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Professora realiza sonho de estudar teatro

Quando fez 50 anos, Ciça percebeu que precisava fazer alguns ajustes na vida dela. Um deles era realizar o antigo sonho de estudar teatro. E conseguiu! 

Mulher pousa para foto
Ciça, 58: jornalista, professora e uma entusiasmada estudante de teatro. Foto: Arquivo Pessoal

“Temos que lembrar do passado com carinho e saudade, planejar o futuro e viver intensamente o presente, pois é a única certeza que temos”- Ciça.

“Não era mais uma jovem, mas também estava longe de ser uma senhora caminhando para a velhice. Decidi, então, começar a investir mais em projetos que me trouxessem satisfação, bem estar e movimento”, conta Ciça Toledo, 58. Um desses projetos era realizar um sonho antigo: estudar teatro, mas isso ainda levou um tempinho.

Foi em abril deste ano que Ciça entrou pra valer no universo teatral, ao ingressar em um grupo que reúne exclusivamente pessoas com mais de 50, em Campinas, interior de São Paulo. Conheça a história dessa jornalista, professora universitária e, agora, uma feliz e entusiasmada estudante de teatro, em entrevista concedida especialmente ao Embarque40Mais!

Atores representam no palco
Exercícios com o Grupo Master, da professora Carla Hossri. Foto: Gustavo Olmos

Desde quando você queria fazer aulas de teatro e o que te impediu de começar antes?

Ciça: Na adolescência tentei fazer teatro na Cia. Santa, um grupo que até hoje faz sucesso em Campinas (SP). Minha mãe na época não gostou da ideia e tive que desistir, mas o desejo permaneceu. Até que entrei em um grupo de Barão Geraldo, nos anos 2000, junto com a amiga jornalista Marilena Furlaneto.

A gente se divertia com os exercícios em grupo e do pessoal, mas precisei parar porque o horário das aulas coincidia com meu trabalho. Durante toda minha vida, portanto, quis fazer teatro. Entrei no Grupo Master, coordenado pela atriz Carla Hossri, em abril. Fiz uma aula experimental, adorei a proposta e o grupo e decidi me matricular.

O que cursar teatro agora representa para você, sua vida e trajetória?

Ciça: Fazer teatro hoje, madura e experiente em várias técnicas corporais e de comunicação verbal e não verbal, é ter a oportunidade de colocar em prática todo um conhecimento acumulado ao longo de minha vida. Além do mais, as aulas quebraram minha rotina de trabalho, tornando a semana mais movimentada e interessante.

Grupo de seis pessoas jogam lençol para o alto.
Aulas: “Tudo é muito divertido”, diz Ciça. Foto: Gustavo Olmos

Como são as aulas?

Ciça: As aulas são divididas em duas partes. Na primeira, que é mais dinâmica, fazemos uma série de exercícios de coordenação motora, percepção corporal e espacial, trabalhos individuais, em duplas e em grupo. Tudo é muito divertido porque nesta parte da aula nós também exercitamos a interpretação.

Depois, estudamos e interpretamos textos. É um momento importante para cada um e também para o grupo, pois interpretamos obras de autores consagrados. Nesse sentido, o teatro também se tornou um espaço de enriquecimento cultural e trouxe muito mais do que eu esperava.

Descreva a Ciça antes e a Ciça depois do teatro:

Ciça: Sempre fui comunicativa e expansiva. Escolhi duas profissões: o jornalismo e a docência, que exigem muita comunicação e relacionamento com as pessoas. Apesar dessas facilidades, percebi em pouco tempo que o teatro está me transformando. Passei a exercitar mais o meu olhar e também a apurar meus sentidos.

Estou aprendendo a ouvir mais as pessoas e a esperar a ‘deixa’ do outro, que é fundamental no teatro, onde contracenamos com várias pessoas. Para o futuro, pretendo incluir nas duas profissões a de atriz. E estarei realizada… nessa vida!

Grupo de amigos pousam para foto
“Passei a exercitar mais o meu olhar..”, avalia Ciça (deitada, no centro). Foto: Gustavo Olmos

Quando será sua grande estreia?

Ciça: Fechamos a preparação no primeiro semestre e vamos começar a ensaiar a partir de agosto, para as apresentações no final do ano. Estudamos vários autores, como Shakespeare. Lemos muito Romeu e Julieta. Assistimos ao filme original para entendermos a história, os personagens e as interpretações. Foi ótimo! Também estudamos um pouco de mitologia grega. Li Medéia, por exemplo, e compreendi o que é uma história dramática.

O que você diria para pessoas com mais de 40 que ainda não alcançaram uma realização como essa?

Ciça: A vida é maravilhosa, mas muito incerta. Por isso, acho que não devemos adiar nossos projetos. Temos que lembrar do passado com carinho e saudade, planejar o futuro e viver intensamente o presente, pois é a única certeza que temos. Quem tem vontade de se conhecer melhor, conviver com pessoas, experimentar sensações novas e subir em um palco, tem que fazer teatro.

