembro), das 9h às 18h entre Novembro e Fevereiro e das 9h às 21h de Março a Outubro. Última entrada meia hora antes do fechamento.

Quanto custa: 8,50 Euros, mas há descontos para estudantes com menos de 25 anos, pessoas com mais de 65 anos, pessoas com deficiência e grupos familiares.

Como chegar: A estação de Metrô mais próxima é a Rossio (linha verde), de onde pode pegar o 12E (bonde/ elétrico) ou ir a pé, mas a subida é considerável. Acesso direto também com o 28E e o ônibus/ autocarro linha 37.

Castelo dos Mouros

Vista de Sintra (Portugal), a partir do Castelo dos Mouros.
Das torres do castelo avista-se alguns dos principais pontos turísticos da Vila de Sintra, como o Palácio da Pena, a Quinta da Regalera, o Palácio Nacional, grande parte da serra e o oceano Atlântico. Uma vista privilegiada e estratégica!

Não à toa, o local foi escolhido pelos muçulmanos para construir o forte militar no século X. Contudo, vestígios encontrados em escavações apontam a ocupação da área desde o período Neolítico (5000 antes de Cristo).
Vista de Sintra (Portugal), a partir do Castelo dos Mouros.
Há vários pontos de observação permeando a muralha, a exemplo da Torre Real, de onde melhor se vê Pena, e a Torre de Menagem. Toda a muralha é demarcada com bandeiras: as onze de Portugal (da fundação à República) e uma verde, com Sintra escrito em árabe, em alusão ao período de dominação moura.

Entre outros espaços a observar durante a visita, destaco a Cisterna (Séc. XII) e a Necrópole Medieval Cristã, onde está o sítio arqueológico.
Uma das torres do Castelo dos Mouros, com bandeiras de Portugal e vista para Sintra.
Onde e quando: Serra de Sintra (coordenadas GPS 38º 47’ 24.25” N 9º 23’ 21.47” W). Todos os dias da semana, das 9h30 às 20h até 27 de outubro.

Quanto custa: 8 Euros. Crianças até 5 anos não pagam; pessoas de 6 a 17 anos e com mais de 65 pagam 6,50 Euros. Preços podem variar conforme a época do ano, de alta ou baixa temporada. Comprando no site da administradora, tem desconto de 5% até 10%, conforme o número de monumentos a visitar.

Como chegar: De Lisboa, tome o trem da Linha de Sintra, das estações do Oriente, do Rossio ou de Entrecampos. Em frente à estação de Sintra tome o ônibus da linha 434 (Circuito da Pena). Também é possível ir a pé da estação/ centro histórico até o Castelo, com percursos que levam de 45 minutos a 1h30, mas é subida.

Cristo Rei

Cristo Rei (36)

Ponte 25 de Abril e Lisboa, vistas a partir do Cristo Rei (Almada)

Vista ampla de Lisboa a partir do Santuário Nacional de Cristo Rei, que fica em Almada, na margem oposta do Rio Tejo, ao lado da Ponte 25 de Abril. Do mirante (ao redor da estátua), é possível observar alguns monumentos históricos de Lisboa, como a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos, mas pode-se ver bem mais subindo de elevador ao terraço (por 6 EUR).

No local, também pode-se visitar gratuitamente a capela (ao pé do Cristo), as 14 estações que simbolizam a via sacra de Jesus e a plantação de oliveiras.
Ponte 25 de Abril e Rio Tejo vistas do Cristo Rei, em Portugal
Onde e quando: O Santuário Nacional de Cristo Rei fica em Almada, à Avenida Cristo Rei, 2800-058, Alto do Pragal. O horário de visitação começa às 19h30 e termina entre 18h45 e 19h30, variando conforme o período do ano, mas aconselho chegar até às 16h para ter tempo de ver tudo tranquilamente. Aberto todos os dias, exceto em alguns horários entre as vésperas e os dias de Natal e Ano Novo.

Quanto custa: A visita ao Monumento é gratuita, mas o acesso ao terraço (no alto do Cristo) custa 6 Euros e 2,5 Euros para crianças de 8 a 12 anos (crianças até 7 anos não pagam).

Como chegar:  Em Lisboa, partindo de uma destas quatro estações de trem (veja a que estiver mais próxima): Roma- Areeiro, Entrecampos, Sete Rios e Campolide, tome o trem da Linha “Roma-Areeiro-Setúbal” e desça na Estação de Pragal. De lá é possível caminhar até o monumento (aproximadamente 25 minutos, mas não conheço o trajeto) ou pegar um ônibus até Cacilhas e depois outro ônibus (Linha 101) até a porta do Santuário. Outras opções são ir de barco até o Terminal de Cacilhas ou de carro diretamente ao Monumento.

Elevador de Santa Justa

Vista do Elevador Sta Justa. Lisboa (Portugal)
Vista privilegiada das ruínas da Igreja do Convento do Carmo e da Praça D. Pedro IV (também conhecida por Praça do Rossio), onde está o imponente Teatro Nacional Dona Maria II, em Lisboa. Também pode-se observar em detalhes a arquitetura tradicional dos prédios no Centro Histórico e avistar o Castelo de São Jorge e o Rio Tejo.

Ao anoitecer, o contraste de cores entre as luzes da cidade e a água do rio produz um efeito muito bonito! Por si só, o Elevador, em funcionamento desde 1902, é uma atração. Além de mirante, funciona como meio de transporte entre a Baixa Pombalina e outra parte um pouco mais alta da cidade, a partir do Largo do Carmo. É um dos raros exemplos da arquitetura em ferro em Lisboa e destaca-se pelos ornamentos em estilo neogótico.

Onde e quando: O Elevador de Santa Justa fica na Rua de Santa Justa, 1.150, na região da Baixa, em Lisboa. De maio a outubro e na semana da Páscoa: todos os dias, das 9h às 23h; de novembro a abril (exceto na semana da Páscoa), das 9h às 21h.

Quanto custa: 5,15 Euros (até duas viagens, com acesso ao mirante).

Como chegar: A estação de Metrô mais próxima é a Baixa-Chiado (Linhas Verde e Azul) e de trem é a do Rossio (Linha de Sintra), mas de toda a região da Baixa, desde a Praça do Comércio, é possível ir tranquilamente a pé.

Miradouro de São Pedro Alcântara

Vista a partir do Miradouro São Pedro de Alcântara: Lisboa, Portugal
Não achei uma vista incrível, mas emoldurada por detalhes do local, como os postes, o calçamento e o gradil, compõe um belo quadro! Dessa varanda a céu aberto, vê-se bem o Castelo de São Jorge, a região da Baixa e parte do Rio Tejo. O mirante é obra de D. Pedro V, que mandou construir o jardim na área antes destinada à ampliação do Aqueduto.

Onde e quando: Rua de São Pedro de Alcântara, Bairro Alto, Lisboa. Todos os dias, 24h por dia.

Quanto custa: Acesso gratuito.

Como chegar: Na Praça dos Restauradores, pegue o Funicular da Glória (também chamado de elevador, mas para nós bondinho), que para ao lado do mirante. Também é possível subir a pé, como eu fiz, parando e observando tudo pelo caminho, mas a subida é considerável.

Parque de Monserrate

Parque de Monserrate, em Sintra (Portugal)

Plantas originárias de vários países, lagos ornamentais e uma ponta do Atlântico

A vegetação nativa da Serra de Sintra, classificada pela UNESCO como Paisagem Cultural- Patrimônio da Humanidade, a diversidade de plantas originárias de vários países, lagos ornamentais e uma ponta do Oceano Atlântico.

Essa é a visão única e encantadora que se tem de alguns pontos mais elevados do Parque de Monserrate, em Sintra (região de Lisboa). E as belas vistas não são o único motivo para a visita: o Parque e o Palácio guardam mistérios e belezas típicas do Romantismo.

Monserrate. Sintra (2)

Monserrate: Vegetação da Serra de Sintra e o Atlântico divisando com o céu no horizonte

Onde e quando: Serra de Sintra (coordenadas GPS 38º 47’ 30.70” N 9º 25’ 9.09” W). Todos os dias da semana, das 9h30 às 20h (Palácio até 19h) até 27 de outubro.

Quanto custa: 8 Euros. Crianças até 5 anos não pagam; pessoas 6 a 17 anos e com mais de 65 pagam 6,50 Euros. Preços podem variar conforme a época do ano, de alta ou baixa temporada. Comprando no site da administradora, tem desconto de 5% até 10%, de acordo com o número de monumentos a visitar.

Como chegar: De Lisboa, embarque no trem da Linha de Sintra nas estações do Oriente, do Rossio ou de Entrecampos. Em frente à estação de Sintra tome o ônibus da linha 435.