E você, também tem um sonho guardadinho aí? Conte pra gente nos comentários!

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  • Gustavo Olmos é o autor da foto destacada

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Um tempo pra mim em Lisboa

À beira do Tejo, em Lisboa, sentei e sorri. Sem pressa, sem compromisso ou preocupação, apenas sentindo os raios do Sol e o vento leve que invadiam meus poros suave e agradavelmente. De uma ponta à outra, os pores do sol foram simplesmente os mais lindos que já vi!

Caminhar à margem desse rio também é muito prazeroso! Algumas vezes, fiz o percurso da Praça do Comércio até o Mercado da Ribeira, olhando o movimento da água, as aves, as embarcações e as pessoas, vestindo, gesticulando e falando suas origens e culturas tão variadas (confira o vídeo, no final).

Raios de Sol refletindo em rio e ponte, pedras e pessoas na beirada
Sol poente deixa Pte Vasco da Gama dourada e parece fundir céu às águas do Tejo. (Pq. das Nações, Lisboa)

Foi um tempo comigo mesma, de refletir profundamente sobre minhas escolhas e caminhos até ali e, às vezes, não pensar em nada, só sentir. Algumas dessas reflexões foram justamente sobre estar ali, aquela viagem, que era um verdadeiro sonho para mim, e que acabaram me dando a ideia do blog.

Aos 44 anos, com dois filhos já crescidos e uma poupancinha para bancar o passeio em modo econômico, estava finalmente fazendo minha primeira viagem internacional.

Foram 35 dias de extrema sensação de liberdade e alegria! Não ter que se preocupar com mais ninguém além de mim, não ter que fazer nada que não desejasse. Longe das obrigações e o estresse habitual da rotina urbana, tão massacrante. Pensa?!

Por que Portugal para esse tempo pra mim?

mulher deitada em banco de concreto. Calçada, grade e rio ao fundo
Banho de sol após almoço, no Pq. das Nações (Lisboa-PT)

Escolhi Portugal porque minha prioridade de viagem ao exterior sempre foi a Europa, então decidi começar pela terrinha. Creio que esse “retiro” pode ser em qualquer lugar onde a gente possa relaxar da “vida louca”, ficar em paz. Só recomendo não ir muito perto de casa porque aumenta o risco de aparecer alguém perguntando onde está aquela jaqueta ou dizendo que está com fome. Rs.

É claro que família, filhos a gente ama incondicionalmente, quer cuidar, estar perto, apoiar, mas você que é mãe, pai (ou os dois, se necessário) ou tem outros familiares que exigem cuidados diários, sabe do que falo.

Em alguns períodos dessa jornada, dificilmente temos tempo para nós, para olhar para dentro da gente, para nos dedicar a pequenas coisas que nos fazem bem, por absoluta falta de tempo. Isso tudo aliado a trabalho e tantas, mas tantas burocracias da “vida moderna”.

Saindo da “Matrix”

Rio, ponte, pedras, pessoas e prédios no contra luz
Ponte 25 de Abril e Cristo Rei no contra luz, Centro de Lisboa

Embarquei para Portugal com uma amiga, mas, como ela tinha que se dedicar a compromissos pessoais, fiz vários passeios sozinha, o que também foi muito bom! Pude escolher onde e quando ir ou até ficar horas no mesmo lugar só observando a paisagem.

Foi ótimo! Uma experiência que recomendo a todo mundo e pretendo repetir sempre que puder. Simplesmente se desligar da “Matrix”! Rs. Outro lugar por onde gostava de caminhar em Lisboa à beira Tejo era no Parque das Nações, região onde ficamos hospedadas por mais tempo.

Ao contrário do Centro Histórico e de Belém, onde estivemos antes, essa é a parte mais moderna da cidade, cheia de verde, avenidas largas e arranha céus. É também onde fica a bela estação Oriente, que liga Lisboa a outras cidades portuguesas e países da Europa.

Ave sentada em mureta à beira de lago. Árvores ao fundo
O descanso da ave. Parque das Nações, Lisboa (Portugal)

Em outro post, falo mais desse período e dou várias dicas para roteiro de um dia no Parque das Nações. Menciono aqui só para dar ideia de como era prazeroso andar por aqueles lados, almoçar um belo bacalhau com um bom vinho, depois só deitar no banco à beira do rio para tomar um solzinho, ouvindo o barulho da água e o burburinho dos passantes.

Caminhar pela Vila de Sintra (região de Lisboa) também era delicioso, me perder por suas ruelas, parques e castelos seculares.

Tempo pra mim em Barcelona

Em Barcelona foi bem corrido, mas deu para relaxar um pouco no Parque Güell e nas caminhadas pelas Ramblas e Bairro Gótico. Estive em Portugal e Barcelona entre Outubro e Novembro de 2017. Foi um tempo pra mim. E como foi bom!


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Vídeo “Vida à beira Tejo”

Movimentação em calçadão à beira do Rio Tejo, em Lisboa (Portugal)

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