Palácio da Pena

Parque e Palácio da Pena. Sintra (Portugal)
Dos terraços e torres do Palácio da Pena tem-se uma das vistas mais bonitas de Sintra, já que é possível ver não somente boa parte da cidade como também a densa floresta ao redor e uma larga faixa do Atlântico. É um pontos de observação mais elevados da cidade, mas no Parque da Pena há outros mirantes, como a Cruz Alta, este sim o local mais alto de toda a Serra de Sintra (529m)!

O Palácio Nacional da Pena, construído para o descanso da família, no século XIX, durante o reinado de D. Maria II e D. Fernando II, é um espetáculo à parte, tanto em seu interior como no exterior, com suas cores fortes e vibrantes, azulejaria e detalhes que expressam muito bem o Romantismo da época.
Parque e Palácio da Pena. Sintra (Portugal)
Onde e Quando: Serra de Sintra (coordenadas GPS 38º 47’ 16.45” N 9º 23’ 15.35” W). Das 9h45 às 19h até 27 de outubro.

Quanto custa: 14 Euros (Palácio e Parque da Pena). Crianças até 5 anos não pagam; pessoas 6 a 17 anos e com mais de 65 pagam 12,50 Euros. Os preços podem variar conforme a época do ano, de alta ou baixa temporada. Comprando no site da administradora dos parques de Sintra, tem desconto de 5% até 10%, conforme o número de monumentos a visitar.

Vista de Sintra e do Atlântico, do Palácio da Pena, em Sintra (Portugal).

Palácio de Pena (Sintra-PT)

Como chegar: (Transporte coletivo) De Lisboa, embarque no trem da Linha de Sintra nas estações do Oriente, do Rossio ou de Entrecampos. Em frente à estação de Sintra tome o ônibus da linha 434 (Circuito da Pena). Também é possível ir a pé da estação/ centro histórico da Vila de Sintra até o Palácio, com percursos que levam de 45 minutos a 1h30, mas tem subida.

Rio Tejo

Arco da Rua Augusta (11)

Ponte 25 de Abril e Cristo Rei, vistos da Praça do Comércio, em Lisboa

Ah, foram tantas as paisagens maravilhosas que avistei desse rio, em Lisboa, que fica muito difícil saber qual foi a mais linda, mas selecionei algumas que acredito serem mesmo especiais. Os principais cenários foram compostos com as pontes 25 de Abril, que fica à direita para quem está no Centro da cidade, e a Vasco da Gama, à esquerda.

Todas refletindo os últimos raios de sol, entre outubro e novembro (outono-inverno). Nas proximidades, muitas atrações e visitas a locais turísticos podem ser conciliadas com um delicioso passeio para apreciar as vistas à beira Tejo.

Tejo Pq Nações. Lisboa (1)

Ponte Vasco da Gama, dividindo o céu e as águas do Tejo em final de tarde

Onde e quando: Praça do Comércio (Baixa Pombalina, Centro Histórico) e Parque do Tejo (Parque das Nações), Lisboa. Todos os dias, 24 horas por dia.

Quanto custa: Acesso gratuito.

Por do Sol no Rio Tejo Ponte Vasco da Gama

Ponte Vasco da Gama sob o Rio Tejo, em Lisboa (Portugal)

Como chegar: Para a Praça do Comércio, a estação de metrô mais próxima é a Baixa-Chiado (atendida pelas linhas Azul e Verde), mas para lá há transporte público de toda a cidade; pesquise qual a melhor opção partindo do seu local. Para o Parque das Nações, pegue o Metrô em direção às estações Oriente ou Moscavide. Ao descer, siga em direção ao calçadão do Parque do Tejo.

  • Sobre passeios à beira Tejo, você também poderá gostar de ler o post Um tempo pra mim

Setúbal

Vista do Oceano Atlântico e Serra da Arrábida, em Portugal
Em um final de tarde de outubro, saindo da Praia da Figueirinha (Setúbal), me deparei com essa vista deslumbrante: a vegetação do Parque Natural da Serra de Arrábida, o Atlântico e esses tons de céu proporcionados pelo Sol prestes a se por detrás dos montes. A esquerda, também avista-se o estuário do Rio Sado.

Onde e quando: Estrada à beira-mar entre a Praia do Figueirinha (Parque Natural de Arrábida) e a área urbana de Setúbal. Todos os dias, no final da tarde.

Quanto custa: Acesso gratuito.

Como chegar: Fomos de carro, partindo de Lisboa, mas é possível ir de trem até Setúbal e de lá pegar um ônibus até a praia. Em Lisboa, partindo de uma destas quatro estações de trem (Roma- Areeiro, Entrecampos, Sete Rios e Campolide), tome o trem da Linha “Roma-Areeiro-Setúbal”.
E então, qual desses locais e paisagens você não deixaria de fora do seu roteiro de viagem a Portugal? Conte nos comentários!

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Hospedagem: BOOKING
Seguro Viagem: SEGUROSPROMO
Passagens de ônibus: CLICKBUS
Passagens Aéreas: PASSAGENSPROMO
Aluguel de carro: RENTCARS
Passeios: VIATOR

Obs.: Com informações da Parques de Sintra Monte da Lua, administradora dos parques, palácios e castelos de Sintra mencionados no texto; do Turismo de Lisboa; do Turismo de Portugal; do Patrimônio Cultural de Portugal; da Carris (operadora do transporte coletivo de Lisboa); do Cristo Rei; da Egeac, empresa municipal responsável pela administração do Castelo de São Jorge; da Câmara Municipal de Lisboa e do Google Maps, disponíveis em seus sites oficiais em 10 de agosto de 2018.

Viagem a Portugal: Alimentação, internet e passeios

Quanto custa comer e fazer passeios em viagem a Portugal? E a internet, como funciona? Minhas experiências e dicas simples para aproveitar mais e gastar menos em Lisboa (PT) e Barcelona (ES).

Mulher sentada à mesa, com taça de vinho e prato com posta de bacalhau, batatas e couve.
Encantada com a beleza e aroma do Bacalhau aos Murros: Uma das especialidades da culinária portuguesa

Malas prontas, tudo certo e, enfim, embarcamos naquela viagem internacional que a gente tanto queria! Mas é só desembarcar e já descobrimos que faltou alguma coisa no planejamento.

Foi assim comigo, marinheira de primeira viagem, como diria minha avó, quando cheguei a Lisboa (Portugal). Me dei conta de que não tinha pesquisado o suficiente sobre os serviços de internet e telefonia, que iria precisar tanto, tampouco sobre onde comer e quais passeios iria fazer ao certo.

Tive que explorar e descobrir tudinho in loco. É, não sou uma pessoa viajaaada, como alguns blogueiros top master e jornalistas especializados em turismo. Essa foi minha primeira viagem internacional, aos 44 anos. Por isso, o que ofereço aqui são opiniões sinceras de alguém curioso, que ama conhecer lugares novos e contar histórias. Espero ajudar um pouquinho.. Vamos lá!

Rosto de mulher, com sala azulejada ao fundo.
No Palácio Nacional de Sintra (Portugal)

Comunicação

As principais operadoras de internet e telefonia móvel em Lisboa são Vodafone, Meo e Nos, com chips/ planos decentes a partir de 7 Euros por 15 dias. Em Lisboa, usei a Vodafone, que funcionou muito bem, mas como o chip que tinha não funcionaria fora de Portugal, quando fui a Barcelona optei por levar um chip da Meo (um pouquinho mais em conta) e me dei mal.

Naquela correria, tentei várias vezes e não funcionou, não havia loja da empresa na cidade e, na volta, como eles conseguiram instalar o chip no meu celular, não me reembolsaram. Conclusão: fiquei sem comunicação por quase três dias e perdi 10 Euros.

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Na padoca: Risoto + chopp + café a 10 Euros

Então, se for a outros países da Europa, sugiro já escolher uma operadora ou plano que funcione e ofereça suporte em todos os seus destinos. Depois soube que há serviços que podem ser adquiridos antes mesmo da viagem, aqui no Brasil, como os chips da EasySim4U, que a gente recebe em casa. Claro que dá pra ativar o roaming da sua operadora do Brasil, para que seu chip funcione no exterior, mas isso costuma sair consideravelmente mais caro. Pesquise.

Em hotéis, pousadas e até mesmo alguns locais públicos costuma ter rede Wi-fi gratuita, mas por segurança não aconselho usar para acessar bancos e fazer compras. Ah, e leve um clipe (desses de papel), que é ideal para abrir o compartimento do celular onde o chip deve ser colocado ou trocado, mas a ponta de um brinco também pode servir. Descobri depois de padecer tentando de tudo, rs.

Prato de bacalhau com batatas aceboladas e azeitonas.
O Bacalhau à Narcisa, do João do Grão

Alimentação

Dá pra fazer uma boa refeição em Lisboa sem precisar gastar horrores, com valores que variam de 5 a 25 Euros, da boquinha rápida na padaria da esquina ao restaurante tradicional à la carte.

Como minha estadia foi longa e a grana curta, eu tive que economizar, mas também foi ótimo para conhecer o que os portugueses comem no seu dia-a-dia, em restaurantes e lanchonetes fora da zona turística, e não é aquele bacalhau gourmet.

Conversando com uma moça do interior, muito simpática, que conheci na pousada, soube que na real o bacalhau vai à mesa das famílias comuns portuguesas somente em datas festivas, como o Natal. Carne vermelha também é pouco comum, pois é importada, portanto mais cara.

Come-se com mais frequência carne de porco e de peru, cuja popularidade e preço são semelhantes às do frango no Brasil, mas, cá entre nós, peru é muito melhor, né?  A maioria das refeições que fiz custaram em média 10 Euros.

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O delicioso Bacalhau com Natas, do D’Bacalhau

Se estiver hospedado em local com cozinha, também dá pra economizar preparando algo rápido ou comprando comida pronta em supermercados, que só precisa aquecer, por 2 a 3 Euros. Fiz isso várias vezes no jantar. Concluindo, é possível passar a maior parte dos dias gastando 15 Euros ao dia com alimentação. Mas é claro que não dá pra conhecer a cultura de um povo sem provar sua culinária tradicional.

Mulher sentada em poltrona, com taça de sorvete à mesa.
Provando sorvetes especiais em Lisboa

Então, experimentei, sim, algumas delícias locais, como variados pratos preparados com bacalhau e os pasteizinhos de nata, em Portugal; a paella espanhola e os churros com chocolate quente, em Barcelona. Hummm…Em ambos os países, essas delícias ao custo de 20 a 25 Euros por refeição, inclusos bebida e sobremesa.

Em Lisboa, recomendo dois restaurantes onde comi muito bem várias vezes, com bom custo-benefício: O D’Bacalhau, no Parque das Nações, que oferece uma grande variedade de preparo, mas o meu preferido foi o “Bacalhau com Natas”, um tipo de escondidinho de lascas de bacalhau com molho branco (natas= creme de leite); e o João do Grão, no Centro Histórico (região da Baixa), com destaque para o “Bacalhau à Narcisa”.

Construção antiga, em forma de torre, com rio ao fundo.
A Torre de Belém, em Lisboa

Passeios

As entradas para a maioria dos museus e monumentos históricos da região de Lisboa e em Barcelona podem ser adquiridas antecipadamente via Internet (sites oficiais autorizados), o que pode sair um pouco mais barato e garantir acesso no dia e hora desejados. No site da Parques de Sintra, que administra os palácios e parques turísticos de Sintra (Portugal), por exemplo, os ingressos saem com 5% de desconto.

Como não sabia ao certo quando iria a cada local, comprei alguns na hora e em outros tive acesso livre como jornalista/ imprensa. Dos lugares que visitei, os valores dos ingressos variaram de 2 a 15 Euros.

Há também a possibilidade de sua estadia coincidir com datas em que a visitação é gratuita, a exemplo do Museu Picasso (Barcelona), todas as quintas-feiras das 18h às 21h30; no primeiro domingo de cada mês, das 9h às 20h30; e nos dias 18 de maio e 24 de setembro.

Visão de pátio interno de construção antiga, com escada, janelas, portas e vegetação.
Pátio interno do Museu Picasso, em Barcelona (Espanha)

Ou, ainda, oferecer gratuidade a determinados profissionais (como dos segmentos de Patrimônio e Turismo) e idades (até 12 anos) na Torre de Belém, em Lisboa. Agora, se não quer preocupação, uma boa opção é comprar antecipadamente passeios que incluam os ingressos, além de transporte e guia turístico em alguns casos.

Podem ser adquiridos em agências de viagens ou pela internet, de empresas que oferecem passeios para variados gostos e bolsos, a exemplo da VIATOR, da qual o Embarque40Mais é afiliado.

Saiba mais sobre valores e gratuidades no Museu Picasso
Saiba mais sobre valores e gratuidades na Torre de Belém

  • Michele da Costa é jornalista e autora do blog. A viagem dela durou 35 dias, dois deles em Barcelona (Espanha), entre outubro e novembro de 2017. Fotos autorais.

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  • Quer saber mais sobre o planejamento e dicas dessa minha viagem a Portugal? Então veja também:

Como planejei minha viagem a Portugal: erros e acertos
Dicas de transporte local em Lisboa e Barcelona

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